por Everton Sanches
Cine em Cena é um grupo de estudos de cinema e teatro, fundado no início de 1999, na cidade de Franca e dirigido por Everton Sanches.
Trabalhando com teatro o objetivo foi criar oportunidade para que todos seus integrantes interpretem diferentes tipos de personagens e exercitem-se como criadores dentro de um grupo de trabalho artístico, compreendendo desta forma a prática do ator na construção de vários tipos de personagens.
Nós interpretamos vários personagens e dividimos as tarefas do grupo, como elaboração de figurino, direção, organização de palco, música etc. Executamo-las conforme a orientação do diretor e concordância de cada membro do grupo. O diretor de cada peça pode variar entre os membros do grupo, mas como Administrador do grupo, eu fiquei sempre encarregado, entre outras coisas, de escrever os roteiros a serem encenados, realizar direção e pesquisar sobre teatro e cinema. Neste interesse também pesquiso a obra de Charles Chaplin desde 1998, tendo concluído meu pós-doutorado em 2016.
O cinema é um grande objetivo do grupo Cine em Cena. Em 1998, a partir do roteiro recém escrito por Everton, intitulado “As esposas da chuva” o projeto do grupo de estudos e a ideia de reunir pessoas inexperientes para constituir um filme que promover a cultura regional foi iniciado. Assim, foram feitos testes a fim de selecionar pessoas para integrarem o elenco do filme na Claq. Franca.
Foram entrevistadas várias pessoas, incluindo uma senhora da zona rural com um bebê de colo, adolescentes e atores amadores já adultos; pessoas de classe média e até semi-analfabetas. O teste para o filme obteve ampla atenção da imprensa e foi notificada pela EPTV – Ribeirão e pela Folha de São Paulo, no caderno Folha Ribeirão. Fizemos uma preparação inicial e filmamos um curta de 17 minutos, em vídeo, intitulado “Sociedade Alternativa”, mas depois a Claq. Franca entrou em crise financeira e não conseguiu recuperar-se.
Nós nos reuníamos em espaços cedidos pela prefeitura, mas outros projetos foram tornando-se mais prioritários que o nosso. O grupo inicial de 64 pessoas foi reduzido para cerca de quarenta no final de agosto de 1999 e em janeiro de 2000 éramos 20. Passamos a nos reunir em praças e locais cedidos por amigos ou integrantes do grupo. Ao final do ano 2000 tínhamos 12 integrantes e em 2001, 07 integrantes, passando então a nos reunir na casa do diretor. Em 2002 participamos do Festival do Minuto de Ribeirão Preto com o vídeo “Círculo Vicioso”.
Em 2006 contávamos com 8 integrantes, depois restaram 4 e em 2013 fizemos uma pausa em nossos trabalho, tendo realizado então nosso último trabalho. Eu, enquanto diretor, estou reunindo condições para voltar a realizar vídeos e, espero, iniciar o trabalho almejado com cinema.
“Cinema, a fábrica dos sonhos, referencia a dor, a angústia e o amor do homem e da mulher. Desde o seu surgimento, ele permite-nos sonhar com claras cores, vivas como a vontade de ser feliz e transformar a realidade. Deste modo, nada mais pertinente que fazer cinema para pensar num mundo melhor, para todos nós”.

