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        <title><![CDATA[Stories by Michele Terres on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Michele Terres on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Despedidas também fazem parte de uma vida com significado]]></title>
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            <category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Michele Terres]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 26 Jun 2025 13:54:00 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-06-26T13:54:00.945Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*CFegotY1lzWmCkNCZXJDXA.jpeg" /><figcaption>Designed by Freepik</figcaption></figure><p>Era de manhã. Por volta das 6h30. Às 8h, atendo uma cliente que acompanho há algum tempo. Ela floresceu. Agora está desabrochando. Seu nível de aceitação da vida como ela é, e o compromisso com o que realmente importa, é de deixar qualquer psicoterapeuta ACT orgulhoso.<br>E eu estava triste.</p><p>Mas por que estou sentindo isso? — me perguntei. Respirei fundo. Notei um aperto no peito. Então, me dei conta de que, muito em breve, deixarei de acompanhar sua história. Vamos seguir para o processo de alta. Essa tristeza é o sinal de algo maior.</p><p>Para quem não entende, quero contar que essa cliente chegou em um nível de estresse absurdo. Grau máximo de um burnout quase enlouquecedor. Embora tivesse alcançado o “topo do mundo” na carreira, sua caminhada pela vida era à beira de um penhasco. Pouco ou nenhum contato com seus valores. Quase nenhuma ação comprometida. A vida frenética das grandes metrópoles engolia sua energia.</p><p>Agora, depois de pouco mais de dois anos, ela está consciente. Acolhe suas vulnerabilidades com amor. Aprendeu a notar quando está presa nos pensamentos. Às vezes, ela morde o anzol e se percebe enganchada. E então, relaxa. Já conseguiu aceitar que</p><blockquote>morder anzóis, em mares desconhecidos, faz parte da vida.</blockquote><p>E segue se movendo na direção de uma vida valiosa.<br>Eu me orgulho de ver isso de perto. É uma honra.</p><p>Aceito que a tristeza vem dizer para mim que é hora de vê-la de longe. Antes, eu tinha vergonha de contar aos clientes que ficava triste com sua partida. Até que, um dia, me dei conta de que isso só acontece porque eles realmente importam.</p><blockquote>A gente não chora pela partida de algo sem conexão.</blockquote><p>Não é pelo fato de ter menos um cliente. É a realidade de que essa pessoa — com nome, sobrenome e uma história de vida inteira — vai seguir seu caminho.</p><p>E agora, depois de acolher tudo isso dentro de mim, posso aceitar a beleza desse momento de despedida. Para vivê-lo com toda a importância que ele merece.<br>Depois disso, ainda posso abrir espaço para que novas histórias cheguem — a fim de que eu segure, mais uma vez, a mão de alguém que, em algum tempo, também vai embora.</p><blockquote>Esse é o ciclo bonito e real da vida de um psicoterapeuta que se abre ao amor, de verdade.</blockquote><p>Por isso, mesmo tendo certeza de que vou ficar triste em cada despedida, eu escolho me conectar com as pessoas profundamente.<br>Porque isso nos transforma.<br>E, isso sim, vale muito a pena.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=68615806bd36" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A primeira sempre é para baixo!]]></title>
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            <category><![CDATA[autocompaixão]]></category>
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            <category><![CDATA[comprometimento]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Michele Terres]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 13 Mar 2025 14:01:09 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-03-13T14:01:09.194Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*lByQ8c8E-G9RBL12PwaV6Q.png" /><figcaption>Acervo pessoal</figcaption></figure><p>Aos 4o anos decidi que teria uma moto. Tenho um gosto antigo pela velocidade. Me lembro de assistir F1 desde muito pequena. No entanto, nunca tinha tido a oportunidade de andar na garupa de uma motocicleta até essa idade. Quando fiz isso pela primeira vez, foi incrível. Depois de 15 minutos contemplando aquela experiência, decidi que aprenderia a pilotar. Que loucura!</p><p>Nas aulas de pilotagem, algo me chamou muito a atenção: a primeira marcha da moto é sempre para baixo. Antes de acelerar, antes de ganhar velocidade, o primeiro movimento é descer.</p><p>E a vida também pode ser assim. Às vezes, parece que estamos indo para trás, até mesmo depois de decidir o que é importante. Podemos nos sentir presos no cansaço, na eterna dúvida do “e se?”, no medo, na culpa. E a mente, tentando nos proteger, sussurra: “talvez seja melhor desistir!”.</p><p>Mas e se, em vez de lutar contra essas sensações desconfortáveis, pudermos apenas notá-las? Se, em vez de esperar o medo passar, pudermos acolhê-lo com gentileza e, ainda assim, escolher seguir adiante?</p><p>Já me senti estagnada muitas vezes. Como se estivesse presa a um “anzol mental” de pensamentos. Ainda me sinto, às vezes, diante de desafios. Parece que não saio do lugar. Mas aprendi algo importante: não preciso me livrar do desconforto para seguir em frente. Posso senti-lo e, mesmo assim, engatar a próxima marcha, que é sempre pra cima.</p><p>Se hoje você sente que está na primeira marcha, tudo bem. Você não está sozinha! Respire profunda e conscientemente. Busque ser gentil consigo mesmo. E quando notar que o motor da vida esta pedindo, lembre-se: se a primeira marcha da moto foi para baixo, todas as outras são para cima. 🔝</p><p>O meu último “vai com medo mesmo!” foi aprender a andar de moto. E qual é o próximo passo que tu quer dar na direção de algo valioso, mesmo diante do desconforto?</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=dd39dfac1329" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[A Vida Não Tem Versão Premium: lições de uma playlist com anúncios]]></title>
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            <category><![CDATA[impermanência]]></category>
            <category><![CDATA[metáforas]]></category>
            <category><![CDATA[consumismo]]></category>
            <category><![CDATA[vida-cotidiana]]></category>
            <category><![CDATA[lições-de-vida]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Michele Terres]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 14 Jan 2025 16:29:45 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-03-13T19:15:52.004Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*jOJkXpcfxaykqIGp1kQP6g.png" /><figcaption>Imagem gerada por meio da ferramenta de inteligência artificial da OpenAI.</figcaption></figure><p>As vezes me observo criando em metáforas que não tenho ideia de como surgem na mente. Acredito que seja porque eu costumo ver a vida real como uma constante possibilidade de aprendizagem. Metáforas me ajudam a tornar ideias complexas em algo palpável. É como se a vida fosse uma experiente professora me dando a oportunidade de aprender algo em cada em cada situação trivial cotidiana. Como ainda estou na condição de aprendiz, quando eu deixei de assinar a versão Premium do Spotify, ela me ofereceu mais uma lição.</p><p>Você algum dia pensou que a vida pode ser como a versão do Spotify grátis? – pois eu sim! E vou contar aqui.</p><p>Confesso que nem sempre usei a versão paga do Spotify. Mas, já faz alguns anos, achei interessante assinar o serviço. Posso dizer, com certeza, com uma expressão típica dos gaúchos: Mas<em> bah</em>, que experiência!</p><p>Realmente é uma maravilha! Não me preocupo com anúncios e ainda evito sentir o desconforto de não poder ouvir a música que amo mil vezes (sim, eu ouço várias vezes a mesma música, quando gosto. Me julgue, se quiser!).</p><p>Também posso criar <em>playlists</em> com todas as favoritas e fazer o <em>download</em> delas para escutar quando estou sem internet disponível. Outra funcionalidade é que, quando as músicas da lista acabam, o próprio serviço de <em>streaming</em> seleciona outras semelhantes e inclui na faixa automaticamente. É satisfatório ver a inteligência artificial e o algoritmo trabalhando para me proporcionar previsibilidade e conforto auditivo. Adoro tecnologia. E amo essa experiência de ter o controle nas mãos. Aliás, quem aqui não ama poder controlar as músicas que escuta? Já tive outros serviços e está nítido porque a Spotify é uma líder no segmento (Spotify me patrocina!!!).</p><p>Um dia, depois de algum tempo notando um incômodo crescente, decidi cancelar o serviço. Estava ficando desconfortável ter de pagar mais de R$ 200,00 anuais, mesmo que fosse para ter acesso a todos esses benefícios. Eu estava achando um absurdo! Especialmente porque, serviços como esse, vão aumentando o preço gradualmente, de real em real e, quando a gente nota, chega num valor muito diferente do inicial. Essas mudanças sem consciência, com o passar do tempo me incomodam, porque tenho dificuldade de lidar com mudanças financeiras sem um bom planejamento. (I’m so sorry, Spotify! Depois dessa, acho que não tenho mais chances de patrocínio!).</p><p>Numa noite, logo depois de pressionar o botão de cancelar, senti um alívio. “Minha nossa, me livrei disso! Não é tão ruim, assim, ficar sem o serviço.”, eu lembro que pensei algo nessa linha. Passei mais alguns poucos dias desfrutando das vantagens de ser Premium. Sim! Eu estava consciente que o serviço acabaria em breve. Ter consciência quando se toma decições é importante. Nos ajuda a lidar com impactos. Dessa forma, essa era uma decisão baseada em uma série de valores pessoais. Me senti pronta e plena para abrir mão daqueles benefícios. Lá vamos nós para uma nova experiência (uhuu!!!).</p><blockquote>Foi então que a vida me mostrou que pensar estar preparada não é o mesmo que estar.</blockquote><p>Situação complicada, não? Aliás, quem aqui já não passou por isto: decidir, planejar e depois perceber que seria mais difícil do que imaginava? Não sei você, mas meus planos sempre dão certo na minha cabeça!</p><p>Certo dia, estava eu maravilhada ouvindo uma música que gosto tocada no piano a qual se chama <em>Mad World</em>. Ela começou a tocar, absolutamente sem eu esperar, depois que disse:</p><p>— Alexa, bom dia! – Todas as vezes que digo isso, a Alexa inicia uma rotina e abre a Playlist do Spotify que se chama: <em>Calming Instrument</em>.</p><p>Era pouco antes das 7h da manhã de uma segunda-feira. Estava eu feliz com a aleatoriedade da vida. A música que eu gosto tocando, a sensação de uma brisa suave passando pelo meu corpo. Era um momento de paz, tranquilidade e contentamento. Quer experimentar um pouco? Veja se consegue sentir. Escute, de olhos fechados. Depois volte para continuar a leitura. <a href="https://youtu.be/WY19Ic5Yo9g">https://youtu.be/WY19Ic5Yo9g</a></p><p>Voltando aqui. Estava eu curtindo pouco mais da metade da música, quando pensei: vou repeti-la mais uma vez. E mais uma vez! Que música linda. É tão bom sentir uma música tocando nosso corpo com o som, tal qual leve ar fresco.</p><p>Foi então que, em questão de poucos segundos, lembrei: “eu não posso repetir! Não tenho mais o serviço Premium. Minha nossa!” Uma tristeza, misturada com raiva e culpa, veio acompanhada de mais um pensamento, resumido em três palavras: “porque eu fiz isso!?”. Nessa hora meu corpo enrijeceu, com a chegada da crítica.</p><p>Ao notar tudo isso, a autocompaixão deu as caras e, como se tocasse meu ombro suavemente, trouxe uma voz doce dizendo: “não importa, deixa isso pra lá. Aproveita profundamente a música que está tocando antes da propaganda”. A paz e a tranquilidade trazidas por aquele pensamento caloroso, aliviaram meu corpo, mas foram rapidamente capturados pela palavra “propaganda” e eu fui fisgada de novo por um pensamento de frustração: “Ah não! Virá uma propaganda em seguida. Com música alta. Agitada. Vai tirar minha paz. Que Droga!”. Agora a frustração, a raiva e a culpa tomaram conta de mim, novamente e meu corpo, que tinha passado por um leve alívio, voltou a ficar ligeiramente rígido.</p><p>O mais interessante de tudo é que, se nessa hora você pudesse me ver como se estivesse assistindo a cena por câmeras instaladas em minha casa, seria assim: eu estava parada, de pé, em frente à bancada da cozinha, com uma xícara que ganhei de dia das mães da Valentina na mão, com café morno, pela metade. A manhã estava ensolarada. A luz entrava pela cozinha, nas minhas costas. Havia uma brisa suave, de um verão ameno no Rio Grande do Sul, passando pelo meu rosto. A música tocava na Alexa próxima de mim. A cidade estava silenciosa. O som da música era agradável. Meu rosto estaria com olhar perdido. Eu não estava ali: fisicamente você me veria no ambiente, mas mentalmente não.</p><p>Eu estava preocupada, num misto de frustração, raiva, culpa e medo. Meus pensamentos estavam embolados. Mais centrados preocupação com a música que iria acabar, com a propaganda que viria em seguida, com o cancelamento do serviço, do que as sensações da música tocando. Eu estava angustiada pois tinha a ilusão de que a propaganda terminaria com a minha alegria. Quando, na realidade, era eu mesma, presa em meus pensamentos, que estava fazendo isso. (Às vezes nós somos nosso pior inimigo!).</p><p>Embora todo o contexto estivesse propício para eu me sentir plena e feliz, minha mente tinha roubado a cena, trazendo muitos pensamentos desconfortáveis, enquanto eu tentava controlar o o futuro. Quem nunca se sentiu angustiado assim na vida, por perder o controle de algo momentâneo?</p><p>Naquele instante, entrei no modo “resolução de problemas”. Faço isso quando começo a pensar em fugir do desconforto, buscando uma solução mágica. Era quase uma corrida insana por soluções para não ter propagandas que acabem com minha plenitude. Qual a mágica que eu queria? Assinar o Premium naquela hora novamente. De preferência, antes de a música acabar. Afinal, “se eu pagar pelo Spotify Premium, nada disso vai acontecer de novo!” — era a ideia vendida pela minha mente.</p><p>Em meio a esse fluxo de pensamentos, uma lucidez apareceu e eu me perguntei: “eu vou fazer isso para sempre? Pagar por todos os serviços disponíveis com a função de evitar qualquer tipo de desconforto momentâneo?”. Nessa hora, lembrei que tinha tomado a decisão de cancelar com tranquilidade. Percebi que poderia voltar a assinar, se quisesse. Esse não era o ponto. Mas não queria fazer isso na hora do desespero. Essa não é a pessoa que eu quero ser!</p><p>Ao longo dos anos de terapia, e com a vida também, aprendi que não posso evitar desconfortos a qualquer custo. Abrir mão das decisões que tomei conscientemente em nome de valores importantes me distancia da pessoa que eu quero ser.</p><blockquote>A realidade que eu precisava aceitar naquela hora é que as músicas tocadas na Alexa quando digo “bom dia”, podem realmente ser controladas, se quiser e puder pagar por isso. Já a vida, impermanente como é, não! Desconforto momentâneo faz parte da vida. Eu não precisava sair correndo.</blockquote><p>Naquele momento me dei por conta de algo que acontece comigo: eu tenho medo que momentos plenos da música acabem, quero manter aquela experiência perene. Para não perder, quero repetir. Até aí tudo bem! O problema é que vez ou outra não faço isso só com as músicas. Faço na vida! Só que ela não tem essa possibilidade.</p><p>Os “premiuns” da vida contemporânea, que o dinheiro pode comprar em tempos de consumismo e a incessante busca por controle estão nos iludindo, cada vez mais. É uma a sensação irreal de previsibilidade, conforto e segurança. Estamos cercados de tantas promessas de controle que esquecemos de lidar com as mudanças naturais. Até as que escolhemos conscientemente!</p><p>Ao acolher o sofrimento (sim, propagandas e músicas que não se repete quando queremos são chatas mesmo!) pude sentir a autocompaixão voltando e a sensação de amor me abraçando.</p><p>Depois disso tudo, que não durou nem dois minutos, comecei a me dar conta de quantas vezes a Alexa tocava horas de música e eu não prestava a atenção, porque eu tinha a “certeza” de que poderia ouvir de novo. Quantas vezes eu quisesse. O problema é que isso me distanciava de apreciar cada momento como único. As músicas têm replay no pacote Premium. E como é bom poder repetir, pular e deletar, não é mesmo? Mas e a vida?</p><blockquote>A vida não tem botão de <em>replay</em>. Ela segue seu curso quer façamos algo ou não.</blockquote><p>Contudo, suando estou cercada de mensagens de controle dizendo que a música repete, o filme repete, a leitura repete, etc. eu perco a consciência de finitude das experiências e deixo de aproveitá-las. Passo a acreditar que enquanto, ou quando, eu puder pagar, comprar etc. vou controar tudo. Desse modo, vou me iludindo de que a vida é controlável e infinita, não me abrindo por completo para as experiências, deixando de apreciar o aqui-agora.</p><p>Mesmo que eu seja capaz de pagar todos os serviços de <em>streaming</em> do mundo, os momentos na vida real são únicos. (Aqui podemos entender brevemente o consumismo, como busca desenfreada por alívio, que nos faz comprar coisas/experiências que, no fundo, só geram satisfação momentânea.)</p><blockquote>O tempo não volta. A busca pelo controle, como forma de alívio, é apenas uma distração!</blockquote><p>Temos de estar conscientes do momento presente onde nosso corpo físico está. A gente nunca sabe quando acaba a <em>playlist </em>da vida. Essa é a realidade!</p><p>E você pode estar se perguntando: e como lidamos com as propagandas chatas?</p><p>Pensando que as propagandas são comparadas ao sofrimento, podemos aprender que elas ajudam a nos manter na realidade e de aproveitar cada melodia que passa pelos ouvidos. Já aceitei que a música vai parar de tocar em algum momento e, enquanto isso, eu sigo aproveitando e dançando. Também temos propagandas, isso faz parte da versão gratuita. Sem consciência, a vida passa a ser uma busca incessante sobre ter a versão Premium.</p><p>No fim das contas, nossa experiência nesse mundo é uma espécie de Spotify em versão gratuita: temos músicas para apreciar. Os momentos de propaganda para esperar. Novas melodias para descobrir. E, tudo isso, sem a opção de voltar ou repetir.</p><p>Quando me dei conta disso, ficou uma lição que lembro todas as vezes que ouço o Spotify depois dessa experiência: se a música está boa, aprecio. Na hora das propagandas, aceito. E, se não estiver gostando da música, passo para a próxima, me abrindo para uma nova experiência. No fim, a vida não passa mesmo de uma <em>playlist</em> que toca como deve tocar. Aceitar isso e prestar atenção na melodia é o que nos dá a liberdade de aproveitar.</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=f9ca87a404a3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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