<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:cc="http://cyber.law.harvard.edu/rss/creativeCommonsRssModule.html">
    <channel>
        <title><![CDATA[Stories by Ana Clara Schüler on Medium]]></title>
        <description><![CDATA[Stories by Ana Clara Schüler on Medium]]></description>
        <link>https://medium.com/@anaschuler?source=rss-ea2a41a842a8------2</link>
        <image>
            <url>https://cdn-images-1.medium.com/fit/c/150/150/1*MSb4gX4_MsvfCBWiCXsE2Q.jpeg</url>
            <title>Stories by Ana Clara Schüler on Medium</title>
            <link>https://medium.com/@anaschuler?source=rss-ea2a41a842a8------2</link>
        </image>
        <generator>Medium</generator>
        <lastBuildDate>Fri, 22 May 2026 04:08:17 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://medium.com/@anaschuler/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <webMaster><![CDATA[yourfriends@medium.com]]></webMaster>
        <atom:link href="http://medium.superfeedr.com" rel="hub"/>
        <item>
            <title><![CDATA[Como iniciar um projeto sem nome?]]></title>
            <link>https://anaschuler.medium.com/como-iniciar-um-projeto-sem-nome-fed699a237fa?source=rss-ea2a41a842a8------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/fed699a237fa</guid>
            <category><![CDATA[traveling]]></category>
            <category><![CDATA[naming]]></category>
            <category><![CDATA[projects]]></category>
            <category><![CDATA[digital-nomads]]></category>
            <category><![CDATA[branding]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Ana Clara Schüler]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 12 Nov 2021 17:29:38 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-11-12T18:00:22.714Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*9MCyxs3lqoSXw0d7etxbVQ.jpeg" /></figure><p>Comecei a jornada, daqui do meu caderno por enquanto. Escrevi 3 páginas de ideias e textos sobre um projeto existente só na nossa mente. Por enquanto.</p><p>Quem somos, o que queremos, o que oferecemos?</p><p>Tenho andado por esse deserto há dias, nesse projeto sem nome.</p><p>Vem ideia, já existe. Vem nome, já existe. Tudo já existe, já é, já foi. Não oferecemos nada de novo, será? O que um negócio novo sente quando decide existir de verdade? Eu me pergunto e imagino apenas, nunca estive desse lado. Estou do lado que sente dificuldade em dar nome às coisas. Coisas que já acontecem, que têm intenção de serem mais, de serem encontráveis, de serem identificáveis. Como chamá-las? Existentes, andantes, um projeto sem nome sob o qual andamos pelos desertos. Qual a função de dar nome às coisas? Damos nomes às coisas, ou no vazio do deserto fora do tempo nos lembramos do que já é? Fui longe? No caderno ainda, sim. Pode ser, talvez precise do silêncio da meditação para resolver esse caminho.</p><p>Pesquisar referências de fora ou as referências já devem fazer parte do projeto, o que falta lembrar pra chegar lá, naquilo que nos define?</p><p>Pra começar, palavras podem apenas tentar definir qualquer coisa. Elas são limitadoras também, visto que o entendimento e espectro de possibilidades de cada palavra depende muito do receptor, e não apenas do emissor. Me vejo novamente no papel que acredito ser o da comunicação dentro das marcas e da publicidade: o de tradutora.</p><p>Quais sentimentos e ideias a maior parte das pessoas pode ter das palavras que eu escolher? Esta seria a pergunta. Mais do que estudar e ter referências ou ideias particulares, o que as palavras que escolho usar causam no público que as lê?</p><p>Normalmente é sobre isso, e isso que me move e me paralisa ao mesmo tempo. A preocupação com a intenção esperada, e o que de fato pode ser compreendido.</p><p>Com este projeto eu não quero ser tradutora, quero ser poetisa. Quero fazê-lo por mim, não com alguma intenção de reação em públicos específicos. Poesia não vende produto. Poesia conecta. Não as massas, mas aqueles que sentem parecido. É isso que eu quero.</p><p>Vai ter um nome algum dia, eu espero. Inclusive esperava conseguir encontrar enquanto escrevia este texto. Me acompanhe ao longo desta jornada, ao som de Horse with no name, obviamente, se já não deixei isso evidente antes. Estou andando neste cavalo agora.</p><p>In the desert you can remember your name.</p><p>No vazio, quando as tremulações se acalmam, se pode lembrar de algo, se pode reencontrar algo já existente aqui.</p><p>Ok, agora você me pergunta sobre o projeto. Afinal, como vou chegar no final com um nome se não falar sobre isso?</p><p>O PROJETO</p><p><strong>É sobre o movimento, e sobre congelar o tempo.</strong> É sobre ir, mas é sobre parar. É sobre viajar, e sobre ficar. É o<strong> trem do mistério em movimento</strong> e a coragem de pular. É sobre acreditar que vai ser o lugar certo sem motivos concretos. Com ou sem planos, é sobre confiar. É planejar ir a lugares incríveis, mas conseguir fazer de onde se está o melhor lugar. É encontro no meio do caminho, entre montanha e serra, é onde se pisa na terra e olha pro céu. Onde se aterra ideias e faz voar razão.</p><p>É sobre ir, mas se o motor estragar, a vista saber apreciar.</p><p>É sobre o que a gente precisa aprender na vida.</p><p>E disso, saber compartilhar.</p><p>É espaço de indicar e compartilhar pela tela os pequenos prazeres, do restaurante caro à fogueira de chão no interior. Simples por essência, mas bons aproveitadores do caminho misterioso. A combinação sai da rota comum, vai parar nas nuvens sem sentido e vai além. Conforto, climinha, poesia, música, refeições, decoração e estrada.</p><p>O compromisso: considerar sorte o azar, saber parar pra respirar.</p><p>A ideia: encontrar paradas legais em qualquer e toda viagem.</p><p>É sobre esquecer as recomendações, afinal, nós vamos pra outro lugar. Um outro lugar, dentro dos mesmos lugares.</p><p>Não existimos para explorar e colonizar, existimos para conhecer, conectar e compartilhar.</p><p>Não caçamos o legal, <em>fazemos ficar legal.</em></p><p>Batizamos o cavalo. Olá, Coolonists.</p><p><a href="https://www.instagram.com/coolonists/">https://www.instagram.com/coolonists/</a></p><p><a href="https://www.instagram.com/p/CVs-SCMAcgt/">https://www.instagram.com/p/CVs-SCMAcgt/</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=fed699a237fa" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Era chefe, me demiti e me contratei.]]></title>
            <link>https://anaschuler.medium.com/era-chefe-me-demiti-e-me-contratei-389602d00dbd?source=rss-ea2a41a842a8------2</link>
            <guid isPermaLink="false">https://medium.com/p/389602d00dbd</guid>
            <category><![CDATA[mental-health]]></category>
            <category><![CDATA[freelancing]]></category>
            <category><![CDATA[creators]]></category>
            <category><![CDATA[startup]]></category>
            <category><![CDATA[work]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Ana Clara Schüler]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 24 Mar 2021 16:53:01 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2021-11-12T18:05:46.198Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*wkTluGQcubsbfLIW5AzGmg.jpeg" /></figure><p><strong>Como minha demissão fez com que um novo formato de trabalho surgisse na dobra</strong></p><p>Nunca achei que fosse me demitir da Dobra - um dos lugares mais divertidos e livres de trabalhar por que já passei, e posso, com um pouco de ousadia, afirmar que talvez do mundo. Gestão completamente diferente que chamou a atenção de grandes empresas do Brasil nos últimos anos. Um lugar sem chefes que, na teoria, transformaria todos em chefes.</p><p>E eu como minha própria chefe, e com muita coragem que chefe deveria ter, me demiti.</p><p>Depois de mais de 3 anos em que vinha desenvolvendo o conteúdo orgânico, desde a ideação até o planejamento e execução, tendo sido inclusive SAC no início, senti que o aprendizado da vida deveria seguir de outra forma a partir de agora.</p><p>Por causa da liberdade que sempre tive, iniciei e criei muitos conteúdos dos quais me orgulho, quando o instagram da marca ainda estava bem no início. Mais do que isso, comecei a desenvolver algo um tanto quanto adormecido em mim, que foi a escrita. Além de conteúdos super criativos e trocas incríveis com a comunidade que conseguimos criar, sem querer criei uma categoria na nossa newsletter que chamamos de “e-mail coach”, onde escrevo livremente, sem venda, sem links, apenas em nome da conexão. Não vou mentir, as respostas que tivemos e feedbacks da galera foi o que me impulsionou a conseguir, volta e meia, transmutar desânimo de fazer qualquer coisa da vida, em e-mails pensados exatamente para aqueles que também pudessem estar se sentindo como eu. E isso me movia. Me moveu a voltar a escrever mais pra mim também e a retomar planos e ideias que tinha e deixei de lado. E eu precisei me movimentar e mudar tudo na vida.</p><p>Às vezes a gente precisa se desconectar para conseguir se reconectar com a gente mesmo. A partir daqui, me afasto do dever com as redes sociais que tanto me envolvem e sempre divertiram, para que eu consiga retomar aspectos e objetivos mais profundos. Para que eu consiga desenvolver o que me move, e que vai continuar movendo até quando a guerra do algoritmo e o planejamento de marketing de conteúdo que imperam agora, deixarem de existir.</p><blockquote>O incômodo que surge, mesmo nos lugares que parecem ideais, servem pra gente conseguir movimentar, e conseguir lembrar do que faz mover. E criar coisas novas.</blockquote><p>É assim, inclusive, que nasce um novo formato de trabalho na Dobra. Uma nova fase pra mim e uma nova fase pra eles também. O entendimento do movimento, totalmente posto em prática.</p><p>No dia que anunciei minha saída da empresa, anunciei minha chegada também. Me desligo de minha posição de criadora total, largo as funções de planejamento, redação, fotografia, design gráfico e social media que performava — para ser, com a dobra, redatora freelancer.</p><p>Um passinho pra trás? Talvez sim. Um passinho pra frente, comigo e com minha saúde mental que não queria mais tentar acompanhar o ritmo frenético de criação em quantidade, sozinha.</p><p>Passo a conseguir me envolver com criação em outros projetos, e com meus próprios projetos. E sigo mandando e-mails viajandões e participando de alguns textos pelos blogs e lançamentos da dobra. Sigo com a Dobra e Dobra segue comigo. Sou parte de um time que tende a crescer, nesse sentido, daqui pra frente. Seguirei voltando ao espaço, à sede e a encontrar a galera sempre que possível.</p><p>Precisei exercitar o desapego com minha própria criação e com a ideia de segurança de um trabalho formal, mesmo que em um lugar irado, pra conseguir realizar trabalhos mais significativos. Pra acompanhar, trago um trecho de um dos últimos e-mails que escrevi.</p><blockquote>Na contramão da ideia que vive no nosso inconsciente que nos faz acumular coisas, vislumbrando alguma ideia de sucesso relacionada a posses, carreira, identidade, persona, eu proponho deixar alguma coisinha pra trás todo dia.</blockquote><p>A verdade é que as pessoas nunca vão se sentir completamente realizadas. Sempre vai ter uma coisinha mais pra se conseguir, uma posição a mais, um contrato a mais, um item a mais, um sapato a mais que se precisa. Nunca vai ser suficiente. No Ocidente, essa cultura da ambição é estimulada, enquanto as mentes se tornam cada vez mais doentes porque não conseguem parar. Não é querer desestimular ninguém a seguir sua jornada, mas que sejam jornadas saudáveis em busca de movimentos positivos sem medo do desapego das coisas. Que seja uma jornada que transite pelas possibilidades além da ideia de sucesso profissional como objetivo final.</p><p>Resolvi que vou testar mil coisas antes de ter 30 anos de empresa ou algum tipo de carreira estável. Pretendo descobrir tudo que não sou, pra que eu possa fazer o que move não só a mim, mas mais gente que possa entrar nesse movimento comigo. Ao mesmo tempo que é preciso guardar resultados e trabalhos feitos pra seguir participando de coisas novas, exercitar o desapego do que se é pode ser libertador para que projetos diferentes fluam na vida.</p><p>Assinado desta vez, não por Batman, por Ana Clara Schüler.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*YfjGG7Io2clDYk2V6h4j0g.jpeg" /></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=389602d00dbd" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
    </channel>
</rss>