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        <title><![CDATA[Stories by Rafael Pereira on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Rafael Pereira on Medium</title>
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            <title><![CDATA[PL da Devastação e a insustentabilidade do capitalismo verde]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Rafael Pereira]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 05 Aug 2025 19:34:33 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-08-05T19:34:33.720Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/740/0*oW6M0manH2ehwXGw.jpg" /></figure><h3>Aprovação do PL 2159/21</h3><p>O Projeto de Lei 2159/21, o <strong>“</strong><a href="https://www.revolucaosocialista.com/post/flexibiliza%C3%A7%C3%A3o-do-licenciamento-ambiental-a-legaliza%C3%A7%C3%A3o-da-barb%C3%A1rie-capitalista"><strong>PL da Devastação</strong></a><strong>”</strong> que cria a Lei Geral do Licenciamento Ambiental foi aprovado na <a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/07/17/lei-geral-de-licenciamento-ambiental-veja-como-a-camara-votou.ghtml">última quarta-feira (16)</a>, na segunda etapa do sistema tripartite brasileiro. A proposta caminha agora para a sanção presidencial com a possibilidade de vetos. A votação, feita às vésperas do recesso parlamentar, de forma sorrateira e em expediente noturno, escancara uma movimentação que não sinaliza somente uma crise institucional, mas <strong>essencialmente uma crise sistêmica:</strong> a barbárie capitalista quer a todo e qualquer custo, acabar fisicamente com as condições para a resistência e reorganização das e dos mais vulneráveis, instrumentalizando o <strong>insustentável caos climático </strong>como arma ativa contra a natureza e por consequência, à vida da classe trabalhadora já empobrecida e precarizada.</p><p>O Congresso Nacional, sob a presidência de Hugo Motta (Republicanos) — assim como em 2020, sob as garras de Rodrigo Maia e do ex-ministro de Bolsonaro, Ricardo Salles — repete a prática do “passar a boiada”, aprovando pautas polêmicas e nada triviais em momentos de baixa vigilância por pairar no ar uma cortina de fumaça sobre <strong>soberania, tributação e polarização social</strong>.</p><p>A disputa narrativa e ideológica tem renovado suas táticas de propaganda inclusive nos canais oficiais do governo, que por meio de memes — que sim, são engraçados e com enorme potencial de viralização principalmente entre uma <strong>juventude desacreditada da política institucional</strong> — fortalece-se, aliadas a artigos publicados na mídia internacional e pronunciamento do presidente em rede nacional de TV, canal de comunicação em massa, hoje subutilizado. É preciso estar atento por apesar dos gracejos e tom de voz leve, <strong>o tema aqui tratado deve ser abordado com absoluta seriedade</strong>, porque redesenha os rumos dos licenciamentos ambientais e torna mais fácil para que a burguesia domine e avance sobre recursos naturais e áreas de proteção ambiental.</p><h3>O papel do governo e suas contradições</h3><p><strong>Não há vácuo na política</strong> e o presidente Lula, muito mais que experiente e já visando o pleito de 2026, aproveita a janela de oportunidade de seu ligeiro aumento de popularidade, impulsionado pelo embate contra <a href="https://www.revolucaosocialista.com/post/defender-a-soberania-do-povo-brasileiro-contra-inger%C3%AAncia-dos-eua">o tarifaço de Trump</a>, mas em suma, acaba fortalecendo o reformismo e um nacionalismo populista e ordinário. Cai agora em seu colo o poder do veto de trechos do PL, ação já exigida corretamente por sua base, mas, todo este circo e malabarismo não vai à raiz dos problemas contemporâneos do povo brasileiro: o <strong>Arcabouço Fiscal</strong>, ou em bom português, o <a href="https://www.revolucaosocialista.com/post/o-novo-arcabou%C3%A7o-fiscal-%C3%A9-a-reedi%C3%A7%C3%A3o-do-teto-de-gastos">“Novo” Teto de Gastos</a>, um programa de arrocho e austeridade <strong>apresentado pelo governo</strong>, não pela oposição.</p><h3>Agronegócio, o filho mimado</h3><p>Na questão agrária e ambiental, o governo adota um discurso <strong>supostamente ecológico</strong>, mas mantém na prática o alinhamento com os interesses do grande agronegócio. Em 2024, foram concedidos R$21 bilhões em subsídios ao setor agroquímico, verdadeiros venenos que continuam recebendo apoio estatal. O <strong>Plano Nacional de Agroecologia</strong>, lançado com pompa, não trouxe nenhuma medida concreta para <strong>reduzir o uso de pesticidas</strong>. O Plano Safra 2025/2026 bateu novo recorde histórico, com R$594,4 bilhões de crédito rural disponibilizado, mas a maior parte (R$516,2 bi) foi destinada ao agronegócio exportador, contra somente R$78,2 bi para a agricultura familiar. Após mais de dois anos de governo, nenhuma desapropriação foi realizada, como denunciado pelo MST, que continua com <strong>72 mil famílias em acampamentos provisórios</strong> e <strong>145.100 famílias acampadas à espera de um lote de terra</strong> para cultivar, <a href="https://reporterbrasil.org.br/2025/02/brasil-familias-acampadas-reforma-agraria/">segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)</a>.</p><h3>COP 30 e o discurso ambiental</h3><p>Também é inevitável relacionar o <strong>PL do Retrocesso Climático</strong> à realidade ambiental do país que sediará a <strong>COP 30</strong>, grande balcão de negócios da burguesia internacional que <a href="https://www.inforevolucao.com/post/ambientalistas-alertam-para-escalada-da-repress%C3%A3o-a-protestos-e-temem-militariza%C3%A7%C3%A3o-da-cop30-em-be">segue amplamente denunciado</a>. Facilitar a devastação, na prática, escancara a <strong>demagogia discursiva dos ditos progressistas</strong> porque facilita atividades econômicas com alto impacto ambiental sem uma análise rigorosa dos riscos no país que detém 64% da floresta amazônica e não é signatário, por exemplo, do <a href="https://transparenciainternacional.org.br/acordo-de-escazu/">Acordo de Escazú</a>, um tratado internacional que tem como um dos pontos chave <strong>a proteção de defensores ambientais</strong> na região mais perigosa do mundo para quem luta pela natureza. Ao final, <strong>a expansão de mercados e lucro imediato fica para os ricos e o saldo negativo fica para o povo</strong>, afetando diretamente comunidades tradicionais urbanas e rurais, periféricas, indígenas, quilombolas e ribeirinhas.</p><h3>Progresso para quem? Ecossocialismo: alternativa à barbárie</h3><p><strong>O ecossocialismo aponta um horizonte onde a natureza não é um obstáculo para o progresso.</strong> O Capitalismo Verde — a maquiagem sustentável do capital — e seus gerentes, prometem em troca da exploração infinita, empregos e melhoria de vida para o povo, um exemplo disso é a linha de defesa da <strong>arriscada perfuração de poços de petróleo na foz do Rio Amazonas</strong>, que já teve sua viabilidade técnica rechaçada por todos as entidades ambientais sérias, inclusive de órgãos oficiais como o IBAMA.</p><p>É importante reforçar que <strong>é um erro gigantesco tratar a humanidade isoladamente de outras espécies </strong>da fauna e flora. Devemos denunciar fortemente palavras de ordem maquiadas de desenvolvimentismo e reparação, como <strong>“O Petróleo é nosso!”</strong>, <a href="https://www.instagram.com/p/DMOB4scP4mb/">bradadas pelo campo governista</a> do movimento estudantil no 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) na presença de Lula, com a justificativa do retorno dos <em>royalties</em> da exploração do pré-sal para a Educação. A única direção possível é <strong>“Basta de combustíveis fósseis e exploração predatória!”</strong>. Não há possibilidade de conciliação. A Petrobras, 7ª petroleira mais lucrativa do mundo, por exemplo, deve ser totalmente estatizada e seu controle deve ser popular. Há que se realizar a transição energética justa verdadeira e urgentemente, não sentar-se à mesa de negociação junto a governos imperialistas para<strong> renovar acordos que nunca serão cumpridos</strong> ou planos morosos que se cumpridos, levarão 10, 30, 50 anos para atingir suas metas.</p><blockquote><em>“Em vez de um sistema baseado na produção de valores de troca — coisas para vender — propomos uma orientação baseada na produção de valores de uso — coisas socialmente necessárias. E quem decide o que é socialmente útil? A maioria da classe trabalhadora e do povo, econômica e politicamente empoderada, expropriando dos capitalistas as principais fontes da economia e da política, elaborando um planejamento democrático da produção”.</em> Trecho do programa <a href="https://mst.org.ar/por-que-ecosocialistas/">Por que somos ecossocialistas?</a> do MST, seção da LIS na Argentina.</blockquote><p>Devemos<strong> </strong>tomar as ruas<strong> em defesa do presente</strong>, não mais do futuro, pois a catástrofe climática já começou! Apostar na unidade das organizações revolucionárias é a tarefa do dia, também disputando politicamente a luta contra o “ONGuismo”, que sob direções entreguistas e subalternas por recursos financeiros aliam-se “independente do espectro ideológico” aos nossos algozes; canalhas que entregam migalhas com uma mão e com a outra, esfaqueiam a possibilidade da vida sustentável no planeta.<strong> Ecossocialismo ou extinção!</strong></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=9896f29a2963" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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