
Pour DILAP.Photomontage L.Le Gal

Pour DILAP.Photomontage L.Le Gal
“Una de las principales fuerzas de impulso para un e-learning eficaz y de calidad en el futuro son probablemente los REA, que suponen una gran oportunidad para todos en lo que se refiere a compartir, utilizar y reutilizar el conocimiento global.” (1)
Algumas considerações
O desenho desta actividade para ensinar um conteúdo de uma Unidade Curricular (em fase de desenvolvimento) apresenta-se num ambiente de ensino/aprendizagem misto com aula presencial e virtual. Assim sendo, o principal REA escolhido assenta num documento multimédia disponibilizado online consubstanciado num programa televisivo cuja ferramenta metodológica principal é a cartografia (2) . Apresentado, em primeiro lugar, na aula presencial, o documento multimédia é, de seguida, explorado em ambiente virtual sendo complementado com referências electrónicas.
Na base da selecção deste REA, estão, além de alguns dos princípios que norteiam o referido programa televisivo, princípios relacionados com a abordagem intercultural:
Comunicação Intercultural
Conteúdo 1:
. Contactos Interculturais: o local e o global
Vivemos numa sociedade cada vez mais plural, onde é urgente aceitar e valorizar a diferença. A diversidade cultural que existe no mundo, tornada mais visível pela globalização das tecnologias da informação e da comunicação, tem mostrado a premência de pensar, em conjunto, “o Outro.” Por isso, torna-se necessário investir nos conceitos de multiculturalismo e de interculturalidade. Um investimento que não é apenas intelectual, mas também político, económico e social.
Pela interculturalidade, as inovações, os factores de modernização, a solidariedade, beneficiam toda a humanidade. Trata-se de aprender a interpretar e a traduzir objectos, conceitos e relações, em conjunto, com vista a aproximar tendências que aparecem hoje diversas, até mesmo opostas, como a globalização e os conjuntos regionais, ou o Estado-nação e as identidades locais, e de decidir a melhor maneira de valorizar o peso do indivíduo e das colectividades seguindo uma orientação que faz da conciliação do universalismo e do particularismo o novo paradigma da diversidade cultural.
Propomo-nos reflectir sobre este paradigma, tendo como elemento de análise e de reflexão a veiculada “lógica de confronto” entre o mundo ocidental e o mundo muçulmano, introduzindo, deste modo, a interculturalidade como um conceito a ter em conta na classificação do mundo actual, que não se resume à observação das diferenças, que não consiste num inventário de especificidades, mas que supõe indivíduos e colectividades num processo de diálogo e partilha interculturais.
Objectivos:
Exploração do tema:
Exercício de análise e de reflexão utilizando o fórum para desenvolver a actividade «Compreender a diferença» com a apresentação de um vídeo: “Muslim Demographics.”
Recursos pedagógicos – REA:
1. Documento multimédia
Le Dessous des Cartes : «Civilisations : du Choc à l’Alliance ?»
2. Recursos Web
– Laboratoire d’études politiques et d’analyses cartographiques/LEPAC
– UN-Alliance of Civilizations Media Literacy Education
– eLearning Papers – Aprendizagem e Interculturalidade
(1) Centro de Nuevas Iniciativas (Coord.) (2008). El Conocimiento Libre y los Recursos Educativos Abiertos. In: OCDE/Paris-Junta de Extremadura para la edición en español, p. 28.
(2) Le Dessous des Cartes : «Civilisations : du Choc à l’Alliance ?»
Montaigne, Essai III, Chapitre X: De la liberté de conscience
«Os recursos educativos abertos são materiais de aprendizagem e de ensino disponíveis gratuitamente ao abrigo de licenças que permitem o uso, a alteração e a distribuição dos seus componentes. Mas não só. Graças à circulação mundial dos REA, ampliados por conteúdos gerados pelos utilizadores e suportados pelas tecnologias Web 2.0, são múltiplas as vantagens e as oportunidades criadas para professores, autores, profissionais de eLearning, criadores e fornecedores de conteúdo, investigadores e decisores e, claro: para os aprendentes.» (1)
A Internet desafia-nos a modificar a relação com o pensamento e com o conhecimento, desafia-nos a modificar a relação com o saber e o saber-fazer, desafia-nos a modificar as nossas formas de aprender e de ensinar ao fornecer ferramentas adaptadas e orientadas para o ensino/aprendizagem online.
Os Recursos Educacionais Abertos/REAs (Open Educational Resources/OERs), como recursos voltados para o ensino, a aprendizagem e a investigação disponibilizados de forma livre e aberta, traduzem uma das várias respostas aos desafios colocados pela Internet.
Neste Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, este 1º Curso de Formação Integrada em e-Learning tem, entre outras vantagens, e isso não obstante a “batalha” do tempo, permite descobrir ferramentas que, depois de um período de aprendizagem e de prática, podem tornar-se valiosos instrumentos para o ensino/aprendizagem, sobretudo, se tivermos em conta uma tendência em se combinar dois ambientes educativos: o presencial e o virtual.
Uma primeira reflexão é a questão do conhecimento, a experiência e a percepção que o mundo académico tem dos REAs. Pelas actividades realizadas neste curso, os REAs constituem mais uma ferramenta pedagógica virtual a descobrir e a explorar.
Uma segunda reflexão prende-se com a inscrição e a assimilação nas metodologias de trabalho educativo do novo ambiente de aprendizagem e de ensino online proporcionando novos recursos educativos – virtuais, livres e abertos. Apercebemo-nos, de facto, como a Internet transforma o ensino e a aprendizagem. Parece-me muito interessante a analogia que é feita do mundo e do conhecimento com os “Legos” com o desafio permanente da criatividade face às imensas e complexas possibilidades e potencialidades da Internet:
. É a criação de uma rede de conhecimentos e conteúdos abertos e partilhados. Dito de outro modo, trata-se, na verdade, de “desbloquear” o conhecimento (“Unloking knowledge”).
. É a disponibilidade e a disponibilização de conteúdos sem custos e de alta qualidade educativa como nos é apresentada pelo OpenCourseWare do Massachussets Institut of Technology/MIT que se expandiu, com as suas respectivas adaptações, pelo mundo fora, a outras instituições de ensino (2) .
. É pensar no potencial do Open Source Free e dos REAs numa perspectiva de desenvolvimento económico e político.
. É pensar, entrando um pouco mais na minha área de investigação, no potencial destas ferramentas educativas em termos de relações interculturais: «(…) de um trabalho activo para ultrapassarmos a distância e os medos que muitas vezes existem entre pessoas oriundas de culturas diferentes» (3).
. É a utilização, na prática pedagógica, das diversas ferramentas de comunicação disponíveis na Web, como o correio electrónico, o chat, o fórum, o wiki, os RSS feeds, o blog, o Diigo, etc.
Uma terceira reflexão relaciona-se com as práticas pedagógicas das universidades e os modos de aprendizagem dos estudantes resultantes das potencialidades e oportunidades dos REAs. Tivemos ocasião de iniciar uma reflexão sobre esta questão quando abordamos a experiência das modalidades de virtualização com o estudo e discussão dos casos do Program in Course Redesign pondo em evidência as relações entre a tecnologia e a pedagogia como ainda os ambientes de aprendizagem, quer físicos quer virtuais.
1. Schaffert, S., Vuorikari, R., Carneiro, R. (2008). Recursos Educativos Abertos. In: eLearning Papers nº 10.
2. Humbert, M., Rébillard, C. & Rennard, J-P. (2008). Open Educational Resources for Management Education: Lessons from experience. In: eLearning Papers nº 10.
3. Carneiro, R., Tarín, L., Jokisalo, E. (2008). Aprendizagem e Interculturalidade. In: eLearning Papers nº 7
“Internet e as novas formas de organizar o pensamento”
A omnipresença da Internet na vida dos indivíduos e das sociedades e as suas implicações em novas formas de organizar o pensamento é o mote de reflexão deste artigo. Caso para se dizer que estamos, de facto, perante “um pensamento Internet” e, logo, quem sabe, perante “uma revolução cognitiva”.
Certo é que a Internet trouxe profundas evoluções em muitos dos nossos hábitos quotidianos. Na verdade, o que a Internet traz são novos meios para finalidades que desde sempre existiram como procurar, comunicar, deslocar-se, transmitir informações, fornecer serviços. É o “ter” e o “ser” que a Internet conceptualiza de novo e desmaterializa. Conceitos como posse, presença, distância, ou a relação com o tempo, com o conhecimento, com o ensino, estão em mutação. A fronteira entre o real e o virtual é cada vez mais incerta. Lugares metafóricos substituem-se aos lugares físicos. Do mesmo modo que os objectos materiais são o suporte da vida quotidiana, os objectos imateriais tornam-se suportes da acção.
Pelo acesso, a qualquer momento, de um extenso conjunto de informações, a Internet desafia-nos a modificar a relação com o saber. Desafia-nos a modificar as nossas formas de aprender pelo seu contributo nas aprendizagens ao fornecer ferramentas adaptadas e orientadas para o ensino.
É o desafio que pessoalmente se coloca neste curso de formação integrada em E-Learning.
Comment Internet change notre façon de penser
Emmanuel Sander*
Dématérialisant les supports de connaissance, s’affranchissant de l’espace et du temps, Internet offre de nouvelles manières d’organiser les connaissances. Une révolution cognitive ?
«(…) Internet change également notre rapport à la connaissance. La caractéristique la plus évidente d’Internet est sans doute de ressembler à un eldorado de la connaissance : il n’y a qu’à se pencher pour ramasser. Qui plus est, l’information disponible sur Internet n’a pas seulement la forme inerte de documents électronique. Elle a aussi une dimension humaine et interactive, c’est une communauté d’information, de connaissances, d’expériences, matérialisée par des blogs, des forums ou des groupes de messageries instantanées. En rendant accessible à tout moment une multitude d’informations, Internet modifie profondément notre relation au savoir.
Il serait pourtant tout à fait illusoire d’imaginer que ce qui est accessible sur la Toile n’a pas besoin d’être appris pour la simple raison de sa disponibilité permanente, car posséder tous les livres du monde, comme pouvoir accéder à tous les sites du monde, ne se substitue pas à la connaissance. La disponibilité des mémoires externes que permet Internet place cette question de l’appropriation au centre du débat, car acquérir des connaissances conduit effectivement à les structurer au moyen de catégories, qui ont une structure complexe et sont liées les unes aux autres (4). Avoir accès par la Toile aux mêmes informations ne compense absolument pas l’absence d’apprentissage.
La question du rôle de l’enseignement dans ses dimensions informatives versus structurantes est donc posée avec une acuité nouvelle par Internet, car l’essentiel n’est pas seulement l’information apprise – de toute manière aisément disponible sur la Toile – mais ce qu’elle structure mentalement. En outre, de la même manière que l’on peut apprendre seulement ce que l’on est prêt à apprendre, c’est-à-dire ce pour quoi l’on a construit les structures cognitives adéquates, on ne peut rechercher que ce pour quoi l’on a identifié les dimensions pertinentes de recherche (5) : l’espoir est ténu de trouver une information pertinente sans connaissance du domaine. Ainsi s’amorce un phénomène circulaire, cercle vicieux ou cercle vertueux selon son sens d’expansion, qui rend la connaissance d’autant plus accessible qu’elle est déjà riche, et d’autant moins qu’elle est lacunaire. Une métaphore intéressante d’Internet en tant que mémoire externe pour chaque individu est celle d’une couche supplémentaire autour d’un tronc d’arbre : si le tronc est large, la couche ajoute un périmètre important, si le tronc est rachitique, l’ajout est mineur.
Au-delà des mémoires externes et des enjeux qu’elles soulèvent, Internet peut contribuer aux apprentissages en fournissant des outils adaptés et dédiés à l’enseignement. Il recèle en cela la potentialité de bouleverser nos façons d’apprendre.»
*Maître de conférences en psychologie à Paris-VIII, responsable de l’équipe « Compréhension, raisonnement et acquisition des connaissances », auteur de L’Analogie, du naïf au créatif. Analogie et catégorisation, L’Harmattan, 2000.
Sciences Humaines: Article de la rubrique « La pensée Internet », Mensuel N° 186 – octobre 2007, «Que vaut l’école en France ?»
url: http://www.scienceshumaines.com/comment-internet-change-notre-facon-de-penser_fr_21255.html
« (…) A educação deve desenvolver a capacidade de reconhecer e aceitar os valores que existem na diversidade dos indivíduos, dos géneros, dos povos e das culturas, e desenvolver a capacidade de comunicar, partilhar e cooperar com os outros. Os cidadãos de uma sociedade pluralista e de um mundo multicultural devem ser capazes de admitir que a sua interpretação das situações e dos problemas resulta da sua própria vida, da história da sua sociedade e das suas tradições culturais e que, por conseguinte, não há um único indivíduo ou grupo que tenha a única resposta aos problemas, e pode existir mais do que uma solução para um problema. Deste modo, as pessoas deveriam compreender e respeitar-se mutuamente e negociar em pé de igualdade com vista a procurar um terreno comum. Assim, a educação deverá fortalecer a identidade pessoal e favorecer a convergência de ideias e soluções que reforcem a paz, a amizade e a fraternidade entre os indivíduos e os povos.»
Declaração e Quadro de Acção Integrado relativo à Educação para a Paz, os Direitos do Homem e a Democracia, Conferência Geral da UNESCO, 1995.
APRESENTAÇÃO
Professores e dirigentes universitários são hoje
desafiados a posicionar as suas instituições de modo a que
possam responder às exigências de conectividade dos
estudantes e a responder às crescentes expectativas de
maior qualidade nas aprendizagens e nos resultados da
educação superior. Dada a crescente evidência de que a
Internet e as tecnologias da informação e comunicação
estão a provocar mudanças em inúmeros sectores da
sociedade, há poucas razões para supor que elas não serão
também definidoras dos processos de transformação e
inovação no ensino superior no século XXI. São hoje
patentes as exigências para as universidades cobrirem um
maior e mais diversificado leque de população, para fazerem
face a padrões emergentes de envolvimento educacional
que facilitem a participação e a aprendizagem ao longo da
vida e para incluírem no seu quotidiano práticas curriculares
de base tecnológica e digital.
A transformação do ensino superior com base em
recursos digitais é crítica para assegurar que potenciais
benefícios da sociedade da informação e do conhecimento
sejam plenamente realizados.
Uma fonte desta transformação deriva da possibilidade de
os estudantes online poderem estar simultaneamente juntos
e afastados, conectados a bases de informação e a
comunidades de aprendizagem podendo comunicar a
qualquer hora e a partir de qualquer lugar, sem estarem
vinculados a um tempo e a um espaço específicos.
Além disso, a prática cada vez mais comum da convergência
da comunicação baseada na Internet com situações de
ensino presencial está a ter um impacto relevante nas
instituições de ensino superior tradicionalmente limitadas ao
campus universitário. A convergência da sala de aula com a
educação online constitui a mais importante tendência do
ensino superior de hoje embora essa mudança seja por
vezes subtil e pouco reconhecida. Isto não implica
necessariamente uma desqualificação das instituições
baseadas no campus universitário mas pressupõe que
saibamos reconhecer de que modo poderemos utilizar
melhor a combinação da educação presencial com a
educação online. Estas combinações, sob a forma de
blended‐learning, podem assumir formatos mais simples ou
mais complexos mas todas visam uma optimização da
convergência entre a educação presencial e a educação online.
A formação que agora se propõe a professores
Universitários da Universidade Técnica de Lisboa [UTL] é
precisamente a exploração, o estudo e a análise destas
formas de convergência bem como a familiarização com as
ferramentas educacionais de base digital que as podem
sustentar.
DESCRIÇÃO
O curso tem a duração de 10 semanas decorrendo em
ambiente virtual. Estrutura‐se em duas componentes:
1) Formação em Ambiente Virtual;
2) Desenvolvimento de um projecto de unidade
curricular para ensino misto (blended learning).
O curso decorrerá na Plataforma Moodle.
O curso tem como objectivos a aquisição e/ou
desenvolvimento de competências para a docência em
ambientes online. Espera‐se que no final do percurso de
formação o docente seja capaz de:
– utilizar os recursos tecnológicos disponíveis no
ambiente online;
– dominar as diferentes modalidades de
comunicação disponíveis neste ambiente online;
– mobilizar competências de organização, gestão e
avaliação de informação em ambiente online;
– compreender o papel do professor online nos
processos de aprendizagem com recurso a
ambientes virtuais;
– conceber e desenhar actividades para
aprendizagem online;
– integrar as competências adquiridas ao longo do
curso e aplicá‐las na concepção de um projecto
específico de unidade curricular.
Equipa da Formação:
Lina Morgado
António Quintas Mendes
José Mota
Formador:
José Mota
Março / Junho 2009
Universidade Técnica de Lisboa – http://www.utl.pt
Universidade Aberta – http://www.univ-ab.pt