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Be Grateful 01

Conversando com uma amiga sobre os revezes da vida e sobre enxergar as coisa sob outro prisma, ela me falou sobre estar mais agradecida, seja qual for a situação.

Clichê, tema de post de perfil cool no facebook e no instagram, ser grato no olho do furacão nem sempre é uma tarefa fácil. Mas muitas vezes, é o que te tira do meio dele.

Eis um exercício diário. Agradecer. E pra registrar, vou reativar o blog pra ler, reler e não mais esquecer dessa tarefa simples e, assim espero, renovadora.

Então hoje quero agradecer por essas conversas que podemos ter, que ajudam a gente a ficar de pé, que mostram que “nem tudo está perdido”, que servem de suporte, braço direito, alento. Agradeço a Deus pelos grandes amigos, pela minha mãe, pelo meu marido parceiro, que são meus grandes confidentes, com os quais eu aprendo a me abrir e são deles também que aprendo a ouvir e absorver coisas que preciso pra mudar os rumos.

#begrateful

 
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Publicado por em 3 de outubro de 2014 em Não categorizado

 

O que esperar de 2014

Já pensei e falei sobre tantas coisas que esperava pra esse 2014, que começou conturbado, mas que reverberou em tanta coisa produtiva, que já não vejo mais validade nas minhas resoluções iniciais.

Desconfio que as resoluções precisem ser diárias, mas ser resoluto em alguns aspectos só minam o que pode haver de melhor dentro de nós: a esperança.

“Eu nunca mais vou ser isso” ou “… nunca mais vou fazer aquilo” ou o “a partir de hoje eu quero desse jeito”.

Eu acredito na necessidade de um norte. Mas essa vida tem me ensinado que ao invés de sermos obstinados em “resolver” as coisas, a melhor obstinação deveria ser resolver a gente mesmo. E se reinventar, sempre.

 
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Publicado por em 22 de janeiro de 2014 em Não categorizado

 

O jardim do velhinho, por Rubem Alves

Era uma vez um velhinho simpático que morava numa casa cercada de jardins. O velhinho amava os seus jardins e cuidava deles pessoalmente. Na verdade fora ele que pessoalmente o plantara – flores de todos os tipos, árvores frutíferas das mais variadas espécies, fontes, cachoeiras, lagos cheios de peixes, patos, gansos, garças. Os pássaros amavam o jardim, faziam seus ninhos em suas árvores e comiam dos seus frutos. As borboletas e abelhas iam de flor em flor, enchendo o espaço com as suas danças. Tão bom era o velhinho que o seu jardim era aberto a todos: crianças, velhos, namorados, adultos cansados. Todos podiam comer de suas frutas e nadar nos seus lagos de águas cristalinas. O jardim do velhinho era um verdadeiro paraíso, um lugar de felicidade. O velhinho amava a todas as criaturas e havia sempre um sorriso manso no seu rosto. Prestando-se um pouco de atenção era possível ver que havia profundas cicatrizes nas mãos e nas pernas do velhinho. Contava-se que, certa vez, vendo uma criança sendo atacada por um cão feroz, o velhinho, para salvar a criança, lutou com o cão e foi nessa luta que ele ganhou suas cicatrizes. Os fundos do terreno da casa do velhinho davam para um bosque misterioso que se transformava numa mata. Era diferente do jardim, porque a mata, não tocada pelas mãos do velhinho, crescera selvagem como crescem todas as matas. O velhinho achava as matas selvagens tão belas quanto os jardins. Quando o sol se punha e a noite descia, o velhinho tinha um hábito que a todos intrigava: ele se embrenhava pela mata e desaparecia, só voltando para o seu jardim quando o sol nascia. Ninguém sabia direito o que ele fazia na mata e estranhos rumores começaram a circular. Os seres humanos têm sempre uma tendência para imaginar coisas sinistras. Começaram, então, a espalhar o boato de que o velhinho, quando a noite caía, se transformava num ser monstruoso, parecido com lobisomem, e que na floresta existia uma caverna profunda onde o velhinho mantinha, acorrentadas, pessoas de quem ele não gostava, e que o seu prazer era torturá-las com lâminas afiadas e ferros em brasa. Lá – assim corria o boato – o velhinho babava de prazer vendo o sofrimento dos seus prisioneiros.

Outros diziam, ao contrário, que não era nada disto. Não havia nem caverna, nem prisioneiros e nem torturas. Essas coisas existiam mesmo era só na imaginação de pessoas malvadas que inventavam os boatos. O que acontecia era que o velhinho era um místico que amava as florestas e ele entrava no seu escuro para ficar em silêncio, em comunhão com o mistério do universo. Quem era o velhinho, na realidade? Você decide. Sua decisão será um reflexo do seu coração.

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Publicado por em 22 de dezembro de 2013 em Não categorizado

 

Ouça

Ouvir no amor, na dor, na pressa, no escuro, na correria, na calmaria, na melodia, na melancolia, na aflição, na esperança, no acaso, no vendaval, na poesia, na chuva, na caminhada, no silêncio.

Por que é tão difícil ouvir a nossa própria voz?

 
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Publicado por em 26 de novembro de 2013 em Não categorizado

 

Tanto clichê.

Eu sempre me identifiquei muito com as letras do Los Hermanos (aquelas cuja complexidade ainda estava no meu alcance de entendimento) e como todo ser romantizado, “O último romance” é, pra mim, e apesar de clichê, uma das maiores declarações de amor que podem ser feitas pra alguém que se ama.
Quem conhece e se apaixonou já, pelo menos alguma vez na vida e achou que fosse ser “pra sempre”, já se viu declarando “e só de te ver eu penso em trocar (uhuuu) a minha TV num jeito de te levar pra qualquer lugar que você queira. ..”.

Mas hoje, eu fiquei pensando num outro pedaço dessa letra.

Talvez em outros momentos não tivesse feito tanto sentido pra mim, mas a vida e a gente mesmo se enfia em cada situação inesperada e eu pensei nisso aqui : “ter fé e ver coragem no amor”.

Ter fé e ver coragem no amor… ter fé e ver coragem no amor.

Podia divagar até num aspecto bíblico sobre amor, mas a coisa é muito mais simples, aliás, amar deveria ser simples. Mas amar exige coragem. Coragem de tanta coisa que dava pra fazer uma lista gigantesca e ainda assim, ia faltar coisa.

Mas até as coisas simples exigem coragem da gente. Não adianta ter fé no amor e não ter coragem de lutar por isso. Porque amar exige maestria, como disse algum poeta que não me lembro o nome, e ser um maestro, senhoras e sem dores, exige um extremo jogo de cintura. Administrar sei lá quantos músicos tocando seus instrumentos diferentes, entrando e saindo de cena a fim de manter uma unidade musical sem sair do compasso, não é pra qualquer um.

Exige fé (que pode dar certo) e coragem (pra fazer por onde). Aí sim, a música pode ficar bonita.

Se não, vira barulho. Ou nem sai música. Vira inércia. Vira jogo de empurra empurra. Que vira desassossego. Que vira desânimo. Que vira preguiça. Que vira tristeza.

Que vira silêncio.

 
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Publicado por em 24 de novembro de 2013 em Não categorizado

 

Muda, que a gente muda.

Eu já tive medo de tanta coisa.

De arriscar, de me perder, de me tornar uma louca, de decepcionar meus pais.

Já tive medo do escuro (ainda tenho, às vezes), medo de passar frio, medo de esquecer de calçar os sapatos antes de trabalhar.

Medo de ficar doente, de perder as pessoas que amo, de ser esquecida, de esquecer. 

E aí a gente vai vendo que o medo corta as pernas da nossa vontade de arriscar.

De tentar, de mudar, de querer algo novo, de sair da zona de conforto.

De ver as coisas por outro ângulo, de conhecer outros lugares, de encarar o desconhecido.

De se descobrir, de não deixar o outro nos dominar, de sermos quem somos pelo simples fato de existirmos e não precisarmos agradar, ou pelo menos tentar agradar, a todos em tudo.

Quero o risco no meu sobrenome e o medo na caixa do lixo. 

E a firmeza de levantar a cabeça quando as coisas não derem certo. De seguir em frente, mesmo tendo baixas e perdas. De continuar, agregando valores e conhecimento. De lembrar dos meus valores. Do meu valor.

 
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Publicado por em 12 de setembro de 2013 em Não categorizado

 

Um tchau.

Lembrou de quando chegou com as malas. Morada nova, espaço novos, ares (nem tão puros) novos.

“Um começo de uma nova vida”, pensou. Teria com quem compartilhar desse momento, tão de perto. Amigos, amor, vida cheia de descobertas.

Saiu da janelinha do trem e realmente foi ver o mundo de fora. Outros olhos.

E hoje se despede. Do começo, do meio e do fim. Dos cheiros, dos lugares, dos afagos, de cada olhar na janela.

E guarda o melhor, no coração.

 

 
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Publicado por em 28 de julho de 2013 em Não categorizado

 

Contenção

Como faz pra canalizar um rio São Francisco num canudinho?

 
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Publicado por em 27 de julho de 2013 em Não categorizado

 

N’alma.

E quando tudo quer levar ao choro,

há coisas simples que te colocam um sorriso no rosto.

 

É a experimentação da paz de Deus, que dá olé em qualquer tentativa de explicação.

 
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Publicado por em 25 de julho de 2013 em Não categorizado

 
Nota

Eu sempre fui adepta do papel, antes de chorar minhas pitangas pros amigos, pra mãe, pra quem quer que seja.

Relutei isso até agora, numa real problemática de não saber como compor essa história, esse momento, de não conseguir descrever o que eu sinto. Porque é tudo novo. Incrível e doloridamente novo.

Eu queria poder fazer isso como um remédio ou como um simples “solucionando o problema já!”. Mas não dá.

Aí que eu vou parar aqui, porque aconteceu de novo. Travei.

 

Eu sempre fui adepta do papel, antes de

 
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Publicado por em 19 de junho de 2013 em Não categorizado

 
 
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