
A mais feliz do mundo!
Como viram no post anterior, viajamos horrores e estávamos entre tossidas e sonecas quando eu vi aquele brilho, lá no fundo do campo.

Sara e Dulce sob o Sol!
Não acreditei que tinham me levado para ver de perto uma das obras de arte que eu mais tinha vontade de conhecer: o Jardim do Tarot da francesa Niki de Saint Phalle. Com mais saúde eu teria passado um dia inteiro ali curtindo cada uma das esculturas, mas como já era tarde, fiz um recorrido básico pra ter ideia das dimensões e sensações e me comprei o livro, pra degustar aos poucos depois.

Declaradamente inspirada em Gaudi.
São 22 esculturas (os 21 arcanos + o arcano sem número ), algumas pequenas e algumas gigantescas. A Imperatriz, por exemplo, era a casa da Niki. Com cama, cozinha, mesa, banheiro, tudo dentro de uma esfinge de mosaico de espelhos. Eu me emocionei tantas vezes que já não sabia se era o efeito da simbologia do tarot, da arte (e vida) da Niki ou o do amor dos meus amigos ao me dar essa surpresa.

A cama da louca! Cada uma das janelas redondas da casa enquadram outros arcanos.
Na verdade era tudo isso junto e o acaso deixou de ser acaso, lotando a minha cabeça de significados. A visão feminina, amorosa, cândida e violenta de Niki recriou cada arcano e acho que vou ler as cartas de forma diferente depois dessa experiencia.

A Dulce me fotografou em frente da FORÇA. Aqui é dragão e não leão.É isso.
Se quiserem ver mais fotos, o site oficial é http://www.giardinodeitarocchi.it/ E esse foi meu aniversário fora do dia. Obrigada aos amigos que hoje seguiram para Portugal. Em Roma faz sol. A bientôt!





Mas também teve um jantar num restaurante nada turístico que ela tinha boa indicação: o Da Lucia, no Trastevere. Comida espetacular e barata, apesar do pessoal não levar a faixa de miss simpatia. Depois começamos a cair gripados como pinos de boliche, mas faltava o Paulinho para o strike, então decidimos que ele colocava nossos corpos da Van e podia seguir para Maranello, rumo ao Museu Ferrari.
Já perto de Modena almoçamos numa tratoria ótima, mas eu não sentia mais gostos nem fome. Lamentável. No museu o Paulo se transformou num guri de 8 anos e dava gosto de ver. Complementamos o presente com um teste drive numa Ferrari pelas ruas e estradinhas em volta. Foi muito bacana de ver, porque ele realmente é um fã, daqueles que segue a Fórmula 1 de perto.
Na volta, visitamos a Acetaia Boni (
O apê (Airbnb) no centro de Florença era tão grande e confortável que dava dúvidas na hora de passear, mas o tempo era pouco e fizemos o possível.






A viagem de férias tem duas etapas bem específicas (fora ver a Madri em SP na ida e na volta, claro).













Vocês acompanharam por aqui as peripécias desta trupe destemida, que já ficou sitiada num assalto a banco em Riozinho, ficou mais de 12h em uma ponte bloqueada por índios no Mato Grosso, sobreviveu a furacão, sol e frio, sempre com bom humor e fazendo a nonagésima quinta cidade com a mesma garra da primeira apresentação (embora não com o mesmo texto…kkkkk. Na verdade, como o texto é meu, sempre que eu vejo tá bem parecido mas pode ser coincidência). Tem uma coisa muito legal que, no fim da peça, o público escolhe um nome para o armazém e o Ricardo Zigomático desenha na hora a placa com o nome.
Não tinha nem sombra de indicação disso no texto e a ideia foi uma das 300 melhorias que o Teatro Sarcáustico fez na história que escrevi. São coisas que não tem como prever, pois não não é qualquer ator que é também desenhista. Nosso protagonista é, e muito bom. Deixou até algumas obras por muros desse Brasil, porque quem mexe com arte urbana não pode juntar “muro vazio” e “madrugada” sem deixar rastro. Meio emocionada, aqui na base (escritório da Liga em Porto Alegre), mando boas energias para essa turma que nos deu tanto prazer. Que encerrem essa temporada com tanta beleza e talento com que as placas do Ricardo encerraram cada dia de sucesso. E voltem logo, que as famílias e amigos não aguentam mais de saudade. A bientôt!