• About

Electronic Standards

  • Electronic System – Skylab (1974)

    March 16th, 2026
    Image

    Electronic System é um projeto criado pelo compositor, sintesista e engenheiro de áudio belga Dan Lacksman. Electronic System lançou dois álbuns impressionantes: Tchip Tchip” (1974) and “Disco Machine” (1977). O primeiro se tornou um clássico cult do Space Jazz, ou do Jazz futurista e eletrônico. “Skylab” é uma obra prima de preciosidade infinita, com sonoridades dos modulares Moog (dos quais Dan era grande apreciador), além de timbres de piano e Fender Rhodes. O disco foi “redescoberto” nos anos 2000 e seu preço disparou, atingindo os quatro dígitos, mas há um repress de alto nível, para a nossa sorte:

  • Clio – Faces (Instrumental) (1985)

    March 16th, 2026
    Image

    Da série “como é possível que a versão instrumental não tenha saído”, lembrei outro dia desse marcante Italo-Synthpop “Faces” do Clio (1985), projeto do Roberto Ferrante com a cantora Maria Chiara Perugini. Sempre achei o synth maravilhoso, mas os vocais demasiados cheesy. A versão instrumental jamais saiu oficialmente, ao que parece. Em 2021, com as novas tecnologias, isso foi possível. E a versão ficou sensacional:

  • Electronic Standards no Expo Musica Eletronica @ DJ Ban

    March 13th, 2026
    Image
    Screenshot

    Neste sábado 14/03, teremos um evento especial do Electronic Standards na Expo Musica Eletronica na DJ Ban, 16h, na R. Carlos Sampaio, 53, Bela Vista. Haverá participação especial de alguns especialistas na história da Musica Eletronica, entre os quais Paulo Beto (Anvil FX) e Marco Andreol (FONTE). Fica o nosso convite!

  • Intrigue – I Like It (1982)

    March 9th, 2026
    Image

    Este projeto britânico de Boogie Funk, capitaneado por Larry DeRoy e Roy Simmonds, lançou umas obras impressionantes no início dos 80, entre as quais “Call Of The Heart” e “I Like It”, diferente do projeto homônimo dos EUA (de “Fly Girl” e “Together Forever”). Ouvi “I Like It” pela 1a vez em blogs obscuros dos anos 2000, e um deles mencionou que esta obra de classe fez muito sucesso na cena francesa de Funk (além, é claro, de Inglaterra e EUA). Deixo vocês aqui com a versão instrumental:

  • EXP: Vivi An

    March 6th, 2026
    Image

    Vivi An é uma das mais sensacionais DJs do Brasil. Exímia pesquisadora e host do programa EXP, Vivi An traz brilhantes repertórios musicais que são absurdamente ousados e dedicados a uma ampla gama de gêneros musicais eletrônicos, assim como é a estética sonora do EXP, hospedado mensalmente na rádio Veneno. Seu mergulho constanter em novas sonoridades refletem um trabalho que jamais se limitou em trilhar um único estilo, pelo contrário: sua capacidade singular de transitar por uma diversidade de gêneros musicais dentro uma perspectiva distinta de repertório faz dela uma figura essencial no cenário da musica eletrônica. Seus repertórios são um convite à potência sonora criativa e de grande energia para as pistas de dança, com variações de sofisticadas nuances atmosféricas, construindo sua jornada musical a partir de uma conexão genuína com a música. Queria deixar com vocês o mais recente EXP dela, que está sensacional:

  • Electronic Music, 1964

    March 6th, 2026
    Image

    Me lembro de ter achado esta coletânea, se não me falha a memória, na Sonzera, loja interessantíssima localizada na Gal. Nova Barão. Esta coletânea trouxe o que havia de mais interessante em matéria de música eletrônica e de vanguarda no ano de 1964. Curiosamente, aqui é uma das primeiras vezes em que aparece o nome da Wendy Carlos (ainda chamada “Walter Carlos”), com uma obra chamada “Variations for Flute and Electronic Sound”, com seis variações, cuja 3a era inteiramente eletrônica. Outra obra surpreendente é a de Andres Lewin-Richter, “Study No.1”, composiçao totalmente eletrônica que busca sonoridades instrumentais, com momentos de tensão e relaxamento, bem experimental.

  • Dopplereffekt: Cellular Automata

    March 4th, 2026
    Image

    Como surge o processo de criatividade sonora?
    Neste álbum de 2017 pela Leisure System, Dopplereffekt, composto pela dupla Gerald Donald e Michaela To-Nhan Bertel, traz uma estética sonora absurdamente futurista com meticulosa interação de elementos, camadas e sobreposições. Primor timbrístico, em uma obra prima do Sci-Fi interplanetário. Até hoje, há quem discuta o que acontece com o artista durante o processo de composição sonora. Falarei sobre isso em uma das próximas edições do Electronic Standards Psychoacoustics – Uma Viagem Ao Mundo da Psicoacústica…

  • O Ícone e a Base: Por que a forma como consumimos música pode contradizer nossos valores políticos

    February 26th, 2026


    Por Marco Andreol

    Image

    Andreas Gursky. May Day III (1998), 188 x 222 cm, Sprüth Gallerie, Colônia, Alemanha

    Uma reflexão sobre cultura, economia e as escolhas que fazemos no
    dia a dia

    Você já parou para pensar na relação entre a música que ouvimos e aquilo em
    que acreditamos politicamente? Pode parecer um salto grande, mas essa
    conexão existe e merece nossa atenção — especialmente num momento em
    que tantos debates importantes acontecem na sociedade.

    Vamos começar com uma cena familiar: você está em casa, talvez preparando
    o almoço ou cuidando do jardim, e coloca uma playlist para acompanhar o dia.
    Quem está tocando? Pode ser Beyoncé, Taylor Swift, Bad Bunny ou qualquer
    outro grande nome da música internacional. São artistas talentosos, que fazem
    sucesso merecido e nos emocionam. Nada de errado nisso.

    Mas e se eu dissesse que existe uma conversa mais profunda por trás desse
    hábito aparentemente simples?

    O que vemos e o que não vemos

    Quando o debate público sobre música chega até nós, especialmente nos
    círculos políticos e progressistas, ele geralmente gira em torno de perguntas
    como: “Esse artista é progressista?” ou “O que ele disse sobre o governo
    atual?”. Analisamos declarações, gestos simbólicos, posicionamentos públicos. E
    isso é importante, claro. Faz parte do nosso papel como cidadãos atentos.

    No entanto, essa forma de ver a música deixa de lado algo fundamental: a
    estrutura econômica que sustenta esses grandes nomes e, principalmente, o
    que acontece com tudo que está fora desse circuito principal.

    Imagine um grande iceberg. O que vemos na superfície são os artistas
    famosos, os shows gigantescos, as premiações. Mas debaixo d’água existe uma
    imensa estrutura que mantém tudo isso funcionando — e, paradoxalmente, que
    vai sufocando alternativas menores e locais.

    A economia por trás da música

    Nos últimos anos, o modelo da indústria musical mudou radicalmente.
    Antigamente, tínhamos gravadoras médias e pequenas, lojas de discos de
    bairro, rádios locais que tocavam artistas da região, festivais comunitários.
    Existia um ecossistema diverso que permitia que músicos — muitos deles
    vizinhos nossos — conseguissem viver de seu trabalho, mesmo sem alcançar
    fama nacional.

    Hoje, vivemos na era do streaming. Plataformas como Spotify, Apple Music e
    Amazon Music concentram quase todo o consumo musical. Elas pertencem a
    algumas poucas corporações gigantescas. Para você ter uma ideia, cerca de
    90% do mercado fonográfico mundial está nas mãos de apenas três grandes
    grupos.

    O que isso significa na prática? Significa que quando você paga sua assinatura
    mensal de streaming, a maior parte desse dinheiro vai para os cofres dessas
    corporações e para os artistas mais ouvidos globalmente. Os músicos da sua
    cidade, os grupos locais, os projetos independentes recebem migalhas —
    quando recebem algo.

    O exemplo do Super Bowl

    Talvez você tenha visto recentemente os debates sobre o show do intervalo do
    Super Bowl. Muita gente discutiu se determinado artista foi bem ou mal, se fez
    algum gesto político, se deveria ou não ter participado. São discussões válidas.

    Mas o Super Bowl é também a vitrine perfeita de um modelo de negócio. É um
    evento que custa milhões para ser produzido, patrocinado por gigantes
    corporativos, transmitido para o mundo inteiro. Ele representa a concentração
    de recursos nas mãos de poucos, a padronização do gosto musical, a
    transformação da arte em produto homogêneo e vendável globalmente.

    O problema não é o artista que aceita participar. Como costumamos dizer, ele
    está apenas jogando o jogo que existe. A questão é: nós, como público, temos
    consciência desse jogo?

    A contradição silenciosa

    Aqui chegamos ao ponto central. Muitos de nós nos consideramos
    progressistas, preocupados com justiça social, com os direitos dos
    trabalhadores, com a diversidade cultural. Defendemos políticas públicas que
    apoiem a cultura local, reclamamos quando um teatro de bairro fecha,
    lamentamos que os jovens não conheçam mais os ritmos tradicionais da nossa
    região.

    No entanto, no nosso consumo diário, alimentamos o sistema oposto.
    Colocamos nosso dinheiro — e nosso afeto — nos mesmos monopólios que
    estão asfixiando exatamente aquilo que dizemos valorizar.

    Cada real gasto num grande serviço de streaming é um real que deixa de
    circular nas pequenas gravadoras, nos selos locais, nos músicos da sua cidade,
    nos festivais de rua. É uma escolha silenciosa, que fazemos sem pensar, mas
    com consequências muito concretas.

    O afeto individual versus a política coletiva

    Talvez a parte mais difícil dessa reflexão seja reconhecer que nossas escolhas
    musicais são profundamente afetivas. Aquela música da Taylor Swift nos
    lembra de um momento especial. A voz da Beyoncé nos emociona de uma
    forma que nenhum artista local consegue. É legítimo, é humano, é bonito.

    O problema surge quando esse afeto individual nos cega para o impacto
    coletivo das nossas escolhas. Quando justificamos a concentração de recursos e
    a precarização dos músicos locais em nome da nossa conexão pessoal com os
    grandes ícones.

    Não se trata de culpar ninguém. Não é sobre fazer você se sentir mal por ouvir
    seus artistas favoritos. Trata-se de trazer à consciência algo que normalmente
    fica invisível: que o consumo cultural também é um ato político, mesmo quando
    não percebemos.

    O que podemos fazer?

    Reconhecer essa contradição é o primeiro passo. Depois, podemos começar a
    pensar em pequenas ações concretas:

    · Conhecer e valorizar os músicos da sua cidade ou região
    · Quando possível, comprar música diretamente dos artistas ou em selos
    independentes
    · Frequentar shows locais, feiras culturais, eventos comunitários
    · Estar atento à concentração econômica no setor cultural
    · Conversar sobre esses temas com amigos e familiares

    Não se trata de abandonar completamente o consumo dos grandes artistas —
    eles também são trabalhadores, também merecem nosso respeito. Mas
    podemos buscar um equilíbrio mais consciente, que não sacrifique a diversidade
    cultural em nome da conveniência.

    Conclusão

    A música sempre foi muito mais que entretenimento. Ela carrega histórias,
    identidades, formas de ver o mundo. Num momento em que tanto se discute
    política, justiça social e direitos, talvez valha a pena olhar com outros olhos
    para nossa playlist.

    Afinal, a forma como consumimos cultura diz muito sobre quem somos — não
    apenas como indivíduos, mas como sociedade. E se desejamos um mundo mais
    diverso, mais justo, mais rico culturalmente, precisamos começar a construí-lo
    também nas escolhas aparentemente simples do dia a dia.

    Que tal, da próxima vez que for colocar uma música, pensar não só no que
    você quer ouvir, mas também no que sua escolha pode significar para o músico
    da esquina, para a cultura da sua cidade, para a diversidade musical que tanto
    dizemos valorizar?

  • Good Old Music

    February 25th, 2026
    Image

    Enquanto aguardamos o desdobramento tenso do Oriente Medio e choramos a partida da Deusa Éliane Radigue do nosso plano, vamos dessa obra prima, que também fez parte da célebre col. Ultimate Breaks & Beats, que mudou a história da música. Bless the Funk!

  • Éliane Radigue (24/01/1932 – 24/02/2026)

    February 24th, 2026
    Image

    Todo o universo da música eletrônica está de luto. Perdemos uma das nossas grandes Deusas neste plano. Sua persona se transforma naquilo que ela sempre amou: ondas sonoras, cujas frequências reverberão para sempre.

1 2 3 … 7
Next Page→

Proudly powered by WordPress

 

Loading Comments...
 

    Advertisement