1. casa própria antes dos 30 anos.
em casa sempre moramos de aluguel e somente em 1998, quando mãe tinha 43 anos e meu pai 49 anos que eles conseguiram comprar um apartamento para a família. eu tenho plena consciência de que meu apartamento não é fruto do meu trabalho, mas sim dos meus pais e quando mãe se foi eu o recebi de herança. não me sinto menos merecedora por isso pois o esforço é contínuo e eu sei que tô no caminho certo porque tive ótimos exemplos.
2. aceitar a dúvida se deus existe e não ter medo de não acreditar em nada.
um dia me perguntaram minha religião e eu não soube mais responder. eu já tinha algumas convicções bem diferentes daquelas que meus pais me ensinaram, até porque eu acredito que a gente é isso: de alguma forma moldados pelos nossos pais e pelo meio quando o assunto é religião. ninguém consegue provar nada para ninguém, no entanto, até parece um dever moral, principalmente quando somos crianças, acreditar no que nossos pais acreditam. então eu passei a entender um pouco mais além, e entendi que ninguém é melhor que ninguém porque acredita em x ou y ou não acredita em nada, daí escolhi não acreditar em nada.
3. que eu iria querer fazer uma segunda faculdade nada a ver com a primeira.
quando em penso em voltar a estudar, eu quero dar prioridade para uma segunda faculdade ao invés de me especializar naquilo que já faço. isso não se confunde com não gostar do que faz, todo mundo sabe que eu amo, porém, eu tenho um forte desejo de fazer faculdade ou curso técnico de gastronomia e pode acontecer sim.
4. vida minimalista.
levar uma vida minimalista não significa abrir mão das coisas materiais. é bem fácil de entender, eu comecei em coisas simples e a pergunta básica pra tudo é: ‘há necessidade?’ se a resposta é sim, mantenha. se for não, se desfaça ou não compre. se estiver indecisa, respeite seu próprio tempo em se decidir. meu primeiro exemplo e que eu busco aplicar pra tudo hoje em dia foi esse: ‘há necessidade de ter 15 esmaltes de tons vermelhos diferentes? não’. fiquei só com um e doei todos os outros.
5. que eu pesaria menos de 65 kg.
e veja bem que eu ainda quero chegar aos 60 kg! levar uma vida mais leve, saudável e ativa (sim, hoje eu pratico corrida e vou na academia todo o dia) tem sido tão gratificante quanto se entupir de comida errada pelo prazer daquele único momento. é difícil de assumir que quando obesa eu estava doente, vítima de uma compulsão alimentar descontrolada, mas venci e tô aqui. e isso não tem nada a ver com gordofobia. ser gordo ou gorda não é errado ou não é feio, e não faz ninguém inferior. “ser” (o verbo mesmo) é uma escolha de cada um, é o livre arbítrio. esse poder de escolha de cada um é uma coisa tão linda, é um direito tão intrínseco que não precisa estar escrito em nenhuma lugar, sejam códigos ou constituições, porque é a real essência humana. seja o que quiser, seja feliz 😉
6. que eu só compraria tênis esportivo de R$ 700,00.
eu nunca liguei para tênis porque sempre usei all star, e muito menos liguei para modas, mas quando comecei ir na academia percebi que o tênis de marca duvidável que eu tinha estava me dando mais prejuízo que benefícios. foi quando eu optei gastar muito mais (sete vezes mais, na verdade) e comprar um tênis bom, e foi amor à primeira pisada. de lá pra cá eu parei de ter dores de joelhos e comecei a correr com menos impacto. sem contar que o tênis é tão bom que qualquer ida na padoca eu já quero colocá-lo.
7. não sonhar mais com a maternidade.
a bem verdade é que eu nunca me imaginei sendo mãe. e quando eu digo que talvez eu não queira mesmo ter filhos, as pessoas ficam assustadas. e tem aquelas que confundem não querer ter filhos com não gostar de criança. nada a ver, eu sou apaixonada por crianças, mas o tamanho da responsabilidade que elas trazem para a vida dos pais (e que eu conheço bem sendo advogada de família), não tô nada preparada para encarar, e tbm ainda não sei se um dia estarei.
8. que perderia minha mãe tão cedo.
acho que ninguem acredita que podemos perder nossos pais antes de se tornarem velhinhos, avós ou já aposentados, né? perder minha mãe não só representou um amadurecimento necessário pra mim, como uma trabalho de aceitação fudido, pq um ano depois que ela se foi meu pai buscou a companhia de outra pessoa que entrou na minha vida, mas nunca no lugar dela. difícil encarar, e necessário lidar bem com estas situaçãoes com muito respeito com as escolhas de quem a gente ama.
9. aprender a me maquiar.
depois de muito assistir tutorial na internet, fazer 2 cursos de auto maquiagem, e aprender a comprar produto bom, finalmente, eu posso dizer que eu consigo me maquiar para qualquer evento social de forma adequada, sem ficar parecendo o ozzy.
10. que eu ainda teria um blog diarinho.
eu comecei a escrever me blogs em 2003, conheci muita gente legal neste tempo, mas nunca imaginaria que ainda teria um blog 11 anos depois e escreveria nele com alguma frequência. ou então que escreveria este post.
























