‘Enshittification’
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Porque os sinais estão todos lá: temos a “oferta” de serviços inovadores, que parecem permitir-nos enormes ganhos de eficiência e tempo na preparação de tarefas quotidianas, na preparação de materiais à criação de ferramentas para a avaliação dos conhecimentos, passando por capacidades imensas de pesquisa e produção de grafismos atractivos; temos um grupo de profetas de um novo mundo digital, que nos permitirá uma transformação radical de um quotidiano de trabalho burocrático que nos sobrecarrega. Mas também temos o início do processo de extracção de valor, material e intelectual, porque tudo o que pedimos para fazer a essas plataformas, todos os materiais que lhes facultamos, as avaliações que fazemos, as correcções que introduzimos nas instruções iniciais estão a permitir o seu aperfeiçoamento e a criação de gigantescas bases de dados.
Boa Noite
Há muito disto em summits e quem achar que estou, por exemplo, a pensar nas apresentações do ministro Gonçalo têm razão.
Afinal, É Possível
Colégios mistos mantêm “cantina igual para todos” mesmo com pouco dinheiro
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Colégios mistos mantêm “cantina igual para todos” mesmo com pouco dinheiro
“Aqui a cantina é igual para todos, não há refeições diferenciadas”, contou Pedro Marques, director pedagógico do Colégio de Albergaria, no distrito de Aveiro, onde estudam cerca de 125 alunos financiados pelo Estado e outros tantos em regime privado.(…)
No caso do Colégio de Albergaria, os estudantes do regime privado pagam três euros, mas disponibilizar refeições diferenciadas nunca esteve em cima da mesa, nem para a direcção, nem para as famílias. A pouco mais de 130 quilómetros, no Colégio de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Leiria, alguns pais chegaram a sugerir pagar mais para melhorar a qualidade das refeições, mas a hipótese foi afastada pelas irmãs dominicanas.
(…) No colégio de Leiria as turmas do pré-escolar e 1.º ciclo são em regime privado, enquanto as turmas do 5.º ao 9.º ano são todas financiadas pelo Estado. Mas ali, todos partilham as mesmas instalações, incluindo a cantina, e todos comem o mesmo prato. “É uma luta que temos, porque o que os pais pagam pela refeição fica muito aquém do que servimos”, admitiu Elisete Brás, directora pedagógica do colégio, que considera insuficientes os 1,54 euros comparticipados pelo Estado para assegurar refeições de qualidade.
Em Defesa Do Filinto
O Filinto Lima escreveu um texto para o JN de hoje com o qual eu não concordo grande coisa. O que é habitual. Acho mesmo que, farto de tantas críticas que lhe fui dirigindo ao longo dos últimos anos, se irritou e me bloqueou numa altura que não consigo definir, porque não busco isso com grande interesse. Mas dei por isso. Ou seja, os meus contactos com ele, a nível pessoal, desapareceram há um par de anos ou mais.
Isto para explicar que a minha defesa dele não tem outras motivações que não sejam apontar a incoerência de alguns dos seus críticos que não partilham da minha atitude alegadamente pouco construtiva e hiper-crítica, em especial para com os dirigentes escolares e os seus “representantes”, formais ou informais. Dizem que quem nunca foi director ou pass(e)ou pela gestão escolar não sabe os trabalhos que aquilo é, não sabe o que custa, o esforço que implica, pelo que “sem assumir responsabilidades” devemos ficar caladinhos.
Discordo, mas até admitiria essa posição, caso quem a defende a praticasse.
Ora… em Portugal temos apenas dois “representantes” associativos dos directores e dirigentes escolares, o Filinto Lima e o Manuel Pereira. O resto, quanto muito, chegaram a “conselheiros” de ministr@s, com muitas fotos de grupos para a posteridade. Por isso, acho mal que critiquem quem preside a uma associação de dirigentes escolares, mal ou bem, criada de forma “independente” (mais ou menos aspas) e não por decreto ou despacho governamental. Acho mal, não por criticarem, mas por não seguirem os seus próprios princípios que é não se criticar o que se desconhece ou se pensa conhecer, sem nunca ter inalado. Em parte, deixei de entrar em debates e discussões com malta que nem sabe ter o pudor de seguir as suas próprias “leis”, aquelas que pretendem impor aos outros, para os desautorizar, porque há limites para lidar com a atrofia intelectual e o caciquismo oportunista.
Posso discordar do Filinto e acho que tenho o direito de o criticar e ao modo ondulante como se tem movido ao lomngo destes últimos anos. Mas discordo que o critiquem, aqueles que acham que só se deve criticar o que não se teve a coragem de exercer (estou a usar os termos que li muita vez). Ora… só o Filinto e o Manuel Pereira sabem o que é conduzir uma associação de directores e dirigentes escolares nestes tempos complicados. Mal ou bem. Portanto, há por aí umas picaretas falantes desocupadas que deviam tomar memofante, a ver se conseguem lembrar-se dos seus próprios “argumentos” (leia-se… posições de oportunidade passageira). Não dizem para não se criticar o que se desconhece? Não acham que para ter opinião se deve ter a experiência de fazer o que se critica? Querer nabos ao sol e nabiças à sombra dá nisto.
Não Deveriam Começar Pelos Gestores Públicos Ou Mesmo Banqueiros?
A Escola como depósito do efémero.
Alunos do ensino superior vão às escolas dar aulas de literacia financeira
Plano Estratégico do Plano Nacional de Formação Financeira prevê a criação de formadores do Ensino Superior que poderão depois ir a escolas do ensino básico e secundário dar sessões de formação.
É Perguntar À IA!
É só o meu mau feitio a achar que o actual MECI não sabe como resolver nada?
Eu acho que a solução deveria passar por um “cheque-restaurante” ou, embora não seja em Oeiras, um “cheque-isaltino” para todas as famílias dos “pobrezinhos”.
A outra, bem óbvia, seria acabar com o contrato de associação em causa, pois não me parece que a rede escolar em Cascais não consiga abrigar as turmas em causa.
“A resolução do problema não é óbvia”: ministro reage ao caso da “comida para ricos” e “comida para pobres” em colégio
Só Os Profes Malteses Estão Mais Insatisfeitos Com Os Salários
4ª Feira
Não sei que irritação do dia escolha. A da manhã… ouvir gente na sala de professores a c@g@r sentenças sobre o que claramente desconhece ou não pratica. Adoro gente que não consegue manter uma aula em ordem e se apaixona por tudo o que se “projecto” a explicar como se promove o sucesso e se devem dar notas. Ou quem nem saiba dar uma aula numa sala a explicar como se avaliam aulas, pois não há nada como o orgulho de se ser avaliador externo. Ou a perorar sobre indisciciplina, quando nem sabem como é um procedimento disciplinar. O pior é que a malta nova ouve estas parvoeiras e pode acreditar que é verdade só porque quem tem dois dedos de bom senso se cala para evitar reacções em modo de berraria. Acreditem, neste contexto, sou o sensato que se cala.
Quanto à tarde, nem sei o que diga sobre o estado do nosso SNS, quando me obrigam a usá-lo e ir presencialmente ao meu Centro de Saúde, só porque preciso de umas análises anuais ou, o mais certo, lá de dois em dois anos. Sem médico de família, consta que se pode fazer tudo por mail ou online mas há quem diga que não, que tenho de ir ver um médico (calmo, simpático, aparentemente de um país que o trump gostaria de anexar ou a quem já mandou prender alguém) que nunca me viu e joga X na coluna do meio em tudo e já aprendeu que a hora de almoço é flexível e que até aos 59 minutos de atraso se está no mesmo fuso horário. Porta do consultório escancarada, mesmo depois de eu a tentar encostar, que a privacidade é capaz de não ser assim uma coisa muito necessária na área da Saúde. Tensão arterial medida com um equipamento que já não era moderno no fim do século XX e pesagem naquelas balanças pré-analógicas (o que vale é que bateu certo com o que lhe disse, que já tenho uma digital em casa) Não percebi, sequer, se consegue ter uma opinião médica diferente das que lhe transmiti, com base na última conversa que tive com um médico amigo. Prontosss…. estive pendurado uma hora à espera de um despachanço em menos de 10 minutos (e foi porque demorei a vestir o casaco), mesmo assim mais do que o casal que tinha entrado antes e saiu em 6 minutos.







