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  • SAÚDE É O QUE INTERESSA…

    …O resto não tem pressa. IÉ, IÉ!!!

    Já dizia Paulo Cintura.

    Aos 51 anos (que coisa… Nem acredito! Eu me sinto com muito menos), o que importa é ter saúde.

    Não tenho vergonha nenhuma de ir a algum médico sempre que perceber que meu corpo não apresenta um andamento – digamos – “normal”.

    Hoje, voltei do cardiologista contente por estar com todos os indicadores do hemograma normais.

    Em meio a isso, precisei fazer vários exames para conferir se minhas artérias e meu coração estão bem, pois os exames anteriores não haviam sido conclusivos. Felizmente, apesar do falso positivo para uma isquemia em algum lugar próximo ao átrio esquerdo, está tudo bem. \o/

    Amanhã, vou fazer uma endoscopia esofágica e estomacal (exame de rotina para quem já sofreu com a hepatite C) e uma novidade pedida pelo gastro: uma colonoscopia, pois já passei dos 40 há muito tempo e nunca haviam-me solicitado tal exame.

    A parte ruim é ter que faltar aula na graduação pela primeira vez em três semestres. Felizmente, ainda é início de período e não há avaliações nas primeiras semanas.

    Tomara que esses exames também não acusem nenhuma doença. ;)

    Se eu tenho um convênio médico que não é dos mais caros e me dá muito desconto em vários exames, é necessário investigar de tempos em tempos.

    Acho que todo homem deveria deixar seu medo de lado antes que seja tarde demais. Afinal de contas, muito sofrimento e muitas mortes evitáveis não deveriam acontecer.

    CUIDEM-SE!!!

  • A ESCRITA É MATEMÁTICA

    Quando comecei a escrever aqui, não fazia a menor ideia de quanto tempo iria durar. De quantos posts publicaria. De quantos comentários receberia. Se, de alguma forma, acabaria ganhando dinheiro, sendo reconhecido ou, simplesmente, se este blog me levaria a algum lugar.

    Se eu entrar no WordPress e fizer uma retrospectiva, obviamente vou-me decepcionar, pois só tive momentos de reconhecimento entre 2006 e 2011 quando publicava sobre política. Mais ou menos nessa época, também falava sobre futebol. Eventualmente, sobre outros assuntos.

    Obviamente, quando o “faz-me rir” entra ou quando pessoas da imprensa, amigos, pessoas do clube ou da profissão leem, compartilham e comentam pessoalmente e também entre si, esse retorno dá muito mais vontade de seguir adiante.

    Por outro lado, essa faca de dois gumes também tem a face que corta a expectativa frustrada do reconhecimento que não veio. Então, o escritor acaba perdendo o estilo, perdendo a vontade de investigar mais a fundo qualquer tema sobre o qual gostava muito de escrever anteriormente.

    Não se trata de uma falta de auto-interesse, nem de uma falta de vontade de tentar fazer com que o blog volte a ter mais acessos e mais leitores como em seus anos dourados: simplesmente, muda tanta coisa na vida da gente que pinta uma sensação de falta de propósito.

    Agora, sinto que esse propósito precisa voltar. Ainda que sob um outro viés ou sob uma outra temática, o retorno acaba sendo menos frequente do que na época em que a fluência facilitava a publicação diária de textos.

    Quando não puder postar diariamente, que que cada post tenha a sua própria intensidade. Franca, serena, mas não necessariamente caracterizada por picos dramáticos. Afinal de contas, hoje ando devagar porque já tive pressa*.

    A retomada da escrita traz consigo também um quê de Matemática. Todo texto pode ser representado por uma simples equação composta por duas partes separadas por um sinal de igualdade. Mas como isso funciona?

    A primeira parte vem antes do sinal de = : ela é composta por algumas somas e subtrações cujos números são perguntas feitas para si mesmo. É uma tentativa deste escritor de olhar-se no espelho e tentar descobrir no fundo de meus próprios olhos por que eu quero escrever?

    Percebam que estou apenas falando sobre a primeira metade da equação da escrita. Eu ainda não passei à direita do sinal “de igual”. Permaneço à sua esquerda.

    É… Pensar em aprender a fazer e a fazer bem feito é difícil…

    Vamos complicar um pouco mais: todas as questões ditas até agora estão sobre uma longa pergunta, que pode representar uma divisão dos números calculados acima desta linha.

    Abaixo da linha, precisamos saber por quais números os números de cima terão que ser divididos. Eis uma pergunta ainda mais importante do que todas as anteriores: o que me faz gostar de acompanhar, de investigar, de transformar em memórias, e de traduzir dados para produzir opiniões coerentes, organizadas e fáceis de entender?

    Há, ainda, um número que não precisa fazer parte dessa “conta”. Supostamente à parte de tudo o que vimos até aqui, surge uma pergunta que evoca muita responsabilidade: se, mesmo sendo fã de um determinado assunto; não pertencendo ao “lugar de fala” do produtor nem do transmissor dos dados que eu quero traduzir de maneira simples e precisa, como é que eu posso ousar opinar sem que pareça “chute ou “picaretagem”?!

    Antes da igualdade, as questões sobre a escrita parecem ser mais reflexivas, pois elas ainda tratam de uma impressão daquele que tem o poder da caneta – ou do teclado.

    Então, o que vem depois para completar as outras incógnitas à direita da igualdade?

    Agora, diminui a imaginação, o auto-centrismo e entra a produção de sentido para aquilo que interessa: todo discurso só existe para que alguém o receba, o interprete, reflita sobre ele e decida se guarda para si, se compartilha ou se ignora essa informação.

    O público é o receptor. É o colecionador. É o lixeiro. É o grande vetor do avanço ou do retrocesso da mensagem. É à direita da igualdade onde o escritor precisa ser pragmático e o mais natural possível ao mesmo tempo.

    Agora, o trabalho fica mais pesado: como escrever de maneira simples sem ser vulgar? Como elaborar raciocínios complexos sem perder o fio da meada e sem soar pedante? Para quem eu quero escrever? Quais indícios essas pessoas me dão sobre o vocabulário que eu preciso usar?

    Há muita gente competente e ágil à direita da equação. Capaz de fingir que acredita naquilo que quer que seu público acredite e faça.

    O difícil é soltar a imaginação e passar adiante a sua verdade.

    No fundo, o que todos queremos é autenticidade. ;)

    _______

    *Obrigado, Renato Teixeira e Raimundo Fagner pela linda letra para uma canção maravilhosamente bem interpretada por Almir Sater! ;)

  • BLOG HELIOPAZ: CONTAGEM REGRESSIVA PARA A SUA MAIORIDADE

    Entre idas e vindas, este blog está prestes a completar 18 anos. Quando publiquei meu primeiro artigo, estava na metade do mestrado e faltavam 11 dias para meu 33º aniversário.

    Hoje, faltam 21 dias para meu 51º aniversário!

    Quanta coisa mudou de lá para cá: a única coisa que coincidiu (não, não estou fora por todo esse tempo) é que, quando iniciei, eu estava desempregado e, agora, estou novamente.

    Outra semelhança: eu estava estudando num curso muito exigente e prazeroso em 2006. Agora, voltei a estudar em uma outra área, que também é bastante exigente.

    Continuo morando no mesmo lugar e sigo com a mesma amada.

    O mundo é que mudou bastante: a gente vivia a esperança de um Brasil melhor para os mais necessitados e achávamos que, hoje, estaríamos em um país mais pacífico e muito menos desigual, com um índice de desenvolvimento muito mais elevado.

    Pioramos.

    Nesse meio tempo, passei a gostar mais de tênis do que de futebol. E isso me faz um bem danado!

    Também aprendi a apreciar cafés especiais: esse é o meu hobbie doméstico predileto.

    No mais, sigo contente com minha qualidade de vida, mas incomodado com minha condição profissional. Meu privilégio não me deixa nada confortável, mas estou saudável, mais forte, cuido mais da minha alimentação, pratico bastante exercícios e fui “presenteado” com a hipertensão e com o astigmatismo.

    Por hora, é isso! Nos falamos em breve, galera. Até mais! :)

  • POR QUE AS GURIAS GREMISTAS MERECEM TODO O MEU CARINHO DE TORCEDOR E OS GURIS NÃO MERECEM MAIS TANTO ASSIM

    Sabem aquele dito popular que, às vezes, pode ser confirmado na prática, mas também pode ser visto como preconceito ou como falácia?

    CALMA! Não tem nada de piada machista nem misógina aqui: é apenas uma questão relacionada aos corredores, às salas e à política interna dos clubes de futebol essencialmente masculinos.

    Quem conhece um clube por dentro, muitas vezes pode ter aquela impressão de quando visita a cozinha de um restaurante de culinária supostamente chinesa no Brasil (dirigido por chineses e seus descendentes… Ou não): ou quem entra e vê como se faz a comida e como se lida com a higienização dos alimentos permanece apaixonado porque acha que tem o corpo fechado, ou não pisa mais na soleira de um restaurante com essas características.

    Há, sim, muita gente profissional e séria nas áreas de apoio. Mas a forma de se fazer política, de sócio para sócio, muitas vezes deixa a desejar. Até podemos dizer que, no Grêmio, houve uma elevação do nível e uma redução das intrigas que ocorriam antigamente.

    Mesmo assim, o modus operandi de uma sociedade essencialmente machista (que, consequentemente, também é elitista, branca, machista, misógina, transfóbica, contra políticas e pensamentos sociais de esquerda e consideravelmente fascista), infelizmente, permeia o mundo ocidental acima de tudo (não que no Oriente Médio, no Extremo Oriente, no subcontinente indiano ou em diversos governos e etnias espalhados pela América Latina, pela África, pela Europa e pela Oceania também não o sejam).

    No futebol, não seria diferente: afinal de contas, no Brasil, essa lógica ocorre desde a origem dos clubes esportivos e sociais (muitas vezes, as duas coisas ao mesmo tempo).

    Voltemos ao Grêmio: na questão mais sensível do momento, só agora o nosso clube passa a disponibilizar dedicação e recursos (tanto financeiros como tecnológicos) para as Gurias Gremistas.

    Se fazer futebol e se entrar no meio para tentar mudar de vida e proporcionar à sua família e a seus melhores amigos um conjunto maior de oportunidades é sempre dificílimo para os homens, imaginemos então para as mulheres, vistas como “sapatão”, tendo que levar botinadas dos meninos nas “peladas” e recebendo muito menos chances em uma quantidade muito menor de clubes que disponibilizam a modalidade nos níveis competitivo e profissional.

    Hoje em dia, o futebol feminino tem sido tolerado, pois a Conmebol obriga os clubes que disputam suas competições no masculino (Libertadores e Sul-Americana) a também possuir times femininos.

    Assim, vemos que muitos clubes apresentam um time feminino em uma temporada, mas investem muito pouco – tanto é que não se importam em pôr as mulheres para treinar em gramados ruins, em vestiários sem conforto, a viajar sem os mesmos privilégios de seus times masculinos em termos de transporte, hospedagem e traslado.

    Enquanto isso, os times masculinos contratam vários jogadores com sete dígitos de salários, repletos de exigências fúteis e sem dedicar o melhor de si a uma torcida que, caso eles queiram e possam render bastante, irá adorá-los talvez eternamente. Infelizmente, muitos não pensam nessa perspectiva que, caso acontecesse comigo, seria muito gratificante, prazerosa e garantiria um legado à minha carreira.

    Hoje, as Gurias Gremistas fazem muito mais do que os “guris”: com muito menos recursos, elas nem sempre conseguem ir longe no Brasileirão e ainda não disputaram nenhuma Libertadores. Mas a garra e a vontade de evoluir é, nelas, muito mais nítida do que com a maioria dos homens. Elas são gratas e reconhecem os torcedores que buscam um contato, seja na arquibancada, seja nas suas redes sociais.

    Existe uma proximidade, um respeito e um reconhecimento por parte das e dos fãs do futebol feminino: uma modalidade de pouca agressividade, de poucos palavrões, sem ameaças de morte, quase sem brigas, cujas torcidas mais assíduas não repetem o erro de se comportar muitas vezes de forma fascista. Temos mulheres, crianças, idosos e famílias completas. Não há uma cobrança agressiva quando o resultado não vem.

    Ter paciência e respeitar o trabalho das mulheres faz um bem danado: seria maravilhoso que cada vez mais gremistas conhecessem as Gurias Gremistas e passassem a rever a sua forma de torcer, que é influenciada por muitas décadas de um comportamento que transforma o que deveria ser um momento alegre de lazer em um momento de absurda tensão.

    Se houvesse uma modalidade de associação ao Grêmio que cobrasse a metade do que eu pago exclusiva para acompanhar as várias categorias do futebol feminino, sediando os jogos das Gurias Gremistas na Arena do Grêmio ou em um estádio menor do clube próximo à Arena (ou, quem sabe, no mesmo lugar onde ficava o saudoso Estádio Olímpico Monumental), desde que todo esse valor fosse exclusivamente para a infraestrutura e para os salários delas, eu largaria o masculino sem trauma nenhum.

    Então, pessoal, sugiro que vocês passem a acompanhar os grandes clubes do Brasil no Brasileirão Feminino, na Copa do Brasil Feminina e na Libertadores Feminina, além da Seleção Feminina (Sul-Americano, eliminatórias e Copas do Mundo), transmitidos pelo Sportv e pelo site do GE.com. Também há as ligas italiana e inglesa, além da Euro e das eliminatórias femininas para a Copa do Mundo na ESPN.

    Se puderem, vão aos estádios. E JAMAIS deixem de incentivar suas filhas, afilhadas, sobrinhas, netas e filhas de amigos, caso elas sejam tão (ou muito mais, como se vê em uma infinidade de situações) apaixonadas pelo futebol quanto os meninos.

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