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Van Gogh – Noite Estrelada
Despois da tempestade são as memórias que constroem qualquer tipo de impossível.
Acordei enquanto o céu ainda estrelava e senti em boa parte do vento um vazio, mas que hora carregava uma espécie de liberadade que não se alimenta.
Ao estampar meus olhos no covil vi um cenário épico onde viviam falésias que chocavam-se aos prantos e nem mesmo todo o Pacífico era capaz de acalmá-las.
Olhando naquele pequeno universo abissal, vi meu resto refletir no contorno do céu, nunca havia me sentido tão grande e agora o céu virava o avesso.
O mundo recolhia-se em pó e profecia e colhia tudo de sí, era o início da mais longa tormenta. Plantei palavra no mar e colhi tudo que pude do vento, procurando garantir qualquer indumentária já improvável àquela altura.
Fui levado ao presente com um pensamento inócuo e me tornei desassossego, mas só até aqui.
Eu sei que um dia o Pacífico vencerá e as falésias poderão descansar do tamanho do próprio silêncio e eu vou descobrir que não existe nada que eu ame mais do que aquilo que eu já amei, porque amar não é um verbo infinito, eu acho que amar não será nunca mais um verbo.

…
O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
– Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!
Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: e a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
Trecho de O Louco de Khalil Gibran.
Fato mesmo, acredito naqueles que vivo com meus próprios olhos e não entendo. Tudo que é muito fácil de se compreender é feito assim de propósito, assim que se vendem as coisas, assim que compramos as coisas.
É que a televisão me deixou burro muito burro demais! (Televisão – Titãs)
Além do que qualquer coisa que se compreende se aprisiona de alguma forma, mesmo que seja uma dessas compreenssões que já pensaram por você, assim você tem um conhecimento prisioneiro que te escraviza em seguida… lembra aquela marca de cerveja? Comprei!
Não acredito no discurso do método (Descartes), o que prevalece, sempre, é o discurso do discurso, é o mais eloquente, o repetido com mais frequência e pelas melhores vozes. Melhores digo das com maior credulidade. Mesmo as pessoas de mentes mais libertárias acreditam naquilo que lêem, escutam ou vêem.
Acredito que nenhum pensamento é absoluto, incontestável ou divino, tudo parte sempre de um ser humano que é sempre uma figura criadora.
A política é construída sobre alicerces antagônicos, raramente há um sentido pródigo na transição de governos, sempre o novo quer dizer que o velho está ultrapassado, safado e sem graça. Quando um vem para destruir as memórias do outro não se constrói, óbvio!
Eu tenho fé que uma mudança quase que oligárquica de poderes pode trazer muita coisa boa a partir de uma profunda revisão de contratos e mudança de velhos hábitos viciados. Agora, todo o trabalho que comprovado bom, não pode ser deixado de lado (palmas para a continuidade do PAC independente do sucessor de Lula).
Se não vai dizer
De onde é que vem a grana
Se é do pó, lavagem ou grama
Se é do bicho que tem preguiça e lhama
…
(Roça – Zeca Fuça)
Eu continuo sonhando que as pessoas entendam suas diferenças e parem com o lobby da cidade, aquele que provoca o trecho de Science:
Os que é de cima sobe
Os que é de baixo desce
Tá na hora de acordar na Terra do Nunca e falar sem diferença, talvez aqui encontremos um lapso de verdade em qualquer discurso. Se nos propormos a sermos parciais e é claro que sempre seremos, que nos declaremos como tais de forma relevante, para que todos possam entender que aqui se fala e assim se fala.
Acho que todo tipo de mídia precisava ter uma advertência como temos nos cigarros, que toda a informação é tratada com parcialidade e poderá ser noticiada com alguma distorção da realidade, parece óbvio, mas não é, PENSA comigo: as pessoas realmente acreditam naquilo que lêem, ouvem ou vêem como acreditam nas coisas divinas, é muito mais fácil contestar uma opinião verbal e ao vivo do que uma fala do jornal das oito, mesmo que essa tenha sido lida do teleprompter, simplesmente se acredita na pessoa no Bonner por exemplo, ninguém pensa na política editorial do tele-jornal e em quem realmente escreveu o que aquela figura bonita, de terno e penteada – como um pastor – falou. O mesmo para as rádios e suas vozes bonitas e para os jornais com sua diagramação impecável.
Do que eu tenho pra falar, um pouco que eu pensei, na minha vida é isso aí… agora acorda Terra do Nunca!

…
E foi tanta felicidade que toda cidade enfim se iluminou;
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais…
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu Em paz.(Valsinha – Chico Buarque)
Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Discurso_sobre_o_Método
http://www.legal.adv.br/20060918/como-me-tornei-louco/
http://letras.terra.com.br/titas/49002/

Eu desconfio de tudo aquilo que anda de uniforme, é uma espécie de repúdio teatral que eu tenho contra a ordem absoluta das gravatas sem cabeça.
Nunca tive tempo para esperar. Quando tive que enfrentar filas, fazia delas minha atividade secundária e priorizava um pensamento, uma poesia ou uma mulher. Aliás, as mulheres sempre merecem mais atenção do que as filas, mesmo quando isso lhe dê uma dorzinha de cabeça na segunda-feira.
Encontrei tudo aquilo que era organizado demais queimado no deserto, era um resto que não entendia o caos, não vivia o acaso e achava que a natureza era impossível.
O que eu não fiz da minha vida já passou. Aquilo que tentei demais, rasguei e resolvi.
Tudo que moda faz da gente escravo por um ano inteiro para pensarmos ser livres durante alguns minutos. E droga, e desprezo, e mentira… e impostos inclusive.
Quando pensava na verdade absoluta, desconfiava que nenhuma fórmula que pudesse congregar as estações do ano, a bondade humana e a ética caberia em um pergaminho ou em um cofre. Só a bondade humana é maior do que a própria primavera por exemplo.
A verdade pode ser muita coisa, eu não sei, mas a mentira é meia dúzia delas, e dessas eu tenho certeza e distância.
O dia que passa cai como uma luva, é ávido sol poente, paraquedas àqueles que destinam suas vidas ao acaso, à alegria e à paz como meio para justificar um único fim, o incerto.
“De tanto me acostumar, nasci. Logo nasci acostumado com o útero da minha mãe.” Esse foi o meu primeiro diálogo com a cegonha na viagem para casa, fazia frio e alma naquele amanhecer.
Na chegada fui recebido com uma chuva de papel picado dos meus sonhos. Acordei no dia seguinte com uma dor de cabeça, bebi um copo d’água fria com minha alma.
No fundo do copo encontrei a vida.
E no final, tudo valeu a pena.
A vida é o único pedaço de tudo que não tem antítese. É sempre mais, é uma parte do nada, um céu da boca cheio de estrela (Janis Joplin) ou um ar que não se respira. A vida não se toca e não para, tem suas conseqüências naturais mas não teme a morte.
A vida é sempre um pouco mais, é um arquétipo sem arrependimentos, um arremeço sincero no universo. A vida não sofre com a gravidade e não tem tempo. Foi na vida que eu sempre encontrei um pedaço de nada e daquilo me alimentei.
Não segue regras ou leis da física ou da matemática… sem tempo, a vida não se atrasa, não perde hora nem novela, aliás, a vida não tem novela. Ela também é simples, algumas vezes não é fácil, mas é simples (Steve Jobs).
Tudo aquilo que não tem morte, não morre, mas tudo o que não for relevante acaba.
Nós temos pouco tempo para não arriscar (Tom Kapinos). Arrisco até a própria vida se precisar e preciso porque:
- Tudo o que fazemos é para sempre
- Sempre é tudo que é passado
- A vida nunca acaba
Independente de tudo o que sabemos ou não, são as nossas experiências que determinam o que fizemos da vida, e quando olharmos para trás só teremos olhos para aquilo tudo que fizemos, nenhuma outra hipótese!
A existência não é um produto, não nasce alienada, ela pode ser ousada como o escuro ou brilhante como uma noite de estrelas, ou pode também ser inútil como uma porta.
De tudo o que eu não sei, tenho certeza que nós somos o impossível – e é isso que me deixa tranquilo!
– Jamais ouse o escuro!
Seu pai sempre dizia e isso assustou durante muito tempo o homem de cabeça brilhante. Ele não dormia porque a luz da sua cabeça atrapalhava o silêncio e o escuro.
Quando cansando, lembrava-se do seu pai e desimaginava o escuro para não chegar nele. Sua mãe era uma parruda italianona, mama mia e cosa nostra eram coisas de domingo.
Era um gênio, um pássaro ou um avião, mas não se entedia, não se encontrava, simplesmente brilhava. Fazia nota dez em prova de domingo.
O homem, porém, não desistia e procurava dormir no sol ou na chuva. Era jovem e disposto a entender e mudar as coisas…
Segunda-feira, 5 Maio, 2008 às 23:40
Súbita madrugada, despertou um sopro pra repensar. Chovia muito enquanto eu dormia no sonho, lá acordei antes de acordar aqui e ainda não entendi.
Chovia demais, há cinco semanas trovejava sem parar. No sonho não encontrei sol ou arco-íris, parecia que estavam bombardeando a atmosfera com PEM (Pulsos Eletromagnéticos) que provocavam manifestações furiosas da natureza.
Testo inacabado… e vai continuar assim!




































































































