20.2.09

Surender

Resolvi render-me, não querendo dizer com isto que fiz uma imagem 3d de mim mesma (to render) mas que me rendi à língua inglesa, ao blogs de língua inglesa e ao wordpress.
Tenho um novo bloguito, mais bonito que este, quer em layout quer em temas, onde eu tento ao máximo manter os temas aborrecidos do lado de fora, não sendo sempre possível, admito, mas no que toca a intenção, tou lá.

upnorte.wordpress.com

;-)

12.11.08

Caro Inimigo Público,

Gostei tanto das vossas piadas ecológicas desta última edição que em homenagem, em vez de vos queimar como costumo fazer, reciclei-vos.

20.10.08

O Metro e o Tuning

De todos os problemas trazidos pela crise financeira aquele que:

- Obrigou um grupo de Tonés a vender o seu carro armadilhado com um indecente sistema de som que só toca música electrónica de feira, obrigando-os igualmente dessa forma a usar o metro e tocar em alto e bom som a bendita música acima referida via telemóvel.

É capaz de ser o que mais me afectou a nível pessoal.

13.10.08

O arquitecto e a amargura

Para não me chamarem amarga, vou discorrer da amargura que foi chamarem-me amarga para nunca mais falar sobre isto, porque ainda que amarga, não gosto de recorrer ao mesmo tema de dicussão muitas vezes, dado que a única coisa na qual tendo ser repetitiva é no elevar da chávena de café, à máquina de café e daí à boca.

Eu, e para que não digam que tenho um problema pessoal com algum arquitecto ou com a arquitectura em geral, fica a afirmação: Gosto muito de arquitectos. Até já me apaixonei por vários, quer de forma mais platónica (Frank Lloyd Wright) quer de uns e outros pessoalmente que ficaram lá na lista de amores passados não correspondidos ou correspondidos tarde demais. Vidas amorosas à parte até porque não me chamo Starck para vos dar uma seca sobre a minha vida sexual, eu gosto de arquitectura por nos abrigar do frio, mesmo que às vezes seja num valente bloco de "concreto" mal gosto...(ai o trocadilho). O que eu não gosto é de ter que competir a todo o momento e de convencer todos que a minha profissão não é uma total perda de tempo porque a mim não me deram uma ordem que diz ao mundo de forma indirecta o quão especial eu sou, e que eu e só eu consigo fazer o que faço, deixando-me assim, para o resto da vida um emproado.

E agora que descorri a amargura, não se fale mais nisso.

26.9.08

Eu sei que vocês andam aí...

Caros leitores, talvez não saibam de coisas novas sobre mim. Talvez não o saibam porque eu não actualizo isto desde junho e porque não vos disse nada por outro canal. A verdade é que a localização de Pala Pala mudou.

Voltei para terras "Lusers" (desculpem a amargura mas comprei um serviço ADSL Clix, e quem não comprou ainda um, acredite nos rumores, é realmente um processo muito complicado). Cheguei em Agosto, calor abrasador e senti-me imediatamente feliz por estar num país que tem mais do que dinheiro e mau tempo, que tem acima de tudo falta de dinheiro e sol.

Quem me conhece e sabe que quando fugi daqui o mau tempo não me assustava, hoje sabe também que eu estava errada. Muito. Coisa que tende a acontecer mas que nunca esteve tão perto de uma quase depressão. Mau tempo leva a que pessoas relativamente saudáveis com um país sem problemas sociais de maior e onde todos os habitantes ganham o suficiente para uma vida confortável, enlouqueçam, comprem uma arma, matem 10 e suicidem-se no fim. Sim filosofias kamikaze existem aos molhos na Finlândia e essa talvez seja mais uma das razões pela qual os Japoneses gostem tanto deles.

Japonesises à parte, voltei em Agosto e desde então que tento lidar com o desemprego português, onde ter uma licenciatura é mau, não ter uma licenciatura é mau também e ter uma licenciatura no sector criativo é péssimo. A culpa é minha. Porque para a próxima, deixo-me de misticismos parvos e tiro direito, medicina, tecnologia ou ciências da administração, que podem ser coisas chatas mas que nos dão dinheiro para fazer coisas divertidas.

E desde que voltei, entre bom tempo, desemprego, comida, férias, família e amigos, namorado "bife" emocionado com bom tempo e bom tempo outra vez nunca mais escrevi aqui, caros dois leitores que ainda me leem e que vêm aqui ver, o alentejo que este blog se tornou.

Mas espero que se vierem me façam dois favores. Cliquem neste link http://paulaaresta.synthasite.com/ para aumentar o número de visitas no meu portefolio e fazê-lo subir no google. Avisem os outros todos que vinham aqui volta e meia e digam-lhes para clicarem no tal link para aumentar o número de visitas e fazê-lo subir no google.

Por fim, caros blogers cuidade... Saramague anda aí.

12.6.08

A insustentável leveza de Ser

E porquê? Porque Ser, só, não nos sustenta. É de facto leve, mas não nos sustenta.

4.6.08

My Blueberry Nights OST

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The Waitress
(versão melhorada do hit The Greatest de Cat Power)

Yes I want to be a waitress,
(waitress, waitress, waitress)

because somebody broke my heart
I want to serve pancakes and pies
and feel the heat of grills and fries

melt me down
into maple syrup
with which
i might
be able to
glue the pieces
of my heart
that is empty and bitter
and i can't talk
about it with no one
but a stranger
no with no one
but the guy
in New York
that served me
blueberry PIE.

Yes I want to be a waitress
save money so I can buy a car
because i went away from town,
but now i want to go back
and I can't hitchhike and
i'm tired of catching buses
I have to drive
so I could go to meet the cute sexy stranger
with blueberry PIE.

(se acham que não se adequa vão ver o filme, mas ainda que a estorinha seja p'ó aborrecida, as imagens são bonitas)

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26.5.08

Tantanrantaan tantanran... tantanrantaan tantaratantan tantanrantaaa, tantaraaan tantarantatarantatarantantantantan

Vocês, velhadas dos anos 80, reconheceram o tema do post só pelo o traulitar do título. O que isso diz sobre vós? Que afinal não são assim tão influenciáveis ou seriam arqueólogos e não leriam blogs.

Mr Indie, Indiana, Henry Jones Junior... voltou. E fui-lhe fazer uma visita, ontem a um domingo à noite, e não comecem já a julgar e maldizer porque eu não tenho televisão como vocês...pandas mimados, e a internet já me oferceu todo o porno que tinha para oferecer. Então, em conversa com o Indie(y) apercebi-me que o moço fritou no último festival de arqueólogos a que foi, que cheirou demais de gases de sarcófagos egípcios e fritou. O moço agora acredita em e.t. e está aqui está a converter-se ao raelismo, assim que chegar aos anos 90 claro está, coisa que ainda lhe faltam alguns aninhos. Por sua vez, andava com ele uma russa muito cliché, desde o penteado ao sotaque mal engendrado, que algo que me diz que nem russa era. Essa coitada, também não andava em muito bom estado.

Por fim é bom saber que como bons descendentes de macacos que somos, uma vez na selva, conseguimos saltar de ramo em ramo como o bom primata nos ensinou. É bom saber, acho que pode vir a dar jeito.

22.5.08

Reforma blogária

A quem estava habituado à falta de assunto e tema neste blog, pode desde já começar a desabituar-se.
Este, caros leitores que liam isto e depois foram-se embora e deixaram de ler mas quando voltarem e lerem isto outra vez vão ter uma surpresa de fazer cair os tomates aos pés isto claro está para quem os tem, será o último post que verão sem ponta que se lhe pegue.
Apartir de agora vou ser crítica tal qual o comentador desportivo, vou direita ao ponto tal qual o telejornal e vou ter assunto tal qual Mak o Mau. Não mais disertações, fotografias bonitas quando as havia e metáforas com animais, embora acho que o tema "Animais" ainda não se esgotou por estes lados.
Vou falar de mim sim senhora, mas sem dramalhucho barato... sem comicidade fácil e descomprometida e acima de tudo com verdade.

Quem é Pala Pala? É uma batata? É sim senhora mas não por ter crescido debaixo da terra nem por ter ou ser uma raíz, é batata porque tem a mania que é esperta e que faz muitos bons pratos mas depois acaba sempre por ser cozida (aborrecido), frita (pouco saudável) ou triturada em sopa (situação pouco agradável). Mas a condição de batata acabou. Hoje Pala mudou, vai ser uma pessoa activa, que respeita os dias de semana que são para fazer jogging como em tempos respeitava os domingos de missa. Uma pessoa desperta, que consegue ler um livro do princípio ao fim sem se distrair com o resto da biblioteca, que lê o Público de sexta na semana que se lhe segue e não duas semanas depois, que folheia o economist que anda cá por casa e não se deixa ficar pela página que está aberta na casa de banho. Uma pessoa que dorme 8 horas por dia e depois quando acorda, acorda mesmo. Uma pessoa que levanta os pés quando anda e não os arrasta, que olha para a frente e não para o chão. Uma pessoa que quando conduz não diz palavrões aos peões que se atravessam no seu caminho. Uma pessoa que vai arranjar a roda da bicicleta e poupar dinheiro no passe. Por fim uma pessoa com um post no mínimo semanal e não trimestral. Uma pessoa que mesmo sem trabalho vai arranjar qualquer coisa para fazer.

Pala Pala mudou... e tenho dito.

8.3.08

As 12 palavras favoritas, ou os últimos 12 dias

Passaram-me uma corrente. Uma metafórica à volta dos pés chamada desemprego e uma cibernética daquelas que vão de e-mail a e-mail e de blog em blog. Desta forma vou juntar a fome à vontade de comer e vou apartir das minhas 12 palavras preferidas descrever a minha última semana e alguns dias anteriores à mesma.

Chaves ou Chavéz: ou porque abrem portas ou porque as fecham, ou porque presidem países corruptos ou porque presidem países que encomendam trabalhos a empresas filandesas e depois não os pagam e depois as portas, pelo menos a minha, fecham.

Mudança: Porque, como dizia o poeta, é o que compõe o mundo e às vezes também a descompõe. Mas é o que a apimenta e nos motiva e desmotiva e mantém o nosso gráfico pessoal interessante, pelo menos graficamente.

Ikea: porque suporta conhecimentos populares portugueses, como aquele que diz que o barato sai caro e o outro que diz que a gente do norte não é de confiança, pronto, o último não é conhecimento nem é popular, é puro preconceito mas de certa forma, aplica-se.

Carrinha: carro que custa mais a estacionar, simplesmente porque é menina e tem um ego gigante.

"Teasing": palavra usada a miúde por crianças filandesas a aprender inglês.

"bufo": aquele que aponta o que o outro fez, faz queixas, faz a cabeça do professor num balde de merda e abusa da palavra "teasing".

segurança social: conceito deveras antagónico por ser pouco seguro e pouco social.

dona de casa: "profissão" que diz que a tua função é ser dona de uma casa, coisa que nem sempre é real visto que a maioria das vezes és dona da casa de outra pessoa qualquer.

design: pelo seu alto nível de comicidade e alto nível de desemprego.

"man": por ser uma palavra que quando dita e dirigida a mim me obriga sempre a responder com a palavra "dude", e eu gosto da palavra "dude"

vitú: porque é um palavrão (fodas em finlandês), mas não parece.

banana: porque é uma ofensa, mas não parece.

passagem da corrente: Todos os que estão na lista ao lado, com excepção da Lena.