De fato, pseudo-intelectualismo me irrita. Em vez de usar suas idéias, reflexões e especulações para um bem maior, as usam para a auto-promoção, buscando um título ou um mérito que simplesmente não existe!
Onde está a relevância social de um "pensador"que usa os outros para se promover? Pior que isso, porque ir contra seu próprio discurso, seguindo um falso moralismo e uma falsa ideologia que apenas o torna contraditório? Muita gente faz isso, gente que foge do que escreve por simples comodidade e apreço pelo que lhe cabe.
Gente que se apóia e parasita quem precisar, apenas para auto-promoção. Paulo Coelho ilustra isso muito bem.
Gente que se contradiz, demonstrando sua intelectualidade enquanto apresenta um programa que prende e emburrece uma massa de pobres coitados.
Esse intelectualismo de faxada fede.É ridiculo pensar que alguém que tem um discurso fraco e que o disfarça com um pedantismo de quinta consiga prestígio de uma mídia pseudo-especializada, que na verdade não passa de algo vendido e sujo.
Na verdade, qualquer pseudo é digno de pena.
Querendo ou não, o mundo gira em torno de pseudos. A igreja mantém dogmas que levam a pseudo-salvação, a sociedade define valores que levam a pseudo-aceitação, tudo isso para que você ache que se sentirá bem em sua pseudo-vidinha, regada de produtos, gente e utensílios que trazem uma pseudo-alegria para o seu coração, que já está familirizado com tudo que ouviu e aprendeu de gente pseudo-graduada, que na verdade foi pseudo-treinada em te enganar e te mecanizar e que nem sabem disso, muito pelo contrário, pensam que fazem um favor.
E ser contra tudo isso, que diferença faz? É só uma pseudo-revolta que não vai mudar em nada a situação.
Triste, não?
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Agressive Personalities
"Não temos certeza quanto aos outros, todos desconfiamos de todos graças a uma palavra que instituiu esta merda social. Essa palavra‚ MORAL. A moral impede que falemos com todos, que nos relacionemos sexualmente, que os pobres digam a verdade. A moral nos impede de pensar, atuar e falar. Estamos sob a moral dos ricos, que preferem a cultura idiota da televisão à cultura do seu povo e de sua terra. A moral do cristianismo que nega a vida em favor do sofrimento e de um futuro incerto. Não queremos ser santos, enclausurando-nos e aceitando o destino como imutável. Nós somos guerreiros, devemos lutar por um destino melhor para nós, nosso povo e nosso país.
Então erga sua cabeça e liberte-se de sua religião, moral, sistema, ideologia dominante e todas essas correntes que o prendem a esta forma insignificante de viver. Ricos: o seu dinheiro só serve para forjar o seu suicídio e instigar o povo que você tanto explora, revolução e conseqüentemente o seu fim. E por isso que queremos guerreiros, e não covardes que têm medo de ir de peito aberto contra tudo que está erroneamente instituído neste país.
Cristo‚ o símbolo máximo desta covardia, pois se deixou matar pela classe dominante, assim como o povo faz hoje, se deixa matar pela ideologia da Igreja: o capitalismo. A moral nega a vida. "Só os que dão sua vida em batalha espontaneamente para libertar seu povo do opressor serão aceitos no Paraíso" (filosofia hindú contraria a cristã que recomenda agachar-se diante da burguesia que nos impede de pensar).
Hoje, se você sentiu-se agredido com este manifesto, só posso dizer-lhe que lamento muito, pois você está enfermo de moral e não possui livre pensamento. Graças a isto você se implode, se suicida, carrega uma cruz que não a sua, se sente frustrado e trabalha como um escravo para os donos dos meios de produção que manipulam o dinheiro, os meios de comunicação, o governo de centro e de direita e que‚ mais triste: manipulam você.
Por isso novamente digo: liberte-se, grite e lute, pois nós estamos asfixiando a esperança de ver esse povo, esta terra e este Brasil realmente grandes!"
Wagner Lamounier, ex Sarcófago, atual Professor Adjunto II da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.
A prova viva de que, antes de tudo, ausente de todas as ideologias, ouvir, integrar e participar do meio do metal não é o que muitas mentes já estereotipadas por uma mídia PORCA pensam ser.
Então erga sua cabeça e liberte-se de sua religião, moral, sistema, ideologia dominante e todas essas correntes que o prendem a esta forma insignificante de viver. Ricos: o seu dinheiro só serve para forjar o seu suicídio e instigar o povo que você tanto explora, revolução e conseqüentemente o seu fim. E por isso que queremos guerreiros, e não covardes que têm medo de ir de peito aberto contra tudo que está erroneamente instituído neste país.
Cristo‚ o símbolo máximo desta covardia, pois se deixou matar pela classe dominante, assim como o povo faz hoje, se deixa matar pela ideologia da Igreja: o capitalismo. A moral nega a vida. "Só os que dão sua vida em batalha espontaneamente para libertar seu povo do opressor serão aceitos no Paraíso" (filosofia hindú contraria a cristã que recomenda agachar-se diante da burguesia que nos impede de pensar).
Hoje, se você sentiu-se agredido com este manifesto, só posso dizer-lhe que lamento muito, pois você está enfermo de moral e não possui livre pensamento. Graças a isto você se implode, se suicida, carrega uma cruz que não a sua, se sente frustrado e trabalha como um escravo para os donos dos meios de produção que manipulam o dinheiro, os meios de comunicação, o governo de centro e de direita e que‚ mais triste: manipulam você.
Por isso novamente digo: liberte-se, grite e lute, pois nós estamos asfixiando a esperança de ver esse povo, esta terra e este Brasil realmente grandes!"
Wagner Lamounier, ex Sarcófago, atual Professor Adjunto II da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.
A prova viva de que, antes de tudo, ausente de todas as ideologias, ouvir, integrar e participar do meio do metal não é o que muitas mentes já estereotipadas por uma mídia PORCA pensam ser.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Clube da Luta
"...Você é igual à decadência refletida em tudo. Todos fazemos parte da mesma podridão. Somos o único lixo que canta e dança no mundo.
Você não é sua conta bancária nem as roupas que usa, você não é o conteúdo de sua carteira, você não é seu câncer de intestino, você não é seu café com leite, você não é o carro que dirige nem suas malditas gatinhas.
Você precisa desistir. Você precisa saber que vai morrer um dia. Antes disso, você é um inútil. Será que nunca serei completo?..."
Esqueça as discussões rasas a respeito de como um filme violento influencia atitudes violentas e mergulhe em uma trama bem bolada com dois atores que estão no melhor de sua forma artística.
Quem acha que o filme só mostra um monte de brucutus brigando o tempo todo está enganado. O Clube da Luta criado pela dupla de protagonistas da história é parte pequena da história tanto no livro quanto no filme. Digo, é importante, mas não há longas cenas de luta e sangue. Há, isso sim, uma amostra dos efeitos físicos e espirituais que o ato de lutar cria nos homens: hematomas e libertação.
Cada vez que trabalhamos umas horas a mais, que deixamos de fazer algo que desajávamos muito para esticar no emprego, a frustração faz com que nos sintamos escravos de algo que não tem forma: o sistema. Não é por acaso que toda propaganda de telefone, seguradora e banco mostra você se divertindo com as pessoas que ama, vendo o pôr do sol. É o símbolo dos anseios humanos.
“Clube da Luta” lida com isso. E lida com maestria. Mesmo sendo radical em muitos momentos, o discurso do personagem é muito bem sustentado e você embarca com ele na sua viagem alucinada. O que o personagem alega é que nos tornamos escravos de nossos livros, discos, TVs, móveis, contas bancárias, como o trecho no ínicio do post mostra. O que ele defende é a desvinculação de tudo. E a luta é uma das ferramentas para trilhar esse caminho na busca de se desvincular da matrix. Em sua opinião, só quando você perde tudo, só quando chegou ao fundo e abriu mão de cada coisa você está realmente livre e pronto para recomeçar.
Jogue fora os estereótipos que você tem por causa do título e leia um bom livro contemporâneo. Você não precisa concordar com tudo o que ele diz, mas que ele vai fazer você pensar, ah vai.
Download do livro e filme abaixo:
http://www.box.net/shared/y2chyfuqjd - Livro
http://www.megaupload.com/pt/?d=L2VPEDHT - Filme
Você não é sua conta bancária nem as roupas que usa, você não é o conteúdo de sua carteira, você não é seu câncer de intestino, você não é seu café com leite, você não é o carro que dirige nem suas malditas gatinhas.
Você precisa desistir. Você precisa saber que vai morrer um dia. Antes disso, você é um inútil. Será que nunca serei completo?..."
Esqueça as discussões rasas a respeito de como um filme violento influencia atitudes violentas e mergulhe em uma trama bem bolada com dois atores que estão no melhor de sua forma artística.
Quem acha que o filme só mostra um monte de brucutus brigando o tempo todo está enganado. O Clube da Luta criado pela dupla de protagonistas da história é parte pequena da história tanto no livro quanto no filme. Digo, é importante, mas não há longas cenas de luta e sangue. Há, isso sim, uma amostra dos efeitos físicos e espirituais que o ato de lutar cria nos homens: hematomas e libertação.
Cada vez que trabalhamos umas horas a mais, que deixamos de fazer algo que desajávamos muito para esticar no emprego, a frustração faz com que nos sintamos escravos de algo que não tem forma: o sistema. Não é por acaso que toda propaganda de telefone, seguradora e banco mostra você se divertindo com as pessoas que ama, vendo o pôr do sol. É o símbolo dos anseios humanos.
“Clube da Luta” lida com isso. E lida com maestria. Mesmo sendo radical em muitos momentos, o discurso do personagem é muito bem sustentado e você embarca com ele na sua viagem alucinada. O que o personagem alega é que nos tornamos escravos de nossos livros, discos, TVs, móveis, contas bancárias, como o trecho no ínicio do post mostra. O que ele defende é a desvinculação de tudo. E a luta é uma das ferramentas para trilhar esse caminho na busca de se desvincular da matrix. Em sua opinião, só quando você perde tudo, só quando chegou ao fundo e abriu mão de cada coisa você está realmente livre e pronto para recomeçar.
Jogue fora os estereótipos que você tem por causa do título e leia um bom livro contemporâneo. Você não precisa concordar com tudo o que ele diz, mas que ele vai fazer você pensar, ah vai.
Download do livro e filme abaixo:
http://www.box.net/shared/y2chyfuqjd - Livro
http://www.megaupload.com/pt/?d=L2VPEDHT - Filme
sábado, 10 de janeiro de 2009
Cinema em casa
2008 foi um grande ano para o cinema em geral, e 2009 promete muito. Transformers II, Velozes e Furiosos IV, Wolverine, O dia em que a Terra parou, enfim... Fantástico!
Porém um filme do fim do ano passado me chamou a atenção. Não foi nenhum de ficção cientifica, com efeitos especiais caríssimos, nem algo do gênero. Foi algo, digamos assim, mais "meigo".
Marley e Eu. Sim, a história baseada no livro de Jhon Grogan foi aos cinemas e vem conseguindo grandes bilheterias. E é algo que eu não entendo. Esses filmes costumam ser péssimos. Qual a graça em ver um filme onde o protagonista é o protagonista por ser um jogador de um time de futebol/basquete/insiraumesportecoletivoaqui a beira da ruina? Se você não gosta desses filmes, assim como eu, ou se você gosta e ficou curiosa pela história do carismático cachorrinho Marley, aí vai um pequeno resumo pra você:

Eu amo finais felizes.
Porém um filme do fim do ano passado me chamou a atenção. Não foi nenhum de ficção cientifica, com efeitos especiais caríssimos, nem algo do gênero. Foi algo, digamos assim, mais "meigo".
Marley e Eu. Sim, a história baseada no livro de Jhon Grogan foi aos cinemas e vem conseguindo grandes bilheterias. E é algo que eu não entendo. Esses filmes costumam ser péssimos. Qual a graça em ver um filme onde o protagonista é o protagonista por ser um jogador de um time de futebol/basquete/insiraumesportecoletivoaqui a beira da ruina? Se você não gosta desses filmes, assim como eu, ou se você gosta e ficou curiosa pela história do carismático cachorrinho Marley, aí vai um pequeno resumo pra você:

Eu amo finais felizes.
Pop star wannabe
Olhando os BBB's e comerciais que as pessoas fazem para tentar, com sorte, um dia, talvez, ser famoso, me pergunto se realmente vale a pena.
Naaaaaaaa... Não vale.
Naaaaaaaa... Não vale.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Paradoxos
Pois é, três meses ausente, praticamente. :P
Muita coisa pode mudar em um ano, mas, mesmo assim, pouco pode ser mudado por você mesmo. Um ano de uma vida completamente diferente da que eu estava acostumado me mostrou isso.
Há muito que se transformar, que aprender, que se evoluir, mas praticamente nada é feito por vontade própria: por mais que você queira ou deseje, é imutavel.
É tudo muito estranho, quanto mais se vive mais mecânico se fica, e pra quê?
Qual a graça de uma vida que não demonstra alegrias, frustrações, revoltas, expectativas? Sem elas não existem lembranças, nem momentos. O que pode ser bom, alivia de várias incertezas que com certeza hão de vir. Mas, colocando em uma balança, o saldo seria negativo.
Claro, a frieza é algo útil, algo que todos deveriam ter, só ela pra evitar que se aproveitem e brinquem com suas emoções. Emoções, a maior culpada por vidas viradas ao avesso, e a maior causadora da 'mecanização', o que se torna um paradoxo.
Incrivel como algo que vem da nossa própria cabeça pode virar sua vida de cabeça pra baixo.
Só que, mesmo assim, é algo que não deve ser esquecido, nem escondido.
O que também se torna um paradoxo, porque muita gente (eu, entre eles) as esconde, não por vontade, nem por opção. É inexplicavél como as omissões involuntárias atrapalham a vida, não é?
O que você leu pode não fazer sentido nenhum pra você, o que é um paradoxo, porque pra mim faz. :)
Ouvindo Dorsal Atlântica: The Kingdom Come
Muita coisa pode mudar em um ano, mas, mesmo assim, pouco pode ser mudado por você mesmo. Um ano de uma vida completamente diferente da que eu estava acostumado me mostrou isso.
Há muito que se transformar, que aprender, que se evoluir, mas praticamente nada é feito por vontade própria: por mais que você queira ou deseje, é imutavel.
É tudo muito estranho, quanto mais se vive mais mecânico se fica, e pra quê?
Qual a graça de uma vida que não demonstra alegrias, frustrações, revoltas, expectativas? Sem elas não existem lembranças, nem momentos. O que pode ser bom, alivia de várias incertezas que com certeza hão de vir. Mas, colocando em uma balança, o saldo seria negativo.
Claro, a frieza é algo útil, algo que todos deveriam ter, só ela pra evitar que se aproveitem e brinquem com suas emoções. Emoções, a maior culpada por vidas viradas ao avesso, e a maior causadora da 'mecanização', o que se torna um paradoxo.
Incrivel como algo que vem da nossa própria cabeça pode virar sua vida de cabeça pra baixo.
Só que, mesmo assim, é algo que não deve ser esquecido, nem escondido.
O que também se torna um paradoxo, porque muita gente (eu, entre eles) as esconde, não por vontade, nem por opção. É inexplicavél como as omissões involuntárias atrapalham a vida, não é?
O que você leu pode não fazer sentido nenhum pra você, o que é um paradoxo, porque pra mim faz. :)
Ouvindo Dorsal Atlântica: The Kingdom Come
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Alice Cooper - The last temptation
Não encare como uma resenha, mas como uma divugação e um elogio a um dos trabalhos mais fabulosos de toda a carreira da TIA.
O ano de 1994 era praticamente do cenário 'grunge', mas ele soube roubar a cena com este ótimo álbum.
A produção dele é fenomenal, com violinos, teclados e diversos 'backing vocals', tudo isso criando um clima sombrio estilo 'show de horror', o seu favorito.
O capricho presente nesse disco não se mostra presente apenas na qualidade da gravação, vai muito além disso, com a estória em quadrinhos com o nome do álbum "The Last Temptation" feita pelos criadores da série Marvel Comics, no encarte do CD.
O disco, conceitual, conta a história de um garoto, Steve, e seu envolvimento com um misterioso showman, que aparenta ter poderes sobrenaturais, que quer leva-lo para seu show.
Os quadrinhos são divididos em três partes, sendo que a primeira acompanha o CD, onde o showman, ser misterioso, é o próprio Alice.
Músicas:
1. "Sideshow"
2. "Nothing's Free"
3. "Lost in America"
4. "Bad Place Alone"
5. "You're My Temptation"
6. "Stolen Prayer"
7. "Unholy War"
8. "Lullaby"
9. "It's Me"
10. "Cleaned By Fire"
Destaque para You're My Temptation, Nothing's Free, Bad Place Alone, Stolen Prayer e Lullaby, simplesmente fenomenais.
http://rapidshare.com/files/124311778/Alice_Cooper_-_The_Last_Temptation__1994__by_silenn.rar
Ele é o cara.
O ano de 1994 era praticamente do cenário 'grunge', mas ele soube roubar a cena com este ótimo álbum.
A produção dele é fenomenal, com violinos, teclados e diversos 'backing vocals', tudo isso criando um clima sombrio estilo 'show de horror', o seu favorito.
O capricho presente nesse disco não se mostra presente apenas na qualidade da gravação, vai muito além disso, com a estória em quadrinhos com o nome do álbum "The Last Temptation" feita pelos criadores da série Marvel Comics, no encarte do CD.
O disco, conceitual, conta a história de um garoto, Steve, e seu envolvimento com um misterioso showman, que aparenta ter poderes sobrenaturais, que quer leva-lo para seu show.
Os quadrinhos são divididos em três partes, sendo que a primeira acompanha o CD, onde o showman, ser misterioso, é o próprio Alice.
Músicas:
1. "Sideshow"
2. "Nothing's Free"
3. "Lost in America"
4. "Bad Place Alone"
5. "You're My Temptation"
6. "Stolen Prayer"
7. "Unholy War"
8. "Lullaby"
9. "It's Me"
10. "Cleaned By Fire"
Destaque para You're My Temptation, Nothing's Free, Bad Place Alone, Stolen Prayer e Lullaby, simplesmente fenomenais.
http://rapidshare.com/files/124311778/A
Ele é o cara.
Assinar:
Comentários (Atom)
