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Monthly Archives: maio 2008

Flocos e aniversário

Sábado, verão, flocos e nada. Assim esquecemos o tamanho do desconhecido, ignoramos os princípios e levamos uma vida cheia de termos decorados e cordialidade, na frente dos pais, é claro!

Porque criança é tudo aquilo que a poesia não explica, assim como para as mães, poesia é tudo aquilo que a gente faz quando criança e ela não entende. (Retta)

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O sossego anda desatento em prosa, ontém, por exemplo, amanheci de madrugada, acordei em um copo da água e bebi minha alma. Assim rejuvenesci pela última vez, era segunda-feira.

Como de costume, fiz do dia cotidiano. Como de costura, acostumei o cotiano.
Acostumar o cotidiano é como inventar travesseiro, afofando a cabeça a gente sonha mais tranquilo.

ImagePercebi que me tornara adulto quando senti dor nas costas de adulto, tomei um remédio que veio em uma caixa de parênteses. Não tenho mais parênteses pra falar, falo para os meus amigos e desconhecidos, agora, parênteses não.

Voltando ao sonho, quando eu acordar me avisem, porque nem de beliscão conseguiram me convencer que o mundo de verdade é esse aqui mesmo, com tanta coisa confusa, a realidade é mesmo estranha no sono.

Sonâmbulo, amorei uma amora, assim aprendi a namorar em árvore. Ando sem amora no bolso, mas ando enamorado, isso é suficiente para um bípede.

Sessé

Descaminhar duas pernas é coisa da caixa de parênteses, afinal, de tanto enrolar os dedos, acordei adulto.

Tempestuoso

No mar coexistem toda paz e rebeldia que é preciso ter para se originar um planeta.

É sempre de um dia que nasce o outro, assim o pôr-do-sol abraça a noite, o escuro apaga o dia, mas antes de tudo, o passado acalma o que já passou.

Hoje amanhecí sem lembrar o que denotara na caderneta de pandora. Antes de escurecer, ví o piano-do-mar e voltei correndo para casa. Correndo estava escrito.

O silêncio deu boa-noite ao senhor que envelhecia e logo começava o futuro, esquecido e desatento. Aquele dia nenhuma fruta caira do pé, porque pedir gravidade e noite ao tempo era alaúde.

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Tenho notado que o tempo só faz a diferença quando o coração bate no presente. Aqui está o primeiro pedido de amanhã!

O gosto de uma colina só é provado no primeiro alvorecer. Quando tempestuoso faz o gesto do olhar de uma moça, pode ser próspero quanto é o fundo do mar, ou mesmo obscuro quanto é o fundo do mar. A colina é moça.

Poucos provam o gosto da colina, poucos acordam cedo e poucos dormem pouco. O mundo de poucos é pequeno, e simples, e amado. Eu nunca lí Jorge Amado, mesmo assim, no meu mundo tenho uma flor, o pente da sorte de alguém e cinco desaprendimentos fora da caixa.

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O cabelo-do-mar é violento, o piano-do-mar é atencioso e o mar é só o mar.

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