Fim

17 Outubro 2009

Adiei até hoje o encerramento deste projecto. Não me perguntem por que não o fiz há mais tempo. Dia após dia, pensei no quanto aprendemos e partilhamos das nossas vidas…

Aos meus alunos  e a todos os que contribuíram neste blogue, agradeço do fundo do coração. Obrigado!

Yann Arthus-Bertrand

19 Julho 2009

Conhecem este nome? Certamente que sim! Valerá a pena conhecer um pouco mais da sua obra.

Estatística

1 Julho 2009

Partilho convosco os números mais significativos do nosso blogue, iniciado em Fevereiro de 2007.

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Abaixo, podem ter uma noção mais clara da evolução de visitas ao blogue Língua Portuguesa.

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Conto colaborativo

14 Junho 2009

A partir de um conto colaborativo, criado nas aulas de Língua Portuguesa e Português, pelos alunos do 3.º ciclo e secundário da Escola Básica Integrada de Vila Cova, elaborou-se um livro digital.

Observação: esta não é versão final do texto. Está ainda em fase de revisão.

É com muito gosto que divulgo o lançamento do 3.º número da revista “Educação, Formação & Tecnologias”. Podes encontrar neste número da revista diversos textos, focando variadas dimensões da integração das TIC na educação.

Visita o sítio – http://eft.educom.pt

Trabalhos-síntese

21 Maio 2009

Estão de parabéns todos quanto colaboraram na realização dos trabalhos-síntese.

Por isso, e para facilitar a pesquisa, sugiro que deixem na caixa de comentários o vosso nome e a matéria que abordaram.

Obrigado!

“Há quase meio século que se usam radiotelescópios para tentar ouvir mensagens de uma outra civilização inteligente algures no Universo. Mas, se descobrirmos outra inteligência, o que teríamos para lhes dizer?”

Este é um projecto lançado pela EarthSpeaks, do Instituto SETI (sigla em inglês de Procura de Vida Inteligente Extraterrestre).

O desafio que proponho é que construam um texto tendo por base o tema acima apresentado.

Fernando Pessoa

10 Maio 2009

Dos quatro poemas de Fernando Pessoa, selecciona um deles e correlaciona-os com um dos episódios que estudámos de “Os Lusíadas” . Podes apresentar o trabalho por escrito e/ou utilizar alguma das ferramentas digitais que utilizamos.

Plano de trabalho:
1. Análise formal do poema e interpretação;
2. Análise do episódio de “Os Lusíadas”;
3. Síntese comparativa;
4. Reflexão acerca dos Descobrimentos (aspectos positivos, aspectos negativos…).

O Horizonte
Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
‘Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa –
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp’rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte –
Os beijos merecidos da Verdade.

O Mostrengo
O mostrengo que está no fundo do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: “Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?”
E o homem do leme disse, tremendo:
“El-Rei D. João Segundo!”

“De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
“Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu, e disse:
“El-Rei D. João Segundo!”

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
“Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!”

O Infante
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Livro Digital

7 Maio 2009

Vejam o trabalho do João Costa da Rafaela Rodrigues do Pedro Ribeiro João Fernandes e da Sofia Vale.

Ferramentas Web 2.0

7 Maio 2009

Têm ao vosso dispor algumas ferramentas da Web 2.0.
Experimentem, sugiram outras  e deixem um comentário.

Animação (GoAnimate,…)
Apresentação (Slideshare, Zohoshow, Prezi, Voicethread,…)
Colaboração (Wikispaces, PBWiki, Gdocs,…)
Comunicação (Twitter, FriendFeed, …)
Criação multimédia (Animoto, Slideshare, Picturetrail, Slide, ImageLoop …)
Georeferenciação (Google Earth, UMapper,…)
Legendagem (BubblePly, Overstream,…)
Mapas de Ideias (Bubbl’us,…)
Partilha de fotos (Picasa, Flickr)
Partilha de vídeos (Youtube, Vimeo, Fliggo,…)
Posters (Glogster,…)
Publicação e partilha de documentos (Scribd, Issuu, Titatok….)

Boas experiências!

Este ano pensei que poderíamos oferecer um livro às nossas mães.

Para isso sugiro que explorem esta ferramenta. Caso tenham dúvidas, deixem aqui um comentário.

Participem!

Entrem por aqui.

Pedro Salinas é, de entre as muitas possibilidades de escolha, um escritor madrileno. Muitos outros poderiam ter sido destacados aqui, como Cervantes, Calderón de la Barca…, mas optei por este nome e por um poema da sua autoria. Seguramente que vão querer descobrir mais escritores hispânicos.

Ahora te quiero…

Ahora te quiero,
como el mar quiere a su agua:
desde fuera, por arriba,
haciéndose sin parar
con ella tormentas, fugas,
albergues, descansos, calmas.
¡Qué frenesíes, quererte!
¡Qué entusiasmo de olas altas,
y qué desmayos de espuma
van y vienen! Un tropel
de formas, hechas, deshechas,
galopan desmelenadas.
Pero detrás de sus flancos
está soñándose un sueño
de otra forma más profunda
de querer, que está allá abajo:
de no ser ya movimiento,
de acabar este vaivén,
este ir y venir, de cielos
a abismos, de hallar por fin
la inmóvil flor sin otoño
de un quererse quieto, quieto.
Más allá de ola y espuma
el querer busca su fondo.
Esta hondura donde el mar
hizo la paz con su agua
y están queriéndose ya
sin signo, sin movimiento.
Amor
tan sepultado en su ser,
tan entregado, tan quieto,
que nuestro querer en vida
se sintiese
seguro de no acabar
cuando terminan los besos,
las miradas, las señales.
Tan cierto de no morir,
como está
el gran amor de los muertos.

Pedro Salinas

eLearning Awards

29 Janeiro 2009

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O Blogue Língua Portuguesa foi reconhecido como um dos melhores 70 projectos  desenvolvidos a nível europeu, pela European Schoolnet. Esta associação promove o concurso eLearning Awards, dirigido a todas as escolas europeias, em que o objectivo é premiar os melhores projectos realizados nas escolas utilizando as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação).

Parabéns a todos os alunos do 9.º ano e a todos os colaboradores deste blogue.

Obrigado.

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Casa das Linguagens

22 Janeiro 2009

1.
Objectivos

A construção de um projecto como a revista Casa das Linguagens exige sempre a superação das metas alcançadas anteriormente. Face ao pressuposto, só a inovação e o empenho de toda a comunidade educativa pode trazer realmente um nível qualitativo, cujo resultado constitua motivo de satisfação global.

Um dos desafios para este ano surgiu na sequência da ONU ter proposto que “o Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) será uma celebração global da astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só na astronomia, mas na ciência em geral, com particular incidência nos jovens”.

E um dos objectivos nucleares do AIA2009 é, antes de mais nada, “uma actividade para os cidadãos do Planeta Terra. Pretende transmitir o entusiasmo pela descoberta pessoal, o prazer de partilhar conhecimento sobre o Universo e o nosso lugar nele e a importância da cultura científica”.

Proponho, assim, que o n.º 4 da revista Casa das Linguagens reserve um espaço exclusivo para que se publiquem trabalhos (escritos ou pictóricos) dentro desta temática. Foi também decidido que o melhor trabalho será enviado para a Sociedade Portuguesa de Astronomia e destacado no próximo número da nossa revista.

Descobre o teu Universo!

2.
Concurso Capa

No ano passado, a capa para a revista foi seleccionada de entre vários trabalhos realizados pelos alunos os alunos do 8.º ano, na disciplina de Educação Visual.
Para o n.º 4 da revista Casa das Linguagens esperamos propostas de todos os níveis de ensino. Caso decidam apresentar trabalhos, agradecemos que nos possam facultar os trabalhos originais.

3.
Foto de Grupo/Turma

Tendo em conta a boa receptividade em relação às fotos do grupo/turma de todo o agrupamento, sugerimos que cada uma das turmas/escola crie um cenário que possibilite fazer o melhor enquadramento fotográfico. Devem ter em conta que se optarem por um lugar interior, devem ter presente que deve ser bem iluminado.

Ciberdúvidas: doze anos

14 Janeiro 2009

O Ciberdúvidas é um importante recurso ao serviço da língua portuguesa.

Com um arquivo de 30 mil respostas sobre a língua portuguesa e 2,5 milhões de visitas mensais, O Ciberdúvidas, espaço de promoção do português na Internet, completa amanhã doze anos.

A função deste espaço não se resume, contudo, a um consultório linguístico, incluindo outras cinco áreas de conteúdos: uma Antologia de textos de escritores lusófonos de todos os tempos que escreveram sobre a língua portuguesa; uma Montra de Livros da especialidade, englobando teses académicas da área da linguística e espaços de polémica e de debate, como, por exemplo a querela sobre o Acordo Ortográfico.

(in Público)

A Porto Editora desenvolveu um novo sítio, a que chamou PORTUGUÊS EXACTO.

Segundo a informação recebida, em www.portuguesexacto.pt encontras o sítio da Língua Portuguesa criado pela Porto Editora para esclarecer questões no âmbito da ortografia e da morfologia.

É de destacar a disponibilização, neste sítio, de um Conversor do Acordo Ortográfico, que adapta texto e/ou palavras em conformidade com as regras do Acordo Ortográfico.

Acessível, prático e gratuito, o PORTUGUÊS EXACTO é um serviço de verdadeiro interesse público que, acreditamos, constituirá um apoio útil para si e para os seus alunos.

Experimenta.

Batalha de Aljubarrota

7 Janeiro 2009

The Battle of Aljubarrota
Image via Wikipedia

Na próxima quinta-feira iniciamos o estudo do “Episódio de Aljubarrota”. Sabem que “desde que em 2002 se iniciou o processo de recuperação e valorização do campo de São Jorge, a Fundação Batalha de Aljubarrota verificou que o elemento decisivo para o sucesso da salvaguarda deste património era a criação de um Centro de Interpretação que apresentasse a Batalha de Aljubarrota ao público de uma forma rigorosa, instrutiva e cativante. Foi assim possível, através do diálogo com os Ministérios da Cultura e da Defesa Nacional, transformar o antigo Museu Militar no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA): um projecto inovador que, tirando partido das novas tecnologia, relança este conjunto patrimonial e a vivência que podemos ter dele”.

Por favor, visitem a Fundação da Batalha Aljubarrota.

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Um projecto a duas mãos

11 Dezembro 2008

Tomámos O Velho e o Mar, Ernest Hemingway – Educação Visual e Língua Portuguesa, e transformámos a palavra em traço e o adjectivo em cor.

Através da técnica de xilogravura, os alunos do 9.º Ano, Turma C, procuram atributos no livro de Hemingway. A primeira parte do trabalho consistiu em escolher as palavras e a partir daqui visualizar imagens, contextualizando-as com a história do livro. Posteriormente, e depois de os alunos elaborarem vários estudos, realizaram o trabalho final, que gravaram em placas de xilogravura. Por fim, imprimiram os trabalhos e fizeram alguns apontamentos de cor, com tinta acrílica.

“O velho era magro e seco, com profundas rugas na parte de
trás do pescoço. As manchas castanhas do benigno cancro da
pele que o sol provoca ao reflectir-se no mar dos trópicos
viam-se-lhe no rosto. As manchas iam pelos lados da cara
abaixo, e as mãos dele tinham as cicatrizes profundamente
sulcadas, que o manejo das linhas com peixe graúdo dá. Mas
nenhuma destas cicatrizes era recente. Eram antigas como
erosões num deserto sem peixes”.
p.11

“As nuvens por cima de terra erguiam-se agora como
serranias, e a costa era apenas uma longa linha verde com os
montes azuis-cinzentos por detrás. A água era agora de um
azul-escuro, tão escuro que era quase púrpura. Ao olhar para
o interior das águas via o vermelho peneirar do plâncton nas
águas sombrias e a estranha luz que o sol fazia”.
p.30

“Já não via a verdura da costa e apenas os topes das
montanhas azuis que pareciam brancas como se tivessem neve,
e as nuvens sobre elas, como altas montanhas nevadas. O mar
estava muito escuro, e a luz irisava-se nas águas. O sol
alto anulava as miríades de pontos do plâncton, e só aos
grandes prismas profundos na água azul agora ele via com as
linhas descendo na água que tinha uma milha de profundidade”.

Ver [aqui]

Tomámos O Velho e o Mar – Educação Visual e Língua Portuguesa, e transformámos a palavra em traço e o adjectivo em cor.

Através da técnica de xilogravura, os alunos do 9.º Ano, Turma C, procuram atributos no livro de Hemingway. A primeira parte do trabalho consistiu em escolher as palavras e a partir daqui visualizar imagens, contextualizando-as com a história do livro. Posteriormente, e depois de os alunos elaborarem vários estudos, realizaram o trabalho final, que gravaram em placas de xilogravura. Por fim, imprimiram os trabalhos e fizeram alguns apontamentos de cor, com tinta acrílica.

“O velho era magro e seco, com profundas rugas na parte de
trás do pescoço. As manchas castanhas do benigno cancro da
pele que o sol provoca ao reflectir-se no mar dos trópicos
viam-se-lhe no rosto. As manchas iam pelos lados da cara
abaixo, e as mãos dele tinham as cicatrizes profundamente
sulcadas, que o manejo das linhas com peixe graúdo dá. Mas
nenhuma destas cicatrizes era recente. Eram antigas como
erosões num deserto sem peixes”.
p.11

“As nuvens por cima de terra erguiam-se agora como
serranias, e a costa era apenas uma longa linha verde com os
montes azuis-cinzentos por detrás. A água era agora de um
azul-escuro, tão escuro que era quase púrpura. Ao olhar para
o interior das águas via o vermelho peneirar do plâncton nas
águas sombrias e a estranha luz que o sol fazia”.
p.30

“Já não via a verdura da costa e apenas os topes das
montanhas azuis que pareciam brancas como se tivessem neve,
e as nuvens sobre elas, como altas montanhas nevadas. O mar
estava muito escuro, e a luz irisava-se nas águas. O sol
alto anulava as miríades de pontos do plâncton, e só aos
grandes prismas profundos na água azul agora ele via com as
linhas descendo na água que tinha uma milha de profundidade”.
p. 34http://www.vuvox.com/presentations/0c62aedb9velho

No dia 29 de Fevereiro fui surpreendido com uma notícia da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, que passo a transcrever:

“O júri do Desafio – Promovendo a Inovação e a Criatividade – Modalidade Exemplo de Boas Práticas reuniu no dia 28 de Fevereiro para avaliar os projectos participantes no Desafio.
Assim, vimos por este meio felicitar os professores e alunos participantes no projecto “Integração Curricular das TIC no âmbito da Língua Portuguesa” apresentado pelo Agrupamento de Escolas de Vila Cova e a Escola Básica Integrada de Vila Cova. Este projecto representará as Escolas do 3º Ciclo e Escolas Secundárias numa conferência dedicada à Educação a realizar na Eslovénia no âmbito da Presidência Eslovena do Conselho da União Europeia”.

Um agradecimento muito especial a todos os alunos do oitavo ano pelo empenho que sempre colocaram neste projecto.

Não posso deixar de lembrar aqui outras pessoas que contribuíram com a sua participação, pelo que deixo também aqui uma palavra de gratidão, especialmente aos professores: Aires Vaz, Alcina Silva, Laura Narciso, Pedro Dias; aos escritores Luísa Ducla Soares, Jorge Manuel Marmelo e Jorge Reis-Sá.

À professora Altina Ramos da Universidade do Minho, a amiga crítica deste espaço, obrigado pela força que sempre nos transmitiu e por todas as sugestões que continuará a dar.

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