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Liniers: “Desenhar é estar sozinho entre quatro paredes”

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Por Verônica Couto

Imagine um personagem que fosse um artista tal, que, cada vez que tenta falar, só consegue se exprimir por meio de música. E que a música que ele toca são desenhos. Uma equivalência assim de meios poéticos atravessa os diferentes trabalhos de Liniers, desenhista argentino que assina há 13 anos as tiras diárias Macanudo. Seus personagens são as pessoas e as coisas que passam pelas cidades. Flutuam, fazem ou não fazem graça, contam uma história ou não contam nada, têm ou não um nome, muitas vezes são ternos, mas também ácidos, patéticos, críticos. Em todos, um forte sentido de utopia, de ritmo e de experimentação. Na opinião de Liniers, o mundo das hqs está finalmente aberto. Não há mais limite para os desenhos. “Pode-se fazer tudo em hq”, diz.
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Image“Procuro experimentar registros diferentes de humor. É um tipo de humor nem sempre terno, às vezes humor-negro, auto-referencial. De modo que o leitor nunca saiba exatamente para onde vai a idéia”, contou. “No humor, na arte, a surpresa é uma qualidade fundamental para algo interessante. E a maneira de manter a surpresa viva é não ter um modelo de humor.” Isso significa, afirma, respeitar inclusive as tiras que ele mesmo não chega a compreender. “Não entendo, mas é linda, pronto.”

O argentino Ricardo Liniers Siri publica Macanudo desde 2002 no jornal La Nación, na Argentina. É músico, pintor, escritor. Começou a carreira produzindo fanzines, até estrear a tira semanal Bonjour em setembro de 1999, no Página/12, jornal de esquerda editado em Buenos Aires. “Era a época dos experimentos, de atrair a atenção com idéias muito extremas, do humor-negro, do grotesco, violento e terno – queria descobrir como se consegue esse equilíbrio.”

Para ele, um mestre em equilíbrios sutis é Charles Chaplin, autor do clássico Tempos Modernos, filme que vemos o desenhista assistir em uma cena do documentário Liniers, El Trazo Simple de las Cosas (Liniers, o Traço Simples das Coisas), de Franca González. “Chaplin te põe em uma encruzilhada. Você ri, chora, não sabe o que faz. Essa sensação me interessa e me intriga. Se posso desenvolver um humor que tenha uma contracorrente de tristeza, gosto muito.”
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Liniers acredita que as pessoas não compreendem alguns de seus desenhos, porque estão conformadas a um modo determinado de perceber a arte e à expectativa de que as histórias precisam de ponto final, ou as imagens, de interpretações lógicas. “Às vezes, não entendem por que estão buscando algo que não está lá”, diz ele no filme de Franca. “Estamos acostumados a olhar pintura de uma maneira, a escutar música de uma maneira. [Na tirinha], os leitores esperam que haja sempre um chiste. Mas vão se acostumando.”

Natural como um idioma
Na palestra de abertura da exposição no Rio de Janeiro (em 2012), o artista explicou à platéia a importância de desenhar constantemente. “Tem que ficar natural, como uma linguagem que se inventa, como quem dirige um carro. A arte precisa ser natural como um idioma.” Por isso, não existe para ele a possibilidade de não desenhar. “Não há bloqueio criativo. Há histórias péssimas, que se morre de vergonha de mandar para o jornal, e se torce para o dia passar rápido.” Lembra que, sem querer, chegou a enviar três vezes a mesma tira à Redação do La Nación. Não a mesma tira. Na verdade, a mesma idéia, três vezes, sem se lembrar das anteriores: uma cena dos Duendes, comentando: “que buena onda…”
Para quem estuda arte, ensina o desenhista, a primeira providência para ir adiante é superar o medo de errar. E aprender as regras, para desobedecê-las. “Há que se conhecer a maior quantidade de regras, para saber quais se quer romper.”

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Quino, maior influência

Em entrevista à jornalista Verônica Couto, Liniers falou de suas influências de outros artistas, inclusive do cinema, como Woddy Allen e Monty Python. Mas ele destaca, em primeiro lugar, o argentino Quino, que completou 80 anos em 17 de julho. “Na Argentina, aprendemos a ler lendo Mafalda”. Depois, entre muitos, os livros de Tintim, Asterix importados, e o El Eternauta, clássico portenho que conta a história de uma invasão extraterrestre em Buenos Aires, de Héctor Germán Oesterheld, que acabou morto pela ditadura argentina, desaparecido em 1977. Entre os artistas brasileiros ele destacou a impressão que lhe causou a quebra de convenções do trabalho do desenhista Fábio Zimbres. “A liberdade do Fábio era tão extrema. Creio que os Pinguins vieram daí.”
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Na opinião de Liniers, não há mais diferença entre hq e literatura. “Para mim, não faz diferença. Maus é igual a Tom Sawyer”, diz, numa referência à hq premiada de Art Spiegelman e ao clássico de Mark Twain. E o momento, acredita, é ideal para fortalecer o movimento de valorização dos quadrinhos. A começar por chamá-los de outro modo. “O problema que temos em alguns países é que a denominação já é um diminutivo: historieta, na Argentina, quadrinhos no Brasil. Na França, olha a diferença: bande dessinée. Mostra mais seriedade. Precisamos acabar com esse complexo de inferioridade da hq.”

Apesar disso, Liniers avalia que nos últimos 20 ou 30 anos diminuiu o preconceito e há cada vez menos quem pense que os quadrinhos precisam ser exclusivamente de humor, aventura, super-herói. “Desde a obra Maus e dos trabalhos de Robert Crumb, pode-se fazer o que quiser. Finalmente, está tudo aberto. Nos anos 1950, ninguém ia pensar em fazer um livro de hq sobre Auschwitz; nos anos 1980, Spiegelman ganhou um Pulitzer. É um movimento dos artistas, das editoras e dos leitores.”
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A naturalidade de transpor tudo para tiras ou desenhos levou o autor de Macanudo a tentar outras possibilidades. Numa inovação jornalística, desenvolveu uma série de entrevistas desenhadas, feitas para o La Nación. “Nunca havia visto isso. Posso fazer, tenho que fazer. Então pedi que pudesse entrevistar pessoas que eu admirasse.” Na lista dos entrevistados, o primeiro foi o músico argentino Andrés Calamaro. “Gravo uma entrevista de uma hora. Então preciso degravar e fazer a história com o cerne, o fundamental do que foi dito.”

Música desenhada
Liniers também se apresenta em shows desenhando ao vivo enquanto os músicos tocam no palco. Com o amigo Kevin Johansen e sua banda The Nada, começou ilustrando as canções escondido da platéia, em computador que projetava as imagens. Mas logo passou a trabalhar direto no papel – como é a sua preferência – e, finalmente, no próprio palco. “Eu era patologicamente tímido. No curso secundário, tinha muita dificuldade com as garotas. Ficava pensando, se mal consigo falar, como vou tirar a roupa? Mas, fazendo os desenhos nos shows, já começava a cair a timidez e ascender a megalomania”, brinca. No fim da apresentação, faz gaivotas de papel com os desenhos e as lança para o público. “Como todos os desenhistas, gosto muito de música. Desenhar é estar sozinho entre quatro paredes, precisa de um som. Senão, eu ia me transformar em um monstro.” Ele também toca piano e violão.
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Macanudo universal
Liniers pinta com acrílico, que seca rapidamente, usa lápis, nanquim e aquarela nos desenhos. “A pintura a óleo requer muita paciência, demora muito. Tenho a maior admiração por quem faz animação e trabalha em cima daquela idéia durante três anos. Eu não consigo. Preciso que os projetos saiam rápido.”

ImagePara marcar o surgimento da sua Editorial Común, Liniers teve uma idéia muito louca: resolveu desenhar à mão as 5 mil capas do sexto número da antologia de Macanudo. “Eu me senti como Chaplin em Tempos Modernos. No 600º exemplar, ainda pensava: ‘que gênio de vanguarda eu sou’. No 3.000º, ‘não agüento mais, seu idiota’.”

Relação psicótica
Liniers – pseudônimo de Ricardo Siri – nasceu em 1973 em Buenos Aires, filho de um advogado que teve várias atividades, inclusive uma fábrica de pantufas. “Aos 18 anos, fui distribuidor de pantufas em shopping center. Isso não era muito bom para impressionar as garotas. ‘O que você faz? Distribuo pantufas.’ Começou a desenhar no colégio. “Era muito ruim no futebol. Um desses párias, que ficava com só dois ou três amigos, e podia desenhar, enquanto fingia estudar”, lembra. Concluiu o curso de Publicidade, mas não se preocupou em tirar o diploma.
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Agora já perdeu a conta de quantos personagens criou. Os Pingüins, Os Duendes (que, na tira do dia da aprovação do casamento igualitário, saíram do armário e foram ao Congresso argentino), o Homem Misterioso, a irresistível dupla Enriqueta e Fellini, Olga, o Coelho, o senhor que traduz os nomes dos filmes, ovelhas existencialistas, pequenos funcionários, patrões terríveis, casais apaixonados. Define como psicótica a sua relação com eles. “Uma vez estava trabalhando: fiz o desenho a lápis, depois com o nanquim, depois com a aquarela. Quando passei o nanquim, soprei e uma gotícula de cuspe caiu sobre o desenho. E eu pedi perdão! Hum, pensei: acabo de pedir perdão a um desenho.”
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Na verdade, o controle sobre os personagens não é mesmo absoluto. “Não sei exatamente aonde vão chegar. Os personagens vão-se acomodando, como uma novela que vai se descolando. É linda essa parte. Criar um universo que se pode visitar.”

A palavra em espanhol “macanudo” quer dizer excelente, extraordinário, magnífico. Também em português está registrada como poderoso, muito bom, de prestígio. “Basicamente sou um otimista. Adoro o que eu faço para trabalhar. Quando leio o jornal, ponho-me pessimista e negativo. Daí quero dizer à gente que não está tudo tão terrível. As manchetes são terríveis; mas a gente em volta de tudo é maravilhosa. Quero dizer: olha o que temos de interessante.” Na capa de Macanudo nº3 (lançado na Argentina em 2006), o escritor e desenhista argentino Roberto Fontanarrosa define assim o autor: “O estilo de Liniers é ingênuo, mas – cuidado, desprevenido viajante! –, é a ingenuidade ilusória do leão que devora uma gazela.”
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Três preciosidades de Mauricio de Sousa

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Há cinquenta anos, os personagens de Mauricio de Sousa já eram bem conhecidos do público, pois suas tiras eram publicadas em mais de 300 jornais em todo Brasil. Também saiam Imageem suplementos infantis como a  Folhinha, que o desenhista ajudou a criar em 1963 juntamente com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, para a Folha de S.Paulo.

Antes porém, em 1960, eles ganharam as páginas de duas revistas de histórias em quadrinhos – Zaz Traz e Bidu –, lançadas pela Continental, editora capitaneada por Miguel Penteado e Jayme Cortez.

Mas, em 1965 as criações do Pai da Mônica partiram para novos vôos. Foi neste ano que a Editora FTD lançou três livros infantis com diversos personagens do Mauricio. Era a estréia da turminha criada pelo desenhista num outro formato, que iria além dos quadrinhos. Piteco, Penadinho, Astronauta, Zé da Roça e Chico Bento foram os personagens escolhidos para essa nova empreitada.
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Além deles,  Niquinho, um personagem totalmente desconhecido hoje em dia, foi o protagonista da história A Caixa da Bondade, que deu nome a um dos livros. O surpreendente é que essa aventura foi desenhada com um traço completamente diferente do estilo de desenho Imagede Mauricio de Sousa (como se pode ver na imagem ao lado).

Cada livro trazia duas historinhas. O já citado A Caixa da Bondade trouxe também uma aventura do Chico Bento. O Astronauta no Planeta dos Homens Sorvete veio acompanhado do Zé da Roça e o Dragão que Não Existia. Já o livro do Piteco veio também com a história do Penadinho Contra o Caçador de Cabeça.

Os livros tinham tratamento luxuoso para a época: capa dura, formato grande (18,6 x 27,7cm) e 68 páginas. Cada página tinha uma grande ilustração e um pequeno texto. A história do Penadinho era um pouco diferente, com textinhos na página da direita e desenhões na esquerda. Além disso, a maioria desses desenhos tinha balões, como nos quadrinhos. Image

Infelizmente esses livros são raríssimos e não são facilmente encontrados, mesmo nos melhores sebos. Mas isso promete mudar em setembro. A WMF Martins Fontes vai lançar, num único volume, as seis histórias clássicas, recuperando preciosidades que estavam perdidas no tempo. É um belo presente para Mauricio de Sousa, que faz 80 anos em outubro, e também para seus leitores e admiradores. Pequenos ou grandes.

O livro trará um extra bem bacana: uma entrevista com o criador da Turma da Mônica realizada por Sidney Gusman, responsável pelo planejamento editorial da Mauricio de Sousa Produções.

Sem dúvida, uma boa notícia para os leitores de todas as idades que curtem o trabalho de Mauricio de Sousa e, especialmente, para aqueles que o acompanham desde a década de 50.

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Lavagem: um soco no estômago

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Resumir Lavagem, do consagrado desenhista e roteirista (e também cineasta) Shiko, como uma história de terror é, no mínimo, deixar de lado toda a pungente crítica social inerente à obra.

ImageO roteiro nos mostra um dia na vida de um casal que vive (vive?) num casebre afastado dentro de um manguezal. O marido, uma pessoa grotesca, cria e fala com os porcos, e acha que a mulher o trai toda vez que vai à igreja. Ela é evangélica e treme quando o pastor grita nos cultos: “Tem hora que parece que é deus passando a mão em mim”, confessa a certa altura. Eles vivem no limite da sanidade, ou da insanidade.

Todos os dias, à noite, ela liga a televisão para ouvir a pregação do pastor, prepara o jantar, pede para o marido largar os porcos e entrar em casa antes que a maré suba. É uma vida de extrema pobreza, repressão e fanatismo religioso. Coincidentemente (ou não), nessa noite em particular, eles recebem a visita de um pastor que ficou preso no mangue por causa da maré alta, justamente quando ele ia pregar na cidade. Pede abrigo e se dispõe a ler “um pouco da palavra”.
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Ela aceita, contrariando o marido brutamontes. O pastor misterioso começa a ler a primeira carta de Paulo aos Coríntios, a partir do versículo 25 do primeiro capítulo, que descreve um deus arrogante como uma criança cheia de vontades, “para que ninguém se vanglorie diante dele”.

Image Mais do que a violência humilhante da condição humana mostrada até então, o que se vê a seguir é o resultado do conflito de uma verdadeira lavagem cerebral repressora que a mulher é exposta diariamente e que se contrapõem à brutal realidade de uma vida sem esperanças. Alucinação? Fanatismo? Assombração? Shiko nos mostra como a redenção pode ser tão assustadora quanto a loucura. Um verdadeiro soco no estômago.

Responsável pela edição de luxo, a Editora Mino caprichou no álbum de 72 páginas e capa dura, impresso em preto e branco, no excelente papel pólen bold, que valoriza o traço forte do artista. Lavagem foi baseada num curta-metragem homônimo dirigido pelo próprio desenhista, lançado em 2011 pela cooperativa de “curtas de baixíssimo orçamento da Paraíba”, Filmes a Granel. Mas a história em quadrinhos ganha novas nuances, se comparada ao filme.
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Shiko, você já deve conhecer: ele é o responsável por obras-primas independentes como O Azul Indiferente do CéuTalvez Seja Mentira, além da adaptação para os quadrinhos do romance O Quinze, de Raquel de Queiroz, para a editora Ática, e da releitura do personagem Piteco, de Mauricio de Sousa, em Ingá, para o selo selo Graphic MSP. E se você não conhece o trabalho desse artista, comece já a ler sua obra.

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A mitologia de Alex Ross

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Quem gosta de quadrinhos, dos personagens da DC e, claro, de Alex Ross, não pode deixar de ter o livro importado Mythology – The DC Comics Art of Alex Ross. Até para quem gosta da arte de desenhar este é um livro altamente recomendado. Visualmente exuberante, suas 320 páginas coloridas trazem reproduções de centenas de pinturas, rafes e leiautes do grande artista, fotografados por Geoff Spear, com direção de arte e textos de Chip Kidd. Há também um texto de introdução do diretor de cinema M.Night Shyamalan (de O Sexto Sentido), onde ele conta como trabalho de Ross o ajudou no filme Corpo Fechado (Unbreakable). Uma das versões do livro (a que recomendo) é limitada e vem com uma capa dura tripla que se desdobra num grande painel com uma pintura do mestre (clique na imagem abaixo para ver mais detalhes, ou aqui para ver outra imagem).
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A influência dos quadrinhos na infância do desenhista pode ser conferida no início do livro, onde são publicados alguns desenhos que ele fez com 3, 7, 10 e 12 anos de idade. Além disso há uma pequena biografia e, em seguida, capítulos com os principais personagens da DC: Superman, Batman, Mulher-Maravilha (Wonder Woman), Capitão Marvel/Shazam!, Sociedade da Justiça, Liga da Justiça e todos os seus integrantes, além de alguns personagens de Hanna-Barbera (empresa pertencente à Warner, tal qual a DC), além de diversos trabalhos do autor.

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Há também um capítulo onde é mostrado o passo-a-passo do processo de trabalho de Alex Ross, incluindo a criação de uma história em quadrinhos inédita de oito páginas, que também está publicada. Ou seja, se você quer ter uma visão completa do trabalho magnífico de Alex Ross, este livro é fundamental.

Para adquirir o livro Mythology – The DC Comics Art of Alex Ross você pode visitar o site da Amazon e ver se ele ainda está disponível, nem que seja usado. Vale a pena!

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Os desenhos publicados aqui foram digitalizados do livro, como a imagem do alto, que abre esta postagem. Ela é uma recriação que Alex Ross fez para a revista Wizard nº 89 (de janeiro de 1999) da famosa capa da edição especial Superman vs. The Amazing Spider-Man, publicada originalmente em 1976.

O desenho acima, do Adam Strange, é uma recriação para a capa da revista DC Comics Presents Mystery in Space #1 (de 2005) a partir da capa original de Carmine Infantino e Murphy Anderson para a revista Mystery in Space #82 (de março de 1963).
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O desenho do Batman (acima) foi feito para o álbum especial Guerra ao Crime (War on Crime), enquanto o do Super-Homem, voando sobre o Rio de Janeiro, foi feito para outro álbum especial, Paz na Terra (Peace on Earth). Já o do Capitão Marvel (mais abaixo) foi extraído do álbum Shazam! O Poder da Esperança (Power of Hope), todos lançados no Brasil pela Editora Abril.
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Abaixo, o Lanterna Verde que aparece no álbum Liberdade e Justiça (Liberty and Justice), publicado pela Panini no Brasil.
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Saiba mais sobre o primeiro crossover Marvel/DC lendo o texto A batalha do século passado.

Para ler mais sobre Alex Ross, clique aqui. Para ver mais alguns de seus desenhos, clique aqui.

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O Bruce Lee de Antonino

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Antonino Homobono Balieiro foi um dos maiores desenhistas de quadrinhos deste país tão injusto com os seus artistas. Se você quiser saber mais sobre esse mestre do desenho, clique no nome dele para ler uma postagem em sua homenagem.

O desenho acima, que ele desenhou para uma história do Drácula, foi colorizado a partir de um original em preto e branco. Ele foi publicado, originalmente, na revista de quadrinhos Drácula, que era lançada pelo selo de terror Capitão Mistério, da extinta Bloch Editores. O número 8 dessa revista, de 1983, trazia a história A Viagem do Demônio e narrava o improvável encontro entre o mestre das trevas e um certo mestre do kung fu chamado Bruce Ling, que era muito (mas muito mesmo) parecido com Bruce Lee, como comprova o desenho. A história era, no mínimo, bem criativa. Antonino se divertia contando-a, pois era uma das preferidas dele.

Se você quiser ter esse desenho na tela de seu computador, clique nele para fazer o download do Bruce Lee cover (mas ninguém vai saber que não é o Bruce Lee, quando ele estiver na tela de seu computador). Para ler mais sobre Antonino e ver outros desenhos dele, CLIQUE AQUI.

Billy Batson grita “Shazam!”

Captain Marvel
O Capitão Marvel foi criado em 1939 pelo desenhista C. C. Beck e pelo roteirista Bill Parker e publicado pela Fawcett Comics até 1953. Sua primeira aparição aconteceu no segundo número da revista Whiz Comics, de fevereiro de 1940. Ou seja, apenas oito meses depois de o Super-Homem fazer sua estréia na revista Action Comics número 1, de junho de 1938. Mas era uma ideia criativa que cativou a garotada que lia os comics americanos, afinal eles se identificavam com o adolescente Billy Batson que, ao gritar a palavra “Shazam!”, se transformava num homem superpoderoso, que podia voar e era indestrutível. O Capitão Marvel irrita a National Comics (atual DC Comics), que move um processo acusando a concorrente Fawcett de plágio. A briga se arrastou por dezesseis anos na justiça, até que em 1953 a editora parou de publicar o personagem.

O Capitão Marvel fez tanto sucesso que em 1941 e 1942 surgiram, respectivamente, mais dois super-heróis que fariam parte da “Família Marvel”: o Capitão Marvel Jr. e Mary Marvel. Freddy Freeman, o alter ego do Capitão Marvel Jr., era deficiente físico e precisava de muletas para andar. No Brasil, o Capitão Marvel foi publicado em revista própria durante os anos 1960 pela Rio Gráfica e Editora (RGE).

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Batman 241: uma edição histórica

Batman 241- Desenho de Neal Adams
Estes cinco papeis de parede foram feitos a partir de imagens publicadas na revista Batman 241, da DC Comics, publicada em maio de 1972 nos Estados Unidos. O wallpaper acima foi feito a partir da capa desenhada por Neal Adams. Os três de baixo foram feitos a partir das páginas da principal história da revista, que foi desenhada por Irv Novick e Dick Giordano.
At Dawn Dies Mary MacGuffin!
At Dawn Dies Mary MacGuffin!
At Dawn Dies Mary MacGuffin!
O wallpaper abaixo é a representação do batmóvel desenhado pelo criador do Batman, Bob Kane. Para saber mais sobre esta edição da revista Batman e ver estas páginas completas, exatamente como foram publicadas originalmente (incluindo a capa), visite este link.
O batmóvel de Bob Kane
Para baixar estes papéis de parede, basta clicar em cada um deles, e a imagem aparecerá em ótima resolução para você usar em seu computador.

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A turma da Mônica na Suécia

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Você conhece Glada Gänget? Os personagens são absolutamente familiares, mas o nome, não. E agora? Nada como consultar o Google Translate para nos ajudar nessa missão nada impossível para descobrirmos que Glada Gänget na mais é do que a tradução de Gang Feliz, ou Turma Feliz! Este é o nome dado para a Turma da Mônica na Suécia. O primeiro número da revista foi publicada há 38 anos, em 1977.

Também é muito legal conhecer o nome que os suecos deram para alguns dos personagens da turminha criada pelo nosso Mauricio de Sousa: Monica é Monika (essa é fácil); Cebolinha é Robban; Cascão é Smutsus; Magali é Pysan; Bidu é Bitsy; Floquinho é Moppen; o elefante mais amado do Brasil é Flumbo; e o Horácio é chamado de… Amfibio.
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Para matar saudades do início da turminha, publicamos acima a capa do segundo número da revista Mônica, que chegou às bancas do Brasil em junho de 1970, lançada pela Editora Abril (que estava completando 20 anos de sua fundação).

ImageAo lado, Cebolinha e Cascão em um dos diversos momentos “sem noção” do galoto que tloca os “eles” pelos “eles”. E abaixo, um momento romântico entre Jotalhão e Rita Najura. O amor é lindo!

[Todas as imagens podem ser ampliadas em ótima resolução: basta clicar nelas.]

Aproveite que você está lendo este texto e CLIQUE AQUI para ler uma ótima entrevista que Mauricio de Sousa concedeu ao Jornal da ABI em 2012, nesta que era uma publicação mensal distribuída para jornalistas.

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Sargento Rock não é moleza

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Sargento Rock
 é um personagem criado pelos talentosos Robert Kanigher e Joe Kubert, cujas aventuras eram passadas durante a 2ª Grande Guerra Mundial. O personagem foi publicado pela primeira vez em 1959, apenas 14 anos depois de terminada a guerra. Em janeiro desse ano ele foi apresentado aos leitores da revista G.I. Combat #68 com o nome de “The Rock”, simplesmente. O personagem retornou três meses depois na revista  Our Army at War #81, lançada em abril. Mas foi somente na edição de junho dessa revista, no número 83, que o Sgt. Rock aparece com todas as características que o tornariam mundialmente conhecido.

Tor, uma odisséia pré-histórica

Tor, de Joe Kubert
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é um personagem pouco conhecido de Joe Kubert: é um homem que vivia numa era pré-histórica bem estranha onde enfrentava inclusive dinossauros! Nos Estados Unidos chegou a ter um pequeno sucesso e foi publicado e republicado por diversas editoras, já que os direitos autorais do herói pertenciam a Kubert.

No Brasil foi um fracasso quando publicado pela Ebal, a partir de outubro de 1976, numa revista em formatinho que teve cinco edições. A ilustração acima é uma montagem com detalhes de dois desenhos publicados nos números 4 e 5 da revista.

O Gavião Negro, de Murphy Anderson

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A imagem acima foi produzida a partir da capa da revista O Gavião Negro (Ai, Mocinho!), n°1, lançada pela Ebal em outubro de 1967. O responsável pela arte é o pioneiro Murphy Anderson, um dos mais importantes desenhistas dos comics americanos, que desenhou ou arte-finalizou outros grandes personagens da DC Comics, como Flash, Zatanna, Adam Strange, Super-Homem, Batman. A história, escrita por Gardner Fox, se chama Guerra Milenar (The Million-Year-Long War!). Nos Estados Unidos, essa história foi publicada em fevereiro de 1966 na revista Hawkman, n°12, editada por Julius Schwartz. Abaixo, a capa da revista da Ebal, que no próximo mês completa 45 anos de lançamento!
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Pafúncio faz 100 anos

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O desenhista George McManus tinha talento e muita sorte. Ele nasceu em 23 de janeiro de 1884, em St. Louis, onde seu pai – um imigrante irlandês – era gerente da Grand Opera House. Aos 13 anos, o garoto só pensava em desenhar, inclusive em sala de aula. Mas o professor de George não estava nada contente com a maneira como ele se portava na escola e alertou o seu pai. Este, por sua vez, quando viu os desenhos do filho, achou que o garoto tinha jeito para a coisa e mostrou seus trabalhos para um amigo no jornal St. Louis Republic. Assim, George acabou sendo contratado para trabalhar no departamento de arte do periódico e ganhou seu primeiro emprego. Foi no St. Louis Republic que George McManus publicou, um ano depois, sua primeira tira: Alma and Oliver.

Alguns anos mais tarde ele foi ao jóquei e apostou US$ 100 num cavalo que estava pagando 30 por 1. Era um azarão. Mas, para sua surpresa, o cavalo venceu a corrida. O prêmio de US$ 3 mil que ganhou foi usado, em parte, na compra de uma passagem de trem para Nova York, onde George McManus pôde recomeçar sua carreira no New York World. Depois de criar diversas tiras, incluindo Panhandle Pete e The Newlyweds (ambas de 1914), Nibsby the Newsboy in Funny Fairyland (1906) e Spareribs and Gravy (1912), George lançaria, no dia 12 de janeiro de 1913, a historieta que o deixaria milionário: Bringing Up Father, que no Brasil foi chamada de Pafúncio. Para ler mais sobre esta criação centenária, visite este link.

As imagens que ilustram este texto podem ser baixadas em ótima resolução para embelezar o desktop de seu computador.
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O Poderoso Thor, a honra e o amor

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Um dos personagens mais marcantes criados pela trinca Jack Kirby, Stan Lee e seu irmão Larry Lieber, foi, em verdade, uma adaptação da lenda nórdica do deus do trovão para os quadrinhos. Thor, filho do todo poderoso Odin, tinha uma “identidade” terrestre em sua versão inicial da Marvel, com as características clássicas de um super-herói. O personagem estreou em 1962 na revista Journey Into Mystery, número 83 (abaixo).

ImageDepois, o lendário Stan Lee, priorizou aventuras épicas mais condizentes a um altivo deus nórdico, deixando de lado, aos poucos, seu alter ego terrestre. E esta foi uma das fases mais empolgantes do personagem da Marvel, publicada no Brasil na revista A Maior, da Editora Brasil-América (Ebal) no início da década de 70. Na imagem acima aparecem o bravo guerreiro Balder, grande amigo de Thor, e a deusa Sif, num papel de parede que fiz sobre o desenho de abertura da aventura Batalha na Terra, publicada no número 8 dessa revista, lançada em janeiro de 1971. Os heróis enfrentam a grande ameaça dos Encantadores que ousaram atacar Asgard e a Terra (Midgard) .

O fator mais emblemático dessa série de aventuras produzidas por Stan Lee, Jack Kirby e Vince Colletta, trata da honra e do amor através do soberbo triângulo amoroso entre o deus do trovão, sua amada Sif e Balder. A lealdade de Balder ao grande amigo Thor não permitia que ele se declarasse à bela Sif, paixão do filho de Odin. A certa altura, nessa história, Balder suspira ao abraçar Sif, tentando acalmá-la e pensa: “Desperta em mim um sentimento que não ouso possuir… pois Thor é mais que um irmão para mim!”.

Para fazer o download do wallpaper acima, basta clicar nele. Para baixar todos os papéis de parede do Thor publicados neste blog, clique aqui. Para ler mais sobre o Thor na Wikipedia, clique aqui.

O Jaguar 69 do Millôr

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Millôr Fernandes, que tem um nome a zelar, fez uma bela homenagem a seu amigo Jaguar quando publicou na revista Veja o texto reproduzido abaixo. Isso aconteceu em 1969, ano sagrado da fundação do Pasquim. Hoje, Jaguar faz aniversário. Isso mesmo… pode cantar “Parabéns pra Você!” O cartunista que tem o traço mais brasileiro da imprensa brasileira faz aniversário de 4 em 4 anos. Por isso mesmo, ele acaba de completar 20 aninhos! Para homenageá-lo, vamos lembrar do texto do Millôr (que também já foi publicado no livro É Pau Puro! O Jaguar do Pasquim, que trazia uma seleção de cartuns do grande desenhista de humor publicados no Pasquim.
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Retrato 3 x 4 de um amigo 6 x 9

Jaguar tem dois lados – o lado de lá de tarde bate sol, por isso é que sua fisionomia é toda contra-luz. Movimenta-se em vários sentidos, três deles completamente neutros, nem por isso, porém, impraticáveis. Usa bigode, mas não se vê. É patriota contratado esperando efetivação. Com as suas mãos conseguiu executar uma terceira que usa para os melhores desenhos que faz. É casado mas não acredita no inferno. Às sextas-feiras, às vezes entrando pelo sábado – é apocalíptico. ImageEm dias de alegria fica triste mas esconde isso sob tal tumulto que sempre recebe o troféu Alegria da Festa. Tem uma filha cor-de-rosa e um filho verde nascido misteriosamente em Piraçununga, alguns anos atrás. Agora, quanto ao câncer, é a favor. Seus melhores amigos estão nas linhas transversais, mas não se importa; de vez em quando até desenha um com aquela espada. Pratica-se diariamente, por isso é que é tanto. Tem degraus, setenta e oito ao todo, mas está pensando em instalar uma elevatória. Grande coração, as dimensões do qual têm sido até exageradas – pois não transplanta. Da ponta do pé ao topo da cabeça vai toda a altura, mas nem isso o diminui. Reto quando a prumo, se curva todo ao menor elogio contrário. Tem olhos azuis, com os quais procura disfarçar seus estranhos óculos redondos. Modelo de pai, tem sido escolhido sempre como mau exemplo. Sua diversão preferida é ficar todo torcido diante dos espelhos que distorcem e fundir a cuca dos espelhos. Qualquer balança, porém, logo o desequilibra. No Banco do Brasil é considerado um funcionário bárbaro porque por onde ele passa não cresce grana. Se levanta com o sol: o difícil é ir deitar lá em cima da montanha da Gávea às quatro da manhã, depois de um pifa. Não fuma, mas, zangado, deita fumaça. Túnel rebouças foi apenas durante quinze dias pois detesta ar encanado. Quanto a Ipanema, diz sempre com orgulho: “I am a banda”. Tem trinta e seis anos, o que fica muito bem na sua idade. Como o vidro, é eternamente jovem a não ser que o arranhem. Embaça um pouco, em dias de maresia interior, mas basta uma flanela que de novo brilha e reflete. Costumo lhe dizer: “Com teu talento, Jaguar, eu não estaria aqui. Estaria em cana, nos Estados Unidos”.
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As charges que ilustram esta postagem foram publicadas nos anos 70. Todas elas podem ser ampliadas em boa resolução. Basta dar um clique nelas. Quer ler mais sobre o Jaguar? Então, CLIQUE AQUI.
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Naiara vira wallpaper

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ImageGraças ao leitor Gustavo Machado, que enviou para Um Blog no Planeta Mongo a quarta edição da revista Naiara, A Filha de Drácula digitalizada em ótima resolução, pudemos criar o papel de parede acima a partir da capa da publicação lançada pela Editora Taika em 1968. Você, fã de Nico Rosso, da personagem e de histórias de terror, pode baixar a imagem para embelezar seu desktop. Ao lado, o leitor aprecia em alta resolução (clique para ampliar) um quadrinho da 25ª página da história A Teia Diabólica publicada nessa edição da revista onde Naiara bebe o sangue de uma vítima numa taça gigante. Drácula não faria melhor! A vampira Naiara foi uma sacada primorosa dos editores da Taika que queriam explorar o charme e o veneno da mulher-vampira brasileira!

Leia mais sobre o pai de Naiara, o temível Drácula, clicando aqui.