18 coisas gratuitas para fazer em Barcelona

Barcelona - Sagrada Familia

por Trent Holden, do Lonely Planet

Barcelona tem o suficiente para deixar os mais vorazes por cultura e os gourmandsmais comodistas felizes durante semanas, mas todas essas taxas de entrada e as contas dos tapas podem aumentar. Felizmente, a ajuda está à mão, com várias maneiras de fazer o orçamento das suas férias esticar um pouco.

Além das atividades gratuitas e atrações abaixo, você também pode economizar com transporte investindo em um passe de viagem T10, que lhe permite fazer 10 trajetos dentro da cidade em qualquer meio de transporte público.

1. Museus gratuitos aos domingos

Todos os museus que funcionam na cidade (incluindo o Museu Picasso, MUHBA e MNAC) são gratuitos aos domingos à tarde, das 15h às 20h. Outros também são gratuitos em um determinado dia do mês, em geral a primeira quarta-feira ou domingo – verifique detalhes nos sites particulares.

2. Programe sua visita a um festival

Se estiver aqui no fim de setembro, não perca a Festes de la Mercè, que dura cinco dias e dá vida à cidade com shows gratuitos, dança, fogos, espetáculos de acrobacia e animados correfocs (desfiles coloridos de tambores, diabinhos e fogos de artifício). Ou experimente a extravagância de verão Festa Major de Gràcia, mais conhecida por sua competição de ruas decoradas, mas com um pacote de programação de shows gratuitos ao ar livre.

3. Passeie por La Rambla

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Essa é descaradamente feita para turistas, mas caminhar pela passarela de 1 quilômetro de extensão é provavelmente a experiência mais essencial de Barcelona. Repleta de prédios históricos da realeza, La Rambla é um ótimo lugar para passear, sobretudo se você programar bem – de manhã cedo é melhor.

4. Dê uma olhada no Mercat de la Boqueria

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Este famoso mercado coberto é uma colorida explosão de frutas, vegetais, frutos do mar, fileiras e mais fileiras de jamón [presunto] curado e algumas vitrines de açougue alucinantes. Há bares de tapas, barracas de pizza e todo tipo de produto que você pode experimentar antes de comprar.

5. Admire a arquitetura modernista

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Enquanto muitas das joias arquitetônicas de Barcelona cobram taxa de entrada para ver os interiores, as fachadas possivelmente mais impressionantes podem ser vistas de graça: o acabamento estonteante da obra-prima de Gaudí, a catedral La Sagrada Família, por exemplo, ou os três exemplos deslumbrantes do Modernismo que ficam lado a lado em Passeig de Gràcia – a Casa Lleó Morera, a Casa Amatller e a Casa Batlló, de Gaudí.

6. Tome sol em uma praia

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Barcelona tem algumas praias maravilhosas, perfeitas para descansar pés doloridos após dias de turismo. Barceloneta é a mais popular, com sua adorável extensão de areia dourada e calçada com restaurantes. Para algo menos lotado, ande mais ao norte, em direção à área do Fórum.

7. Observe a arte pública de Joan Miró

Vale a pena pagar para ver a coleção definitiva do artista favorito de Barcelona na Fundació Joan Miró, mas há fantásticas esculturas de Miró pela cidade para ver de graça. O Parc de Joan Miró abriga sua épica escultura de 22 metros de altura Woman and Bird, coberta de azulejos em cores primárias e erguendo-se dramaticamente de uma piscina brilhante. Há também um mosaico de Miró na passarela central de La Rambla e outra exposta de maneira inesperada na parede externa do Terminal 2, no aeroporto.

8. Visite o berço do independentisme

Uma das mais novas atrações de Barcelona é o Born Centre Cultural, um antigo mercado maravilhosamente convertido que tem, como ponto central, vestígios de algumas das centenas de edifícios destruídos pelas forças de Felipe V depois do cerco de 1714. Para a maioria dos catalães, o evento marca o ponto de partida do desejo de separação. É um lugar carregado de emoções.

9. Impressione-se com La Catedral

No coração de Barri Gòtic, a colossal La Catedral neogótica é impressionante tanto por fora quanto por dentro. A entrada gratuita de manhã e no fim da tarde faz valer a pena se aventurar lá dentro para visitar seus tetos altos abobadados, os pilares e o convento com pátio de palmeiras, laranjeiras e um bando de gansos brancos que moram aí.

10. Descubra música, dança e arte gratuitas

Sempre há algum tipo de evento cultural gratuito acontecendo na cidade, seja jazz no parque, leitura de poesia ou workshop para crianças. Visite For Free para informações sobre eventos próximos.

11. Fique perdido no Barri Gòtic

Perca-se num labirinto de ruelas de pedra repletas de bares e lojas excêntricas semeadas de pequenas plaças silenciosas, no bairro de clima medieval Barri Gòtic. No fim, é quase certeza de que você vai aparecer em La Rambla ou na Via Laietana, que ladeia a área da outra margem.

12. Ande pela Plaça Reial

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Essa plaça com arcadas, semelhante a uma versão mais modesta da Praça São Marcos, em Veneza, procura pela primeira obra do trabalho encomendado de Gaudí para a cidade – postes destacando serpentes com cabeça de dragão em espiral conduzindo a um elmo alado.

13. Seja autêntico em El Raval

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Faz falta o impacto histórico da vizinhança do Barri Gòtic, mas a rede de ruas agitadas em volta de El Raval é lar de um elenco eclético de personagens, incluindo artistas, mochileiros, punks, estudantes etc. Há vários bares descolados e lojas de roupasvintage, sem falar do colossal MACBA (Museu d’Art Contemporani de Barcelona, tão impressionante fora quanto dentro).

14. Encante-se com a Font Màgica

Construída para a Exposição Mundial de 1929 de Barcelona, este espetáculo de água, som e luz tem atraído turistas desde então. É claro, a Fonte Mágica resvala para o lado kitsch – mas como não adorar jatos de águas multicoloridas subindo em sincronia ao ritmo brega dos anos 1980 e exibições musicais?

15. Procure por arte de rua

Os grafiteiros de Barcelona são um grupo orgulhoso, e você encontrará alguns ótimos exemplos do trabalho deles em volta da cidade, particularmente em El Raval e Poblenou. A cidade também tem uma longa tradição de arte e esculturas de rua. Alguns exemplos mais conhecidos incluem Peix, escultura gigante de peixe concebida por Frank Gehry com vista para a praia; Barcelona Head de Roy Lichtenstein, de 15 metros de altura, no Porto Vell; o Monument Homage to Picasso, do artista catalão Antoni Tàpies, no Passeig de Picasso; e o enorme gato de Fernando Botero em Rambla del Raval.

16. Inspecione o mercado de pulgas Els Encants Vells

O reformado mercado de pulgas Encants (e apenas ligeiramente transferido para um novo imóvel brilhante próximo ao Museu do Design) tem uma intrigante mistura de lixo e luxo. Embora não tenha sua cota justa de sapatos estranhos e aparelhos eletrônicos ultrapassados, há curiosidades aleatórias o suficiente para fazê-lo valer a pena. Um novo adendo é a surpreendente comida gourmet no pátio acima do primeiro andar.

17. Faça um aquecimento para ping-pong, bocha e caminhada

Praticantes de jogging podem chegar aos calçadões ao longo da praia, os de caminhada podem ir às colinas que circundam a cidade e os de skate podem passar o tempo do lado de fora do MACBA. No entanto, se planeja um jogo de ping-pong, você encontrará mesas de pedra na maioria dos parques, e, se o seu negócio é bocha, há quadras de petanca por toda a cidade.

18. Verifique seu email e planeje o próximo passo

Assim como os incontáveis bares e cafés que o oferecem, o wi-fi gratuito na cidade inteira está se tornando realidade e deve se espalhar, inclusive, para o transporte público. Bibliotecas públicas também têm computadores que você pode usar de graça (por no máximo 30 minutos).

O barato de Madrid

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Marcelo Zorzanelli, da Viagem e Turismo

1 COMPRAR SEM DINHEIRO — A loja Sincoste (Calle Amparo 8, Pátio Maravillas; 4ª/6ª 19h30/21h30) distribui roupas unissex de graça.

2 CULTURA FREE — O museu Taurino (madrid.org), sobre a história das touradas, e o Museu Arqueológico Nacional (www.man.mcu.es), com artefatos egípcios e gregos, têm entrada franca todos os dias. O Museu do Prado (museoprado.es), o mais visitado da Europa, é liberado de terça a sábado, das 18h às 20h.

3 DESCONTO — O Madridcard é um cartão de descontos em atividades e produtos. Pelo site www.madridcard.com, você paga 20% menos no cartão.

4 ECONOMIZE SOLA — A melhor forma de conhecer a cidade é pelo metrô (www.metromadrid.es). Compre o bilhete de 10 trechos por € 7,40 e economize € 3.

5 PEDALANDO — No Parque Juan Carlos I (entrada pela Avenida Logroño e pela Via M40, www.parquejuancarlos.net), você não paga pelo aluguel de bicicleta.

Barcelona mais barata em tempos de crise

Barcelona vista de Montjuïc

Batlllo, prédio dedenhado por GaudíAdriana Setti, do blog Achados

Enfime volta a casa. O que, quando se mora sem Barcelona, é algo tão bom como sair de férias. Ah, que saudades de passar 24 horas sem levar picada de mosquito, das temperaturas inferiores a 35 graus, dos queijos (os asiáticos não comem queijo), do azeite de oliva, de ver gente de olho redondo, de passear por essa cidade…

Aqui só se fala na crise. Ok, ok, aí no Brasil também. Mas na Espanha a sensação é de que o mundo vai acabar. No Brasil, como o mundo já acabou muitas vezes, as pessoas já adquiriram uma manha para lidar com bombas econômicas. Já aqui, as coisas só melhoravam há muito tempo. Então a queda é muito maior e mais traumática.

Mas tudo nessa vida tem o seu lado bom. E os efeitos benéficos da crise – principalmente para quem visita a cidade – já se fazem notar:

Os restaurantes estão em promoção
A grande maioria dos restaurantes sempre teve menus de preço fixo (e econômico) na hora do almoço, de segunda a sexta. Agora os menus econômicos invadiram os almoços durante o fim de semana e, em certos casos, até o jantar. Viva! Para se ter uma ideia da economia que isso representa no seu bolso, a média de preços de um menu de almoço num restaurante bacaninha no centro é de 10 euros. No mesmo restaurante, a mesma refeição sairia por cerca de 30 euros no jantar ou no fim de semana no sistema a la carte. É uma diferença e tanto.

Os restaurantes famosos andam vazios
Os restaurantes que não adotaram a medida andam mais vazios. O que também é bom para você. Ontem almocei com os meus pais no famoso 4 Gats, que sempre tem fila na porta e exige reserva com antecedência. E não é que tinha mesa sobrando?

Os hotéis baixaram os preços
A ocupação nos hotéis de Barcelona caiu em 7% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Não é para cortar os pulsos, mas mesmo assim os hoteleiros reduziram as suas tarifas em cerca de 13%. Oba!

As lojas estão mais vazias e com promoções
Lojas de regiões comerciais que viviam insuportavelmente cheias, como a Calle Pelayo e o Pesseig del Angel, andam bem mais tranquilas. E mesmo que ainda estejamos longe do período de liquidação (em julho), há várias promoções aqui e ali.

Clique aqui para ver dicas de Barcelona sobre hotéis, restaurantes, baladas etc.

(Adriana Setti é jornalista e autora do livro De Mala e Cuia — Tudo o que você precisa para morar, estudar, trabalhar e se divertir na Europa (Editora Jaboticaba). Nasceu no Brasil, tem passaporte lituano, nome italiano, cara de sueca e mora na Espanha)

Barcelona – Atrações do Barri Gòtic e La Ribera

Colunas de mosaico do Palau de la Musica Catalana

Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Claustro da CatedralCatedral de Barcelona

Dedicada à Santa Eulália, primeira padroeira de Barcelona, e à Santa Cruz, essa catedral de estilo gótico e fachada neogótica tem adjacente ao templo um claustro, onde gansos convivem com turistas que contemplam a fonte de São Jorge. No fim de semana, senhores e senhoras dançam na frentge do prédio.

Lateral do Palau de la Musica CatalanaPalalu de La Musica Catalana

Assim como as obras de Gaudí (veja post abaixo), essa casa de concertos tem estilo modernista e impressiona pela beleza de seus vitrais e de suas colunas de mosaico, que podem ser apreciados de fora, de graça. Passeios guiados em diferentes idiomas custam 10 euros. A casa recebe espetáculos regularmente.

Parc de la CiutadellaParc de la Ciutadella

Descanso para turistas e moradores da cidade, é o local ideal para quem viaja com crianças. Além de um zoológico, no parque há praças para piquenique e um lago com barquinhos. Pelo Paseig de Lluis Companys se chega ao Arc de Triomf, ou arco do triunfo catalão, ponto para descanso.

Poste de luz desenhado por GaudiPlaça Reial

Palmeiras, construções oitocentistas, postes de luz desenhados por Gaudí se misturam nessa praça aos boêmios que vêm em busca de comida, bebida e diversão em seus bares, restaurantes e cafés.

Museu Picasso

Em seu acervo se destacam as primeiras obras do artista andaluz que viveu parte da juventude em Barcelona.  Destaque para a série Las Meninas, conjunto de obras inspiradas no quadro de mesmo nome do espanhol Diego Velázquez (veja post sobre o Museo del Prado). Entrada gratuita no primeiro domingo do mês. Chegue cedo nesse dia.

Barcelona – Roteiro básico das obras de Gaudí

Fachada da La Pedrera/Renato Alves

Detalhe da fachada da Casa Batllló/Renato AlvesEliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

O que mais impressiona na capital catalã são as obras de seu mais famoso arquiteto, Antoní Gaudí. Ícone do modernismo catalão, Gaudí não pode, no entanto, ser enquadrado em um único estilo, dada a singularidade de seu legado.

Símbolos da cidade, a Sagrada Família, a Casa Batlló, a Casa Milá, ou La Pedrera, exemplificam a genialidade deste catalão, nacionalista convicto e católico fervoroso. Tão fervoroso que tramita no Vaticano um processo para sua beatificação.

Localizada na Passeig de Gracia, avenida mais elegante de Barcelona, a Casa Batlló é uma referência à história de São Jorge, padroeiro da Catalunha, e o dragão. Seu telhado lembra as costas do lendário animal, e as sacadas, em forma de caveiras, as vítimas do monstro. Daí a Casa Batlló também ser conhecida como Casa dos Ossos.

Fachada da Casa Batllo/Renato AlvesA abundância de detalhes da fachada captura o olhar do turista. Mas o preço da visita ao interior é salgado: 16,50 euros.

Outro edifício de Gaudí, La Pedrera impressiona pela fachada ondulada, pelas sacadas de ferro delicadamente trabalhado e, principalmente, pelo telhado, formado por chaminés que parecem cavaleiros medievais.

O prédio abriga um museu em homenagem a Gaudí, o centro de exposições da Caixa de Catalunya e um apartamento decorado aberto à visitação. A entrada custa 10 euros.

Fachada da Sagrada Familia/Renato AlvesEscultura monumental

A obra mestra de Gaudí, no entanto, é o Templo Expiatório da Sagrada Família. Não há palavras ou fotos suficientes para descrevê-la. E nada supera o impacto causado por sua visão.

Iniciada em 1882, o projeto da Sagrada Família foi assumido por Gaudí em 1883, que, por mais de 40 anos, dedicou sua vida à sua construção. Até morrer atropelado por um bonde, em 1926, perto da igreja. Seu corpo está sepultado na cripta de sua grande obra.

Lagartos, serpentes, anagramas dos nomes de Jesus, Maria e José, santos entalhados nas paredes externas do templo fazem da igreja Sagrada Família uma imensa escultura.

Das três fachadas planejadas, duas estão prontas. A da Natividade representa o nascimento de Cristo e foi concluída ainda por Gaudí. A da Paixão, finalizada em 2002, foi iniciada em 1978.

Detalhe da fachada da Sagrada Familia/Renato AlvesOutro destaque do prédio, os pináculos de mosaicos de azulejos podem ser vistos de longe, sobre as torres dedicadas aos 12 apóstolos (só oito estão prontas).

Apesar das obras, que só devem acabar em 2030, o templo é aberto para visitas (o bilhete custa 10 euros) e missas são celebradas em horários diferentes nos idiomas catalão e castelhano.

Detalhe da fachada lateral da Sagrada Familia/Renato Alves

 

Barcelona – As atrações de Las Ramblas

Las Ramblas/Renato Alves

Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Com a vitória do general Franco na guerra civil espanhola (1936-1939), a Catalunha perdeu sua autonomia, sofreu grande repressão cultural e teve banido o aprendizado do idioma catalão nas escolas. A região só recuperou sua autonomia em 1978, com o fim da ditadura espanhola.

Artistas de rua/ Renato AlvesHoje, a capital catalã transpira cultura.  A começar por Las Ramblas. Onde mais você pode, andando pelo calçadão, pisar em um mosaico do escultor e pintor Joan Miró? Ainda há os artistas de rua, concentrados no extenso boulevard que vai até ao porto.

Las Ramblas é o endereço do Gran Teatro del Liceu (casa de ópera fundada em 1847 e que resistiu a dois incêndios) e da Casa Bruno Quadras, fábrica de guarda-chuvas que tem na fachada um dragão e… guarda-chuvas.

Outra atração de Las Ramblas, o Mercat Sant Josep, ou La Boqueria, exibe a bela fachada de ferro e vitrais. Paraíso gastronômico, suas barracas vendem de frutas, queijos e tapas a peixes e frutos do mar.

Banca de revistas e jornais/Renato AlvesPlaça de Catalunya

Ao norte de Las Ramblas está a Plaça de Catalunya. Coração de Barcelona, pode ser sua primeira parada na cidade. Além de um centro de informações ao turista, é ponto de parada do ônibus azul, que sai do aeroporto e custa 4,50 euros. Ótima opção para quem chega de avião e não quer gastar uma fortuna com táxi.

Rodeada por grandes lojas como a FNAC, e as espanholas El Corte Inglés e Zara, a Plaça de Catalunya oferece várias atrações aos viajantes, como estátuas, fontes e monumentos. O turista só tem que ter paciência para disputar espaço com a enorme população de pombos que habita o lugar.

(Eliane e Renato são mineiros e moram em Brasília-DF. Ela é psicóloga. Ele, jornalista.)

Pca. da Catalunya/Renato Alves

Barcelona (1) – Para todos os gostos

Port Vell, Barcelona/Renato Alves

Vista geral de Barcelona/Renato AlvesEliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Você vai encontrar de tudo em Barcelona: praia, montanha, monumentos históricos, arquitetura moderna.  E um povo catalão orgulhoso de sua cultura, de sua língua. Eles têm motivos para isso.  Alguns você encontrará na série de posts que começa a ser publicada hoje. 

Rambla de mar/Renato AlvesA capital da Catalunha, região autônoma mas subordinada à soberania do estado espanhol, é banhada pelo Mar Mediterrâneo

Para sediar as Olimpíadas de 1992, toda área portuária foi repaginada, incluindo as praias, que se estendem da Barceloneta ao Port Olimpic. As obras deram nova vida à cidade e os jogos a tornaram mundialmente famosa.

Velerios na marina/Renato AlvesEm Port Vell, o turista pode conhecer a vida marinha do mediterrâneo no L’Aquàrium. Ou navegar pela zona portuária em catamarãs. Ou simplesmente passear pela Rambla de Mar, ponte de madeira que leva até o Maremagnum, complexo de lojas, bares, cinema e restaurantes. Um shopping mais moderno e agradável que a maioria, com direito a vista para o mar.

Estádio Olimpico de Barcelona/Renato AlvesSe preferir outras altitudes, pegue o metrô até a Plaça d’Espanya, aos pés de Montjuïc.

Esse extenso monte concentra atrações como o Palau Nacional, sede do Museu Nacional d’Art da Catalunya, a Fundació Juan Miró, o Castell de Montjuïc e a Font Mágica, que, ao cair da noite, oferece um show de luz e som. Vale a pena esperar.

Palau San Jordi e Torre de TV/Renato AlvesO monte abriga também o complexo olímpico de 1992. No Estadi Olímpic, aquele em que a pira olímpica foi acesa por uma flecha, o time de futebol Espanyol recebe seus adversários.

Mas o que rouba a atenção é o Palau Sant Jordi, estádio de aço e vidro, sede do time de basquete da cidade. O acesso ao monte e ao complexo esportivo é gratuito.

(Eliane Moreira é psicóloga, mineira e moradora de Brasília-DF/ Renato Alves é jornalista, mineiro e também mora na capital brasileira) 

Cidade vista de Montjuic/Renato nAlves

 

Toledo – Herança de diferentes reinados e religiões

Artesanato/Renato Alves

Vista geral de Toledo/Renato AlvesEliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

Os 70 km que separam a agitada Madri da histórica Toledo podem ser percorridos em menos de 30 minutos. Basta ir à estação madrilhenha de Atocha, entre a Calle de Atocha e o Paseo del Prado, e embarcar em um dos rápidos trens da companhia espanhola ferroviária Renfe.

Freiras em travessa de Toledo/Renato AlvesAs passagens são vendidas pela internet e na estação, a 9 euros cada trecho. Juntos, o da volta sai a 5,40 euros.

Na Idade Média, Toledo era a capital dos visigodos, germânicos que dominavam a Península Ibérica. Passou aos mouros no século 8. Em 1085 foi reconquistada pelos cristãos  e virou capital do reinado.

Bonecas de freirinhas fazendo biscoitos/Renato AlvesDessa mistura de reinados e religiões, Toledo herdou igrejas, mesquitas e sinagogas. A catedral da cidade, uma das mais importantes da Espanha, destaca-se pelos diferentes estilos arquitetônicos.

O quadro El Expolio do pintor El Greco está exposto na sacristia do templo religioso, além de outras obras de arte.

Um das igrejas de Toledo/Renato AlvesAo El Greco, que escolheu Toledo para morar, foi dedicado um museu na cidade. A Casa-Museo de El Greco fica no quarteirão judaico, próximo à Sinagoga del Tránsito, e expõe apenas obras deste pintor nascido na ilha de Creta e espanhol por opção.

Outro ponto turístico, o palácio fortificado Alcázar hoje abriga um museu militar e a Biblioteca de Castilla – La Mancha.

A melhor forma de explorar Toledo é com um mapa nas mãos. Eles podem ser adquiridos no desembarque na estação ferroviária ou nas lojinhas de souvenirs da principal praça da cidade, a Plaza de Zocodover.

Mas após visitar os principais monumentos, esqueça o mapa. Perca-se pelas ruas e ladeiras.  Você irá se encantar com as descobertas que fará nos bairros medieval e judaico, com as confeitarias onde são vendidos os doces de marzipan, fabricados artesanalmente por freiras do lugarejo, com as lojas de espadas e armaduras do tempo dos cavaleiros.

Madri – Maravilhas do Museo del Prado

Fachada do Museo del Prado/Renato Alves

Estátua de Goya na entrada do Museo del Prado/Renato AlvesEliane Moreira

Goya. Velázquez. El Greco. O Museo del Prado abriga a maior coleção de pintura espanhola do mundo. Seu acervo permanente inclui também pinturas italianas, holandesas, esculturas gregas e romanas, desenhos e artes decorativas.

São três andares, com mais de 4.600 quadros, entre eles as 140 obras de Goya, como Saturno devorando a un hijo, La pradera de San Isidro, Maja Desnuda.

Também com grande representação no Museo del Prado, o acervo de obras de El Greco, que, apesar de nascido em Creta, desenvolveu a maior parte de seus trabalhos na Espanha, incluem quadros como El caballero de la mano en el pecho e La trinidad.

Velazquez-Meninas.jpgA obra mais concorrida, espécie de Monalisa do Museo del Prado, é o quadro Las Meninas, do sevilhano Diego Velázquez. Fonte de admiração para anônimos e famosos (o pintor Pablo Picasso produziu vários quadros inspirados nessa tela), Las Meninas impressiona pelas diferentes perspectivas que oferece.

Localizado no Paseo del Prado, o museu abre de terça-feria a domingo. A entrada custa 6 euros, mas aos domingos é gratuita. De qualquer forma, reserve alguns euros para a lojinha do museu. Acredite, você vai querer gastá-los.

 

La pedrera de San Isidro/Reprodução

Madri – Da Calle de Alcalá ao Paseo del Prado

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Detalhe do Edificio MetropolisEliane Moreira

Importante avenida madrilenha, a Calle de Alcalá liga a Plaza Puerta del Sol à Puerta de Alcalá, portão da cidade. Nela, construções históricas e modernas se misturam. O Metrópolis, prédio na esquina com a Gran Via, data de 1905 e é uma das atrações. De estilo francês, sua cúpula com detalhes dourados se destaca.

Plaza de CibeleJá a Plaza de la Cibele, um dos cruzamentos mais movimentados de Madri, é também parada obrigatória para turistas. Sua fonte representa a deusa romana da fertilidade e da natureza, conduzida em uma biga puxada por dois leões. Aqui que os torcedores do Real Madrid se concentram para comemorar suas vitórias.

Plaza de NetunoRivalizando com a Plaza de la Cibele em beleza e no futebol, está a fonte de Netuno, no Paseo del Prado. Quando o Atlético de Madrid levanta a taça, a Plaza Canovas del Castillo, onde está a fonte, é invadida pelos torcedores.

Mas o futebol está longe de ser a principal atração do Paseo del Prado. Essa imponente avenida, endereço do ainda mais imponente Hotel Ritz, concentra três importantes museus: o Museo Thyssen-Bornemisza, o Museo del Prado e o Centro de Arte Reina Sofia.

(Eliane Moreira é psicóloga, mineira e moradora de Brasília-DF)

Madri – As atrações do Centro

Plaza de Oriente/Renato Alves

Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos)

O centro de Madri concentra a maioria das atrações da capital espanhola, como o Palácio Real, a Plaza Puerta del Sol e a Plaza Mayor.

Plaza Mayor

Plaza MayorA mais famosa praça madrilenha já foi mercado, palco de touradas e de execuções na época da inquisição. Hoje, seu pátio abriga turistas que por ali se deixam ficar, degustando tapas, assistindo a apresentações de artistas de rua ou simplesmente vendo a vida passar.

A praça tem prédios históricos, restaurantes, cafés, lojas de souvenirs. A Casa de la Panadería se destaca entre as construções por sua fachada, formada por murais que, quando iluminados, são um verdadeiro espetáculo.  Seus arcos e postes de iluminação espalhados por toda praça também enchem os olhos dos turistas.

Plaza Puerta del Sol

Prefeitura/Renato AlvesO coração de Madri. Por ela passam ruas importantes como a Calle Mayor e a Calle de Alcalá. A praça concentra ainda turistas, madrilenhos, lojas de departamento e prédios históricos como a antiga Casa de Correos, hoje sede da prefeitura. Na esquina com a Calle del Carmen está o maior símbolo da cidade, a estátua El oso y madroño (o urso e o arbusto).

Palácio Real

Palacio Real/Renato AlvesSeja pela arquitetura ou pelos jardins, o Palácio Real é um passeio obrigatório. Para admirar a  fachada, fique alguns minutos na Plaza de Oriente. Aberta à visitação, a residência oficial do rei Juan Carlos exibe suntuosos salões com tapeçarias, lustres, pinturas. Os Jardins de Sabatini são geometricamente desenhados. E os Jardins do Campo do Mouro parecem não ter fim.

 

Madri – O essencial da capital espanhola

Plaza Mayor/Renato Alves

Eliane Moreira (texto) e Renato Alves (fotos) 

Nem tente resistir à sedução da capital espanhola. Madri é tão intensa quanto os filmes de Almodóvar. E dá um olé nos turistas, com seus monumentos históricos, sua gastronomia, seu povo caliente.

ImageSim, os espanhóis falam alto e quem não entende bem o idioma pode ter a impressão de que eles estão sempre discutindo. Não é verdade. Também gentis, não são raras as vezes em que interrompem seu caminho para oferecer informações aos visitantes perdidos.

Aliás, Madri é bastante receptiva aos turistas. O metrô dá acesso a todas as atrações, indo até ao distante terminal 4 do aeroporto Barajas.

O viajante pode optar por comprar os abonos turísticos, com tarifas promocionais para um, dois, três, quatro ou sete dias (as tarifas vão de 5 a 22,60 euros). Mas não espere por acessibilidade. A maioria das estações não tem elevadores ou escadas rolantes. A pontualidade e rapidez dos trens compensam o desconforto.

De qualquer forma, é possível conhecer algumas das principais atrações madrilenhas apenas caminhando pela cidade. Para isso, opte por hospedar-se próximo à Gran Via, à Calle de Alcalá, ou à Calle de Atocha, principais avenidas centrais. Há hotéis e hostals (espécie de pousada) nessa região, para todos os bolsos.

Fachada do Botin/Renato AlvesPara todos os bolsos também são as opções gastronômicas.  Os pratos típicos mais encontrados são a paella e a tortillla. Mas esqueça toda sua rotina alimentar. Nas principais lanchonetes, o café da manhã é servido às 10h, e o almoço só depois da sesta, lá pelas 3 horas da tarde. Vale a pena esperar. Os restaurantes oferecem opções de pratos do dia, com entrada, refeição principal, bebida e sobremesa. E também os chamados “combinados”, refeição única, geralmente com um grelhado e dois ou três acompanhamentos.

E por falar em restaurantes, fica em Madri, segundo o Guiness Book, o restaurante mais antigo do mundo. Fundado em 1725, tudo no Botín remete ao passado: paredes de tijolo, forno a lenha, azulejos antigos. Garçons e gerente são extremamente amáveis, mas é preciso fazer reserva com bastante antecedência. 

Cozinha do Restaurante Botin/Renato AlvesImperdíveis, no entanto, são as tapas. Tradição espanhola, são aperitivos encontrados na maioria dos bares espanhóis. Os tira-gosto deles. Não deixe de degustá-los no Museo del Jamón.

Como o próprio nome já indica, esse misto de bar e restaurante é especializado em presunto. De todos os tipos. Há várias unidades espalhadas por Madri.

Outro achado gastronômico na capital espanhola é a rede de lanchonetes Demontaditos… Assim mesmo, com reticências. São mini-sanduíches, todos com pão francês e várias opções de recheio, de caviar a salsicha. Bem originais, gostosos e baratos.