IMPACTOS DA PRÉ-ECLÂMPSIA NA SAÚDE MATERNO-FETAL NA PERSPECTIVA DO ENFERMEIRO OBSTETRA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v3i01.28321Palavras-chave:
Mortalidade Materna. Pré-Eclâmpsia. Saúde Fetal.Resumo
A pré-eclâmpsia sobressai como uma das principais patologias responsáveis por elevados índices de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, caracterizando-se como síndrome hipertensiva exclusiva do período gestacional, de caráter multifatorial, cujas falhas na placentação e lesões no endotélio sistêmico comprometem severamente o binômio mãe-feto. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos da pré-eclâmpsia na saúde materna e no desenvolvimento fetal sob perspectiva do enfermeiro obstetra. A metodologia adotada foi a revisão integrativa da literatura, desenvolvida em seis etapas, incluindo formulação da questão norteadora, busca nas bases LILACS, MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico, aplicação de critérios de inclusão e exclusão, avaliação do nível de evidência e análise temática dos estudos selecionados. Foram incluídos 12 artigos publicados entre 2020 e 2025. No âmbito materno, identificaram-se complicações como insuficiência renal, disfunções hepáticas, síndrome HELLP, eclâmpsia, near miss materno e aumento da mortalidade, revelando seu caráter multissistêmico e progressivo. No desenvolvimento fetal, observaram-se restrição de crescimento intrauterino, prematuridade, sofrimento fetal, baixo peso ao nascer e maior necessidade de cuidados intensivos neonatais, decorrentes da insuficiência placentária. Conclui-se que a pré-eclâmpsia impacta de forma significativa e simultânea a saúde materna e fetal, exigindo qualificação da assistência, adoção de protocolos baseados em evidências e fortalecimento do cuidado pré-natal para redução da morbimortalidade.
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