ADOECIMENTO E ABSENTEÍSMO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL NA REDE MUNICIPAL DE URUGUAIANA-RS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29489Palavras-chave:
Trabalho docente. Saúde do trabalhador. Licença médica.Resumo
Este estudo teve como objetivo identificar as principais causas de afastamento dos professores da rede municipal de Uruguaiana/RS e verificar a prevalência dos transtornos mentais entre esses afastamentos. Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal e quantitativa, baseada na análise documental de 1.326 atestados médicos emitidos entre agosto de 2021 e agosto de 2023. Os dados foram coletados junto à Secretaria Municipal de Administração e referem-se exclusivamente a professores da Educação Infantil. Os afastamentos foram organizados em nove categorias clínicas. A maioria ocorreu por até cinco dias, sendo os principais motivos o acompanhamento familiar e doenças virais. No entanto, os afastamentos por transtornos mentais apresentaram maior frequência de licenças superiores a 15 dias. Um dos desafios enfrentados foi a ausência de CID nos atestados longos, pois são processados via INSS. Os resultados reforçam a literatura sobre o impacto do adoecimento docente na educação infantil e a necessidade de políticas públicas locais voltadas à saúde do trabalhador da educação. Este estudo oferece subsídios para ações preventivas e melhorias nos registros institucionais, contribuindo com a valorização profissional e a qualidade do ensino.
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