ADAPTAÇÕES NEUROMECÂNICAS E FISIOLÓGICAS AO EXERCÍCIO RESISTIDO NA REABILITAÇÃO DE LESÕES ARTICULARES: IMPLICAÇÕES PARA A PRESCRIÇÃO CLÍNICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29504Palavras-chave:
Exercício resistido. Reabilitação. Lesões articulares.Resumo
Objetivo: sintetizar e quantificar as adaptações neuromecânicas, morfológicas e funcionais ao exercício resistido na reabilitação de lesões articulares e traduzir os achados para a prescrição clínica Métodos: revisão sistemática conforme PRISMA 2020, com buscas no PubMed/MEDLINE e PEDro até 30 de julho de 2026. Foram elegíveis ensaios controlados com pessoas a partir de 14 anos, lesão articular traumática ou condição pós-operatória e programa resistido progressivo por pelo menos quatro semanas. O risco de viés foi avaliado pelo RoB 2. As diferenças padronizadas de mudança foram combinadas por efeitos aleatórios, REML e Hartung-Knapp Resultados: quinze ensaios, com 890 participantes randomizados, foram incluídos. A síntese de força favoreceu a estratégia resistida adicional, mais intensa ou específica (Hedges g=0,63; IC95% 0,18–1,08; I²=71,9%; oito estudos), mas o intervalo preditivo incluiu ausência de benefício. Para função, a estimativa foi imprecisa (g=0,83; IC95% −0,15–1,82; I²=91,4%; seis estudos). Ganhos morfológicos foram promissores, porém pouco mensurados Conclusão: o exercício resistido progressivo melhora a força, mas a transferência para função e estrutura é heterogênea. A carga deve ser individualizada por articulação, fase de cicatrização, sintomas e resposta em 24 horas
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