GRAVIDEZ EM MENINAS DE 10 A 14 ANOS NO ESTADO DE ALAGOAS: ANÁLISE DA TAXA, PERFIL DA GESTAÇÃO E DO NASCIMENTO

Autores

  • Martha Juciara Cavalcanti Santos FASVIPA https://orcid.org/0009-0009-7764-6292
  • Jessica dos Santos Bezerra FASVIPA
  • Ercilaide Tenório Lisbôa FASVIPA
  • José Augustinho Mendes Santos FASVIPA
  • Maria Aparecida de Albuquerque Fernandes Ramalho FASVIPA

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31635

Palavras-chave:

Gravidez na adolescência, Adolescente, Saúde da mulher, Nascido vivo, Epidemiologia

Resumo

Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da gravidez em meninas de 10 a 14 anos residentes no estado de Alagoas, Brasil, entre 2015 e 2024. Trata-se de estudo ecológico e descritivo, com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram analisadas características sociodemográficas maternas, da gestação, do pré-natal e do recém-nascido, além da distribuição por Região de Saúde, por meio de frequências absolutas e relativas e da taxa de nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos por 1.000 nascidos vivos. Foram registrados 5.903 nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos (12,1 por 1.000 nascidos vivos); a taxa diminuiu em todos os anos, de 15,8 em 2015 para 8,1 em 2024 (redução de 49,1%). Predominaram mães solteiras (66,54%), com 4 a 7 anos de estudo (58,41%) e gestação única (99,03%); 53,52% realizaram sete ou mais consultas de pré-natal e 12,38% realizaram menos de quatro ou nenhuma. A prematuridade atingiu 17,06% e o baixo peso ao nascer, 12,69%. Entre os recém-nascidos, predominaram o sexo masculino (51,79%), a raça/cor parda (92,51%) e o Apgar de 8 a 10 no 1º (83,60%) e no 5º minuto (94,90%). A 1ª Região de Saúde concentrou 32,98% dos nascimentos, e a 2ª apresentou a maior taxa do período (20,8 por 1.000 nascidos vivos). Apesar da redução, a gravidez em meninas de 10 a 14 anos permanece relevante em Alagoas, com desigualdades territoriais, o que reforça a necessidade de ações intersetoriais de prevenção, qualificação do pré-natal e proteção dos direitos das meninas.

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Biografia do Autor

  • Martha Juciara Cavalcanti Santos, FASVIPA

    Discente do curso de Bacharelado em Enfermagem. Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA). 

  • Jessica dos Santos Bezerra, FASVIPA

    Enfermeira. Especialista em Obstetrícia e Ginecologia pelo Centro de Ensino e Pesquisa em Emergências Médicas (CEPEM). Docente do curso de Enfermagem da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA).

  • Ercilaide Tenório Lisbôa, FASVIPA

    Enfermeira. Doutora em Educação e Ciências pelo Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro. Docente do curso de Enfermagem da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA).

  • José Augustinho Mendes Santos, FASVIPA

    Enfermeiro. Doutorando em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Professor da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA).

  • Maria Aparecida de Albuquerque Fernandes Ramalho, FASVIPA

    Enfermeira. Mestre em Gestão da Qualidade em Serviços de Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Docente do curso de Enfermagem da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA).

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Publicado

2026-11-06

Como Citar

Santos, M. J. C., Bezerra, J. dos S., Lisbôa, E. T., Santos, J. A. M., & Ramalho, M. A. de A. F. (2026). GRAVIDEZ EM MENINAS DE 10 A 14 ANOS NO ESTADO DE ALAGOAS: ANÁLISE DA TAXA, PERFIL DA GESTAÇÃO E DO NASCIMENTO. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(11), 1-13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31635

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