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A montanha mágica
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| Em 7x de R$ 10,53 com juros | R$ 73,74 |
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Ansiosamente aguardado pelos leitores brasileiros, volta às livrarias o célebre romance A montanha mágica , a grande obra-prima de Thomas Mann. A nova edição tem tradução de Herbert Caro e posfácio inédito de Paulo Astor Soethe, renomado especialista na obra do autor.
Neste clássico da literatura alemã, Mann renova a tradição do Bildungsroman ― o romance de formação ― a partir da trajetória do jovem engenheiro Hans Castorp. Durante uma inesperada estadia de sete anos em um sanatório para tuberculosos nos Alpes suíços, Hans relaciona-se com uma miríade de personagens enfermos que encarnam os conflitos espirituais e ideológicos que antecedem a Primeira Guerra Mundial.
Lidando com uma variedade de temas ― estados doentios e corpóreos, a arte, o amor, a natureza do tempo e da morte ―, este livro, publicado originalmente em 1924, é um dos grandes testamentos literários do século XX e uma das obras inesgotáveis da ficção ocidental.
- ISBN-108535928200
- ISBN-13978-8535928204
- Edição1ª
- EditoraCompanhia das Letras
- Data da publicação11 novembro 2016
- IdiomaPortuguês
- Dimensões23.6 x 16.2 x 5.2 cm
- Número de páginas856 páginas
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O homem não vive somente sua vida pessoal como indivíduo; consciente ou inconscientemente, participa também da vida de sua época e de seus contemporâneos.707 leitores do Kindle destacaram isso
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Política e Ciências Sociais
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História
Da editora
Ansiosamente aguardado pelos leitores brasileiros, volta às livrarias o célebre romance A montanha mágica, obra-prima de Thomas Mann.
A nova edição tem tradução de Herbert Caro e posfácio inédito de Paulo Astor Soethe, renomado especialista na obra do autor. Neste clássico da literatura alemã, Mann renova a tradição do Bildungsroman — o romance de formação — a partir da trajetória do jovem engenheiro Hans Castorp.
Durante uma inesperada estadia em um sanatório para tuberculosos, Hans relaciona-se com uma miríade de personagens enfermos que encarnam os conflitos espirituais e ideológicos que antecedem a Primeira Guerra Mundial.
Sobre o autor
THOMAS MANN nasceu em Lübeck, na Alemanha. Em 1929, foi premiado com o Nobel de Literatura. Em 1938, Mann partiu para o exílio, nos Estados Unidos. Retornou à Europa em 1952 e viveu na Suíça até sua morte, em 1955.
A Companhia das Letras publica as obras do autor. Alguns títulos já lançados:
- Doutor Fausto (2015)
- Os Buddenbrook (2016)
- A montanha mágica (2016)
- As cabeças trocadas (2017)
- O Eleito (2018)
- Sua Alteza Real (2022)
Detalhes do produto
- Editora : Companhia das Letras
- Data da publicação : 11 novembro 2016
- Edição : 1ª
- Idioma : Português
- Número de páginas : 856 páginas
- ISBN-10 : 8535928200
- ISBN-13 : 978-8535928204
- Peso do produto : 1,27 Kilograms
- Dimensões : 23.6 x 16.2 x 5.2 cm
- Parte da série : Thomas Mann Essencial
- Ranking dos mais vendidos: Nº 1.061 em Livros (Conheça o Top 100 na categoria Livros)
- Nº 57 em Literatura Mundial Literatura e Ficção
- Nº 192 em Ficção Literária Literatura e Ficção
- Avaliações dos clientes:
Sobre os autores

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Obra incrível
Melhores avaliações de Brasil
- 5 de 5 estrelas
Obra Prima. Uma pintura do realismo alemão em forma de palavras. Clássico eterno.
Avaliado no Brasil em 13 de fevereiro de 2018Hans Castorp é um jovem engenheiro, recém formado, que parte em uma viagem rumo a Davos nos Alpes Suíços para vistar seu primo, Joachim Ziemmsen, enfermo com tuberculose. O jovem de repente se ver em um contexto cercado de males e doenças porém o livro, como um quadro em óleo de um mestre do realismo, pinta perfeitamente valores como a bondade, a esperança e, principalmente, o reconforto a quem está sendo vencido pela dor. Com diálogos, muitas vezes encabeçados por Settembrini e seu rival Naphta (guardem esses nomes), incrívelmente detalhados onde a mente do leitor é acariciada com um oceano de aprendizagem e reflexões, onde o leitor imerge em um processo de autoconhecimento e conhecimento do ambiente em que o cerca.
Nos sete anos que o jovem Castrop passou no Sanatório Internacional de Berghof de Davos ele, em suas caminhadas pelas paragens alpinas que cercam o lugarejo suíço, aspirando-lhe o ar de champanhe, foi assediado pela oratória lógica, sedutora e veemente onde o humanismo é a corrente filosófica de pensamento por trás, ainda que intercalada pelas insuficiências pulmonares dos dois contendores, de Settembrini e Naphta. Naquela montanha mágica pareciam voar e sussurrar, como se fossem fantasmas de épocas diversas, os espíritos cultos de tempos remotos cujos ecos se misturavam com os do aqui e agora. Discorrendo sobre temas até hoje muito atuais. A pena de morte, os castigos a presidiários, a utilidade ou não da fé, a maçonaria e sua função humana, as enfermidades, cremação x sepultamento tradicional, doutrinas religiosas, a mediunidade... Thomas Mann de forma brilhante faz um relato minucioso de como todas as coisas são, sob diferentes pontos de vista.
Para vocês terem uma ideia do poder desse livro, saiba que em Davos, que é um lugarejo de luxo dos Alpes suíços, nos finais de janeiro de cada ano, personalidades, estadistas, políticos, pensadores e homens de letras do mundo inteiro, são convidados para livremente exporem suas ideias ali, o famoso Fórum Econômico Mundial. Seguramente a inspiração de tais encontros realizarem-se ali foi motivada pela tentativa de reproduzir o rico debate de idéias que permeou o livro de Thomas Mann.
O tempo deve ser a última preocupação de quem se aventura pelas entranhas de sua narrativa, pois não é uma história para ler em um dia, é uma história que deve ser suavemente apreciada em seus mínimos detalhes, como o autor mesmo aconselha em seu prefácio. O autor cria personagens e ambiente tão cativantes, dissecando a alma de cada um em descrições tão fabulosas e detalhadas que é impossível não reler o livro inúmeras vezes para ter contato com pessoas tão fantásticas. Essa é uma obra de arte de primeira grandeza. Sei que ainda vou ler milhares (quem sabe milhões) de livros nessa vida, mas tenho certeza de uma coisa, esse é desde já o meu favorito em toda vida, é um execício pra alma, uma pintura em forma de palavras a ser apreciada e se maravilhar com cada detalhe dela a cada momento e descobrir novas facetas cada vez que bater o olho sobre.
520 pessoas acharam isso útilEnviando comentários...Enviando feedback...ÚtilAgradecemos seus comentários.Ocorreu um erro ao registrar seu voto. Tente novamenteAgradecemos, vamos investigar nos próximos dias.Não foi possível denunciar esta avaliação. Tente novamente - 5 de 5 estrelas
Obra incrível
Avaliado no Brasil em 17 de julho de 2026É uma belíssima edição, obra que só peguei depois de concluir a leitura de outros livros. Folhas grossas, fonte grande, não fica fechando sozinho, mesmo o livro sendo uma calhamaço. Irei ler com prazer.






É uma belíssima edição, obra que só peguei depois de concluir a leitura de outros livros. Folhas grossas, fonte grande, não fica fechando sozinho, mesmo o livro sendo uma calhamaço. Irei ler com prazer.
Enviando comentários...Enviando feedback...ÚtilAgradecemos seus comentários.Ocorreu um erro ao registrar seu voto. Tente novamenteAgradecemos, vamos investigar nos próximos dias.Não foi possível denunciar esta avaliação. Tente novamente - 5 de 5 estrelas
Desafie-se, pois valerá muito a pena
Avaliado no Brasil em 22 de maio de 2026Edição: Muito boa, capa dura, boa diagramação.
Sobre a obra: Não é uma obra fácil de ler, não por conter significados incompreensíveis ou algo do gênero, mas a dificuldade reside em resistir. O romance não é empolgante, não possui um enredo inesquecível, mas o propósito de "A montanha mágica" reside em outra esfera; compreensão.
O tempo é desafiado amiúde nessa obra. É impossível o leitor não se ver dentro do emaranhado de dias, aos quais o autor nos faz passar, juntamente com as personagens. A habilidade de Mann em controlar a narrativa, é o que faz esse livro ser espetacular.
Você se torna parte do enredo e a depender do seu nível de concentração, será capaz de perceber o autor narrando a estória linha por linha, bem ali, do seu lado. O tempo como tema principal e muitos paradoxos são abordados com maestria e habilidade impressionantes. A vida e a morte, a saúde e a doença, o intelecto e as frivolidades, são alguns dos temas que as personagens se dividem e copartilham. Já no fim, ele reforça quão frágil nós somos e o quanto é importante valorizarmos cada dia das nossas vidas, pois às vezes o fim acontece sem nem mesmo percebermos; que o diga nosso herói!
8 pessoas acharam isso útilEnviando comentários...Enviando feedback...ÚtilAgradecemos seus comentários.Ocorreu um erro ao registrar seu voto. Tente novamenteAgradecemos, vamos investigar nos próximos dias.Não foi possível denunciar esta avaliação. Tente novamente - 5 de 5 estrelas
O Sentido Da Vida
Avaliado no Brasil em 14 de dezembro de 2016No início do século, acreditava-se que o ar frio e seco consorciado ao descanso e boa alimentação eram os melhores aliados para a cura da tuberculose. Esse tratamento era oferecido nos sanatórios, construídos em regiões montanhosas, e os doentes eram encorajados a recorrerem a internação. No entanto, esse isolamento, conveniente para uma doença infecciosa, escondia uma triste estatística: 75% dos tuberculosos morriam num prazo de 5 anos.
Esse é o cenário escolhido por Thomas Mann para "A Montanha Mágica", um dos mais importantes romances do realismo alemão. Localizado em Davos, na Suíça, o Sanatório Berghof pode ser comparado a um microcosmo formado por pessoas de distintas nacionalidades e ideologias, capaz de reproduzir uma Europa decadente e à beira da Primeira Guerra Mundial.
Com resquícios autobiográficos (a mulher do escritor esteve num local semelhante, vítima de uma leve afecção pulmonar), o livro começou a ser escrito em 1912, mas só foi publicado doze anos depois, por conta de uma uma série de contratempos. Em linhas gerais, trata-se de um Bildungsroman cujo protagonista é um promissor engenheiro recém-formado. Durante uma breve estadia para visitar um parente internado, Hans Castorp também é diagnosticado com tuberculose e decide permanecer no lugar. A partir daí, ele descobre o sexo com a enigmática Clawdia Chauchat, sua grande paixão, e completa sua formação intelecto-moral por meio de duas extraordinárias personagens: o simpático italiano Lodovico Settembrini (humanista e enciclopedista) e o judeu Leo Naphta (jesuíta totalitário).
No entanto, a viga mestra do livro é o tempo que surge não linear e impreciso, para retratar o ocado de uma época. São sete anos que parecem dissolver-se na montanha, distante do atribulado dia a dia na planície, daí, o título escolhido para o romance. Observe o seguinte trecho que aparece na abertura: "Não será, portanto, num abrir e fechar de olhos que o narrador terminará a história de Hans. Não lhe bastarão para isso os sete dias de uma semana, tampouco serão sete meses, apenas. Melhor será que ele desista de computar o tempo que decorrerá sobre a Terra enquanto essa tarefa o mantiver enredado."
Exibindo um desfecho em aberto, a leitura de "A Montanha Mágica" prima pela erudição e complexidade. Indubitavelmente, ultrapassar suas inúmeras passagens dissertativas é um desafio intelectual, contudo, sua leitura também exibe momentos agradáveis e até cômicos. Outro aspecto extremamente oportuno é sua atualidade diante de uma Europa em crise além da possibilidade de desfrutar de uma narrativa que consegue alcançar diversas camadas interpretativas.
Quanto a tradução de Herbert Karo, ela é bastante elogiada pela crítica pela proximidade que mantém com língua alemã, mas apresenta dificuldade para os leitores que não dominam o francês. Um bom exemplo é o diálogo entre Hans e Madame Chauchat, no capítulo "Noite de Walpurgis". A Companhia das Letras resolveu o problema, inserindo as traduções nesse idioma nas notas.
A presente edição vem acompanhada de um extra, o "Posfácio A Várias Mãos", do revisor Paulo Astor Soethe que também atualizou o texto, contudo, tomo a liberdade de indicar a crítica, de Harold Bloom, que faz pate da obra "Como e Porque Ler" e está disponível na internet.
Para um calhamaço de 912 páginas e mais de 20 horas de leitura, escolhi o ebook. Com índice ativo, ele atendeu minhas expectativas e, sem dúvida, reduziu o tempo que levaria, pois é muito mais leve e de fácil manuseio, quando comparado ao livro.
Finalmente, em 1982, "A Montanha Mágica" foi adaptada para o cinema e a televisão. Dirigida por Hans W. Geissendörfer, originou um filme e uma série com 2 capítulos, disponível no YouTube. Nenhuma das duas atinge a complexidade do livro, mas recomendo como curiosidade para quem já o leu.
Fotos:
À Esquerda - O Escritor
Ao Centro - Livro em Alemão
À Direita - Cartaz do Filme






No início do século, acreditava-se que o ar frio e seco consorciado ao descanso e boa alimentação eram os melhores aliados para a cura da tuberculose. Esse tratamento era oferecido nos sanatórios, construídos em regiões montanhosas, e os doentes eram encorajados a recorrerem a internação. No entanto, esse isolamento, conveniente para uma doença infecciosa, escondia uma triste estatística: 75% dos tuberculosos morriam num prazo de 5 anos.
Esse é o cenário escolhido por Thomas Mann para "A Montanha Mágica", um dos mais importantes romances do realismo alemão. Localizado em Davos, na Suíça, o Sanatório Berghof pode ser comparado a um microcosmo formado por pessoas de distintas nacionalidades e ideologias, capaz de reproduzir uma Europa decadente e à beira da Primeira Guerra Mundial.
Com resquícios autobiográficos (a mulher do escritor esteve num local semelhante, vítima de uma leve afecção pulmonar), o livro começou a ser escrito em 1912, mas só foi publicado doze anos depois, por conta de uma uma série de contratempos. Em linhas gerais, trata-se de um Bildungsroman cujo protagonista é um promissor engenheiro recém-formado. Durante uma breve estadia para visitar um parente internado, Hans Castorp também é diagnosticado com tuberculose e decide permanecer no lugar. A partir daí, ele descobre o sexo com a enigmática Clawdia Chauchat, sua grande paixão, e completa sua formação intelecto-moral por meio de duas extraordinárias personagens: o simpático italiano Lodovico Settembrini (humanista e enciclopedista) e o judeu Leo Naphta (jesuíta totalitário).
No entanto, a viga mestra do livro é o tempo que surge não linear e impreciso, para retratar o ocado de uma época. São sete anos que parecem dissolver-se na montanha, distante do atribulado dia a dia na planície, daí, o título escolhido para o romance. Observe o seguinte trecho que aparece na abertura: "Não será, portanto, num abrir e fechar de olhos que o narrador terminará a história de Hans. Não lhe bastarão para isso os sete dias de uma semana, tampouco serão sete meses, apenas. Melhor será que ele desista de computar o tempo que decorrerá sobre a Terra enquanto essa tarefa o mantiver enredado."
Exibindo um desfecho em aberto, a leitura de "A Montanha Mágica" prima pela erudição e complexidade. Indubitavelmente, ultrapassar suas inúmeras passagens dissertativas é um desafio intelectual, contudo, sua leitura também exibe momentos agradáveis e até cômicos. Outro aspecto extremamente oportuno é sua atualidade diante de uma Europa em crise além da possibilidade de desfrutar de uma narrativa que consegue alcançar diversas camadas interpretativas.
Quanto a tradução de Herbert Karo, ela é bastante elogiada pela crítica pela proximidade que mantém com língua alemã, mas apresenta dificuldade para os leitores que não dominam o francês. Um bom exemplo é o diálogo entre Hans e Madame Chauchat, no capítulo "Noite de Walpurgis". A Companhia das Letras resolveu o problema, inserindo as traduções nesse idioma nas notas.
A presente edição vem acompanhada de um extra, o "Posfácio A Várias Mãos", do revisor Paulo Astor Soethe que também atualizou o texto, contudo, tomo a liberdade de indicar a crítica, de Harold Bloom, que faz pate da obra "Como e Porque Ler" e está disponível na internet.
Para um calhamaço de 912 páginas e mais de 20 horas de leitura, escolhi o ebook. Com índice ativo, ele atendeu minhas expectativas e, sem dúvida, reduziu o tempo que levaria, pois é muito mais leve e de fácil manuseio, quando comparado ao livro.
Finalmente, em 1982, "A Montanha Mágica" foi adaptada para o cinema e a televisão. Dirigida por Hans W. Geissendörfer, originou um filme e uma série com 2 capítulos, disponível no YouTube. Nenhuma das duas atinge a complexidade do livro, mas recomendo como curiosidade para quem já o leu.
Fotos:
À Esquerda - O Escritor
Ao Centro - Livro em Alemão
À Direita - Cartaz do Filme
84 pessoas acharam isso útilEnviando comentários...Enviando feedback...ÚtilAgradecemos seus comentários.Ocorreu um erro ao registrar seu voto. Tente novamenteAgradecemos, vamos investigar nos próximos dias.Não foi possível denunciar esta avaliação. Tente novamente - 5 de 5 estrelas
Uma obra monumental sobre o tempo, a doença e o espírito europeu em crise
Avaliado no Brasil em 21 de julho de 2025A Montanha Mágica não é apenas um romance: é um monumento literário. Thomas Mann — filho de mãe brasileira e membro da família mais ilustre das letras alemãs, os “Kennedys da Alemanha” — criou aqui uma narrativa que combina erudição, humor, simbolismo e crítica civilizatória com maestria rara.
O livro acompanha Hans Castorp, um jovem engenheiro que sobe aos Alpes para visitar um primo num sanatório e acaba ficando lá por sete anos. Mas essa estada prolongada é mais do que repouso: é uma travessia existencial. No isolamento dos doentes, Mann insere o leitor em diálogos filosóficos sobre política, arte, fé, ciência e morte — tudo com uma escrita rica, refinada e profundamente irônica.
Os embates entre Settembrini (o racionalista iluminista) e Naphta (o teocrata sombrio) antecipam com precisão os conflitos ideológicos que levaram à ascensão dos totalitarismos no século XX.
Este livro exige paciência, melhora muito a partir da página 600, mas recompensa com uma das experiências literárias mais profundas que a ficção moderna tem a oferecer. Uma leitura que transforma o tempo da vida — e o leitor.
Altamente recomendado.
55 pessoas acharam isso útilEnviando comentários...Enviando feedback...ÚtilAgradecemos seus comentários.Ocorreu um erro ao registrar seu voto. Tente novamenteAgradecemos, vamos investigar nos próximos dias.Não foi possível denunciar esta avaliação. Tente novamente - 5 de 5 estrelas
As lições da montanha
Avaliado no Brasil em 28 de dezembro de 2025Hans Castorp é um jovem engenheiro alemão que resolve visitar seu primo Joachim em um sanatório para tuberculosos nos Alpes Suíços.
Entretanto, o tempo estimado, inicialmente
de apenas três semanas, acaba se convertendo em uma longa estadia de sete anos. Vale enfatizar que a passagem do tempo para quem vive no Berghof - o sanatório dos Alpes - transcorre de uma perspectiva bem diferente da nossa, que vivemos na planície. No Berghof, a recomendação médica é alimentar-se bem, fazer suas caminhadas respirando o ar rarefeito e repousar bastante ao longo do dia. Nesse cotidiano horizontal, os dias são praticamente iguais e o tão famigerado e valorizado tempo torna-se um elemento quase imperceptível.
Não obstante a tediosa rotina dos pacientes, Hans vai conhecer uma miríade de personagens cativantes, brilhantes, risonhos e irascíveis. Personalidades que marcarão a sua trajetória de jovem inexperiente e sem ideias solidamente concebidas.
O nosso herói conhece seu primeiro amor: Madame Chauchat, uma jovem russa que lhe causa irritação pelo modo frenético com que bate a porta, suas mãos nada aristocráticas e seu jeito subversivo de ser. Inicialmente, ele rejeita a ideia da paixão pelo fato da moça fugir aos seus padrões convencionais de uma irretocável dama. Contudo, seus princípios morais austeros foram sucumbidos pelo amor desenfreado à russa ordinária.
Outro personagem marcante, com o qual Hans imediatamente se identificou e encetou bela amizade, foi o senhor italiano Settembrini. Mais adiante na narrativa, também conhece o antagonista de seu amigo, o inflexível Naphta.
Settembrini é humanista, pacifista, defensor do liberalismo e da racionalidade. Naphta é jesuíta, comunista, teocrata e belicoso. As ideologias diametralmente opostas desses dois personagens culminam em discussões acaloradas sobre diversos temas e dualidades profundas e atemporais: política, arte, astronomia, moralidade, vida e morte, corpo e alma, saúde e doença, democracia e autoritarismo, ciência e religião, paz e guerra.
No contexto histórico, ressalta-se que o autor começou a escrever o livro antes de eclodir a Primeira Guerra Mundial, pausou a escrita e retomou após a guerra, levando à publicação em 1924. Tal contexto é fundamental para compreender os embates ideológicos que fervilhavam à época do período que precedeu a Grande Guerra, evento que abalaria os alicerces do continente europeu e mudaria para sempre o rumo da história universal.
Portanto, trata-se de uma obra incrível. O meu percurso foi desafiador e tedioso em alguns momentos, mas chegar ao fim do livro dá uma sensação de vitória e superação. Realmente é uma montanha intelectual que vale a pena o trabalho de escalar cada capítulo.
4 pessoas acharam isso útilEnviando comentários...Enviando feedback...ÚtilAgradecemos seus comentários.Ocorreu um erro ao registrar seu voto. Tente novamenteAgradecemos, vamos investigar nos próximos dias.Não foi possível denunciar esta avaliação. Tente novamente - 4 de 5 estrelas
Jornada
Avaliado no Brasil em 5 de julho de 2026Ótimo livro
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Ótimo
Avaliado no Brasil em 1 de junho de 2026Ótima edição. Folhas de qualidade e letras de bom tamanho. Capa bonita e bem firme.
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Principais avaliações de outros países
Henrique Cabrita (Brazil)5 de 5 estrelasum universo
Avaliado nos Estados Unidos em 13 de março de 2026Um universo em dará para retornar muitas vezes com Hans Castorp… muitos personagens e situações tempo o tempo como seu marcador. Discussões filosóficas, beleza, amor, ódio e todos os sentimentos humanos estão presentes. Clássico eterno
Enviando comentários...Agradecemos, vamos investigar nos próximos dias.Não foi possível denunciar esta avaliação. Tente novamente










