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        <title><![CDATA[Stories by Tiago Hènrique on Medium]]></title>
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            <title>Stories by Tiago Hènrique on Medium</title>
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            <title><![CDATA[Mercado vegano cresce 40% ao ano no Brasil: dados para afiliados e empreendedores]]></title>
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            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 06 May 2026 17:29:37 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-06T22:30:13.424Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Entenda por que promover conscientização e produtos veganos é uma oportunidade real — e como você pode fazer parte disso divulgando o ebook “Consciência Leve”.</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*yvKDETVQKAucd4i12BrBUg.png" /></figure><h4>1. O mercado vegano não é mais nicho — é um dos setores que mais cresce no Brasil</h4><p>Muita gente ainda pensa que veganismo é um movimento pequeno ou restrito a poucas pessoas. Os números mostram exatamente o oposto.</p><p>De acordo com o The Good Food Institute (GFI) e o Jornal de Brasília (agosto de 2025), o setor de produtos veganos e vegetarianos no Brasil cresce, em média, 40% ao ano.</p><p>Esse número não é uma projeção otimista — é um dado real de mercado, usado por grandes veículos de imprensa e por associações do setor.</p><blockquote><em>Fonte: </em><a href="https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/analice-nicolau/com-59-dos-brasileiros-consumindo-alternativas-vegetais-mercado-vegano-cresce-40-ao-ano-e-impulsiona-a-venda-direta/"><em>Jornal de Brasília</em></a></blockquote><h4>2. Consciência do consumidor: 74% dos brasileiros querem reduzir ou parar de comer carne</h4><p>Talvez o dado mais importante para quem quer vender (e não apenas entender o mercado) venha da pesquisa inédita do <strong>Instituto Datafolha</strong>, encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), divulgada em março de 2025, e repercutida pelo portal Um Só Planeta (<strong>Globo</strong>).</p><p><strong>A pesquisa mostrou que:</strong><br>- 7% dos brasileiros já se consideram veganos<br>- 74% da população está disposta a reduzir ou parar de consumir carne</p><p>Isso significa que três em cada quatro pessoas estão abertas a mudar seus hábitos. O obstáculo não é a falta de vontade — é a falta de informação de qualidade, sem julgamento, sem radicalismo.</p><p>Fonte: <a href="https://umsoplaneta.globo.com/sociedade/noticia/2025/03/24/datafolha-aponta-que-7percent-dos-brasileiros-se-consideram-veganos-e-74percent-estariam-dispostos-a-reduzir-consumo-de-carne.ghtml">Globo.com</a></p><h4>3. Por que isso interessa a afiliados e empreendedores digitais?</h4><p>Esses dados significam demanda real. Milhões de brasileiros estão buscando informação sobre alimentação vegetal, ética animal e estilo de vida consciente. E muitos deles não se identificam com o tom agressivo ou radical que por vezes domina o ativismo online.</p><p>É aí que entra o ebook Consciência Leve.</p><h3>Sobre o produto</h3><p><a href="https://tiago1777488103.hotmart.host/nova-pagina-b25dc972-52e0-4500-980e-c65bb3643b5c">Consciência Leve</a> é um convite respeitoso, sem julgamento e sem radicalismo. Ele aborda:</p><p>- <strong>Nutrição vegana</strong> (proteínas, ferro, cálcio, B12, ômega-3)<br>- <strong>Questionamentos éticos</strong> (especismo, senciência, cadeia alimentar)<br>- <strong>Escolhas cotidianas</strong> (roupas, cosméticos, produtos de limpeza)<br>- <strong>Maternidade</strong>, infância e adolescência veganas<br>- <strong>Mais de 130 páginas</strong> de conteúdo acessível</p><p>Bônus exclusivo: ao adquirir Consciência Leve, o comprador também leva o <strong>Manual Vegano</strong> (ebook complementar com mais de 150 páginas de aprofundamento, referências e respostas para dúvidas avançadas).</p><p>Dois livros pelo preço de um.</p><h4>4. Programa de afiliados — como funciona</h4><p>Este programa foi criado para quem quer:</p><p>- Ganhar comissão divulgando um produto que realmente agrega valor<br>- Trabalhar com um mercado em expansão (40% ao ano)<br>- Oferecer um produto de alta conversão (página de vendas testada, garantia de 7 dias, bônus exclusivo)<br>- Ter suporte direto com o produtor</p><p><strong>Comissão: de 40% sobre cada venda.</strong></p><p>Público-alvo do produto: veganos, curiosos, pessoas em transição alimentar, pais, profissionais de saúde, criadores de conteúdo de bem-estar e autoconhecimento.</p><h4>5. Materiais de divulgação disponíveis</h4><p>O afiliado tem acesso a:</p><p>- Imagens e criativos prontos<br>- Links exclusivos de rastreamento<br>- Sugestões de textos para redes sociais, WhatsApp e e-mail marketing<br>- Acompanhamento para tirar dúvidas</p><h4>6. Como se afiliar?</h4><p>Acesse o programa de afiliados do Consciência Leve na Hotmart pelo link abaixo, clique em “Entre para se afiliar” e comece a divulgar imediatamente.</p><blockquote><a href="https://affiliate.hotmart.com/affiliate-recruiting/view/1426C105682027"><strong><em>Clique aqui</em></strong></a><em>, afilie-se e comece o seu negócio!</em></blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*cQApIb9qg6Rr8OC5.png" /></figure><h4>Compartilhe este artigo com seus leads e afiliados</h4><p>Este artigo foi criado para servir como material de apoio:</p><p>- Se você é afiliado, compartilhe este link com seus seguidores para explicar por que o mercado vegano é uma oportunidade real<br>- Se você quer recrutar novos afiliados, envie este artigo como primeiro contato — dados, fontes e credibilidade já estão aqui.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*cQApIb9qg6Rr8OC5.png" /></figure><h3>Quem está por trás deste projeto?</h3><p><strong>Autoridade e trajetória:</strong></p><p><a href="https://sites.google.com/thvirtual.com/thvirtual">Tiago Hènrique</a> é ativista vegano, escritor, compositor e educador. Realiza o evento regional “<a href="https://sites.google.com/thvirtual.com/thvirtual/veganismo">Noite Vegana</a>”, produziu conteúdo musical e literário sobre o tema e empreendeu com alimentos veganos. Consciência Leve nasceu da percepção de que faltava um material convidativo, literário e ao mesmo tempo informativo para quem quer repensar suas escolhas.</p><blockquote><em>Por trás do Consciência Leve não existe apenas teoria — existe uma trajetória construída ao longo de mais de uma década.</em></blockquote><p>Tiago Hènrique iniciou sua jornada no veganismo em 2012 e, desde então, desenvolve um trabalho contínuo de estudo, prática e produção de conteúdo voltado à conscientização alimentar, ética e estilo de vida.</p><p>Sua atuação reúne três pilares fundamentais: <strong>vivência real, produção cultural e experiência de mercado.</strong></p><h4>Atuação prática e experiência real</h4><p>• Mais de 10 anos de vivência integral no veganismo<br>• Aplicação prática na alimentação, consumo e estilo de vida<br>• Estudo contínuo sobre nutrição, comportamento e ética animal<br>• Criação do Manual Vegano, reunindo pesquisas e materiais educativos</p><h4>Presença em mídia e produção de conteúdo</h4><p>• Participações em veículos como Revista Vegetarianos, Revista Mais e Revista Betim Cultural<br>• Entrevistas e aparições em mídia local, incluindo TV Betim<br>• Produção de conteúdo educativo desde os primeiros anos da transição<br>• Escrita literária com participação em obras coletivas</p><h4>Produção artística e influência cultural</h4><p>• Músico, compositor e vocalista com obras voltadas à reflexão sobre direitos animais<br>• Criação de conteúdos culturais que conectam arte e conscientização<br>• Atuação na comunicação do veganismo de forma acessível e não agressiva</p><h4>Experiência no mercado vegano</h4><p>• Empreendedor no setor de alimentos veganos<br>• Produção e distribuição de produtos para comércios e consumidores<br>• Atuação prática dentro do mercado, além do conteúdo teórico</p><h4>Posicionamento que gera conversão</h4><p>Diferente de grande parte do conteúdo disponível, o trabalho de Tiago Hènrique se destaca por uma abordagem que:<br>• Não utiliza julgamento ou imposição<br>• Respeita o tempo de cada pessoa<br>• Foca em consciência antes de decisão<br>• Se comunica de forma acessível e prática</p><h4>Por que isso importa para você, afiliado?</h4><p>Você não está divulgando apenas um ebook.</p><p>Você está promovendo um produto baseado em:<br>• Experiência real (não apenas teoria)<br>• Autoridade construída ao longo do tempo<br>• Presença em mídia e validação externa<br>• Atuação prática dentro do mercado vegano</p><p>Isso aumenta a confiança do público, reduz objeções e melhora significativamente a taxa de conversão.</p><p>Em um mercado onde a maioria apenas repete informação, você estará promovendo um produto autêntico, prático, construtivo e que ensina.</p><h4>Fontes de comprovação:</h4><p><a href="https://betimcultural.medium.com/clipping-b4acfc066fe9">Clipping</a> | <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UFYJ2bh2xKM">Entrevista</a> | <a href="https://www.youtube.com/watch?v=f26lctdO0_A">Experiência</a> | <a href="https://sites.google.com/thvirtual.com/thvirtual/veganismo">Atuação</a></p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*cQApIb9qg6Rr8OC5.png" /></figure><h4>Enquanto muitos ainda discutem, outros já estão construindo.</h4><p>O mercado vegano cresce cerca de 40% ao ano no Brasil — e a demanda por informação só aumenta.</p><p>Isso não é apenas uma tendência. É uma mudança real.</p><p>Como afiliado, você pode aproveitar esse momento para entrar em um mercado em expansão, promover um produto validado e gerar renda com algo que realmente agrega valor.</p><p>Se faz sentido pra você, o próximo passo é simples:</p><h4><a href="https://affiliate.hotmart.com/affiliate-recruiting/view/1426C105682027"><strong>Solicite</strong></a><strong> </strong>sua afiliação e comece agora!</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*cQApIb9qg6Rr8OC5.png" /><figcaption>Dúvidas sobre o programa de afiliados: entre em contato pelo e-mail de suporte: tiago@thvirtual.com</figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c88346191f12" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O quebra-cabeças da vida]]></title>
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            <category><![CDATA[filosofia]]></category>
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            <category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
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            <category><![CDATA[memórias-e-vivências]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 04 May 2026 11:15:10 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-06T18:05:41.117Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Se uma peça se perde, outra imagem compõe</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*AepnE9I7gaD7KhH8kQ3q1Q.png" /></figure><blockquote><em>Sempre que concluímos um quebra-cabeças conseguimos olhar pra ele e apreciar a paisagem (as memórias).</em></blockquote><p>Porém, quando estamos no processo de montar essa imagem, ficamos investigando as peças, experimentando, tentando, forçando, analisando e por vezes teimamos em insistir que uma peça deveria se encaixar ali ou acolá, porém ao seguir montando esse quadro percebemos nossos acertos e equívocos.</p><blockquote>Depois do processo, entendemos cada coisa em seu lugar.</blockquote><p>Acho que as memórias são assim, passageiras e posteriormente cristalizadas, então passamos a dar o significado que concebemos ao concluir a obra. Enquanto a obra não finda, temos certo apego, deduções e até mesmo vontade de espalhar tudo novamente. E a cada vez que espalhamos, mais distante se torna a conclusão de determinada paisagem, fase, ciclo ou o que quer que seja em nosso campo de materialização dos sentimentos; do campo das emoções ao campo em que as lembranças são contempladas e não julgadas, atravessando a sensibilidade pueril e alcançando a sensibilidade espiritual.</p><h4>No espírito tudo se revela.</h4><p>Inclusive quando falta uma peça que não se acha mais, fica um buraco, fica um vazio, fica uma ausência, isso é inevitável. Podemos lamentar eternamente o que falta ou apreciar o tanto que se compõe; quantas peças, quanta trajetória, quanta coisa organizada, estrutura, no lugar… Até que um dia a lacuna passa a compor o quadro definitivo, como uma cicatriz que já não sangra e nem dói, mas estará ali para sempre e faz parte irremediável de nós; não fosse assim, não seria nossa experiência, seria apenas a ventura de outro alguém (o quadro de alguém).</p><h4>E cada um possui as suas peças e o todo.</h4><p>Por vezes há peças em comum mas ninguém deve tirar de outrem pois não há espaço para a mesma peça em imagens iguais, não adianta pôr por cima, o relevo estraga a beleza original. Talvez assim seja as lembranças ou apegos adoecidos, é preciso devolver à sua origem e enxergar a sua própria obra sem se furtar e sem interferir… é preciso que cada montador de sua experiência exercite a sua maneira de realizar cada encaixe, passando a perceber a dualidade que age, observa e por fim contempla.</p><blockquote>O tempo, é tão só uma ampulheta que se inverte de tempos em tempos para compor novas histórias diante a necessidade da vida em se fazer viver.</blockquote><p>Quando a imagem se expande, novas peças surgem, novos desafios, novos cenários, novos encaixes, novos caminhos, é sempre um percorrer ao desconhecido de uma obra que se faz vivendo. Nenhuma tela é igual, há peças que se parecem, outras que são idênticas, algumas que se espelham, outras que revelam a mesma pintura em comum, mas sempre, sempre é o montar de cada um.</p><p>O quebra-cabeças da vida é individual, mas há sempre pessoas nos ajudando a revelar cada paisagem e há pessoas especiais, em momentos especiais que nos revelam a quinta essência da vida. Não dá pra viver no quebra-cabeça, não somos as peças, apenas as colocamos no lugar.</p><p>Mesmo que por vezes gostaríamos que algum encaixe fosse diferente, cada peça é única e tem o seu lugar, no seu devido tempo e ali se encaixa com perfeição. A perfeição nem sempre é iluminada, por vezes é caótica, não fosse assim, teríamos apenas uma obra em branco ou um quadro constante de uma cor, sem contraste, sem camadas, sem sombras que dão expressão à luz, seria tão só um espaço sem paisagens e vida.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*AI7pSW_6a_4lNmhl.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*_3vADTApLDyhp4Lz.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><p><strong>Compartilhe:</strong></p><p>🧩 Nem toda peça vai se encaixar.</p><p>E, às vezes, é justamente o que falta que completa o quadro.</p><p>Se fizer sentido pra você:<br>https://t.ly/7xld-</p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=8c5e67368e3d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Energia, mente e ambiente]]></title>
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            <category><![CDATA[equilibrio-existencial]]></category>
            <category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 30 Apr 2026 10:30:04 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-05-06T13:06:16.349Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Entre os sentidos e a ação</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/736/1*8ZStPcr9Zzqz7Q5fvL3QPQ.jpeg" /></figure><p>Deus, universo, energia, criação, vida, conhecimento, experimentação… quanto mais investigamos nossas percepções sobre o que tange nossos pensamentos e ações, mais adentramos em um vasto infinito sem um mapeamento pronto.</p><h4>Saber pensar por si mesmo, é como andar com as próprias pernas.</h4><p>Primeiro você precisa de alguém pra te carregar no colo, te colocar no chão, deixar que você se arraste, comece a engatinhar, até ficar de pé e arriscar os primeiros passos, tortos e frágeis, mas determinados e esperançosos. Uma coisa é certa no processo: você vai cair.</p><p>Algo semelhante acontece com a mente: alguém pensou por você antes, te inseriu em premissas, desenhou seu caminho, direcionou sua forma e conduta até você conseguir pensar por si mesmo. Você ficou de pé sob pernas que não eram suas e seus primeiros passos pela mente foram caminhando com um sistema adulterado. Alugaram a sua mente, dominaram seus territórios, você paga o aluguel e é visitante em suas próprias terras.</p><p>A maioria das pessoas ainda estão operando com esse sistema e a maior parte da humanidade segue pagando o preço para viver com uma mente emprestada, se submetendo ao domínio do passado do bando e da coletividade. Até que um dia você começa perceber que algo é estranho e não é tão seu.</p><h4>Eu estou cansado de andar com a cabeça dos outros.</h4><p>Pense nessa ilustração. Imagine você guiando o seu corpo com a cabeça de outras pessoas. Parece bizarro não é? Mas é isso que tem acontecido com o ser humano e a sociedade. O nosso maior bem é assediado e atacado o tempo todo, há de se fazer um movimento brusco para romper com a obsessão da sociedade pelo indivíduo. Os indivíduos não são livres e quando tentam escapar das garras do sistema, é julgado como louco:</p><blockquote>Você está se isolando, é antissocial, você está afastando as pessoas!</blockquote><p>É o que dizem. E têm razão. Isolar o que faz mal, se opor a essa sociedade, afastar os que perturbam.</p><p>O problema é que: você pode até isolar o que faz mal, mas a carga negativa é necessária. Você pode até se opor a sociedade, mas se vive nela precisa se sujeitar a determinadas condições. Você pode até afastar os próximos que perturbam, mas eles estão por toda parte. A equação não fecha, a multidão é intensa, o indivíduo é um ser só.</p><h4>Na guerra da mente, vence quem sobressai.</h4><p>Tem uma estória que diz que há dois lobos dentro da gente, um mal e um bom. Vence aquele a quem alimentamos.</p><p>Uma vez que já sabemos que não queremos alimentar pensamentos alheios, uma sociedade louca e convivências forçadas, cabe a nós mesmos emanciparmos nossa liberdade de ser e estar, pensar e criar. Cada um de nós tem o poder incrível de viver um mundo mais sadio, com a gentileza simples de nos permitirmos ser quem somos sem o domínio de outros em nosso próprio território: mental, emocional, comportamental. Tal é o caminho do meio: sem dependência, sem imposição. Lado a lado, com equilíbrio e respeito de cada importância que nos toca a vida e as vidas que tocamos.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*0UcNWRcHz47tSwnH.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*7tm0fLhr-u0ezYX0.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><p><strong>Compartilhe:</strong></p><p>🧠 Alguém já pensou por você hoje?</p><p>Parece estranho, mas a maioria de nós anda por aí com a cabeça emprestada — um sistema que alugaram dentro da gente e a gente paga o preço todo dia sem nem perceber.</p><p>Saber pensar por si mesmo é como aprender a andar.</p><p>Leia essa reflexão:<br><a href="https://abre.ai/pdVH">https://abre.ai/pdVH</a></p><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4b64cfba0d6d" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Podcast — Viagem mental]]></title>
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            <category><![CDATA[podcast]]></category>
            <category><![CDATA[podcasting]]></category>
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            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 30 Apr 2026 10:22:32 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-30T10:22:32.657Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Personagens fictícios, convidados imaginários</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*-4EUtb9bIfTPtyyLJaOY7g.png" /></figure><h4>Viagem Mental: o podcast que nasceu no trânsito e não pediu licença pra existir</h4><p>Tem uma pergunta que eu me fiz em agosto de 2019, sozinho no carro, em algum ponto entre Igarapé e Betim:</p><p><em>Para que serve uma ideia se você não arrisca jogá-la no mundo?</em></p><p>Não tinha roteiro. Não tinha convidado. Não tinha certeza de que alguém fosse ouvir. Tinha o gravador ligado, o trânsito na frente e uma cabeça que se recusava a ficar quieta.</p><p>O que nasceu daí foi o <em>AutoCast Viagem Mental</em> — cinco episódios gravados ao volante, publicados no <a href="https://open.spotify.com/show/4FOiq5HR06EEGJ2C3Y9mxi">Spotify</a> em 2019 e agora disponíveis no YouTube. <strong>Um experimento sonoro que mistura podcast, radionovela improvisada e diário falado</strong>. Parte comédia, parte filosofia de sinal fechado, parte terapia não autorizada.</p><p>Se você nunca ouviu, este texto é o seu convite.</p><h3>O que é o AutoCast Viagem Mental</h3><p>É simples e é estranho ao mesmo tempo.</p><p>Peguei o gravador, liguei o carro e comecei a falar. Como não tinha convidados reais, inventei os próprios. Fui criando personagens ao vivo, dando voz a cada um deles, construindo e desconstruindo um programa de rádio imaginário enquanto desviava de tartarugas na pista esquerda.</p><p>O resultado é um formato que eu chamo de <em>autocast</em>: um podcast gravado dentro do automóvel, <strong>onde o trajeto é o roteiro e a mente é o estúdio</strong>.</p><p>Não é um podcast polido. A edição é propositalmente imperfeita. A sonoplastia claudica. O humor às vezes não funciona — e quando não funciona, isso também vira parte do programa. É artesanal no sentido mais honesto da palavra: feito à mão, com o que havia disponível, sem rede de proteção.</p><h3>Por que você pode se interessar por isso</h3><p>Talvez você não seja fã de podcast. Talvez você ache humor aleatório cansativo. Tudo bem.</p><p>Mas se você já ficou preso num sinal fechado com a cabeça a mil, se já inventou uma conversa imaginária enquanto dirigia, se já se pegou falando sozinho e achou engraçado — <strong>você já fez uma viagem mental</strong>. Você só não gravou.</p><h4>O <em>Viagem Mental</em> é para quem:</h4><p>Gosta de humor que não se leva a sério, mas pensa enquanto faz isso. Aprecia conteúdo independente, feito fora da indústria e sem patrocinador de colchão. Tem curiosidade por formatos experimentais — podcast que questiona o próprio podcast enquanto acontece. Quer ouvir algo que soa como um amigo falando besteira no carro, mas que de vez em quando diz algo que vale a pena guardar.</p><p>E também para quem simplesmente não tinha nada pra fazer e acabou aqui.</p><h3>Os personagens — uma galeria improvisada</h3><p>Porque nenhum apresentador aguenta falar sozinho por cem minutos, nasceu o elenco. Todos fictícios. Todos interpretados por mim. Todos com vida própria que eu não planejei.</p><blockquote><em>Deixa eu te apresentar:</em></blockquote><p><strong>Ogait</strong> é Tiago do Trânsito ao contrário — irrita-se com facilidade, reclama de tudo e não contribui em nada com o programa. Aparece, reclama e vai embora. É o personagem mais honesto do elenco.</p><p><strong>Espanholito</strong> fala espanhol macarrônico com uma convicção inabalável. Quando erra a palavra, a culpa é do personagem, não do apresentador. Tem uma filosofia de vida que ninguém pediu e ele oferece do mesmo jeito.</p><p><strong>Bolzonaro, o Presidente Palhaço</strong> chegou sem ser chamado e saiu reivindicando cota racial no elenco. É sátira política que se apresenta como ficção — e que deixa bem claro que as opiniões são do personagem, não minha.</p><p><strong>O Aprendiz</strong> está de recuperação. Sempre. Não completa o caderno porque não quer, porque é descolado, e às vezes porque está ocupado com outras prioridades pedagógicas que o programa preferiu não detalhar.</p><p><strong>Mano do Céu</strong> subiu cedo, veio do gueto do Umbral e manda raps com conselhos que começam bem e não terminam em lugar nenhum. O personagem com mais potencial e menos desenvolvimento — o que diz muito sobre o improviso.</p><p><strong>Berengena</strong> entrou como uma beringela. Ninguém sabe exatamente como. Ficou, causou e foi embora deixando o programa um pouco mais honesto do que encontrou.</p><p><strong>A Voz do Além</strong> sou eu do futuro, editando o que o eu do presente criou. Uma camada temporal que o programa levou a sério mais do que parece.</p><h3>O programa em texto — uma viagem sem áudio</h3><p>Para quem prefere ler, ou para quem quer entender o que é o <em>Viagem Mental</em> antes de ouvir, aqui está o programa na sua forma mais essencial — não uma transcrição, mas uma destilação:</p><p>Todo dia, entre Igarapé e Betim, um homem liga o gravador e começa a falar. Não tem convidado. Tem personagem. Não tem roteiro. Tem trânsito. Não tem estúdio. Tem carro.</p><p>Ogait reclama da tartaruga na pista esquerda. Espanholito explica a vida em espanhol aproximado. O Aprendiz pergunta como se fala ônibus em espanhol. Espanholito responde errado com total convicção. Mano do Céu desce do Umbral, manda um rap incompleto e some. Berengena entra como uma beringela e sai como uma questão em aberto. O Presidente Palhaço reivindica. Sempre.</p><p>A Voz do Além — que é o apresentador do futuro — observa tudo isso e pensa: dava para ter feito melhor. Mas também: valeu ter feito. Cinco episódios. Cem minutos. Uma temporada que veio e passou como cometa. Gravada ao volante. Publicada sem cerimônia. Ouvida por poucos. Feita para existir.</p><p>Está entrando no ar o AutoCast Viagem Mental com Personagens fictícios. Convidados imaginários. Uau. Uau!</p><blockquote>Onde ouvir</blockquote><p>O <em>AutoCast Viagem Mental</em> está disponível agora no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qdE9ZS-k5C4">YouTube</a>. São cinco episódios curtos — em torno de vinte minutos cada — que você pode ouvir no trajeto, na academia, no almoço ou naquele momento do dia em que a cabeça precisa de uma viagem sem sair do lugar.</p><p>Se você ouvir, me conta.</p><p>E se você aguentou chegar até aqui neste texto — parabéns. Você teve paciência. E também não tinha nada para fazer.</p><p><em>(Brincadeira. Tinha. Você escolheu isso. Obrigado.)</em></p><p>Tiago Henrique Apresentador, roteirista e elenco completo do AutoCast Viagem Mental.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*4H5k7SYeuXi3m86n.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*-ZD5Wg2n9pMB1PO2.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FqdE9ZS-k5C4%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DqdE9ZS-k5C4&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FqdE9ZS-k5C4%2Fhqdefault.jpg&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/c270313300751bc0b1ce0e9bf6d88548/href">https://medium.com/media/c270313300751bc0b1ce0e9bf6d88548/href</a></iframe><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=3df29b6dc757" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Quem sou eu?]]></title>
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            <category><![CDATA[memoria]]></category>
            <category><![CDATA[biography]]></category>
            <category><![CDATA[polímatas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:50:02 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-28T13:50:02.062Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Autobiografia 1986–2024</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*vPcXQ6dSQOuzGphI5CIdRA.png" /></figure><h4><strong>Introdução</strong></h4><p>Publico aqui a versão integral do <em>Quem sou eu?</em>, texto autobiográfico que acompanhou <a href="https://sites.google.com/thvirtual.com/thvirtual">meu site</a> até o ano de 2024. Ele registra, com fidelidade, o momento em que foi escrito e as experiências que, até então, formavam minha trajetória pessoal, artística, educacional e pública. Este conteúdo foi posteriormente utilizado como base para a adaptação biográfica presente no livro didático <em>Textos e contextos</em>, elaborado em 2026.</p><h4>Quem sou eu?</h4><p>Eu sou Escritor e Compositor desde 1998. Graduado em Letras Português e Espanhol pela PUC Minas e Professor desde 2010. Publiquei 17 livros e gravei 37 músicas vinculadas a 5 projetos em que atuei como Vocalista. Desenvolvi alguns Empreendimentos e Eventos Culturais em que se destacam as ações promovidas com a Revista Betim Cultural, entre os anos de 2008 a 2017 na cidade de Betim.</p><p>Fui premiado em cinco editais de literatura da Lei de Fomento à Cultura Noemi Gontijo entre 2010 e 2024 e em um edital de música com a Banda Nostreis em 2010. Já fui Padeiro; Estagiário no Ministério Público e na Área da Educação; trabalhei como Auxiliar Industrial no setor automobilístico e de Atendente Comercial em Financeira; já cursei um período nas graduações de Comunicação Social e também de Psicologia.</p><p>Tive experiências como Empreendedor nos ramos de Publicações, Alimentos e Boardgames; cada um desses negócios me proporcionou vivências com as quais pude conduzir meus instintos de criação, invenção e comunicação. Sou Servidor Público do Estado de Minas Gerais efetivo desde 2014, trabalhando também na iniciativa privada como Educador.</p><p>Em 2021 fui nomeado Secretário de Esportes, Lazer, Cultura e Turismo da Prefeitura de Igarapé, e fiz uma Pós-graduação em Planejamento e Gestão Estratégica de Eventos. No ano de 2022 continuei como Secretário de Cultura e Turismo de Igarapé; em 2023 com o meu desligamento do cargo político no executivo igarapeense voltei a atuar como Professor, lancei a Revista Igarapé Cultural e recebi pela Câmara Municipal uma moção de aplausos em reconhecimento ao trabalho desenvolvido durante os dois anos em que trabalhei como Agente Político no município. Em 2024 fui candidato a vereador por Igarapé, desenvolvendo um Plano de mandato legislativo com propostas em todas as áreas governamentais.</p><p>A Educação, a Cultura e o senso de Servidor Público estão intimamente relacionadas com minhas ações profissionais e existenciais pelas quais movimento atividades particulares e sociais.</p><h4><strong>Desfecho</strong></h4><p>Mantenho este texto como um marco de memória e de percurso. Ele representa quem eu era até 2024 e ajuda a compreender os caminhos que deram origem à versão didática construída anos depois. Revisitar a própria história é também reconhecer que a escrita acompanha a vida: muda, amadurece e continua sendo um espaço permanente de reflexão e construção de sentido.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*BOPJDYUsb6MGsvF8.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*I5tjgXbjZ3IKcRyD.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=65a70fd50c7e" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Origens]]></title>
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            <category><![CDATA[narrativas-biográficas]]></category>
            <category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
            <category><![CDATA[educação-humanística]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:46:47 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-28T13:46:47.789Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Quando a própria vida vira texto</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*tuwp9XvB6jSF3KCR74mFtQ.png" /></figure><p>Há momentos em que a vida deixa de caber na rotina e passa a exigir narrativa. Origens nasceu assim. Não como projeto planejado, mas como necessidade de reorganizar memórias, compreender escolhas e olhar para trás sem fugir das próprias perguntas.</p><p>A série surgiu no Instagram e se consolidou no Youtube como uma travessia íntima. Cada episódio foi menos uma explicação e mais um encontro: com a infância em Betim, com as bandas de rock da juventude, com as salas de aula, com a escrita, com a política, com o silêncio das crises pessoais e com os recomeços que ninguém vê. Falar de origens nunca foi nostalgia; foi tentativa de entender <strong>o que permanece quando títulos, cargos e fases passam</strong>.</p><p>Professor, escritor, músico, gestor público, empreendedor, pai, filho, cidadão em constante reconstrução — os papéis mudam, mas a pergunta permanece aberta:</p><blockquote>Quem somos quando não estamos desempenhando nenhuma função?</blockquote><p>Origens não oferece respostas definitivas. Pelo contrário, revela que<strong> identidade é movimento, conflito e aprendizado contínuo.</strong></p><p>O projeto cresceu. As legendas da série foram reunidas, revisadas e transformadas em livro, ampliando o alcance da experiência. A palavra falada virou palavra escrita; o vídeo tornou-se leitura. Assim, Origens passou a existir também como material pedagógico, integrando o livro didático <strong>Textos e Contextos</strong>, onde a própria vida se torna objeto de estudo linguístico, narrativo e humano.</p><p>Porque aprender língua portuguesa também é aprender a narrar a própria existência. Cada gênero textual carrega uma forma de olhar o mundo — e a autobiografia talvez seja a mais desafiadora delas: escrever sobre si sem se esconder e sem se inventar demais.</p><h4>Origens é, no fundo, um exercício de consciência.</h4><p>Um convite para que cada pessoa revisite suas próprias histórias, reconheça suas rupturas e perceba que viver não é manter uma identidade fixa, mas aceitar o direito permanente de recomeçar.</p><p>Não é apenas uma série.<br>Não é apenas um livro.</p><p>É o registro de alguém que continua tentando — e talvez seja isso que nos une.</p><p>VEJA A SÉRIE NO <a href="https://www.youtube.com/@verbolivre">YOUTUBE</a>.<br>LEIA O LIVRO EM <a href="https://drive.google.com/file/d/1mBH6V5u02Ujxdl6FhbgvFE12tvheZ72-/view">E-BOOK</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*VR_jBa_SXsctDPuR.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*LvAe4FpdKdrwHacV.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2Fenaipdwt6HA%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3Denaipdwt6HA&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2Fenaipdwt6HA%2Fhqdefault.jpg&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="640" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/8d488dff310c848dd6e4f1d38a4c2629/href">https://medium.com/media/8d488dff310c848dd6e4f1d38a4c2629/href</a></iframe><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F6HlthzdgOpo%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D6HlthzdgOpo&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F6HlthzdgOpo%2Fhqdefault.jpg&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="640" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/4cef5711dd8407f8c7def4caf7b83785/href">https://medium.com/media/4cef5711dd8407f8c7def4caf7b83785/href</a></iframe><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2F1XMaoUOTChY%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D1XMaoUOTChY&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2F1XMaoUOTChY%2Fhqdefault.jpg&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="640" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/616419a787e25a30f415a2c60e0a7f0e/href">https://medium.com/media/616419a787e25a30f415a2c60e0a7f0e/href</a></iframe><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=c2fa70d14768" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[Bolo vegano do Tiago]]></title>
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            <category><![CDATA[culinária-consciente]]></category>
            <category><![CDATA[veganismo]]></category>
            <category><![CDATA[receitas-veganas]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 26 Apr 2026 14:39:55 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-27T11:30:54.697Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Receita simples e que dá certo</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*CTFCrhlXXI1V_7-OUKlmbg.png" /></figure><p>Cozinhar também é uma forma de cuidado. Este bolo vegano nasceu da busca por uma receita simples, acessível e capaz de reunir pessoas sem restrições, sem excessos e sem complicações. Mais do que substituir ingredientes de origem animal, <strong>a proposta é mostrar que a cozinha vegetal pode ser prática, econômica e cheia de sabor no cotidiano.</strong></p><p>Ao longo do tempo, a receita foi sendo ajustada até alcançar equilíbrio entre textura, crescimento e intensidade de sabor, funcionando tanto para o café da tarde quanto para produções maiores ou vendas artesanais. A massa é versátil, permitindo <strong>variações com cacau, café ou especiarias</strong>, enquanto a cobertura oferece um <strong>acabamento profissional sem perder a simplicidade do preparo caseiro</strong>.</p><blockquote>Este é um bolo pensado para a vida real: ingredientes fáceis, preparo direto e resultado consistente. Uma receita que traduz a ideia de que cozinhar pode ser um gesto consciente — bom para quem faz, para quem compartilha e para o mundo ao redor.</blockquote><h3>RECEITA</h3><h4>PRIMEIRO PASSO</h4><p>Aqueça o forno a 220°C.<br>Bata na batedeira por 2 minutos:<br>• 250g de açúcar (300 ml)<br>• 100 ml de óleo<br>• 200 ml de água</p><h4>SEGUNDO PASSO</h4><p>Acrescente:<br>• 350g de farinha (2 xícaras e 1/2)<br>• 100 ml de água (aos poucos)</p><p><strong>OPÇÕES DE SABOR (ESCOLHA UMA):<br></strong>• 40g de cacau<br>• ou 25g de café solúvel<br>• ou 25g de canela + 25g de cacau</p><p>Bata por mais 3 minutos.</p><h4>TERCEIRO PASSO</h4><p>Acrescente 1 colher de sopa de fermento em pó e misture levemente.</p><p>FORNO ELÉTRICO: 25 minutos a 220°C<br>FORNO A GÁS: 45 a 55 minutos a 220°C</p><h4>COBERTURA PROFISSIONAL</h4><p>Bata no liquidificador:<br>• 150g de açúcar<br>• 40g de cacau<br>• 100g de castanha de caju<br>• 80g de óleo de coco<br>• 200 ml de água</p><p>Leve ao fogo baixo, mexendo até levantar fervura.</p><p>Se quiser calda: use imediatamente.<br>Se quiser cobertura ou recheio: deixe 8h na geladeira.<br>Variação opcional: substitua o cacau por 25g de café solúvel ou alfarroba.</p><p>Adotar o veganismo não significa abrir mão dos sabores e das receitas que fazem parte da nossa história. Pelo contrário, é descobrir que quase tudo pode ser recriado de forma vegetal, mantendo o prazer de cozinhar e compartilhar.</p><p>Receitas como este bolo mostram que pequenas escolhas já tornam o dia a dia mais consciente — porque sempre existe uma versão vegana para aquilo que amamos.</p><blockquote><em>Considere conhecer o veganismo. Se quiser aprofundar essa reflexão, deixo o convite para a leitura do meu livro </em><a href="https://a.co/d/09PFEpPt"><strong><em>Consciência Leve</em></strong></a><em>, que aborda o tema de forma gentil, segura e inspiradora. Quem sabe a leitura não acontece acompanhada de um café e uma fatia deste bolo?</em></blockquote><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*wq_Yp81fapaeDOKg.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*hDhvsBS7673XHyus.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=9865c7f1aa46" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
        </item>
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            <title><![CDATA[Moção de aplausos em 2023]]></title>
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            <category><![CDATA[vida-publica]]></category>
            <category><![CDATA[gestão-pública]]></category>
            <category><![CDATA[trajetoria-profissional]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 26 Apr 2026 12:27:43 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2026-04-27T19:46:40.558Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Perfil biográfico institucional</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1024/1*ecWp16BOm3xNobI_i11PbA.png" /></figure><p>A trajetória apresentada neste texto revela o caminho de um gestor público marcado pelo compromisso com o interesse coletivo, pela inovação administrativa e pela construção de políticas voltadas às pessoas. Reconhecida pelo Poder Legislativo, sua atuação foi destacada por resultados concretos, diálogo institucional e dedicação ao serviço público. Mais do que uma homenagem, trata-se do registro de uma caminhada construída com propósito, responsabilidade e impacto social.</p><blockquote>Texto adaptado a partir da sessão na Câmara Municipal de Igarapé-MG em outubro de 2023. Assista no <a href="https://youtu.be/QtP2Nnfx9fw?si=vd566svWlj-EMQTA">Youtube</a>.</blockquote><p>A trajetória de <strong>Tiago Henrique Rezende Fonseca</strong> é marcada pela integração entre cultura, educação e serviço público. Natural de Esmeraldas (MG), criado em Betim e residente em Igarapé desde 2017, construiu uma caminhada profissional baseada na <strong>formação humanística e artística</strong>. Graduado em Letras — Português e Espanhol pela PUC Minas, professor desde 2010, escritor e compositor desde a juventude, desenvolveu intensa produção cultural, com publicação de livros, gravação de músicas e realização de projetos artísticos e editoriais que contribuíram para a valorização da cultura regional e da formação cidadã. Sua atuação sempre transitou entre educação, criação artística e empreendedorismo cultural, consolidando uma identidade profissional voltada ao desenvolvimento humano e social.</p><p>Antes mesmo da atuação na gestão pública municipal, acumulou experiências diversas que ampliaram sua <strong>visão administrativa e social</strong>, passando por iniciativas empreendedoras nas áreas de publicações, alimentação e projetos criativos, além de atuar como servidor público efetivo do Estado de Minas Gerais desde 2014. Em 2021, foi nomeado Secretário Municipal de Esportes, Lazer, Cultura e Turismo de Igarapé, função na qual <strong>buscou estruturar políticas públicas com planejamento técnico, profissionalização da gestão e valorização do recurso público como patrimônio coletivo da população</strong>. Durante sua permanência no cargo, destacou a importância de políticas permanentes de Estado, defendendo que o serviço público deve funcionar para todos os cidadãos, independentemente de vínculos políticos ou pessoais.</p><p>Entre as ações reconhecidas durante sua gestão, destacam-se a reativação e revitalização da Casa da Cultura, a ampliação das atividades culturais e educacionais, a modernização dos espaços de música e leitura, a integração da biblioteca pública às políticas culturais e a criação de iniciativas inovadoras durante o período pós-pandemia, como projetos digitais, ações descentralizadas nos bairros e eventos que aproximaram cultura, turismo e comunidade.<strong> Projetos como a valorização da memória local, o incentivo à participação dos conselhos municipais, a criação de atividades culturais permanentes e iniciativas simbólicas de integração social demonstraram uma gestão voltada à inclusão</strong>, ao acesso democrático à cultura e à continuidade das políticas públicas além dos mandatos políticos.</p><p>Em reconhecimento a essa trajetória, a Câmara Municipal de Igarapé concedeu Moção de Aplausos pelos relevantes serviços prestados ao município. Durante a homenagem, <strong>vereadores destacaram o comprometimento com a ética pública, o profissionalismo na condução da secretaria, a capacidade de inovação em um período marcado por desafios pós-pandemia e a sensibilidade humana na gestão cultural e social</strong>. Os pronunciamentos ressaltaram a dedicação ao interesse coletivo, o diálogo institucional e a contribuição para o fortalecimento da identidade cultural da cidade, consolidando o reconhecimento público de uma atuação pautada pelo serviço à comunidade, pela valorização da cultura e pelo compromisso com o desenvolvimento de Igarapé.</p><iframe src="https://cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FQtP2Nnfx9fw%3Ffeature%3Doembed&amp;display_name=YouTube&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DQtP2Nnfx9fw&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FQtP2Nnfx9fw%2Fhqdefault.jpg&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="854" height="480" frameborder="0" scrolling="no"><a href="https://medium.com/media/19f1b13214fbbfcbbecb6e472b7fb35c/href">https://medium.com/media/19f1b13214fbbfcbbecb6e472b7fb35c/href</a></iframe><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*szRXY1tOD_Ey-q9d.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*hxZgns9okKApNXq5.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=4a54f7bd8046" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O presente é inevitável]]></title>
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            <category><![CDATA[mindfulness]]></category>
            <category><![CDATA[philosophy]]></category>
            <category><![CDATA[self-awareness]]></category>
            <category><![CDATA[personal-growth]]></category>
            <category><![CDATA[mental-health]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 25 Dec 2025 04:02:01 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-12-25T04:02:01.175Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Atravesse o tempo, o vazio e a consciência.</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/744/1*jmFqtbpWy4Lvj9tEuwWB1A.png" /></figure><p><strong>Como foi esse ano para você?</strong><br>Parece que eu vivi uma década ou mais nessa janela de tempo. O ano começou diferente, estive em um retiro de meditação por dez dias. E um desejo que me coloquei veio intensamente com a sua magnitude e complexidade.</p><h4>Eu quis conhecer a minha mente e conheci.</h4><p>Boa parte dela eu diria, pois chegou em um ponto em que eu tive que voltar para mim. O risco de seguir aprofundando e me perder foi tão alto quanto o de me descobrir. São extremos opostos mas que paradoxalmente se complementam. É como você cavar um poço. Chega uma hora que você já está tão longe que começa a duvidar que há água limpa brotando mais adiante.</p><p>Mas acredite: há! E ela não vem da superfície e de meras camadas abaixo, a fonte é para quem consegue desbravar a descida inteira.</p><p>Muita gente prefere jogar o balde e girar o molinete em poços que já foram cavados por alguém, mas dali saem as respostas do outro, não as suas. Para as suas respostas você precisa cavar o poço. E foi o que fiz. Camada por camada, esforço por esforço, até me ver no fundo e no escuro da noite, eu já não me enxergava, apenas me sentia até perder o sentido; outrora eu me fundia à escuridão e tudo era um breu… até que eu aprendi a enxergar no escuro. Os olhos não alcançam ali, é onde se pode ver apenas com a alma.</p><p>A alma se contempla na fonte, o voltar para si é um ponto humano porque aprofundar além da água que brota é como atravessar o portal entre a vida e a morte. Saber sobre a vida já é muito, conhecer a próxima antes dessa exige mais que sanidade. E após tantos desafios, quis recuperar minha higidez, eu não podia ficar sem ar mergulhado na fonte viva da vida, esse lugar é passagem, não morada. E foi assim:</p><p>Naveguei pela mente, me perdi na mente, briguei com a mente, apanhei mas aprendi. Encontrei respostas, perdi respostas, confundi os sentidos. Mergulhei com o pulmão cheio mas o oxigênio é limitado, não dava para atravessar, tentei, me afoguei, vi um pouco do outro lado e morri; mas dessa morte finalmente renasci.</p><blockquote><em>Saí em busca da minha identidade: </em><strong><em>quem eu fui?</em></strong><em> Busquei compreensão do presente: </em><strong><em>quem eu sou?</em></strong><em> Buscando, me deparei com o futuro: </em><strong><em>quem serei?</em></strong></blockquote><p>Vi tanto do meu passado que ele parecia maior que eu. Simbolicamente tive que matar o meu passado. Com um passado tão intenso, o que sobrara de mim? Caí no nada sem saber nadar, fiquei perdido em um labirinto sem eco, eu não sabia o que fazer e não fiz nada, surgiu o vazio, o vazio ficou grande, a vida perdeu o sentido, os prazeres se esvoaçaram, a mente se agitou perdida e incontrolável.</p><h4>Foi aí que encontrei a <strong>Depressão</strong>, essa senhora sem hora.</h4><p>Vivi uma vida com medo dela, até que decidi vê-la nos olhos. Prazer senhorita, agora eu te conheço e não tenho mais medo, até nomeá-la era difícil para mim, eu queria fugir, mas ela me espreitava nesse labirinto, não tinha como achar a saída sem reconhecê-la e tive que ir lá, sentar a sua mesa e tomar um chá, um café, uma cevada… eu tive que conversar com ela. A passagem exigia coragem, ela reage ao medo e o medo a torna maior inundando todo o labirinto. A Coragem, por outro lado a situava em seu lugar, sabendo reconhecê-la sem domínio; ela foge ao domínio. Tal como a Morte, a Depressão não precisa ser temida… eu poderia te dizer que preferia não tê-la conhecido, mas a verdade é que ela ensinou mais sobre mim do que eu jamais havia acessado antes. Como posso repreendê-la se ela me ensinou tanto?</p><blockquote>Foi então que o nada, o sentido e o vazio puderem ser preenchidos depois de esvaziados no passado.</blockquote><p>Dizem que excesso de passado é depressão, excesso de futuro é ansiedade. Se por um lado eu tive um passado grande mas que precisava ser visto; por outro eu tinha um presente sem sentido… <strong>como extrair um futuro disso?</strong> Eu não tinha nem força pra ter ansiedade, não dava pra morar no passado, não dava para ser no passado e sem presente eu não teria um futuro. Eis a dádiva de tudo:</p><h4><strong>O presente, o único lugar em que tudo acontece.</strong></h4><p>O passado já não me cabia, o futuro era inalcançável. É como se fossem as portas de entrada e saída do labirinto. O labirinto enlouquece, tem espelhos demais ali, mas cada espelho traz uma resposta importante para a solução dos enigmas da existência.</p><p>Daí descobri que quando liberamos o passado é natural que o vazio fique em evidência, tinha coisas demais ali e isso assusta. Então a mágica acontece: um dia de cada vez, um presente a cada instante e todo esse espaço se abre para ser preenchido pelo novo. O novo não vem do futuro, vem do agora, nasce no presente.</p><p>Assim vi o espaço vazio com bons olhos, aquela escuridão deu luz ao dia, do fundo do poço brotou água limpa da fonte. <strong>E agora essa fonte tem um balde e um molinete. Você pode girar e beber água, ela vai te hidratar mas não vai matar a sua sede</strong>. A sua sede só será saciada quando você cavar o seu poço e descer as camadas da sua mente com coragem.</p><p>Mas não se preocupe, pode ser que você nem veja a Depressão, isso ocorreu no meu terreno intenso, selvagem e cheio de pedras que eu fui acumulando para dar contorno ao jardim. Não é uma regra, não é uma exata. A cada indivíduo a sua sombra, a sua história, os seus medos, seus fantasmas. Você pode encontrar muita coisa ou nada em seu labirinto, mas uma coisa é certa. Ninguém avança sem passar pelo labirinto da vida. Você pode até ficar confortável de um lado, mas uma hora sua alma vai clamar pela travessia. A travessia que rompe o tempo de modo anacrônico na sua história, onde passado, presente e futuro se fundem uma única vez e te revela não só o caminho, mas o destino inteiro. É quando você passa a se guiar pela bússola da compreensão e da consciência.</p><p>Passando por esses caminhos, ao meditar sobre os acontecimentos desse ano tive uma ideia… <strong>e se fizermos um balanço anual refletindo as importâncias que nos moldaram nesse espaço — tempo?</strong> Eis que simplifico:</p><h3>Os quatro pilares de aprendizagem anual</h3><p>Sem adentrar nos detalhes de cada dimensão, em ordem cronológica expresso meu exemplo.</p><h4>1. Descoberta</h4><p>Esse ano, foi um ano de descobertas sobre mim: quem eu fui, quem eu sou, quem eu posso ser.</p><h4>2. Depressão</h4><p>Esse ano, conheci a minha mente como nunca antes: minhas vulnerabilidades, minhas ilusões, meus limites, o vazio, o sentido e isso me deu direção interna em uma fusão atemporal.</p><h4>3. Corpo</h4><p>Esse ano, aprendi a escutar e a compreender o meu corpo: da rinite ao banho gelado, da lombalgia a adaptação, da procrastinação ao sono inteligente.</p><h4>4. Integração</h4><p>Esse ano, eu busquei muita cura e compreensão, participei de uma dezena de terapias holísticas; elas me proporcionaram a oportunidade de acessar canais que eu ainda não havia despertado e isso me impulsionou para a palavra mestre do meu ano: integração. O ato de absorver sem sofrer, ser sem controlar, viver sem exigir, compreender sem determinar. A integração não exclui, ela engloba, ela expande, ela permite ser e é.</p><p>Cada um desses pilares em si dariam um texto a parte, mas por agora é suficiente para soprar uma possibilidade ao seu balanço anual; encontre os seus quatro pilares desse ano. Reflita sobre tudo o que você viveu nesse período e dê um significado que te sustente para um novo ciclo.</p><p>Use as descobertas a seu favor. Viva com felicidade e sabedoria!</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*vaMXry3zB-8Z-qed.png" /></figure><p>Este espaço abriga reflexões.<br>Conheça o meu livro na <a href="https://www.amazon.com.br/Antologia-po%C3%A9tica-Henrique-Rezende-Fonseca-ebook/dp/B07FMHH7W9/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=Tiago+Henrique+Rezende+Fonseca&amp;qid=1588205417&amp;sr=8-1">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*Jv6mG6EbtcWVydV0.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=aebfb57e6f4c" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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            <title><![CDATA[O amor é insuficiente]]></title>
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            <category><![CDATA[poesia]]></category>
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            <category><![CDATA[filosofia]]></category>
            <category><![CDATA[amor]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Tiago Hènrique]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 18 Sep 2025 02:40:36 GMT</pubDate>
            <atom:updated>2025-09-22T19:35:36.643Z</atom:updated>
            <content:encoded><![CDATA[<h4>Não é o amor que sustenta as relações</h4><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/753/1*L2jdvP2tO_QmJcRbLY8T-Q.png" /></figure><p>Um poeta busca desvendar o amor desde os seus primeiros versos, um poeta tenta tocar o coração do mundo. Um filósofo olha a vida de frente sem medo de questionar, um filósofo arrisca-se a descontruir valores em prol da realidade, da verdade, da essência da vida e das relações humanas.</p><p><strong>Eu caminho entre a poesia e a filosofia</strong>, entre o mundo ideal e o mundo real, entre o imaginário e o concreto, entre o corpo e a alma, a engenharia da existência e a vivência subjetiva, o abstrato e o tangível, o universo dos sentimentos e o universo do que é factual, eu estou entre dois mundos, o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Esse é o destino de um escritor.</p><p>Nesses dois caminhos que parecem diferentes, há mais encontro que distância, parece divergir mas na verdade compõe um ao outro para maior grandeza. Filosofia sozinha é nua e crua. Poesia sozinha é intangível e divagante. Juntas ambas explodem de significado, solução, resolução e direcionamento entre o céu e o inferno do ser humano, entre o material e o imaterial, entre o que se vê e o que é invisível.</p><h4>O amor é insuficiente</h4><p>Eis o que a minha poesia não queria enxergar mas que a filosofia poética me abriu os olhos. A gente fecha os olhos para sonhar, mas é de olhos abertos que realizamos.</p><p>Entre tantos sentimentos e valores que compõem as relações, me perguntei:</p><h3><strong>Se o amor não é suficiente, afinal de contas o que sustenta uma relação?</strong></h3><p>Parei para pensar nas relações de um casal, nas relações familiares: pai, mãe, filhos, irmãos, enfim. Nas relações de trabalho, de projetos, nas relações amigáveis, nas relações em geral; e notei, que</p><blockquote>apesar do amor, não é o amor que mantêm uma união.</blockquote><blockquote><em>É o intercâmbio, o interesse, a troca, a vontade, a disposição, a sabedoria, a compreensão, o respeito, admiração, necessidade, sonho, ideal, partilha, costume, tempo, conforto e especialmente o objetivo em comum, o objetivo.</em></blockquote><p>Não romantize o amor em minha filosofia, não entenda mal o que vou refletir, adapte as suas experiências, situações e relações e <strong>não julgue a palavra ou o símbolo do amor como um altar ou um deus</strong>. O amor pode até ser o maior de todos os sentimentos, mas tal como o oceano não pode ser sozinho, há seus afluentes, há uma gota d’água que brota numa nascente longínqua e distante do popular e conhecido amor mas que nem por isso deixa de ser amor em sua essência.</p><blockquote>Talvez tudo provenha do amor, o amor deve ser a origem.</blockquote><p>Há histórias e fantasias demais permeando o imaginário humano. Dizem que os cachorros sonham com seus tutores, um sonho simples e direto. E nós que sonhamos com o complexo e intangível? Imagina a dimensão, a confusão, o potencial… pois bem, vamos lá: da poesia à filosofia.</p><p>Eu não amava os meus amigos de banda quando eu tinha uma banda musical, não foi o amor que nos uniu, foi um sonho, uma vontade, <strong>um objetivo em comum</strong>. Quando todos estão caminhando para o mesmo objetivo então a relação perdura. Quando qualquer elo desse objetivo está fora do funcionamento da máquina ou do organismo, surge um problema, uma convulsão e se não for possível reparar o problema ou curar a convulsão, o sistema se apaga, o organismo morre. O amor não morreu o <strong>objetivo</strong> sim, a união durou o tempo em que houve sincronismo, sintonia, vontade, energia, fé e o que mais couber de intenção comum e sustentável. Não fomos reunidos pelo amor, mas o amor surgiu e continua mesmo que essa história tenha se concluído; pelo respeito do que foi, pelas alegrias que trouxe, pela realização que nos proporcionou.</p><blockquote>A cada tempo, uma vida, a cada encontro, uma partilha.</blockquote><h4>Objetivo é diferente de plano.</h4><p>Neste ponto é importante saber que um plano nem sempre se transforma em objetivo, as vezes só continua um plano. Onde não há trabalho e dedicação para realizar, não há caminho para transformar e segue sendo apenas uma abstração. Sem vontade, nada acontece no mundo dos Homens, seja uma vontade voluntária ou involuntária, natural ou forjada, querida ou necessária.</p><blockquote><em>A vontade é o propulsor, o objetivo é a permanência, a evolução direcionamento.</em></blockquote><p>O plano, é apenas uma ideia poética e teórica. A direção sem experiência se desgoverna. O poder sem maturidade se esvai. A verdade é escancarada pela filosofia, sem querer ser uma verdade única e imutável, ela se permite moldar à realidade de cada um.</p><p>Uma causa não se sobrepõe a outra, talvez uma verdade também não, pois a crença e o modo de pensar de cada pessoa concebe a realidade que se quer viver e acreditar.</p><p>Hoje mesmo analisando uma questão de Português notei que todas as alternativas estavam corretas sobre o tema, mas o comando do enunciado era específico e objetivo sobre uma parte desse assunto; a resposta certa estava no que a pergunta determinava e não nas demais correspondências, por mais que as outras alternativas fizessem sentido não era o que aquela questão exigia. Assim é minha filosofia poética.</p><h4>Sobre as relações</h4><p>Observe as famílias, outro dia estava pensando: caramba se eu não tivesse crescido e vivido sob o mesmo teto que meus irmãos, certamente eu não os escolheria em minha vida adulta. Eles são completamente diferentes de mim mas eu amo completamente o jeito que eles são e quero eles por perto. <strong>Não é incrível isso?</strong> Isso me arremete sobre uma análise das rupturas do amor, daqui a pouco falarei sobre a minha separação conjugal, da qual faço uma analogia das relações familiares de criação, sangue e lar para explicar esse ponto aqui: muitas vezes se não for a dependência, a ausência de poder e escolha para conviver com alguém, provavelmente não vamos desenvolver o amor por essas pessoas.</p><p>O amor se cria, o amor se cativa, o amor se edifica nos encontros e desencontros, na alegria e na tristeza, na entrega, na inocência, na ausência de expectativa e também na expectativa. <strong>A essência do amor </strong>é como a água: maleável, sem rigidez, fluídica, leve, transformadora, quente fria, sólida, líquida, gasosa. <strong>O amor é mutável e requer paciência</strong>.</p><p>Daí vem a reflexão sobre quando me separei, ao mudarmos de casa, de sistema pessoal e núcleo de pessoas íntimas ao nosso redor. Quando começamos a construir a nossa própria família, nossos desejos, sonhos e ideais eis um confronto com a realidade entre conhecer alguém novo sob o mesmo teto após décadas de ter vivido sob o teto de outro alguém que nos deu tudo, supriu nossas necessidades e nos amou incondicionalmente, cuidando de cada aspecto da nossa vida, na dor e na alegria, na tristeza e na felicidade, na saúde e na doença; sem cobrança e sem exigir nada em troca.</p><p>Em uma nova vida é tudo diferente, rápido e intensificado, de modo bem simples e extremamente reduzido, os casais não se separariam se não tivessem escolha. Os irmãos não têm escolha, eles precisam aprender a conviver um com o outro e isso desenvolve um amor maior. O convívio faz nascer o amor, de qualquer natureza que seja: romântica, amigável, familiar. Como disse Chico Xavier:</p><blockquote>Tudo é amor. Até o ódio, o qual julga ser a antítese do amor, nada mais é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.</blockquote><p>A ausência distancia a possibilidade de expandir o amor, mas a presença, se nutrida, ainda que longe é capaz de manter o amor. Porém,</p><h4>não é o amor que sustenta as relações</h4><p>Veja bem, eu conheci o meu pai aos dez anos, eu não convivi com ele até essa idade, portanto eu não o conhecia, não o amava, mas eu amava a ideia de ter um pai, eu sentia a falta de ter um pai, eu queria ter um pai. Não foi a presença que me fez amar, nesse caso, acho que foi até a ausência que me fez desejar tanto e valorizar tanto a vontade de ter um pai, ele poderia ser como quer que fosse mas eu teria um pai. Pra minha sorte eu o amo não só no meu ideal, mas por ser ele quem ele é, pelo que representa para mim, pelo espaço que preenche, pelo convívio que me proporciona, pela essência que me toca, pelo DNA que me compõe.</p><p>A ausência de uma figura paterna na minha primeira infância, fez com que eu crescesse de certa maneira buscando construir em mim o ideal de homem que eu queria ser para cuidar dessa criança e assim me fez criar um espaço dentro de mim que preenchesse esse vazio mesmo num lar repleto de amor, maternidade e irmãos. Eu cresci com uma vontade imensa de ser pai para poder ser pai daquele menino que fui e saber como seria ter um pai; agora eu sei pelos meus olhos de adulto fitando o meu filho crescer.</p><p>Hoje eu sou pai, mas me separei e tenho que aprender todo dia a como ser pai a distância em uma primeira infância da qual eu tanto queria nutrir de amor e afeto aquele que veio de mim. O que aconteceu primeiro nessa linha do tempo foi imposto a mim, o segundo eu impus a alguém. Parece triste mas é a vida real e o que nos molda ao longo dela.</p><p>E olha que existem histórias muito mais dolorosas, perturbadoras e assustadoras, mesmo nas boas há marcas de todo tipo. É inevitável viver e não ter cicatrizes no corpo e na alma, no coração e na mente. A diferença está em como lidamos com as nossas marcas, isso é pessoal e intransferível, é da profundidade única e imensurável em cada um. Em determinadas situações da vida, não há muito o que fazer. Não tem outro jeito, tem coisas que escolhemos outras que escolhem por nós e precisamos lidar com isso querendo ou não. Não é ausência de amor, é apenas o amor em sua face oculta e nem sempre falado. <strong>O amor também age com dor, ainda que a dor não seja compreendida</strong>.</p><p>O que eu posso fazer, é fazer o meu melhor e intensamente eu aproveito cada segundo ao lado do meu filho, sendo o pai que eu tanto concebi na ausência, na vontade e na presença. Em diversas análises que fiz, provavelmente eu seja mais pai dele do que eu seria no mesmo lar e no dia a dia. Eu não me separei por falta de amor, eu me separei por um conjunto de outros elementos que me colocaram em outra rota de experiência e destino. Foi difícil para todos, mas estamos de pé e aprendendo com isso, aprendendo a amar de formas extraordinárias, sem receita, sem rito, desvendando outros aspectos do amor, do respeito e do convívio. Eu não deixei de amar a minha ex-esposa, mas hoje a amo com fraternidade, como se fosse uma irmã. <strong>Parece louco mas é pura poesia</strong>.</p><blockquote>A falta também proporciona união e valor.</blockquote><p>É preciso coragem para olhar para o amor e descobrir que ele não é o bastante. A nossa vida tá ali pulsando entre escolhas e decisões. Decisões mudam destinos. A decisão de ficar ou partir, de saber como o amor pode ser mantido sem machucar, sem ferir, sem destruir, sem adoecer. As vezes é permanecer em presença, as vezes é se afastar para manter o equilíbrio de universos distintos.</p><p>Há decisões amorosas que apontam para futuros separados e não deixa de ser amor porque não estão fisicamente juntos ou presencialmente compartilhando o mesmo espaço. São escolhas que preservam a integralidade de cada ser, sem a necessidade de passar por constantes fricções e desgastes de uma estrutura que já não comporta os envolvidos.</p><p><strong>Nada forçado vale a pena</strong>. Sofre sem necessidade, desajusta sem propósito, toma tempo, cai em um abismo e ao invés de escalar de volta ao topo, cava mais fundo para fugir de um caos que requer reflexão, reinvenção e transformação. Onde não há transformação impera a mesmice, a mesmice não provoca evolução, revolução, superação.</p><h4>O amor exige habilidade</h4><p>Falado de pai, irmãos, cônjuge e filho. Vem a parte mais notória: mãe. Não é porque eu amo a minha mãe de uma forma tão sagrada e cristalizada dentro de mim, que deverei viver com ela a vida inteira, na mesma casa e todos os dias.</p><p>Depois que a vida toma novos caminhos, há caminhos de visita, hospedagem e passagem; não se pode permanecer ali isso mataria o amor em sua forma mais pura pois a vida exige movimento e evolução, o amor requer desafios para se emancipar. Onde não há mais progresso, cessa-se a união, rompe-se a simbiose por não haver mais condições de um indivíduo crescer sem prejudicar o outro.</p><p>Quem ama não deseja mutilar o amor no outro ou em si mesmo, daí as separações. Também é um ato de amor daquele que não sustenta mais a capacidade de ser e estar em determinados polos da vida ou daquele que não quer forçar com que o outro se submeta a sua nova ou velha dimensão. Com dimensão não quero dizer que um ou outro seja maior ou menor, são esferas únicas, individuais e incomparáveis, não há comparação, são diferenças maravilhosas e pertinentes a cada ser, em fases distintas e encontros específicos. A propósito o amor não foi feito para comparação. Quero apenas dizer que:</p><blockquote>destinos se encontram e permanecem unidos enquanto durar o progresso de ambos.</blockquote><p>E tá tudo certo com isso. Numa reflexão sobre o amor percebi que a gente arruma tanta confusão ao redor e nas nossas relações tentando determinar o amor; mas <strong>o amor é indeterminado</strong>, ache o X. De acordo com cada situação, problema ou questão o valor de X vai mudar, o amor se molda, se transforma.</p><blockquote>O amor não é o que a gente quer, é o que é.</blockquote><p><strong>O amor não é o que determina uma união</strong>. Eu nem preciso dizer que amo o meu filho, isso é imperativo pra mim de forma espontânea, inexplicável e intocável. Mas não é o amor que mantêm a nossa relação, é a minha vontade de ser pai e a <strong>vontade e permissão</strong> dele em ser filho. Tem um homem famoso que diz que “o pai será a pessoa favorita do filho até os dez anos de idade” ele incentiva que os pais possam fazer o necessário para ir nas festinhas de escola, que possam viver com plenitude a paternidade e que depois de um certo tempo o filho passa a ser do mundo… as vontades mudam, os heróis mudam, a visão muda, a perspectiva muda. Você deve saber que para os pais somos sempre crianças, não tem como dissociar o olhar dessa incrível criatura forjada na infância e vista pelos nossos olhos, <strong>um ser crescendo diante de nós é um milagre, é a beleza íntima da vida</strong>. Ao passo que enquanto filhos seguimos como se os nossos pais fossem eternos.</p><blockquote><em>A infância é esplêndida, é presente, é intensidade, é o amor mais genuíno que se pode notar.</em></blockquote><h4>Mas a gente cresce</h4><p>esquece como é ser criança, vira adolescente fica rebelde, torna-se adulto e é consumido pela sociedade. Nem todos têm a sorte de amar o trabalho que têm. Não é o amor que nos mantêm no trabalho, é <strong>a necessidade, o interesse, a oportunidade</strong>. Mesmo se você amar o seu trabalho, não será o amor que te manterá ali, será <strong>a sua competência, a sua disposição, eficiência, utilidade e outras habilidades</strong>, portanto:</p><blockquote>o amor não é a base, não é o que sustenta</blockquote><p>E isso ao invés de pesar alivia, ao invés de romantizar prepara para a realidade e <strong>a realidade é a verdadeira poesia</strong>. Poesia sem sombra de dúvidas, poesia honesta, poesia natural, sem insistir, sem forçar, sem <em>viajar na maionese</em>, expressão chula para um poeta apenas para aceitar a realidade, coisa que não dói em um filósofo.</p><p>Das outras áreas que não explorei tanto quanto as mencionadas acima: Projetos, Amigos e Relações em geral seguem o mesmo preceito. Não se dão por amor. <strong>O amor é um fio condutor</strong>. Você pode viver com ele ou sem perceber ele, sem cultivar ele. O amor está em tudo, potencializa tudo, faz tudo ficar mais leve, dinâmico, alegre, belo e feliz. Você pode não sintonizar o amor em sua vida, essa também é uma verdade, mas <strong>com o amor e a percepção do amor tudo faz sentido</strong>. Onde não há sentido, não há sintonia de amor, é apenas uma canção sem som, você não pode se conectar, ouvir, dançar e amar. Aí está o coração: na capacidade de amar sem entender, de fluir sem cobrar, de sustentar sem quebrar.</p><p>Ainda assim o amor é insuficiente, porque ele não veio para ser só, ele foi criado para o encontro, assim como nós. Ele não pode viver só, o amor só não se basta e essa é a sua grandeza de oceano, estar abaixo de todos os afluentes para se fazer maior.</p><blockquote><em>Diante o que reuni, na minha concepção esses são os </em><strong><em>doze valores</em></strong><em> e necessidades primordiais que sustentam as relações, na prática não é simples, é complexo, também pudera não somos menos que isso:</em></blockquote><p><em>Convívio, Coragem, Dedicação, Disposição, Evolução, Interesse, Objetivo, Paciência, Sonho, Tempo, Valor, Vontade.</em></p><p>Se eu tivesse de selecionar três componentes dentre esses formando um pilar estrutural das partes superiores (alma), passando pela carga vertical (coração) até a fundação (corpo). Eu faria a seguinte analogia mística:</p><p>Sendo corpo, alma e coração: matéria, consciência e mente. Equivalente a <strong>vontade, objetivo e evolução</strong>.</p><h4>Para tornar o amor sustentável é preciso vontade, é preciso objetivo, é preciso evolução.</h4><p>Vontade recíproca, objetivo comum, evolução conjunta.</p><p>Eis um caminho para essa equação.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*ve32kFLJ5JdnojJ_.png" /></figure><p>Gostou da leitura?<br>Compre o meu livro na <a href="https://amzn.to/3f6vEYg">Amazon</a>.</p><figure><img alt="" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/700/0*ff0ESvgtSze9BInB.png" /><figcaption><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaD7Psu0AgWEmfo8Q21l">@rezendefonseca</a></figcaption></figure><img src="https://medium.com/_/stat?event=post.clientViewed&referrerSource=full_rss&postId=cd80e15b7eb3" width="1" height="1" alt="">]]></content:encoded>
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