Hoje fiquei pasmo e confesso que ainda estou sem chão. Um parceiro de vários anos encerrou a agenda musical.
Não que eu saiba o real motivo, mas posso pressupor que seja por conta da instabilidade econômica e do sufocamento que o empresário brasileiro passa. Desde antes de abrir as portas do seu estabelecimento.
E esta realidade serve para pequenos, médios e grandes empresários. Sempre digo quando o assunto está na roda: “Eu não tenho coragem para ser empresário no Brasil.” Ou diria até: não tenho a fé, porque é algo que não depende somente de competência. Para um negócio dar certo no Brasil, tem que ainda contar com a sorte.
Mas por quê? A resposta é, sem dúvida alguma: É política! E em diversos aspectos:
Burocracia: trâmites para abertura e manutenção do estabelecimento, alvarás e validações são caros.
Modelo de trabalho e contratação retrógrado: O modelo CLT, formas de contratação muito defasadas e onerosas, e impostos e descontos que são um absurdo tanto para o contratante quanto para o contratado. Isso fora custos de processos trabalhistas e rescisórios e outros sinistros nesse sentido.
Dentre muitos outros aspectos que todo mundo está cansado de saber,
Não quero ser o salvador da pátria e dar solução, nem torço contra, mas os representantes do povo têm que parar de prejudicar quem quer empreender nesse país.
Domingo, dia 17/05, fui ao stand-up do Sergio Mallandro no Porão Comedy de BC. Muitos não têm simpatia pelo trabalho dele ou não veem graça; eu entendo, mas, para mim, é um artista que traz muitas boas lembranças.
Lembro-me muito do Mallandro em programas infantis matinais dos anos 90, principalmente do quadro “A Porta dos Desesperados”; era uma insanidade. Era um quadro no programa infantil em que existiam 3 portas para escolher, sendo que duas eram trotes e uma dava prêmios. Era marcante quando os participantes escolhiam uma porta de trote e saía uma pessoa vestida de macaco correndo pelo palco. A magia dos anos 80 e 90.
Outro papel marcante foi quando Sergio Mallandro fez o príncipe no filme da Xuxa, Lua de Cristal. Lembro de ter visto o filme uma vez na casa de primos em VHS e possivelmente nas sessões vespertinas da TV aberta na Globo e/ou SBT.
Mas eu tenho outra história muito marcante com o artista, quando ele se apresentou em um circo aqui em Balneário Camboriú, quando eu ainda era criança. No dia eu ‘furei a lona’, no jargão popular, passei por debaixo da lona, não paguei ingresso e vi o espetáculo. Eu deveria ter entre 10 e 12 anos. Minha mãe trabalhava na bomboniere da rodoviária e eu costumava ficar com ela, e o circo foi montado onde hoje é o Shopping Balneário Camboriú.
Mas, além de não ter pago o ingresso, eu tive a sorte de ser chamado pelo artista em uma dinâmica durante o show! Foi o primeiro contato que tive com alguém famoso e foi bem marcante. Não lembro da dinâmica em si, só do fato.
O show me agradou bastante, confesso que no começo me deu uma emoção inocente, como a de uma criança que vê um ídolo. Gosto dessa persona caricata do Mallandro; foi um show bem longo, o que acho bom, com todos os clichês, histórias da época de televisão, vida, bordões e frases de efeito.
Talvez você tenha vista que a alguns dias eu lancei um reggae e em português e pensou, o que que deu? ‘Que passa chico’?
A música se chama “Nela eu encontrei o amor” e foge de tudo o que eu já tinha lançado, tanto no estilo quanto no idioma dos versos.
Mas, por quê?
Simples! Eu não quero me limitar a ser um cantor e compositor em um estilo em específico. Mas como assim?
Eu vou manter uma coerência em relação ao primeiro álbum que estou para finalizar, no estilo Americana, e mesmo dentre deste, não quero ficar preso a um estilo. Tanto é que as que já lancei já possuem notoriamente músicas de estilos diferentes, porém, em estilos que conversam e que estão dentro do universo Americana, tais como: o blues, southern rock e outlaw country e vai ter umas estilos folk.
Mas além disso, eu quero explorar mais o meu lado de compositor e iniciar um processo como produtor ou co-produtor em outros estilos de música.
E nessa música em específico e outras que já tenho pronta penso em fazer parcerias (feats.), e outras pretendo ceder para amigos de profissão.
Tenho outras já escritas e engatilhadas e espero lançar esse ano ainda, aguardem!
Nela eu encontrei o amor eu fiz questão de fazer com um grande amigo de longa data, parceiro de pescarias, Eduardo Weber que recentemente assumiu o nome artístico de Duh Weber @duhweberoficial além do mais experimentei e estou muito satisfeito com a produção do Rafael Bermann conhecido também como ‘Montanha’ @rafaelbermannmusic @montanhaprodutora que fez um trabalho excepcional nos arranjos, captação, direção, mixagem e master.
O Duh Weber recentemente subiu outras músicas autorais nas plataformas são lindas músicas aquelas que tem emoção, verdade e intensidade para quem curte um reggae pop é um prato cheio. E com um lançamento recente que tive a honra de dirigir e captar as vozes chamada Resenha, que quando ainda estava em processo embrionário ele me mostrou e falei pra ele: ‘Cara, tens que gravar isso, tá muito lindo’. Link do spotify do Duh Weber abaixo.
Rafael Bermann além de produtor, recentemente lançou um álbum de música eletrônica impressionante vale a pena conferir para quem aprecia o gênero, se você precisa de um produtor eu indico, pois além de muito competente ele é muito bom de se lidar e trabalhar. Link abaixo.
Pra mim o bicho do REC (gravação) pegou e virou vício! Quando eu lancei a primeira música e refleti sobre todo o processo desde os primeiros acordes e letras até o resultado final, ou seja, gravado e lançado, o sentimento de recompensa é impagável. É a recompensa, o resultado, a parte tangível de algo abstrato que é a arte, o produto final, desde então quero meter um REC atrás do outro, só que bota a cara para bater e lança música no mundo sabe o sentimento.
Não há muito, o mundo do rock BR deu uma abalada com uma novidade: uma banda anunciou o retorno para uma turnê. Até aí nada de mais, acontece de vez em quando, mas a notícia veio como um tsunami pela relevância do líder da banda.
Trata-se do Rodox, que é a banda liderada nada mais, nada menos do que Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos). O Rodox surgiu logo depois da saída do Rodolfo do Raimundos por motivos de saúde e de mudanças ideológicas.
Vou contar algumas experiências que tenho e tive com os membros da banda.
Nessa nova fase da vida do Rodolfo (após conversão e saída do Raimundos), ele veio morar aqui em Balneário Camboriú. Foi quando eu “rabeei” uma onda do Rodolfo Abrantes aqui na Praia Central. ‘rabear’ ou ‘raberar’ é um termo do surfe quando alguém pega a mesma onda de outra pessoa (que tem a preferência por entrar antes). Cometi este ato falho, porém, sem querer. Confesso que fiquei meio cabreiro comigo mesmo. O Rodolfo costumava pegar onda com uma funboard (salvo engano), sempre na dele. Eu era bem novo na época, não devia nem ter 16 anos.
Outro episódio envolvendo o Rodolfo foi quando ele e a esposa foram visitar um encontro de igreja que eu participava e eu cantei no evento. Foi numa casa na região da praia do Gravatá, no município de Navegantes. Lembro que foi um pouco ‘impactante’ (usando a linguagem ‘gospel’), pois a comunidade era bem tradicional de linhagem luterana e o Rodolfo e esposa estavam numa pegada mais pentecostal.
Em nenhuma das ocasiões fui trocar ideia com ele. E confesso que, mesmo eu sendo do nicho e/ou público-alvo do Rodox na época, eu não ouvia.
Hoje, como alguns de vocês talvez saibam, não sigo mais o cristianismo, e sim o judaísmo (apesar de não ser convertido e não ter pretensão).
Mas, voltando ao foco, senão isso aqui vira um longa-metragem. Apesar de eu não mais compactuar com a filosofia de vida do Rodolfo, eu o admiro muito como pessoa, por transparecer estar vivendo o que acredita e por ter coragem de enfrentar todo e qualquer tipo de confrontação com perseverança, e sempre que vejo um vídeo dele na internet eu faço questão de comentar isto.
E outro ponto que me deixou muito contente com a notícia da volta da banda é que o monstro que produz minhas músicas autorais, Victor Pradella, entrou na banda. Bem merecido, por sinal, porque o cara é muito bom como músico, produto e pessoa também. Desde quando eu soube que ele entrou na banda, tenho trocado algumas breves mensagens tanto parabenizando quanto dando as minhas impressões sobre essa hype que está rolando em cima da turnê. Um desses comentários que fiz pro Victor foi que eu tenho visto como a recepção da banda está muito boa e que eles estão com uma ‘parada’ diferente na mão.
Por conta dessa entrada do Victor Pradella nesse projeto, a produção das minhas autorais foi adiada, mas sem pressa! Já é um privilégio ele aceitar trabalhar comigo, e agora é o momento dele, e ele está mandando muito bem.
Sobre a turnê, que eram poucas datas, se estendeu para o segundo semestre, e com lotação máxima, participações em programas de relevância na TV e web.
O som tá com um peso absurdo, o Rodolfo está cantando demais e dá pra ver como ele está feliz no que está fazendo, a sinergia de palco está impecável, o público nos shows está somando nessa sinergia. Tá lindo!
Sem dúvida nenhuma, a maior banda e mais relevante de rock BR hoje é o Rodox.
Às vezes a conversa de boteco é o termômetro do cotidiano, o famoso “a voz do povo é a voz de Deus”.
Por esses dias estive em um estabelecimento noturno, a saber, um bar. E é um ambiente que pode ser objeto de um estudo antropológico muito interessante, por amostragem? Sim, mas, mesmo assim,
Entre idas e vindas, conversa com um, conversa com outro e etc. O dia em questão estava tocando uma banda, que, na minha opinião, é muito competente na proposta em que se propõe, apesar de não ter o perfil que o estabelecimento procura (eu particularmente acho limitante isto, pois, indo em lugares assim, você vai ter o “mais do mesmo” sempre).
Mas entrar no tema que me propus a escrever, a influência do aspecto visual em uma apresentação de música ao vivo.
Na roda da conversa entrou o assunto de uma banda que tinha tocado no estabelecimento dias antes, uma banda que, no geral, é boa, mas eu dei minha opinião de que determinado músico é fraco. Sem meias palavras, falei que o elemento era fraco. E, para minha surpresa, outras pessoas que estavam na conversa discordaram da minha opinião com um argumento meramente estético e de performance que não tem relação direta com a execução musical. Ou seja, fez um malabar com o instrumento que pode impressionar visualmente e como performance.
E esse tipo de performance de vez em quando me faz questionar o mundo da música, em que o aspecto visual e performático supera o objeto principal, que é a música por ela mesma.
Costumo conversar com amigos de profissão, que dizem que essas performances são os “engana leigos”.
E os pontos que geram essa falsa impressão (na minha opinião) de que um determinado artista é muito bom são: O aspecto visual em si, que de certa forma é importante, pois remete à identidade do artista e estilo executado. Outro ponto é a desenvoltura no palco, aquela coisa do frontman ter domínio de palco e interação com o público, que também é importante, obviamente.
Mas não adianta ter um belo apelo visual e performance se o músico não toca bem ou o cantor é animado, mas não tem o mínimo de afinação. Quando o objeto principal não está sendo minimamente entregue, que é a boa execução da música.
Neste post nem vou entrar no aspecto da qualidade das músicas do mainstream.
Concluindo, para não estender e cansar a leitura. Este tipo de artista engana e impressiona os leigos, mas quem entende minimamente de música sabe que são fraudes.
Você já ouviu a máxima: “Bonzinho só se ferra” (dei uma amenizada na expressão de propósito).
Quase todo mundo conhece o jogador Kaká, que jogou em grandes clubes do Brasil e do mundo e na seleção brasileira. E, curiosamente, existe a Síndrome de Kaká, que se refere à lesão recorrente na carreira do jogador, a pubalgia, mas não é essa “Síndrome do Kaká” que vou escrever.
Não curto ficar seguindo histórias de gente famosa, mal sigo os artistas musicais que eu gosto, acho fútil, mas o caso do casamento do Kaká estourou qualquer bolha ou alienação em que você possa estar inserido.
A ex-esposa dele, que não vale nem menção do nome, acabou o casamento com ele com o seguinte argumento: “Perfeito demais”. Pois o jogador era um bom marido e não cometia ‘delitos’, sem vícios, homem íntegro e etc.
Isso me faz pensar que mulheres não gostam dos bonzinhos e, ainda mais, muitas têm o famoso dedo podre.
Eu nem vou me referir ao “bonzinho”, porque alguns desses são frouxos, fracos mesmo. Mas digo sobre homens que são íntegros, querem ter algo sério, demonstram a intenção e são ignorados em relacionamentos. E, de repente, a pessoa em quem o camarada investiu aparece com um “caco”, o famoso cafajeste, muitas vezes adicto, violento.
O que acontece? Confesso que não entendo. Por que se envolvem com pessoas assim e com o outro perfil não?
Esse fenômeno também é conhecido como “dedo podre” e tende a ser ciclos viciosos, ou seja, a pessoa entra em um relacionamento com uma pessoa dessas, termina e depois começa outro com as mesmas características.
E o pior é vê-las reclamarem que não tem homem bom na “praça”.
A semana não poderia ter começado melhor! Rush anunciou datas de shows para o Brasil em 2027. E está decidido, eu vou de qualquer forma, e tem data e local: 22 de janeiro, Curitiba, PR, na Arena da Baixada. Já tenho amigos e meu sobrinho que já confirmaram que vão também. Vou de ‘busão‘ com o Makila, famoso na região por fazer esse tipo de trabalho de traslado e muitas vezes combo com os ingressos, extremamente profissional e competente, eu indico de olhos fechados.
Qualquer um que conversou comigo sobre música por 2 minutos que seja sabe que Rush é minha banda favorita disparado e em segundo lugar Yes e em terceiro Metallica, daí para frente não ranqueio, nem sei se saberia citar um top 10 preciso, enfim.
Fui em 2010, mais precisamente 8 de outubro de 2010. Eu tinha 20 e poucos na época (já estou despistando minha idade de propósito).
(meu ingresso show 8 de outubro 2010)
Uma coisa sempre digo e sempre direi: o Rush nunca decepciona e, nessa altura do campeonato, dá para cravar que nunca irá decepcionar.
Não decepciona em nenhum sentido: discografia impecável, a banda não tem nenhum disco ruim, a cada pouco eles ousavam mudar a sonoridade, sempre originais, fiéis a eles mesmos, não se renderam à questão mercadológica, impecáveis ao vivo, sem grandes polêmicas, letras insanas e diferentes, muito inventivos, sem muitas mudanças de formação (coisa que aconteceu e acontece muito com o Yes).
Outro acerto, e inesperado diga-se de passagem, foi ter abraçado uma baterista(a), achei demais isso, enquanto todo mundo pensava em outros nomes como Mike Portnoy, os caras me vieram com uma mulher que arrebenta, fora que é alemã (minhas origens) e loira (meu ponto fraco, tendão de Aquiles lol) e uma que não tinha conhecimento a fundo da discografia, o que pra mim é ponto interessante pois ela não vai ter ‘vicíos’, e vai poder colocar a identidade e o tempero dela na execução. Fora isto, foi anunciado mais um músico para fazer os synths, espero que não tenha puristas enchendo o saco por isso, mas o público do Rush é esclarecido e instruído (quero acreditar nisto).
(olha que coisa mais ‘eshtimada’) Anika Nilles
Uma banda de outcasts, excluídos e até nerdolas, aqueles que não se encaixavam em nenhum grupo no colégio, sabe? Até hoje estou nessa prateleira.
Uma banda canadense já começa por aí, o Canadá não tem fama de ser muito descolado e os integrantes Geddy Lee são filhos de imigrantes e sobreviventes da Shoá, do holocausto. Alex Lifeson, filho de imigrantes da Iugoslávia/Sérvia, e Neil Peart, um gênio incontestável, o top #1 de qualquer lista de bateristas de rock que se preze, introvertido, o famoso ‘na dele’.
Essas realidades tão distantes formaram a formação definitiva do trio.
Um tempo atrás chegou a notícia da entrada da baterista alemã Anika Nilles e da volta da banda. Após a partida de Neil Peart, que me impactou muito, chorei mesmo. Esse cara é a minha maior referência musical. Além de ser o baterista que mais evoluiu o instrumento dos anos 70 até os 2000, ele era o letrista da banda e eu, como compositor e escritor, tenho mais esse lado como inspiração e influência.
Voltando sobre a volta da banda… só com a notícia e de saber da tour internacional eu já pirei, mas confesso que não alimentei a possibilidade deles virem ao Brasil e que eu teria a chance de ver eles em atividade novamente. E hoje, saindo a notícia de datas aqui, nem pensei! “Eu vou de qualquer jeito.” Fiquei mais feliz ainda quando soube que uma das datas é em Curitiba e está decidido, é lá e se não fosse lá era São Paulo novamente.
Não quero estender muito o post, vou ter que escrever mais sobre a banda em outros posts.
Resumo da Ópera: Hoje pareço criança em noite de Natal com presente novo, realmente um dia autenticamente feliz.
Essa expressão/meme moderno é muito usado em posts de redes sociais quando tem algo muito bizarro acontecendo. E tem coisas que acontecem na nossa sociedade e cravo em dizer, em especial na sociedade brasileira.
De vez em quando vem uma notícia que é amplamente noticiada em todos os canais de notícias possíveis do tipo:
“Trabalhador humilde encontra carteira com dinheiro e documentos e devolve para o dono.” E o ato vira um acontecimento, todo mundo comenta, muitos ainda chamam o cidadão de burro, outros elogiam.
Mas o que tem de errado nisso? Só eu percebo que isso deveria ser algo automático? A pessoa que está com a ação não deveria nem passar na cabeça dela outra opção que não seja medir esforços para devolver o pertence.
A situação é tão atípica que vira notícia. Lamentável!
Conheço relatos de pessoas com mais vivência no exterior que, se por exemplo alguém esquecer algum pertence em um local público e voltar mais tarde, ele vai estar no exato lugar ou em local destinado para achados e perdidos.
Outra situação que reflete que isso é desvio de caráter do brasileiro é quando um caminhão se acidenta e ‘populares’ saqueiam ele inteiro como se fossem formigas dissecando uma barata morta.
Para essas e outras situações, sempre penso e comento: “Tem como um país deste dar certo?”. Com um povo tomando esse tipo de atitude?
O novo mundo conectado 24 horas por dia e 7 dias da semana (24/7) acabou com vários hábitos e com o tempo natural de amadurecimento de muitas coisas, principalmente os relacionamentos a dois.
Fui comprometido por praticamente 15 anos seguidos, e o mundo dos relacionamentos e o tempo das coisas eram outros. Quando saí deste relacionamento, me deparei com um mundo totalmente diferente no que diz respeito a ser solteiro em 2025 e cogitar conhecer gente nova para seguir em frente.
Eu vivi e acredito que foi saudável para começar uma história à moda antiga. Não totalmente, pois já tinha meios eletrônicos para uma conversa. (mensageiros instantâneos principalmente).
Mas posso dizer que vivi a experiência de ter que ir na casa dos pais da pretendente, conhecer eles, pedir permissão para namorar, e tudo mais que a cartilha dos bons costumes exigia.
E me sinto privilegiado de ter vivido tudo isto. É lúdico, respeitoso, demonstrava as sinceras intenções, hombridade, seriedade, um jeito certo de começar uma história apesar de onde isso possa levar.
E só quem viveu essa experiência sabe a tensão que o momento com os pais gera. Lembro bem e em detalhes das ocasiões que passei por isso, nos 2 relacionamentos sérios que tive.
Além desse ‘rito’ praticamente extinto da época, os relacionamentos tinham um tempo de maturação mais longo. Assim como a gente tinha que pedir permissão para os pais para o início do namoro, pedia para sair com horários definidos.
E sair junto de mãos dadas, muita conversa, comer juntos, ou seja, tempo de qualidade e cara a cara sem dispositivos móveis e de fácil acesso, meus amigos, quem viveu viveu, quem não viveu nunca mais vai saber o que era isso.
Mas e hoje? Complicado, como disse, me deparei com a realidade de ser solteiro em 2025, e o choque foi abissal. Eu sempre busquei ter relacionamentos sérios e ainda tenho esse foco. Alguém para ter uma troca verdadeira, sonhar junto e executar. Mas as modernidades tem dificultado e o comportamento das pessoas parece ter mudado, ou não tenho estado com as pessoas certas.
Todos parecem fúteis e superficiais e sem vontade ou paciência para ter algum relacionamento sério. Pensando nisto constantemente, agora, nesse exato momento, eu acredito que a culpa é das redes sociais e aplicativos de “relacionamentos.” (com muitas aspas, aliás).
As redes sociais são, na maior parte do tempo, uma ilusão e uma ferramenta que gera dúvidas e confusão nas pessoas. Pois veem muitas opções de pretendentes e estilos de vida, o que faz você imaginar diversos cenários e possibilidades do tipo: Mas Fulano é assim, mas o outro é assado; esse tem uma realidade de vida, aquele tem outra.
Sem contar que o que é postado são somente os louros e não toda a realidade de vida do indivíduo, o que, além de gerar dúvidas, pode gerar frustração nas comparações.
E mais uma série de comportamentos que as facilidades modernas geraram ao se conhecer alguém que não vou listar para não cansar a leitura e paciência alheia. (ghosting, ignoradas, sumiços, etc.).
Passado um ano solteiro, talvez eu esteja propenso a tentar algo novamente. Espero que eu conheça alguém que valha a pena, que esteja disposto a construir uma história a dois e/ou construir família, que seja verdadeiro, que tenha cumplicidade, que tenha paz, que seja fiel, que seja leve, que tenha afinidade, e que tenha boas intenções.
Atenção: Se você for ‘mimizento’, e não souber interpretar texto, juntar o tico e o teco, é um ser passional, tem político de estimação e etc não recomendo que leia o conteúdo abaixo:
Antes de qualquer coisa, sou apolítico, não sou trumpista, republicano, muito menos democrata. E, obviamente, não sou p*rra nenhuma e não tenho nenhuma relevância em nada nessa vida e nesse mundo.
A apresentação do artista Bad Bunny repercutiu mundo afora, tanto na ‘lacrosfera’ quanto na ‘patriosfera’.
O artista é de origem porto-riquenha e tem o nome artístico em inglês (wtf?). Faz uma apresentação no esporte mais estadunidense (não usei o termo “americano” porque foi parte da lacrada, ou seja, estou sendo irônico) e cantou de propósito músicas em espanhol (que segundo os próprios compatriotas nem eles entendem o que ele diz), levantando a causa de orgulho de ser latino, mas residente nos Estados Unidos.
Só eu vejo a total incoerência nisso tudo? Como falei antes, não estou entrando em nenhum aspecto político.
Se você tem tanto orgulho das suas origens, vá morar lá e fique quieto, ou seja um estrangeiro e dance conforme a música.
Se eu pudesse ter a oportunidade de ser cidadão americano, eu ficaria quieto na minha, respeitaria os americanos que têm raízes lá estabelecidas, e ficaria amplamente grato por ter a oportunidade de viver num país como aquele e me adequaria aos costumes dos mesmos.
Não iria ficar cagando regra igual este artista fez, de maneira nenhuma.
Este tipo de coisa acontece aqui em Santa Catarina, quando vem um pessoal ‘debaixo’ e vem cagar regra, contar vantagem, e pensar que são o gás da coca. Vou ser sincero, quando vejo pessoas com essa atitude aqui, eu hostilizo mesmo!
Ou dança conforme a música ou vaze haole!
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