Breathing new air.

The lost ability of resiliance ... To aim and miss, my supernatural art.

Últimas

I’m Still holdin’ onto all that i feel it’s safe.


…I still believe there’s somethin’ left for you and me…


Creed – One Last Breath

Please, come now, I think I’m fallin’
I’m holdin’ on to all I think is safe
It seems I found the road to nowhere
And I’m tryin’ to escape

I yelled back when I heard thunder
But I’m down to one last breath
And with it, let me say
Let me say

Hold me now
I’m six feet from the edge and I’m thinkin’
Maybe six feet ain’t so far down

I’m lookin’ down now that it’s over
Reflectin’ on all of my mistakes
I thought I found the road to somewhere
Somewhere in His grace

I cried out: Heaven, save me
But I’m down to one last breath
And with it, let me say
Let me say

Hold me now
I’m six feet from the edge and I’m thinkin’
Maybe six feet ain’t so far down
Hold me now
I’m six feet from the edge and I’m thinkin’
Maybe six feet ain’t so far down
I’m so far down

Sad eyes follow me
But I still believe there’s somethin’ left for me
So, please, come stay with me
‘Cause I still believe there’s somethin’ left for you and me
For you and me, for you and me

Hold me now
I’m six feet from the edge and I’m thinkin’

Hold me now
I’m six feet from the edge and I’m thinkin’
Maybe six feet ain’t so far down
Hold me now
I’m six feet from the edge and I’m thinkin’
Maybe six feet ain’t so far down
I’m so far down

Please, come now, I think I’m fallin’
I’m holdin’ on to all I think is safe

Pra ser sincero…


Humberto Gessinger – Pra ser sincero

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijos sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos

Pra ser sincero
Não espero que você
Minta
Não sinta se capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijos sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Ainda bons amigos

Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Peço perdão
De corpo e a alma

Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação

Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga
Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la
Até mais

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos

A solidão e o sentir…

Outra vez, volto a falar sobre mim, pois é aqui meu grito silencioso.

Sempre no final do ano, tem um sentimento estranho para mim. Sinto falta de ser criança e de não ter preocupações, de “não ser adulto”, muito embora porque todo final de ano sempre era uma das partes que eu mais gostava. Essa ausência tem um peso muito muito muito forte ainda hoje e é como um alcoólatra, não rever esse sentimento é uma luta, e fica pior sempre no fim do ano, que é sempre quando as coisas ficam mais densas pra mim.

Se era pela família reunida, se era por presentes de natal ou férias… não sei se era bem isso. Eu sei que ao longo do tempo tenho “destilado” esses sentimentos e venho chegando mais perto de uma conclusão. São anos… não semana, nem dias. Eu sinto muito a falta do “espírito natalino”, que se foi quando minha mãe partiu, e bom, muitas outras coisas que se foram com ela.

Não tenho me sentido 100% em família desde então, e demorei para perceber mais profundamente isso assim como demorei para sair, bom; não… mas dar os primeiros passos para fora desse “coma” emocional de perda. Eu parti desesperadamente à buscar inconscientemente “família” minha vida inteira, e é uma das coisas que me corrói silenciosamente todos os dias. Porque é muito difícil você convencer as outras pessoas hoje em dia que você, por mais que cometa erros de todos os tipos, que quer o bem e que as ama.

Não é nenhum segredo… estou deprimido profundamente, lutando contra essa sensação e me sentindo sozinho nessa batalha. Tenho outros fatores que ajudam muito, como falta de confiança, que veio com os péssimos relacionamentos afetivos que tive, indiferente se há culpados ou não, este não é o caso, nem hora nem lugar pra debater isso.

É muito difícil de lidar, é muito difícil de viver em sociedade, quando a sociedade (rainha da hipocrisia) impõe que você vive com outros, mas na verdade, preza apenas pela individualidade (e secretamente subjulgamento). Ser criança, nunca foi para fugir de responsabilidades, embora o faça hoje, não era assim mas sobre hoje é exatamente isso: uma fuga, um medo… ou melhor pânico; de quem está emocionalmente sobrecarregado e não consegue mais aceitar nenhuma carga. Já se passaram muitos pensamentos… muitos aonde o fim é a saída, mas as vezes acho que prefiro ser uma unha encravada no dedo de alguém… sei lá já que me infernizaram porquê não retribuir… é eu sei é tragicômico.

Dividir o que sinto, é difícil, falar sobre mim é juntar cacos espalhados, e eles ainda ferem e as feridas ainda sangram muito apesar das cicatrizes. Eu aprendi a me isolar, pois entendi que ninguém quer alguém quebrado por perto. Eu que sempre gostei de consertar tudo, sou quem mais urgentemente preciso de reparos. Falar ajuda, mas não resolve e eu sinto preciso alguém que me pegue pela mão por um tempo até que eu possa voltar a andar por conta.

Eu sinto falta da minha mãe não por ser apenas minha mãe, mas pela pessoa que ela representava não só pra mim, como para todas as pessoas que passaram na vida dela. Eu que amo o pequeno príncipe por conta dela; “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”, “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” e “As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes.” sempre foram frases que entendi… não eram apenas um livro que li, graças à ela e o jeito dela. E minha infantilidade para muitos nada mais que de fato minha virtude, pureza, hoje motivo da minha isolação, pois falo uma língua que não cabe nesse mundo, a da reparação.

Por ter o dom de doar-me, sofro, pois ainda apesar de tudo não sei deixar ir, meu crime talvez. Por crer em quem não se crê, crê em si e dar fé, sou feito em frangalhos… o essencial é invisível aos olhos. Amar sem ser amado, um crime, mas é uma necessidade amor… amor de verdade, essa coisa descrédula… esvaída, muito falada e pouco consumida; e tal coisa abala minha fé e cessa minha existência, e aos poucos viro nuvem passageira.

Enquanto isso, nada de árvore, enfeites, luzes, presentes, ceia… apenas meu quarto, meu leito, meus gatos e o silêncio.

Hermes de Aquino – Nuvem Passageira

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar em dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito

…do dicionário: Misandria.

Durante muitos períodos da minha vida sempre ouvi atentamente coisas que as mulheres falavam sobre feminismo, e noto como as coisas tem mudado. De que como antigamente a igualdade de gênero era importante, no sentido mais simples. Mas o “mundo moderno” tende a fazer da vida completamente complexa, talvez pela “unicidade” que cada pessoa gosta de exprimir, e ai vemos porquê é fundamental que se estude política desde cedo, com uma simples introdução… A revolução dos bichos de George Orwell – Os porcos justificam seu poder com o slogan: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”. Mas antes de extremar o lado político gostaria de deixar claro, meus pensamentos são derivados de experiências do cotidiano, com pessoas variadas, vez em quando focada em um ou outro grupo social por conta dos meus círculos de amizade, então talvez não se aplique a quem quer que leia, mas se você se identifica… considere pensar com mais seriedade sobre o assunto.

Dentre de situações recentes, estou me vendo a conviver com gerações mais novas, cerca de 20 anos mais novos que eu, em suma outra vivência, e comparo com… enfim… à minha, minha geração e as gerações anteriores a quem devo minha construção valores e ética. É bem perceptível diversas coisas que me “deixam acordado a noite”, o sexismo está de volta à toda, mascarado de “guerra santa” contra a opressão machista do sexo masculino. Notável quando você esbarra nas gincanas de colégio, nos grupos de conversa e rodinhas sociais adolescentes e “adultas”. Nos desenhos, seriados, filmes e quadrinhos; a cultura pop em geral… e não há filtros eficientes para este público alvo. Não estou questionando escolhas quanto ao conteúdo de representatividade, mas sim, a constante reafirmação que o sexo masculino é opressor. Eu vejo isso com os olhares de uma crise de identidade do movimento feminista, que ao meu ver deixou a algum tempo de ser feminista, e assumiu a perspectiva que sempre achei mais cabível com a palavra: Feminismo se tornou o novo Machismo, ou seja são antagônicos um ao outro e nenhum preza de fato, em sua raiz, igualdade de GÊNEROS, independente de qual ele seja.

Digam que o “guarda-chuva” de movimento deve atender a todos, mas não está, e se volta e meia se escuta a velha frase: “um homem jamais saberá o que é andar de noite na rua em pânico com medo de ser estuprada”, Se cria outra que digo: “Uma mulher jamais sabe o que é viver uma vida inteira em constante rejeição e ódio” e se não está claro, estes bordões tentam exemplificar apenas o fato de ser de um ou de outro ser deste ou de outro sexo. Eu consigo afirmar que estes e outros diversos bordões caem por terra, porque não é apenas o sexo que pode interferir aqui, e sim o pensamento coletivo. Se fala muito em crimes de misoginia, e sim a mulher é explicitamente vista legalmente nessa parte como o sexo frágil, e diversas leis à amparam (inclusive muito melhor) que se “a mesma” situação tivesse ocorrido com um homem… e um parêntese aqui, estou simplificando tratando de forma binária, mas é impossível hoje definir as bilhões de orientações sexuais, cada vez mais customizáveis que existem por ai. Mas e os crimes de misandria? Os crimes de discriminação contra o homem?

Retorno aos bordões, “um homem jamais saberá o que é ser discriminado apenas por ser uma mulher”, e é aqui que eu particularmente trocaria aqui “mulher” por “uma pessoa de outro sexo” com todas as suas bilhões de cores. Homens sabem disso, da minha geração, negar isso é viver num mundo alternativo fantasioso, o que está errado é o pensamento coletivo e como estas coisas são “tratadas”, e quanto à minha opinião à este ponto, sinto que se escrever mesmo que com toda a eloquência e elegância, muito provavelmente serei criticado e criminalizado ao extremo sem sequer ser analisado, por estar defendendo uma coisa simples que me dá orgulho, como qualquer pessoa deveria ter, orgulho de si.
Eu talvez tenha vivido embaixo de uma pedra, ou estive em Marte ou Vênus nestes últimos anos, mas esta carga recém relatada, me faz perceber que só há ódio e medo, que as pessoas precisam culpar coisas e com isso gerar mais ódio e medo. E que talvez aquele machismo todo tinha algumas coisas boas, que por exemplo, era agregar a responsabilidade em si ao invés de apenas culpar os outros. Como disse são coisas do coletivo e visto pelo meu ponto de vista, aonde talvez psicanalistas possam compreender como digo, mas “vou para a fogueira como Joana D’arc ou Giordano Bruno”, mas estas percepções ficam claras uma vez que debatidas de forma saudável e não ignoradas ou silenciadas como é a natureza destas gerações recentes (recentes? ou medievais?).

Sobre esse ponto, aqui eu não “me abarco à criticas”, pois muito provavelmente é o maior ponto de debate, mas enfim, a “quextâ” é digna e simples, saber ouvir, saber questionar, usar métodos científicos de aquisição de informação, não se tornar uma máquina de repetir. Este é o defeito desta geração… ou talvez uma falha, recorrente e massificada ao longo dos anos, explicitada com o advento da comunicação em massa. Enfim, meu ponto é: regredimos como sociedade, mesmo dentro dos meios alternativos aonde o pensamento de massa não deveria importar. “Estamos” contaminados pela falta de decência e empatia, comprovado pela isenção de preocupação com o bem estar alheio, com a falta de imposição de limites próprios e com a falta de vergonha na cara e noção de absurdo. Todos querem cantar suas batalhas, mas poucos estão dispostos à ouvir as demais.
Temo que esta geração infelizmente carrega mais pessoas fracas, de personalidade, vazias e de ego sensível que pessoas que se destacam pela lida emocional saudável tanto de si quanto alheia. Sempre percebendo que o Medo gera medo, e que é este o principal problema com a sociedade, a paranóia, Sastre diz: “O inferno são os outros.” Será apenas isso mesmo?

Fica como ponto de ponderação, “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”, em até que ponto este outro bordão é valido?

Lovett – The Fear

If an ‘X’ could mark the spot
Beyond the reach of fear
The sound of our own hearts
Would be the only sound we hear
But why does it seem to me
That nobody’s listening
And I’m battling this mystery on my own?

The fear that we sustain
With a thousand different names
Comes from the same place
And comes for us one day
So when will you decide
To finally embrace
What beauty does not hide
And love does not parade
Why was it meant to be
We know bettеr but still believe
Wе’re battling this mystery on our own?

But we are not alone
We are not alone

Can you hear the call
Beating through the air
Waited all your life
But it was always there
So why was it meant to be
We are our only enemy
While no one seems to see we’re
All going through the same thing
And battling this mystery
All battered by the disbelief
That makes us feel all alone

But we are not alone
We are not alone

…fallen leaves…

Eu não vou mentir, tenho pensado diversas vezes ao longo dos anos, de encerrar meus capítulos, escrever a última linha num misto de poesia e decisão pelos meus próprios termos, não por um ou outro motivo, mas o aglomerado de frustrações, privações, ausências, danos e principalmente humilhações que causam-me dores, dores até físicas. Esse sentimento não é novo e há ainda quem diga que a culpa é minha, mas o fato de apontar culpado já me faz duvidar se essa pessoa tem ideia do que a palavra culpa significa, do que eu sofro e tenho passado e quão infeliz é esse apontamento.

Este é de fato o primeiro post em tempos aonde reúno-me de volta ao meu muro das lamentações, para sussurrar meus prantos, minhas indignações, ás vezes meus sucessos, mas em grande parte minhas perdas. Eu sinto a dor latente, e ela não vai embora.

Eu tenho um misto de sentimentos aprisionados em mim escapando quando estou transbordado, e me fez pensar sobre algumas coisas, principalmente como as coisas poderiam ser diferentes, ainda que não seja um pensamento saudável alimentar esses “poréns” e “e se”. Inargumentavelmente sei que sou um pouco perfeccionista e arquiteto, talvez muito menos do que já fui antes, mas formalizei perguntas que eu me faço desde cedo, bom… há muitas datas ai, mas mais da metade da minha vida, e eu inclusive gostaria de que elas não fossem apenas minhas perguntas, não por mera comparação, mas como aviso, que sejam lidas, pensadas com toda a atenção que merecem, caso contrário apenas validamos pensamentos nielistas e vazios, e o fim do mundo seria muito bem vindo e apenas seria um outro capítulo, um ponto final num mal chamado humanidade.

“O que você deseja na vida, já alcançou ou ao menos sabe oque é?”

Dentre meus anos de indecisão e confusão mental, eu creio que tenho “carreiras” que gostaria de seguir, coisas que para o meu entendimento de mundo saciam minhas necessidades e as da sociedade, ser produtivo, trabalhar. Mas há tantas outras que não envolvem “dinheiro” ou “sucesso” ao olhos do comum, e que são exatamente as que mais me trazem calor ao coração, porém estou extremamente afastado delas. Já desejei pertencer à um casal feliz que comemoraria bodas de ouro. Sonho em ter filhos, não meramente largá-los no mundo como se vê por ai tão comumente. Quero ser emocionalmente livre de “metas” que não dependem exclusivamente de mim, mas o prazer e sensação de segurança de si, e a compleição de ver outra pessoa se realizar e saber que você fez parte disso, é forte e lindo. Eu posso ser egoísta com meus objetivos como falei antes, música, carros, tecnologia… minhas paixões. Mas dividir essas alegrias é tão significante quanto o ato em si.

“Quais os objetivos que você mais desejou e não pode ou não sabe se vai conseguir alcançá-los?”

Enquanto eu ainda viver, todos meus objetivos podem ser que vão por àgua a baixo, é uma insegurança viver, é sofrido não saber, sejam pela ausência material, física, psicológica ou de espírito, traçar um novo plano, uma nova rota, outro objetivo… muito ainda está por ser decidido, e eu sei de alguns planos em que não mais faço parte, mas que eu também tenho que mudá-los. A mudança é certa, as vezes dolorosa mas é proporcional ao tempo que esteve estática e sedimentada. Ainda que toda mudança possa ser boa, nem toda rotina é ruim. E alguns objetivos envolvem a rotina… como uma rotina de anos. Conhecer alguém nunca é uma tarefa com data de conclusão, e ter uma pessoa por muito tempo ao seu lado, é uma tarefa árdua e constante, porquê um dia tudo muda.

“Se seu tempo de vida estivesse limitado, você estaria satisfeito com oque viveu até agora?”

Sofro do mal que vejo não apenas em minha falecida mãe, como em outros poucos. O ato de se preparar, se privar para um momento melhor, o ato de beneficiar uma ou outra coisa em prol de algo mais a frente, esse planejamento me remete a todas as coisas que poderia ter feito, que me arrependo de não ter feito, muito mais da que fiz e não deveria. Eu não consigo me permitir desatar os nós da inconsequência apesar de tudo que ela traz, porque não são apenas as coisas ruins, mas perder o medo é uma coisa boa. E fatalmente, quando o destino é selado e nos vemos na linha final, ele vai embora. Estou ciente que estou agindo errado, e meu tempo não é suficiente.

“Você sente sua vida escorrendo entre os dedos ao ponto de não se sentir mais relacionado a nada da sua era?”

Seja pelo anacronismo, independente da relatividade de tempo, eu sempre tentei colher o melhor de mim, e o melhor que cada “era” me pode ensinar. Nasci num tempo aonde ainda cavalheirismo era um sinal bom, e não interpretado erroneamente. Vivi a vida em função da liberdade que tive, e ela me foi uma bênção em certos momentos, mas um peso quando não se ter um propósito te instiga à qualquer coisa. Sou o último romântico, o mais antigo cavalheiro, finado de propósito num mundo cruel e alienado. Eu não existo em um mundo aonde a capacidade de empatia, de boa vontade e gratidão não existem. Eu não pertenço a este mundo faz tempo, ainda assim estou aqui.

“Se fosse seu ultimo dia de vida, como e com quem gostaria de passar ele?”

Eu gostaria que fosse como num romance, aonde eu citaria o nome do meu grande amor, e a vida seria leve pelo significado que tudo isso traz para mim; mas não funciona assim. Eu constantemente me relembro do Clip de Enigma – Return to Inocence, que me traz lágrimas toda vez que vejo, assim como o Clipe de Sentenced – No One There, são ambos os exatos pontos opostos e entre si mistos de sentimentos que despertam em mim. Em uma realidade alternativa, gostaria de ter meus filhos por perto, o dia todo, se possível minha cara metade, apenas passar tempo conversando, relembrando, tudo que passamos. Bom ou Ruim, contanto que não houvessem mágoas. Em meus últimos instantes, gostaria de pensar como estão, se estão, meus parentes, mesmo os falecidos… pois adoraria ser acompanhado por duas senhoras que amo tanto, minha mãe e minha avó. Chaplin nunca esteve tão certo sobre como as coisas deveriam ser.

“Qual legado você aspira deixar?”

Isso é a nota de rodapé que eu jamais vou escrever, bom nunca por completo, pois depois de tanto sofrer, me esforçar para deixar algo bom, e constantemente ser desmerecido, há de se descansar sobre isso e deixar apenas fluir ainda que seja uma tarefa árdua para mim. Eu me sinto humilhado, por diversas vezes, por tudo que fiz focando o bem maior ou o bem de outro, e sou feito de chacota ou tratado como ignorante. Dizem, “O mundo é dos espertos” mas na nota esquecem que ninguém vive sozinho, e é bom que você viva plenamente e fiel aos ideais, que esses sejam puros pois mesmo o mais esperto, dependeu de alguém alguma vez na vida. Se algo de bom pudesse vir de mim, me orgulharia de passar valores para meus filhos, e vê-los serem pessoas maravilhosas, me daria orgulho e além.

Analisando tudo que escrevi e me remetendo a infância, comparando-me, me sinto mais leve de compartilhar, mas nem um pouco menos ansioso pois tudo aqui ainda são palavras, os sentimentos são legítimos e existem, mas estarei em paz de verdade comigo apenas quando as palavras forem concretizadas. Não é uma despedida, é um pedido desesperado de socorro e uma tentativa de atenuar a ansiedade de quem está perdido, desorientado e quebrado. Quem já aguentou muito por muito pouco e precisa continuar para que talvez um dia a vida deixe de se tornar uma tortura, e passe a ser o que se sonha, o que se prega, o que se deseja de fato. Não preciso de muito, mas quero muito o todo.


Sentenced – We Are but Falling Leaves
Think of your lifetime as one day,
It’s fading away,
The shadows are growing long.
Think of existence as a flame,
And death as rain.
Storm clouds there right along.
At life’s eve our flames will cease,
Eternally, unavoidably.
Eventually all paths will lead to the cemetery.
We are but falling leaves in the air, hovering down.
Unaware we are spinning around.
Scattered fragments of time,
Like blinks of an eye.
We are, that’s all we are.
Think of your lifetime as one year,
Look, autumn is here.
Getting colder, the winter’s impending.
Your conclusion’s drawing near,
Certain, austere.
Yes, only the circle’s unending.
At life’s eve our flames will cease,
Eternally, unavoidably.
Eventually all paths will lead to the cemetery.
To the prior deceased.
We are but falling leaves in the air, hovering down.
Unaware we will hit the ground
Scattered fragments of time,
Like blinks of an eye.
We are, just when we realize that we are alive, we die.

…Don’t you think?

De tempos em tempos me lembro que existe esse espaço aonde posso “gritar no megafone” da internet para quem talvez possa interessar… desabafos sempre foram bons auto conselhos.

Não se tem muito para falar de tempos em tempos, a vida vai, os sonhos estão baixo de zero ainda, aguardando degelo… mas não é irônico quando você mais quer certas coisas, elas não são possíveis? E o contrário é verdadeiro também.

Nem tudo que eu quero eu posso mas tento, e quando desisto é naquele ultimo momento, antes dela realmente acontecer. Se é teste de paciência, permanecer estático esperando a melhor chance também tem sido.

Não sei se há como esperar algo, ou se compensa expectativa ou desinteresse por completo, como se houvesse destino, não saberia dizer se é rir da minha desgraça, ou se é acaso, há um novo jeito de me fazer de tolo.

Estranho sentir que tudo é para nada e quando nada é mais que tudo, bom… nessas horas há o espanto por como tudo miraculosamente funciona, mesmo quando não se precisa mais.

É desejar que o cavalo vencedor seja o seu, liderando a corrida até o ultimo segundo, antes de ser o segundo lugar.

Não entender como estar tudo errado e ainda assim não ter nada para se preocupar.

É ouvir uma musica que não faz sentido por anos, e passar a fazer parte da vida em diante.


Alanis Morrisette – Ironic

An old man turned ninety-eight
He won the lottery and died the next day
It’s a black fly in your Chardonnay
It’s a death row pardon two minutes too late
Isn’t it ironic, don’t you think

It’s like rain on your wedding day
It’s a free ride when you’ve already paid
It’s the good advice that you just didn’t take
Who would’ve thought, it figures

Mr. Play It Safe was afraid to fly
He packed his suitcase and kissed his kids good-bye
He waited his whole damn life to take that flight
And as the plane crashed down he thought
“Well, isn’t this nice.”
And isn’t it ironic, don’t you think

It’s like rain on your wedding day
It’s a free ride when you’ve already paid
It’s the good advice that you just didn’t take
Who would’ve thought, it figures

Well, life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything’s okay and everything’s going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything’s gone wrong and everything blows up
In your face

A traffic jam when you’re already late
A no-smoking sign on your cigarette break
It’s like ten thousand spoons when all you need is a knife
It’s meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife
And isn’t it ironic, don’t you think
A little too ironic, and yeah I really do think

It’s like rain on your wedding day
It’s a free ride when you’ve already paid
It’s the good advice that you just didn’t take
Who would’ve thought, it figures

Well, life has a funny way of sneaking up on you
And life has a funny way of helping you out
Helping you out

Long time no see…

Faz algum tempo que não escrevo, apesar de ter “um caminhão de coisas no meu peito” e sentir a necessidade de expresar algo… sentia que ainda não era hora, talez ainda não seja, mas preciso deixar esse reflexo ativo.
Tem muita coisa boa e muita coisa ruim acontecendo na minha volta, e é impressionante a sensação de impotência que se acumula ao longo dos anos… nada de ruim parece acabar, e nada de bom parece durar. é uma sensação que reforça que tudo já passou… que não tem nada que possa ser feito. Não sinto compleição, está tudo muito abstrato e incompleto.
Há horas aonde me sinto solitário num ângulo esquisito da minha vida, uma linha cinza, nem triste pelo que me tornei, nem feliz pelos caminhos que as coisas vieram a tomar. Há um branco, um vazio de espera; e quem espera tem esperança talvez deva dizer; mas enfim… ainda não consigo definir oque… e todo o negro, do luto pelas causas perdidas… ou talvez não perdidas mas que não são minhas e ainda assim pesa por pertencer-me à elas. Me desconheço.


A Perfect Circle – Passive
Dead as dead can be
My doctor tells me
But I just can’t believe him
Never the optimistic one
I’m sure of your ability
To become my perfect enemy

Wake up and face me
Don’t play dead ‘cause maybe
Someday I will walk away and say
You disappoint me
Maybe you’re better off this way

Leaning over you here
Cold and catatonic
I catch a brief reflection
Of what you could and might have been
It’s your right and your ability
To become my perfect enemy

Wake up (Why can’t you?)
And face me (Come on now)
Don’t play dead (Don’t play dead)
‘Cause maybe (Because maybe)
Someday (Someday)
I’ll walk away and say
You disappoint me
Maybe you’re better off this way

Maybe you’re better off this way (×3)
You’re better off this (×2)
Maybe you’re better off…

Wake up (Why can’t you?)
And face me (Come on now)
Don’t play dead (Don’t play dead)
‘Cause maybe (Because maybe)
Someday (Someday)
I’ll walk away and say
You fucking disappoint me
Maybe you’re better off this way!

Go ahead and play dead (GO!)
I know that you can hear this (GO!)
Go ahead and play dead (GO!)

Why can’t you turn and face me? (WAKE UP!)
Why can’t you turn and face me? (WAKE UP!)
Why can’t you turn and face me? (WAKE UP!)
Why can’t you turn against me? (GO!)
You fucking disappoint me

Passive-aggressive bullshit… (×12)

“I’ve come to talk with you again…”

Das incontáveis vezes que abaixei minha guarda, me libertei de tais amarras e fui sincero comigo mesmo, talvez não tinha chegado a ser tão sincero quanto ao meu futuro, como estou ciente dele agora, eu estou esperando. Dalai lama está certo, estamos apenas existindo, não estamos vivendo, eu não me sinto vivo. Eu gostaria de não sucumbir, e pretendo não fazê-lo. Não pretendo ter esperança, o mais correto é deixar de lado a esperança, a esperança é para quem espera…

Estou envelhecendo, e independente se esse peso me afeta ou não, as minhas atitudes desvaneceram, não consigo nomear exatamente o processo que me levou à isso, mas morri. É um texto egoísta; talvez, lhes digo. Quando não tive defeitos? E aqui mais claramente os mostro.

Tantas letras de música me permeiam, pesadas letras, auto-críticas, que descrevem em pequenas frases meus sentimentos… de pouco à pouco releio meus textos, não consigo imaginar tudo que está acontecendo. Hoje ainda senti talvez inveja, ou derrota, eu acredito que ambas. Não sou mais jovem, a responsabilidade e a maturidade batem à porta, e te exigem, sei que é parte da vida. Talvez ainda estou de luto, de outrora, de muito tempo atrás. Talvez todas aquelas conversas que gostaria de ter tido não fossem ao vento, ou com estranhos que não me conhecem ou me conheciam. Eu não quero ser peso, mas há algo faltando e eu estou rumando avante sem isso, talvez fosse como uma bússola, mas há quem diga que estou no caminho certo.

Tenho mais uma grande missão, sei disso, após isso… eu não sei oque me segura aqui. Estou aguardando o tempo passar e lentamente à me acomodar, e isso eu já falei sobre, não muito tempo atrás.

Eu quero crer que não acaba ai, eu quero crer que sou mais; que meus sonhos, que são tão pequenos, vão se cumprir… mas ouvi uma vez que você tem que abrir mão de muito ao longo da vida e que esse mundo está incluso sonhos, às vezes a si mesmo. Eu discordo disso, desde o primeiro momento que ouvi. Eu não quero ter amargura ou falta de orgulho em mim. Pode ser que seja um defeito, mas gosto de gostar de mim, me amar. Me odiei por tanto tempo que sentir-se, ver-se, ouvir-se é tão reconfortante quando as coisas vão de mal a pior, talvez uma das poucas que lhe faça subir de volta.

A vida em um outro lugar qualquer, próspera por si, sem medos ou que tenha-os mas confiante e certeiro. Não uma vida de coadjuvante em meu próprio filme. Eu quero ver meu futuro noutro painel, em outro horizonte. Que as minhas ferramentas me acompanhem onde quer que eu vá. Eu não estive fazendo a diferença na vida de muitas pessoas, eu sequei ao invés de florescer, se foi minha culpa não sei, não sei onde erro. Quero fazer alguma diferença dentro do que posso oferecer, com o coração. Ao fim do dia, todos justos são heróis é oque dizem…

Eu sei que para as minhas dores, não existem cura médica, creio apenas que só me resta a cura do espírito. É extremamente confuso lidar com as necessidades do espírito, ele quer liberdade. Talvez não sejam exatamente essas as melhores palavras, mas meus sentimentos me dizem coisas que os olhos não vêem, e a anos a ansiedade de viver, que meus limites físicos estão ainda impossibilitando minha liberdade enquanto não lidar com eles abertamente. Muito poético para quem não percebe meu caminho, essa sensação de que talvez não hajam muitas vírgulas a frente, mas sim meu medo de um ponto final nesse último capítulo.


Simon & Garfunkel – The Sound Of Silence

Hello darkness, my old friend
I’ve come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
‘Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence

“Fools”, said I, “You do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach you”
But my words, like silent raindrops fell
And echoed
In the wells of silence

And the people bowed and prayed
To the neon god they made
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming
And the sign said, “The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls”
And whispered in the sounds of silence

Entre a Cruz…

Tenho algum tempo disponível ultimamente, não fisicamente ocioso… mas mentalmente. Sem muitas preocupações menores… algumas maiores, porém encaminhadas, há um vazio. “Acomodar-se”, este é o provérbio do meu dicionário que à muito reluto para tira da lista de verbetes. Têm sido cômodo, tem sido duro em certas horas, mas tem sido cômodo e acho que as coisas boas acontecem quando preciso me mover, e mais uma vez, não é fisicamente falando.

Os sinais de decadência são fisicamente visíveis, perda da visão, audição, força física e psicológica, perda cognitiva pouco significante mas perceptível. Não sei se isso é maturidade ou comodismo, acho que ambos se confundem. É um momento aonde o teu próprio corpo te trai, sentimentos ao redor disso são diversos.

Sinto saudades de algumas coisas, bom, não seria um saudosista se não sentisse assim de vez em quando. Estou ausente, recluso em uma caverna entre lobos e cordeiros, muito mais cordeiros que lobos, como um eremita estou conversando apenas com meus medos e minhas loucuras, e brindando meus vícios com sabor de veneno. O proibido está em nova roupagem, semi-nú.

Meu sonho sobre quatro rodas me parece cada dia mais distante, e isso me incomoda, se há conforto para isso eu não sei… mas dentre as coisas que aprendi a me confortar são que não deve existir sonho ao que se trata de pessoas, de cônjuges se assim preferir, somos todos livres e optamos… escolhemos consciente ou inconscientemente nosso caminho, quem nos pertence é apenas um título revogável, mesmo a paternidade/maternidade só é válida se praticada diariamente. A minha única ressalva é que fiz tudo que pude e errei quando não pude, cabe a o outro lado compreender, aceitar e permanecer ao lado, e essas são minhas fronteiras… não posso e não tomo decisões por outras pessoas, mas deixo-lhes à margem das opções.

O passado me assombra pois os pesos e as medidas que usei não escalam todos os territórios que perdi nesse “jogo” da paixão. Há algumas cicatrizes ainda gotejando algum rubor, e permeando minha mente com “e se”s. O poético não é a justiça, mas sim a morte do poeta pela própria criação. A banalidade do assunto se toma por conta da massificação e do desleixo de muitos, e se há algo para dizer do amor brega é que uns pagam pelos outros, o uso de uma palavra tão significativa como amor ou ódio, desnorteia o real significado. Sinto ausente de ambos em sua plenitude, mas sigo a risca meus conselhos sobre ambos… positivo ou não, e eu gostaria de ser recompensado por isso algum dia.


 

RPM – A Cruz E A Espada

Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu

Agora eu vejo
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar

Agora eu vejo
Aquele beijo era mesmo o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

E agora é tarde, acordo tarde
Do meu lado alguém que eu nem conhecia
Outra criança adulterada
Pelos anos que a pintura escondia

Agora eu vejo
Aquele beijo era o fim, era o fim
Era o começo
E o meu desejo se perdeu de mim

Agora eu vejo
Aquele beijo era o fim, o fim
Era o começo e o meu desejo se perdeu de mim

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