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domingo, 28 de março de 2010

As notícias da minha semana

Essa semana tivemos talvez o maior julgamento da história desse país. Os Nardoni foram condenados pela morte da menina Isabella.


Centenas de pessoas acompanharam os dias de julgamento no Fórum de Santana. Outras dezenas de milhares, assim como eu, acompanharam pelos meios de comunicação.


O julgamento causou enorme comoção social. Pessoas gritando palavras de ordem nas ruas, com faixas e cruzes. Rojões foram ouvidos enquanto o juiz proferia a sentença.


Enquanto isso, no BBB 10 alguém saiu, alguém foi lider, e mais dois foram para o paredão. Também o Brasil comentou.


No jornal global da manhã os Renatos anunciam que o presidente Lula foi multado por fazer


campanha antecipada para a ministra Dilma. Ops... não podia dizer o nome...


O Corinthians perdeu a segunda seguida no paulistão e está fora do G4 dando lugar para Lusa. Ronaldo briga com a torcida e depois pede desculpas, diz o fofo Tiago do esporte. Essas notícias eu preferia não dar.


Renato Russo faria 50 anos!!


E em uma linha do Globo News, perdido em um cantinho das páginas do Uol, em uma pontinha do Datena, ali perdida em overdoses de julgamentos e tribunais, em BBBs, em proibições do presidente em pronunciar nomes, e as crises corinthianas, ali quase escondida, quase que não está, a grve dos professores do estado.


Marginalizados, discriminados, hostilizados. Quando saía a notícia sobre a greve, não era senão para condená-los sem direito à juri.


Durante manifestação 16 foram feridos pela PM armada, cavalaria e choque. Tudo porque o tucano anêmico não queria que chegassem à frente de seu palácio, que deveria ser o palácio do povo.


Assistindo a essas cenas me pergunto parafraseando meu querido Renato, não o global: Que país é esse?


Que país é esse onde é mais importante saber se é o dourado, o prateado ou o rosa choque que vai ganahar um milhão e meio?


Que país é esse que se importa mais com a vida dos outros, deixa seus empregos e vai para porta de um fórum protestar por uma justiça que não lhes pertence?


Que país é esse que permite que os educadores de seus filhos apanhem da polícia em um protesto de mãos limpas por, não só dinheiro, mas por melhores condições de trabalho? Trabalho esse que se encarrega de  formar milhões de cidadãos por ano.


Mas por que formar pessoas que pensem? Quanto mais pensante for o povo, menos chances os tucanos, verdadeiros urubus, tem de se eleger.


Ao invés de firem a frente das TVs, computadores ou fóruns, esse povo que clama justiça deveria mesmo ir se juntar a causa desses homens e mulheres que trabalham pela formação desse país. Deviam ir às ruas, apoiar a greve, lutar pelas melhorias de condição de trabalho, apoir quem realmente trabalha por esse estado.


A imprenssa e os governantes marginalizam os professores, como se greve não fosse um direito seu.


A sociedade mudou nas últimas décadas. Mulheres que se dedicavam exclusivamente aos cuidados da casa foram para as ruas trabalhar. As famílias foram formando-se cada vez mais cedo por pessoas cada vez mais jovens. Cresceu o modelo monoparental. As pessoas tem cada vez menos tempo.


As escolas, ao contrario, mantiveram-se no modelo década de 60, que recebiam as crianças praticamente prontas para a alfabetização, muito bem educadas. Nessa época, os professores eram treinados à atender essa demanda.


Hoje recebem o mesmo treinamento para atender à uma demanda totalmente diferente. São obrigados, e a palavra é essa, à promoção automática. Aliás de quem foi essa idéia?


Ah... mas depois que morre todo mundo vira santo...


A sociedade mudou, a escola não se preparou para essa mudança, e não por culpa dos professores. Por culpa dos modelos impostos pelos governos. Nos últimos anos o secretario estadual de educação mudou 3 vezes. Por 3 vezes foram adotados modelos diferentes de ensino que não tem dado certo.


A justiça fez sua parte essa semana. E nós, cidadãos, fizemos a nossa?


A luta dos professores é também a nossa luta. Pelos nossos direitos, pelo nosso país.


P.S. Não tenho interesse algum de fazer campanha política pra quem quer que seja, mas acredito piamente que está mais que na hora dessa São Paulo mudar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quanta Chuva - Parte 2

Ja postei aqui em setembro minha indignação com as pessoas com relação as reclamações que surgem logo após as enchentes.

Novamente publico minha opinião sobre o ssunto!

A mídia, os munícipes, todos, clupam o poder público, e novamente todos se esquecem que as fortes chuvas decorrem do aquecimento global, que as enchentes são causadas pelo lixo que jogamos nas ruas, nos rios, as árvores cortadas.

O Poder Público pode e deve realizar obras, limpezas e outros recursos paleativos, mas é importante que a população se concientize de seu papel!!

O mesmo ocorre na época de calor quando se proliferam os mosquitos da Dengue. Só vemos as pessoas reclamando dos hospitais e da limpeza pública, mas assumir que deixou poças d'água, água parada, isso ninguém faz.

Não adianta acreditar que "Deus proverá" tudo. Muito menos acreditar que o Poder Público é respónsável por tudo!!

Temos que agir!!

Um povo consciente e educado é um povo mais feliz e saudável.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A garota, o vestido rosa e a hipocrisia

Tudo parecia igual naquela quinta feira... a não ser pelo escândalo do vestido rosa.

Em poucos dias a noticia toma conta da TV, do youtube, das conversas, não se fala em outra coisa.

Ontem, a estudante que usou um terrível vestido rosa curto, que afrontou a moral e os bons costumes dos neonazista, foi julgada culpada por usar a roupa que lhe aprovia. Foi expulsa da Universidade. Resolveram o caso. Deram vitória àqueles medíocres universiotários.

A garota do vestido curto foi acusada, julgada e condenada, com direito à ampla defesa e contraditório a se averiguar, por conta do pudor de meia duzia de playboys e patricinhas.

É "engraçado" ver as pessoas comentando o assuntos nas rodinhas... Digo "engraçado" porque a TV mostra todos os dias mulheres seminuas andanto em uma piscina de massa branca, porque a novela das 8 mostra cenas de sexo explicito, porque se dermos uma chacoalhada na telinha no horário do JN ou do Datena é capaz de espirrar sangue!

Tudo está tão banalizado que fede à hipocrisia o que fizeram com a estudante da Uniban, e que poderia ser qualquer outra universidade. Não é só a instituição, são as pessoas que frequentam a instituição.

Minha sincera opinião: não importa se o vestido era curto, se ela é prostituta ou não, pois estas também são cidadãs, tambem pagam impostos, votam, como qualquer outra pessoa, não importa se ela levantou a saia pra provocar, se ela é exibida, nada disso é crime, e não importa a conduta dela. Quem se sentiu incomodado com as pernas da garota que tivessem procurado a segurança, a diretoria da faculdade. Não importa o que ela fez (se é que fez)para que a situação chegasse no ponto que chegou...

Acontece que NINGUÉM tem o direito de ofender, injuriar, difamar ou repudiar outra pessoa.

Ninguém tinha o direito de fazer o que fizeram com a garota. Não adianta arrumar culpados! Não há culpados senão aqules que humilharam a estudante!!

Não somos juizes de direito, nem promotores ou inquisitores,não somos Deus!! Não temos o direito de julgar nada, de quem quer que seja.

Temos o único dever de respeitar!! E amar!!
Veja no link abaixo a decisão da "Unitalebã" que desistiu da expulsão:

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Meu Deus, eu não sou desse mundo!!!

Estava eu hoje pela manhã tomando meu café e assistindo às notícias na TV, quando de repente... fiquei horrorizada!!!

O prefeito Odair Silis (PMDB), de uma cidade do interior de São Paulo chamada Monte Castelo, cobra proprina da empresa de engenharia responsável pela construção de creches. Ficou bravo pois a empresa só tinha metade dos 8 mil que ele pediu.

O flagrante foi feito pela equipe de reportagem do Jornal Nacional. A polícia ja investigava há 6 meses. A câmara fará o pedido de cassação do prefeito.

O dono da construtora que venceu a licitação pelos procedimentos legais, fala que após o início das obras começaram a sofrer pressões para que pagassem a propina, que não seguissem o projeto original e para que diminuissem a qualidade e a quantidade do material utilizado para que, ao final, a "sobra" fosse repassada ao prefeito que tratou pessoal e diretamente de tudo, e que com a empresa a beira da falência acabou aceitando as exigências sob a ameaça de não receber os pagamentos.

O engenheiro responsável afirma que da forma como está, a creche poderia cair na cabeça de uma criança.

A obra é financiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Governo Federal, que nessa fase é gerido pelos Municípios.

O que me deixou estarrecida, além é claro da corrupção em si, foi o fato da cidade ter menos de 5 mil habitantes!!! Estimo que 40% à 60% sejam eleitores.

Quer dizer que o prefeito está roubando (e não encontro outra palavra) de pessoas do convívio social dele, da família, diretamente.

Fico curiosa pra saber quantos votos esse homem teve!!

Como é que pode a ganância chegar a tal ponto onde esse homem é capaz de abusar de forma tão ordinária da confiança que, cerca de 2.000 pessoas, depositaram nele?

Em São Paulo existem síndicos que administram condomínios com mais gente.

Olhei para o lindíssimo céu azul de hoje e procurei por Deus!!

"Senhor, onde quer que esteja, por que é que mandou pra esse mundo??!! Não faço parte desse lugar!!!"

Chorei!!!

Em que, ou em quem acreditar?

Como manter a fé na humanidade? Como acreditar nessa gente que anda na rua? Como acreditar em quem tem poder?

Minha senssação é de que não sou daqui, foi um engano. Caí nessa terra sem querer, um erro de percurso.

Não é possível!!!

Que doença é essa chamada corrupção??

O que aconteceu com o "não roubarás, não matarás, não desejarás a mulher alheia"??

Que mundo mais distorcido!! Que valores esse mundo tem a apresentar? Um bando de selvagens playboys ofendendo uma colega na universidade? Um pai que joga a filha pela janela? Políticos que exigem propina? Médicos, advogados, engenheiros... sem ética?

Não minha gente!! Definitivamente eu não sou desse mundo.

Eu me comovo com comercial de margarina, eu choro ao ver uma criança no farol, eu me indigno com as condições precárias de trabalho dos professores, eu não concordo com negociatas políticas para manter o poder...

Eu estou no lugar errado!!!

Me pergunto a todo instante, como eu, tão pequenina, posso fazer alguma coisa? O que é que posso fazer? Ser digna, ética, honesta? Basta? Não sei a resposta!!

Só sei que não sou desse mundo. Sou uma marciana de intercâmbio!!

Prefiro acreditar nisso porque a idéia de que eu possa fazer parte dessa raça porca e corrupta que são esses sereszinhos que se acham melhores que os outros, me dá nojo!!!

Sempre achei ridícula aquela frase "quanto mais conheço os homens, mais gosto dos meus cachorros", mas estou começando a concordar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mágica

Esse final de semana foi mágico!!

Como não inspirar-se com a música e a poesia, e porque não dizer com a poética música d’O Teatro Mágico? Como não se encantar com os malabarismos, as brincadeiras daqueles encantadores bonecos?

Domingo, um delicioso almoço e para fechar o dia com chave de ouro, uma divertida peça de teatro.

Essa não foi a mágica do final de semana! A mágica não está em todos esses eventos.

A mágica está nos encontros! Está na adorável companhia de quem amamos!!

Quando os olhos se encontram e se reconhecem, aí está a mágica!

Quando a gratidão se resume à um sincero aperto de mão, aí está a mágica!

Quando te olham nos olhos e te dizem “obrigada”! Aí está a mágica!
A mágica esta em se fazer amigos! Em compartilhar momentos, em “descobrir-se no outro e outro no um”.

A mágica da vida, da minha vida, são os encontros, breves ou demorados, onde faço amigos, falo com amigos, aprendo com eles, me divirto, choro, brinco.

A mágica foi ter encontrado tantos palhaços e esses palhaços terem tocado meu coração. A maquiagem, a roupa, o riso que brota sem querer...

Se os políticos fossem palhaços, se os patrões fossem palhaços, se todos fossemos um pouquinho palhaço, ah que mundo incrível!!

O picadeiro sempre lotado de gente com esperança, com amor, e com fé. Fé na vida, fé nos seres humanos, fé em si mesmo.
Um amigo definiu pra mim o que é ser palhaço:
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“Ser palhaço é algo mágico, que transforma quem faz e quem recebe... é olhar com coração... é brincar com emoção... sem compromisso do certo ou errado, é alegra-se e poder alegrar.” Tuingo Picollo (http://bubioficolo.blogspot.com/)

O que a gente leva dessa vida são as coisas que aprendemos e os amigos que fazemos!
Tenho orgulho e o privilégio de dizer, que sou amiga de muitos palhaços!!

Aos palhaços que encheram meu final de semana de mágica, e aos amigos e amores que enchem todos os meus dias de mágica, OBRIGADA!!

“A vida é a arte do encontro , embora haja tantos desencontros pela vida.” Vinícius de Moraes

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Quanta falta... de inspiração

Olá meus amigos que costumam visitar esse pedacinho de mim.

Desculpem-me pela falta de novidades... o coração está sem inspiração e a cabeça cheia de trabalho, que pela ética da profissão, não posso contar à vocês.

Prometo que em breve voltarei com mais algumas gracinhas... (risos).

Saudades do mar... do cheiro do mar, das ondas do mar...Acho que o mar é meu verdadeiro grande amor!!!!

Acredito na humanidade, mas ultimamente está difícil conviver com ela!!

P.S. As duas últimas frases não tem nada a ver com o restante do post... mas me deu vontade de escrever.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Carta à uma amiga!

Então é isso!

Um dia a gente olha para o lado e todos os nossos amigos se casaram, tiveram filhos, estão parando de fumar, mudando de emprego, fazendo teatro, trocando de amor, e você se pergunta "onde é que eu estava que perdi tudo isso?".

É engraçado como a gente sempre tem a desculpa perfeita: Falta de Tempo!!

Hoje, enquanto escova os dentes para vir ao escritório, ouvi na TV o jornalista Alberto Villas sobre seu novo livro. O livro vai se chamar (ainda não foi lançado) "Onde foi parar o nosso tempo". Nesse livro ele aborda o fato de que antigamente as pessoas perdiam muito tempo com coisas como lavar fraldas, cozinhar e esquentar a comida, e que hoje tudo é adquirido por um processo bem mais prático, e questiona o que é que fazemos com esse tempo que conseguimos "economizar".

E vendo como meus amigos estão caminhando, e olhando para mim e tudo o que eu fiz nos últimos 2 anos, me pergunto: o que eu fiz com esse tempo todo?

Nossa... eu trabalhei!!

Pouco vi meus amigos!! Pouco liguei para eles, pouco perguntei como estavam.

Estava sempre ocupada com alguma coisa, como ganhar dinheiro por exemplo!!!

E hoje, olho pra mim e vejo o tempo que perdi!!

Minha adorada amiga Silvia esta de mudança!! Vida nova, cidade nova, novos desafios. Tenho certeza de que ela será bem sucedida. É o tipo de pessoa que a gente olha e diz: eImagessa vai ter sucesso!! Linda, loira, inteligente, e de coração puro!! Assim é minha amiga.

Ri quando ela disse que se soubesse que se fosse embora iriamos reunir algumas amigas pra jogar convesa fora, ela teria dito antes que estava indo, so para nos reunirmos mais...

Ela está certa!!

Vou sentir saudades querida. Agoro vejo "quanta falta" você nos fará!!

Por mais que a gente não se visse com frequencia, é sempre bom saber que os amigos estão à mão, pra quando eventualmente precisarmos. Credo!! Que pensamento egoísta!!

Você terá muito sucesso, mas principalmente, será muito feliz!!! Eu tenho certeza disso!!! Você merece!!

Não é um adeus!! É apenas um até logo!! Um breve até logo!!

Vá confiante desbravar novos caminhos, e saiba, estarei sempre por aqui, ou acolá, mas sempre a sua mais interia disposição!!

Beijos com amor!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E tudo continua igual na terra da Lingüiça!!

Estive hoje na audiência pública que discute projeto de lei do Executivo Municipal que visa alterar a natureza jurídica da FESB – Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança, tonando-a de Direito Privado.

É uma pena que tão poucas pessoas tenham podido comparecer, pois o Vereador Toninho Monteiro presidiu muito bem a sessão, todos puderam falar e todas as dúvidas foram sanadas, num belo exemplo do exercício da democracia e da cidadania.

Foram divulgados números como folha de pagamento de R$ 650.000,000, remunerando cerca de 270 funcionários.

Atualmente há em torno de 1500 alunos matriculados desses, 1/3 são bolsistas através do FIES, Escola da Família, Uneafro, Educafro, Prefeitura e Câmara Municipal.

Ficou bastante claro que a FESB “sobrevive” apenas do arrecadado com as mensalidades, e que, além da porcentagem paga pela prefeitura e câmara referente à seus bolsistas, o Poder Público não investe na Fundação. Não há repasse de verba embora exista previsão legal.

O relatado é que a FESB, em decorrência de ingerências políticas (essas foram palavras amplamente utilizadas) de governos passados, tornaram a FESB um instituição amarrada ao poder público, sem contudo receber subvenção deste.

Os problemas devem-se ao fato de a personalidade jurídica da entidade não ser claramente definida, (se é publica ou privada), e por isso a Fundação encontra enorme entrave quando busca assinaturas de convênios com outras entidades, inclusive de incentivo à pesquisas, BNDES, e outras, pois não há registro de atas das reuniões do Conselho, tão pouco o estatuto esta regularizado de acordo com o Novo Código Civil, que entrou em vigor em 2002 (!!!!!!), e conseqüentemente não foi registrado.
Nas palavras da Profª. Drª Rita, presidente da Fundação, não podem sequer abrir conta bancária, e a que foi aberta para receber os valores relativos ao “Escola da Família”, não pode ser movimentada.

E que muito embora todos esses problemas a FESB vem sido premiada nacional e internacionalmente pelos projetos desenvolvidos.

Na audiência estavam presentes vários funcionários da Fundação, Valdo, aluno da FESB e membro da Educafro, Sandra Helena representando a Sec. Educação e que foi embora muito antes dos debates, Assunção da Mas, Kelmer, presidente o PCdoB, Sonsin, Tales representando entidade de estudantes, os Vereadores Toninho Monteiro e Miguel Lopes, que também se retirou muito antes dos debates, porém justificando problemas e saúde na família, a presidente , Profª. Drª Rita e o advogado da FESB Dr. Arcênio, Luiz, dono do Objetivo e membro do Conselho Municipal de Educação, e eu (claro).

Aproveito a oportunidade para estampar minhas impressões pessoais.

Foi “vendido” (com todo respeito as boas intensões) aos funcionários e alunos acredito eu, embora não estivem devidamente representados, a idéia de que a alteração na natureza jurídica da entidade é a tábua de salvação. Todos mantinham o mesmo discurso uníssono de que a situação é grave, e precisa ser resolvida imediatamente, e que a Lei proposta era a única saída para a FESB.

Me senti jurada, como já fui várias vezes, no Tribunal do Juri. De um lado alguns tentando convencer (à não sei quem), que essa era a melhor saída, de outro, aqueles (poucos) tentando buscar maiores esclarecimentos pois essas pseudo privatização não parecia a melhor alternativa. O próprio vereador Miguel Lopes questionou ao advogado da Fundação, se não haveria outra saída.
Frisa-se: NINGUÉM era contra o projeto, apenas buscou-se ampliar o debate e preservar o interesse público!!

Entre debates saudáveis e outros nem tanto, questionei o advogado qual o óbice de, ao invés de tornar a entidade de Direito Privado, por que não torná-la de Direito Público efetivamente. Ele não soube me responder. Disse apenas que foi consultado para toná-la privada e que caberia ao prefeito esclarecer esse meu por que. Quem respondeu mais adequadamente (?) a pergunta foi o membro do Conselho de Educação afirmando que se a prefeitura assumisse agora a FESB não haveria verba pública suficiente para arcar com os gastos, e que se assim fosse não poderiam cobrar mensalidades.

Na verdade minha pergunta era mais profunda, mas não havia nenhum membro do Executivo que pudesse responde-la. A pergunta é: e por que não? Por que não se desenvolve um projeto para total municipalização da FESB? Por que a prefeitura não assume essa tão nobre entidade?

E essa questão foi respondida, veladamente, explicitando a verdadeira “política social” (ironia) que o PSDB faz: privatização visando o lucro. E povo, perguntei eu? Com cara de desdém me respondem: “o povo não se interessa por essas coisas. Graças a Deus existe o capitalismo!”
Muito embora nenhum de nós, aliás pouquíssimos em Bragança de alguma credibilidade para o que a referida pessoa fala, esta pessoa reproduz fielmente a política partidária que ela segue, a ideologia (se é que eles tem) do partido a que é filiada PSDB.

Todos queriam garantir que a participação do Legislativo, Executivo e popular seria preservada atraves da elaboração de um chamado "Plano Diretor".
Pergunto eu, quem garante que, passada essa gestão que demonstra realmente muito amor e muita dedicação à Fundação, não será instituída uma política de geração de lucro que atenda exclusivamente o interesse privado? De que forma, sendo privada, o Poder Público poderá intervir nas ações da entidade?
Como bem argumentou o Tales, educação não é mercadoria para ser comercializada!!
O art. 4º do PL prevê que os estatutos e regimentos, e o tal Plano Diretor, serão entregues para avaliação da Câmara e entidades em até 30 dias contados da promulgação da lei.
Vitoria dos debatedores: será apresentada antes da votação.
Dias 20 e 27 serão as votações na Câmara.

Por óbvio que a FESB se tornará privada. Não porque seja a única saída, mas porque os que defendem essa mudança na sua natureza jurídica, inflamados e apaixonados que são conseguirão, com o apoio do Executivo municipal que a lei seja aprovada. Um dos que apóia o projeto inclusive é companheiro de partido, Profº. Pedro Fernandes. Aqueles que tiverem oportunidade e curiosidade, seria de grande valia para enriquecer este debate que conversassem com ele.

A audiência terminou com algumas ofensas de pessoas que por não tem o que dizer, sempre dizem besteiras.

E tudo continua igual na terra da Lingüiça!!

sábado, 19 de setembro de 2009

Tentaram me moldar

Fiz parte de um grupo.

Tentaram me moldar pra eu ser o que eles queriam que eu fosse.

Não deu certo.

Disse à eles:

"NÃO. As coisas comigo não são bem assim."

Fui criada, não domesticada.

Não abro mão de PENSAR!!!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

11 de setembro

Dia 11 fez 8 anos que o mundo parou diante da TV para assistir ao ataque terrorista às torres gêmeas World Trade Center.

Image Atribuidos a Al Qaeda, foi o primeio ataque em anos que atingiu não só a economia americana como também o orgulho americano. Uma nação considerada como a maiore mais desenvolvida do planeta, silenciou-se ao ver o símbolo de sua estabilidade econômica em ruínas.

Todos estávamos estarrecidos!

Lembro-me como se fosse ontem... estava no terceiro ano do ensino médio, estudava à tarde e era um dia estranho, cinzento e abafado, ventava muito, mas não choveu.

Os colegas de turma pouco comentaram, e os professores, que estavam em aulas o dia todo, não haviam tido ciência precisa do ocorrido. Era um dia como outro qualquer, mas aquelas imagens não saiam da minha cabeça... as pessoas pulando dos prédios, os gritos de desespero daqueles que registravam as imagens.

A tecnologia nos propociona esse acesso à imagens e informações quase que instantaneamente, e tudo se vê, tudo se sabe.

Passado o medo do fim dos tempos, passei a me perguntar a motivação de tais ataques e a resposta veio rápida através da guerra que levou dezenas de soldados para o Iraque.

Qual maior motivação para qualquer povo oprimido senão a de buscar a salvação de seu povo?

Nada justifica a brutalidade cometida, mas quantas vidas perdidas, quantas guerras veladas enfrentamos todos os dias em nome da "nação americana".

Os americanos são os maiores poluidores do mundo, e recusaram-se a assinar o Tratado de Kyoto, que entrou em vigor em 2005, e que propõe um calendário de ações onde os países, principalmente os mais desenvolvidos, tem a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa. A justificativa é a de que o país perderia em desenvolvimento. Na visão dos norte-americanos, é preciso poluir para desenvolver.

Em 01 de setembro (coincidência?) de 1939, após invadia a Polônia, a Alemanha da inicio à 2ª Guerra Mundial, que "consagrou" a União Soviética e os Estados Unidos como superpotencias mundiais.

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No dia 06 de agosto de 1945, movidos por um sentimento de vigança pelos ataques à Pier Harbor, os Estados Unidos derramaram todo seu ódio e orgulho sobre duas cidades japonesas, configurando o maior crime de guerra da história. As bombas atômicas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki causaram a morte de 150 mil japoneses onde somente 20 mil eram militares. 86% da população que encontrava-se até 1km de onde a bomba havia sido jogada, morreram instantaneamente. Se compararmos as mortes dos japoneses com os ataques de 11 de setembro, é como se, ao inves de 3 mil, tivessem morrido 4 milhoes de nova iorquinos (http://www.duplipensar.net/artigos/2006-Q3/bomba-atomica-hiroshima-o-maior-crime-de-guerra-do-mundo.html). Isso sem contar todas as pessoas que morreram e ainda morrem em decorrencia dos gazes venenosos, todas as crianças que nascem com má formação. Mas ninguém se lembra disso.

Não defendo ataques terroristas. Não defendo guerras. Não defendo a violência.

Esse texto é apenas para nos lembrar, nos alertar.
Lembremos as vitórias e as derrotas. Choremos pelos mortos...
E que essas lembranças nos ensinem que somos todos iguais, vivemos todos nessa pequenina casa chamada Terra, que devemos respeito e urbanidade à qualquer pessoa, e que a solução pra todos os problemas se resume à 4 letras: AMOR!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quanta Chuva!!

Nossa!!! O que foram esses últimos dois dias?? O início do novo dilúvio??

Vi pelo jornal... quantas famílias desabrigadas, e destruídas... Quanta gente tentando chegar ao trabalho, tentando voltar para casa. Quanta revolta com o poder público. Quantos bombeiros trabalhando árduamente para salvar vidas...

Mas o que me indignou mais nesses últimos dois dias foi uma reportagem que vi ontem a noite no Jornal da Globo onde uma comunidade que mora em área de ocupação irregular à beira de um córrego, para protestar pela situação que estavam vivendo, jogaram quilos de lixo na rua.
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Ora!! Que diabos de protesto é este?

Boa parte da responsabilidade pelas enchentes é sim do Poder Público que não realiza obras de contenção, manutenção, limpeza pública, e remoção de famílias em áreas de risco, mas uma grande parcela tambem é nossa.

Todo lixo jogado nas ruas vão parar nos bueiros, bocas de lobo e córregos. Quando chove, não há vazão das águas pluviais e por isso ocorrem as enchentes.

Como pode um povo cobrar atitudes dos governantes se não assumem seu papel de cidadão, se não cuidam sequer do meio em que vivem?

Não adianta ficarmos esperando que os Governos resolvam nossas vidas.

"Deus oferta a comida à todos os passarinhos, mas jamais a derruba em seus ninhos."

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"O que a memória amou fica eterno" Adélia Prado

Hoje é dia 1 de setembro... JÁ!!!!!!

Lembro da minha infância, quando as férias de julho pareciam não chegar... as de dezembro então... O tempo era infinito... as aulas na escola um suplício interminável!

Ja reparou como tudo é tão grande quando somos pequenos?

O quintal da minha vó era uma floresta inesplorada, onde eu descobria os caprichos da natureza.

Como morava em São Paulo não tinha costume de brincar na terra, ou tomar banhos de mangueira, então quando vinha para casa da Vó era uma festa só. Tinha feijão com farinha, cha de hortelã natural, meus tios, muitos doces no colo do vovô. O que mais uma criança poderia querer?


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Lembro que sempre levava embora tatus bolinha em uma caixinha de fósforos, para criá-los em meu apartamento. Ja chegavam mortos em São Paulo (risos), mas eu não me abalava, era uma época incrível, e por mais que eu soubesse que morreriam, eu sempre tentava. E os coitados dos tatuzinhos se davam mal.

Meu avô me fazia pão com queijo ralado e contava mil histórias sentados embaixo de uma árvore, na cadeira de balanço.

Minha infância foi ótima, embora jamais tenha visto um pato mergulhar até os 17 anos (essa história eu conto outro dia), também me divertia a beça na "selva de pedra".


Penso que um bom lugar para se criar um filho seja mesmo no interior, com Imagequintal de grama, muita terra e lama, muito tatu bolinha (risos), muito pato mergulhando, cadeiras de balanço...


Mas tenho uma saudade imensa da minha infancia... das tarde no shoping, das manhas no Parque do Ibirapuera andando de bicileta ou chaqualhando nos balanços, dos passeios no Mc Donald's (é, paulistano tem dessas), cineminha e compras, visitar o trabalho do papai...

Tenho saudades principalmente em dias lindos como os de hoje, quando penso que a essas horas estaria na sala de aula, olhando os passarinhos soltos pela janela, rezando para o tempo passar depressinha e dar o sinal do recreio.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E é sexta feira

Pois é... chegou a sexta.

Aquela euforia pelo final de semana...

Aquela melancolia... aquela obrigação de ser feliz, de aproveitar o tempo da melhor forma...

Chegou sexta feira...

Então...

Sejamos felizes!!

Ótimo final de semana!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Inclusão social... quem sabe o que é?

Quando trabalhei no serviço público municipal, prestei serviços na área de projetos culturais e certa vez nos surgiu a necessidade de desenvolver um projeto junto à unidade da Fundação Casa do Município.

Todos estávamos prontamente dispostos a elaborar tal projeto, e a sugestão seria uma Oficina para discutir as novas regras ortográficas.

Sempre trabalhamos com parcerias e houve uma reunião com membros de uma associação a qual expusemos nosso interesse em contratá-los para elaborar essa oficina, porém, não sei se eles mais que eu ou, eu mais que eles, apresentaram-se arredios à proposta.

A primeira exclamação foi a de que os internos da Fundação mal sabiam ler, e que seria desperdício uma oficina complexa naquele lugar.

Depois de muito conversar decidiram que fariam uma oficina de poesia livre e outra de crônica, pois julgavam que para os dois estilos não seria necessário explicar aos internos a métrica, separação de sílabas poéticas.

Um silencio sepulcral se fez na sala quando foi-se escolher quem seriam os oficineiros. Um olhando para o outro, completamente constrangidos, e ao final a exclamação de uma das presentes “por que todos olham para mim?”.

Tudo ‘resolvido’, a reunião seguiu por outros assuntos de pauta.

Ao final precisei acertar valores, datas e metodologias a serem aplicadas para as oficinas, pois há um tramite para se realizar atividades na Fundação. Pensando eu que seriam dois dias de oficina, um para cada estilo literário, vou sugerir valores e datas, ao passo que novamente me surpreendo com exclamações de “apenas um dia, mais que isso fica cansativo, e apenas 1 hora para cada estilo” e ainda “fecha esse valor mesmo, a diferença paga a gasolina para chegar naquele fim de mundo”.

Bem caros leitores, vocês devem estar se perguntando o porquê de todo o meu espanto, e eu já explico.


Minha intenção nesse texto não é discutir o sistema carcerário brasileiro, ou a metodologia aplicada pela Fundação Casa na recuperação dos menores, nem tão pouco defender aqueles que cometeram delitos, muito embora a defesa seja um direito Constitucional.

Minha indignação é dirigida aos educadores, ou pseudoeducadores, que claramente e sem pudor distinguem os educandos por classe social, cor de pele, situação de risco a que estão expostos, dão preferência a este ou aquele grupo. “Ah, para alunos de escolas particulares vale a pena ministrar aulas das novas regras ortográficas, mas para internos da Fundação Casa...”

São, no popular, “dois pesos e duas medidas”.

Qual a recuperação que podemos esperar de adolescentes que sequer são considerados capazes de entender métrica?

Façamos uma análise imparcial, sem questionar qual tipo de atrocidades possam esses ter cometido. Como esperar destes que acreditem em si, que saiam de cabeça erguida da ressocialização para a sociedade, como esperar que creiam nessa sociedade que mesmo quando ainda estavam em recuperação os discriminavam?

A inclusão social deve estar nas mais variadas camadas da sociedade, inclusive e principalmente em centros de resssocialização.

Uma entidade como a Fundação Casa não precisa de pessoal trabalhando apenas para cumprir um papel na sociedade. Essa entidades precisam de pessoas comprometidas com o trabalho de formação de cidadãos.

A discriminação gera revolta, violência, e esses não fatores promotores de recuperação.

Conversei com vários professores da Fundação, e é unânime entre eles que para realizar qualquer tipo de atividade lá, é necessário doação. Os internos sentem quem esta lá por amor e quem está lá por conveniência.

Agora saindo um pouco do foco da Fundação, pensando macro, pensando em sociedade, pensando na inclusão social. O que cada um de nós faz para que seja realidade? Quantos preconceitos e quantos esterótipos formamos antes de sairmos de casa? Por que tanta surpresa quando vemos um menor em situação de risco trabalhando dignamente? Qual a nossa função, o nosso papel nessa sociedade e que parte nos cabe nessa jornada pela inclusão? E principalmente, por que tantos de nós não assume qualquer responsabilidade?

Por que é mais fácil criticarmos governos, ONGs e associações comprometidas com a inclusão. É mais fácil chamá-los de incompetentes. Porque é mais fácil deixarmos para amanha, para depois, para outro fazer.

Como é fácil criticar o governo Lula que busca dar inclusão e dignidade através do Bolsa Família, ProUni, e outros programas. Mas como é difícil “apadrinhar” uma criança. Como é difícil dedicar um tempinho à um orfanato, ou à um asilo.

A maior parte de nós busca o “caminho mais fácil”, a crítica vazia e sem fundamentação! Ou ainda pior! Simplesmente fingir que o problema não existe, e que se existe, ele não é nosso!!

Procuro me incluir sempre em tudo o que escrevo porque não sou perfeita, também deixo algumas coisas pra depois, pra outro fazer, mas tenho consciência plena de que se quero uma cidade, um país, um mundo melhor, tenho que me movimentar, me comprometer, através de ações, como esses chamamentos que proponho nesse blog.

Através de discussões, de debates, de opiniões divergentes, de novas idéias, de contato físico e humano.

Tem muita gente por ai. E essa gente também é ser humano! Independente da marca que traga nos pés, dos erros que tenha cometido, ou das cicatrizes que traga na alma.

Reforço o que disse no inicio desse texto, não estou aqui para acusar ou defender esse ou aquele. A proposta desse debate é para que adotemos ações capazes de transformar situações de risco em sucesso e para isso é necessário que nos comprometamos com nosso trabalho, com nossas propostas e nossos ideais.

Penso que assim teremos, num futuro não muito distante, igualdade social, de oportunidades e responsabilidades.

As palavras de ordem são: comprometimento, responsabilidade e amor!!

Chega de gente vazia!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Eu e os trinta

Quando me vejo tão perto dos trinta não resisto a tentação de analisar esses meus vinte e poucos anos.

Parece presunção, achar que vivi tanto a ponto de poder um dia parar e refletir as experiências, mas a chegada dos trinta me deixa nervosa, com a sensação de tempo perdido, e tempo perdido nunca mais é encontrado.

Olho no espelho a procura de rugas e cabelos brancos. Me olho nos olhos e procuro descobrir quem sou, o que faço nesse “mundão de meu Deus”.

Procuro por respostas, mas principalmente por perguntas, afinal o que nos move senão a curiosidade em saber “no que vai dar”.

A sombra dos trinta me faz analisar o rumo que dei a minha vida durante a juventude. Fase em que não sabemos de absolutamente nada, mas é exatamente quando tomamos nossas mais importantes decisões: escolha da profissão, encontrar o grande amor, ter filhos, mudar de emprego, cortar o cabelo, descobrir-se gay. A maior parte das descobertas acontecem entre os 16 e os 30 anos. Penso “Ainda estou nessa fase. Que alivio!!”

E observando bem, uma palavra para definir minhas escolhas é segurança! Sempre fiz tudo com muita segurança. E um pouco de ousadia, que não faz mal a ninguém!

E o tempo passa!!

E eu penso “quantas noites sem dormir pensado e confabulando com minha super fértil imaginação!! “

E o tempo passa!!

Com os trinta a minha espreita passei a observar mais as outras pessoas, como elas encaram as próprias vidas e as escolhas que fizeram delas quem hoje são. E já tenho um veredicto: a maior parte delas não sabe como foi parar onde estão. Não sabem dizer em que ponto da vida resolveram se casar, mudar de casa, ou fazer uma viagem.

E por que? Sempre a mesma e velha desculpa, falta de tempo!

Já dizia Einstein “Falta de tempo é o argumento dos incompetentes”.

Vivemos em um mundo tão caótico, que nos exige tantos cumprimentos de prazos, horários rígidos de trabalho e pouco tempo para o almoço, transito, as gripes que nos assustam, nos distanciam ainda mais das pessoas, o relógio a nos espreitar e o tempo que parece nos dizer “estou passando! Você não vai fazer nada?”

E o tempo passa!!

O relógio que deveria ser mais um daqueles objetos que nos auxiliam, nos escravisou! Assim como o telefone celular. Cansei de ouvir dos adolescentes que freqüentam minha casa “morreria se perdesse meu celular”.

E o tempo passa!! E as pessoas não percebem que mais importante que as coisas são as pessoas! Mais importante que o tempo e que o relógio que o mede, é o que fazemos com ele.

Me olho novamente no espelho, os trinta me parecem a chegada definitiva da fase adulta! Um basta nas incertezas e irresponsabilidades juventude. Cada ruga (que ainda não tenho) são um parecer de uma atitude.

Me olho novamente no espelho e, de repente... gosto do que vejo! Então esqueço os trinta e vivo o que resta dos vinte!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O meu melhor

Estive pensando em como podemos ajudar a modificar o meio em que vivemos, e tenho acompanhado o trabalho de algumas ONGs e Associações, além disso, trabalho no serviço público, então minha visão é bastante diversificada.

No serviço publico trabalhamos sempre com Políticas Públicas. Nome bonito, quando efetivamente se é executada, sem sentido algum quando não é sequer discutida.

É recorrente ouvir das pessoas envolvidas tanto nas organizações, associações, e outras, quanto dos próprios funcionários públicos que “eu faço o meu melhor”. Quando ouço isso, me pergunto “E...?” E o que mais?Nossa visão de “meu melhor” é bastante subjetiva. Estudos comprovam que quando você pensa estar esgotado, ainda pode agüentar mais 40%, ou seja, quando achamos que estamos fazendo nosso melhor ainda podemos quase a metade de mais esforços. E se alcançarmos esse limite, sempre há a possibilidade de agüentar mais 40%. Se a conta for essa, nossas forças serão sempre intermináveis. E se assim for, o limite somos nós mesmos que impomos de acordo com nossas conveniências e ocupações. E se assim for, nunca estamos dando o melhor de nós mesmos, pois esse doar é infinito.

E não falo somente em doação para sociedade... Falo de uma doação de nós para nossas próprias vidas. Somos acostumados a imaginar o que é melhor para vida de cada um que nos cerca, com aquela velha idéia de que “quem vê de fora vê melhor” e por diversas vezes esquecemos de olhar para dentro de nós mesmos, de enxergar o que realmente queremos, se é que isso é possível, pois mudamos a todo instante de opinião. Resumindo, esquecemos de cuidar de nossas próprias vidas.Palavras doces, sorrisos amigáveis e cumprimento de horários não pode ser o melhor que tenho a oferecer... Uma consulta ou outra no escritório de graça, uma ou outra ação defendida sem cobrança de honorários não pode ser o meu melhor! A menos que eu seja tão pequena a ponto de me conformar que seja a única forma que posso contribuir. E eu sei, eu posso sempre mais. Não consigo compreender como é que as pessoas se conformam com pequenas doações, com um pequeno conhecimento, com uma pequena evolução da própria alma.

Como se conformar com as restrições que impomos a nós mesmos?Nosso melhor não é suficiente!!

Ninguém deve se acostumar com a idéia ilusória de que, de repente, Deus espera que façamos somente o nosso melhor! Espera isso sim, também, é claro. Mas estamos nessa vida para sermos sempre mais, para superarmos nossos próprios limites, pra unirmos forças e fazermos enfim o melhor para todos. Sou da política de Fernando Anitelli “Não acomodar com o que incomoda.”.

O que fazer? Começar pela parte que nos cabe, mas esse é um final muito pequeno, um caminho muito estreito. O mundo é grande demais para querer fazer o que tem que ser feito apenas aos próximos que estão próximos de mim. Desejo que meu melhor possa sempre ser aumentado, expandido, amplificado. Porque fazer só o meu melhor é esperar muito pouco da humanidade... e de mim também!

Mar/2009