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Arlindo Oliveira, em entrevista à RTP sobre os riscos da IA, defende regulação mais ágil
Jacob Coxon, investigador que trabalhou na OpenAI e depois na Anthropic, demitiu-se na semana passada, denunciando que quem constrói estes sistemas acredita que eles podem significar o extermínio da espécie humana até ao final desta década.
A RTP pediu ao Professor Arlindo Oliveira, Presidente do INESC, que explicasse o que está realmente em causa.
A resposta de Arlindo Oliveira começou por situar o aviso, explicando que as opiniões dos investigadores se distribuem num vasto espectro que vai dos que consideram que a questão nem se coloca até aos que lhe atribuem uma probabilidade razoável de se verificar.
Arlindo Oliveira colocou-se longe do extremo onde situa Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio, esclarecendo que, nestes casos recentes dos agentes que ganharam acesso a outras máquinas, estes estavam em ambientes de teste e tinham por missão encontrar falhas em software. O salto desse comportamento para passarem a representar um risco de extinção é enorme, ainda que não seja conceptualmente impossível.
De acordo com Arlindo Oliveira, é preciso melhorar a regulação, embora haja dois obstáculos significativos neste caminho. O primeiro é que se um dos grandes blocos começar a regular e os outros não o fizerem, a tecnologia continua a desenvolver-se onde há menos exigência, e com todo o valor económico associado. O segundo obstáculo é técnico, e aqui o professor refere o Regulamento Europeu de IA, que demorou anos a ser discutido e foi entregue quando já estava praticamente obsoleto. Além disso, falta ainda esclarecer que garantias se podem exigir a sistemas probabilísticos que não se validam como se valida software concebido para uma função específica.
Num horizonte de 50 a 100 anos, com sistemas já a contribuir para o desenho da geração de sistemas seguinte, o chamado auto-aperfeiçoamento recursivo, o risco vai aumentar e temos de começar a construir essas salvaguardas agora. Para sublinhar a importância desta direcção, Arlindo Oliveira apelou à importância de manter os sistemas de armas nucleares isolados da internet, por exemplo.
Veja a entrevista completa na RTP.
THE INSIDER | O novo Campus do JRC quer abreviar o caminho entre a investigação em segurança e o terreno
O Joint Research Centre, o serviço de ciência e conhecimento da Comissão Europeia, inaugura hoje em Ispra o Security Research and Innovation Campus, que reúne laboratórios existentes e novos e liga os investigadores do JRC a quem trabalha no terreno, nos Estados-Membros, nas agências europeias e noutras organizações.
Georgios Giannopoulos, director interino da Direcção de Resiliência Societal e Segurança do JRC, explica o propósito do Campus na conversa com Ricardo Miguéis, responsável pelo INESC Brussels HUB, no primeiro episódio da série INESC × JRC do podcast The Insider. Entre os problemas que o Campus procura resolver estão a dispersão de conhecimento e de abordagens pela Europa, o tempo que a investigação demora a chegar ao uso operacional e a ausência de ensaios e normas comuns entre instalações de investigação.
O JRC prevê formas concretas de participação, da formação a estadias curtas de visitantes, destacamentos de pelo menos um mês e acordos de acolhimento para trabalhar nos seus laboratórios.
A relação entre os cinco institutos INESC e o JRC está formalizada desde 28 de Janeiro, com a assinatura em Coimbra de um memorando de entendimento.
Ouça o primeiro episódio da terceira temporada, em inglês.
INESC TEC cria infraestrutura inteligente própria para carregamento de veículos elétricos
Ao longo dos anos, a investigação do INESC TEC no que aos veículos elétricos diz respeito, passou muito por testar em pilotos de vários parceiros tecnologia desenvolvida no Instituto. Em 2026, o INESC TEC criou a sua própria infraestrutura inteligente para carregamento de veículos elétricos. Instalada no seu edifício-sede – localizado no campus da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto -, permite carregar os veículos elétricos da comunidade interna, mas não só: funciona, em simultâneo, como um laboratório vivo para desenvolver as redes elétricas do futuro
Carregar um veículo elétrico no INESC TEC é, hoje, mais do que ligar o carro à corrente. A infraestrutura de carregamento disponível no edifício-sede do INESC TEC foi completamente renovada e integra uma nova geração de carregadores inteligentes desenvolvidos pelo próprio Instituto, no âmbito do projeto europeu GREEN.DAT.AI.
Eventos
VER TODOS >ADRF26 — AI, Data and Robotics Forum
Centro de Congressos da Alfândega do Porto
Saber mais ›ColloquIA – The Encyclical Magnifica Humanitas
Universidade Católica Portuguesa, Lisboa
Saber mais ›A Era dos Agentes de IA: O Novo Motor da Economia Digital
Centro de Congressos de Lisboa
Saber mais ›INESC em Arquivo
VER TODOS >𝐎 𝐪𝐮𝐞 é 𝐨 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂?
O projecto “História, Memória e Património do INESC” tem vindo a fazer a pergunta a quem construiu esta instituição. Neste episódio, responde o Professor Pedro Guedes de Oliveira, primeiro presidente do INESC Porto.
O 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂 quer identificar o maior número possível de pessoas que, desde sempre, construíram esta instituição.
Há uma edição comemorativa de aniversário do INFORINESC diferente de todas as outras. Em vez de fotografias de um evento de celebração, é uma 𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐦𝐞𝐬 de investigadores, técnicos, administrativos, bolseiros, e todos os que, à data, faziam parte do INESC.
Mas esta lista não é o limite. 𝐀𝐨 𝐥𝐨𝐧𝐠𝐨 𝐝𝐞 46 𝐚𝐧𝐨𝐬, 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐮 𝐨 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂. Queremos saber quem são.
𝐀𝐣𝐮𝐝𝐞-𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 taggando-as nos comentários.
𝘏á 𝘢𝘭𝘨𝘶𝘯𝘴 𝘢𝘯𝘰𝘴, 𝘯𝘰 𝘪𝘯í𝘤𝘪𝘰 𝘥𝘰𝘴 𝘰𝘪𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢
𝘜𝘯𝘴 𝘤𝘢𝘳𝘰𝘭𝘰𝘴 𝘥𝘢 𝘯𝘰𝘴𝘴𝘢 𝘜𝘯𝘪𝘷𝘦𝘳𝘴𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦,
𝘓𝘢𝘯ç𝘢𝘳𝘢𝘮 𝘥𝘦 𝘧𝘰𝘳𝘮𝘢 𝘷𝘪𝘰𝘭𝘦𝘯𝘵𝘢
𝘜𝘮𝘢 𝘱𝘦𝘥𝘳𝘢 𝘯𝘰 𝘤𝘩𝘢𝘳𝘤𝘰 𝘥𝘢 𝘤𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦.
No 7.º aniversário do 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂, a revista interna publicou a letra de uma canção, “𝐎𝐬 𝐌𝐞𝐧𝐢𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂”, com letra do Professor Rogério Carapuça, na altura investigador no 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂 e professor no IST, hoje presidente da APDC.
46 anos depois, as ondas do charco continuam a reverberar, em Portugal e no mundo, e a desafiar neptunos e adamastores.
𝐅𝐞𝐥𝐢𝐳 𝐚𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬á𝐫𝐢𝐨, 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂.
(A letra tem seis estrofes e vale mesmo a pena ler as outras cinco. Foi escrita para a melodia de ‘Meninos do Huambo’, canção de Manuel Rui e Ruy Mingas, considerada um clássico da música popular angolana.)














