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terça-feira, janeiro 08, 2013

Godinho Lopes e Jesualdo Ferreira

O "timing" escolhido por Godinho Lopes para a substituição de Franky Vercauteren por Jesualdo Ferreira tem apenas um objectivo (um e só um, como na matemática): ganhar tempo no momento em que actual presidente do SCP se encontra pressionado para a demissão, se prepara uma assembleia geral do clube com essa exclusiva intenção e o populismo (chame-se ele Bruno Carvalho ou dê por qualquer outro nome) ameaça a sobrevivência do clube. Jesualdo Ferreira, um género de Carlos Queiroz no perfil e na "boa imprensa" que o ampara (vá lá saber-se porquê), vai permitir criar alguma esperança nos adeptos do SCP, aliviando o nó que que começava já a apertar demasiado em tono do pescoço de Godinho Lopes e ameaçava de caminho também o BES e o Millenium. O folhetim, esse, continuará nas próximas semanas, restando ao clube apenas voltar à Academia, negociar com a Banca, desinvestir fortemente e preparar-se para uma década na qual apenas poderá aspirar a classificações entre o terceiro (se tudo correr muito bem) e o sexto lugares, com, se tiver sorte, uma ou outra Taça de Portugal e/ou da Liga de permeio. É a vida, caros amigos "lagartos", e quem lhes prometer outra coisa está a mentir.  

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Eduardo Barroso é o "tonto da aldeia"


Ou seja: na administração/direcção de uma empresa (neste caso, um clube) cujo "core business" é a produção de espectáculos desportivos de futebol profissional, não existia ninguém que percebesse do assunto. Estamos conversados e não precisamos de ir mais longe para encontrar as razões do descalabro. Ficamos assim também a perceber que quem contratou Jesualdo Ferreira nada percebe de futebol. Também faz sentido. Eduardo Barroso é assim a modos que um género de "tonto da aldeia": diz as verdades que os "respeitáveis" não ousam dizer. 

quarta-feira, dezembro 19, 2012

SCP: a confusão institucionalizada


O jornalismo desportivo português está neste momento perante um dilema particularmente interessante: com a sua tradicional atitude xenófoba e a sua veneração por Jesualdo Ferreira, vai fazer tudo promover o "professor" e "tramar" Vercauteren. Mas, por outro lado, já percebeu que esta confusão que o SCP está a institucionalizar tem tudo para dar errado e, por isso mesmo, não se pode mostrar demasiado entusiasta. Por mim,  como "lampião" e não partilhando a maioria das vezes dos valores e concepções do jornalismo desportivo indígena, vou divertir-me "à grande". Apostam?  

terça-feira, dezembro 18, 2012

Da veneração mediática por Jesualdo Ferreira

Existe por parte da imprensa desportiva portuguesa uma autêntica veneração por Jesualdo Ferreira, quanto a mim inexplicável e talvez só comparável àquela que existiu durante muito tempo por Carlos Queiroz. E inexplicável porque os sucessos que Jesualdo Ferreira pode apresentar no seu "curriculum" se limitam as três títulos de campeão nacional, duas Taças de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira todos eles conquistados ao serviço do FCP, clube onde, por todas as razões, legítimas e menos legítimas, que se conhecem, até António Oliveira e um tal Carlos Alberto Silva tiveram sucesso. Acresce que nas suas incursões europeias, Jesualdo Ferreira nada conseguiu de relevante (antes pelo contrário) na sua passagem por dois clubes da classe média ou média/baixa europeia, Málaga e Panathinaikos. Razões para tal veneração? Enfim, talvez por, tal como acontece com Carlos Queiroz, ser licenciado em educação física, optar sempre por apresentar um ar sério e ter um discurso mais ou menos complexificado mas que a maioria dos jornalistas interpreta como sendo professoral e comunicar "conhecimento", "competência", "idoneidade", "sabedoria" and so on. Um dos mitos em que o futebol português é fértil...

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Franky Vercauteren, o "adjunto" de Jesualdo Ferreira

E eis senão quando - presente trazido pelo Pai Natal? -, "nada nesta mão e nada na outra", Franky Vercauteren, por artes de magia, passou de treinador principal do SCP a adjunto de Jesualdo Ferreira...

Agora mais a sério... A contratação de Jesualdo Ferreira, que como treinador nunca teve êxito em lado algum excepto onde até o Rato Mickey o teria (FCP), pode até ter sido uma questão de oportunidade no momento em que ficou sem trabalho, pode até significar uma inflexão estratégica regressando aos tempos da Academia, já que Jesualdo tem alguma experiência no futebol de formação, mas o que é um facto é que corresponde a uma despromoção de Vercauteren e define desde já o prazo de validade do treinador belga no SCP. É uma "cena" do tipo "o rabo a abanar o cão", já que a ordem das contratações foi a inversa e Jesualdo Ferreira, como responsável de todo o futebol do clube e um passado como treinador e não como dirigente, terá certamente as suas ideias em relação ao futebol que o SCP deve praticar, princípios, modelo e sistema de jogo da equipa principal e por aí abaixo descendo na pirâmide. Aliás, só por este motivo se compreende a sua contratação. E, claro, estas só por um mero acaso coincidirão com as perfilhadas por Franky Vercauteren, preferindo certamente Jesualdo contratar alguém da sua confiança e consigo alinhado em termos de ideias e, até, lealdade pessoal. Por fim, o habitualmente xenófobo jornalismo desportivo português não deixará de dar uma mãozinha a Jesualdo, fechando o círculo. Resta saber com que motivação irá Vercauteren trabalhar até final da época, mas também é sabido muito pouco já tem para conseguir.

Concluindo, e assim de uma penada, eis como Godinho Lopes baralhou e tornou a dar, o que aliás tem feito desde que despediu Domingos Paciência, também ele, pelas razões que aqui alinhavei, um manifesto erro de "casting". No fundo, o que salva o presidente do SCP é os associados do clube saberem que neste momento a alternativa a Godinho Lopes é o populismo, e de "bigodes" já por lá terem tido exemplo.

terça-feira, novembro 02, 2010

Jesualdo Ferreira

Apesar do ensurdecedor coro pátrio que, comandado pela respectiva associação profissional, se faz ouvir insistentemente em louvor dos treinadores portugueses, estes, com as notáveis excepções de José Mourinho e, uns degraus abaixo, Fernando Santos, continuam com enorme dificuldade em se impor fora dos terceiros e quartos mundos futebolísticos. Agora foi Jesualdo Ferreira, um treinador com CV intra-muros mas que nunca conseguiu passar a fronteira sem fracasso. Dá pelo menos que pensar, ou a responsabilidade, também aqui, deve ser atribuída aos insondáveis desígnios de forças ocultas e anti-portuguesas que gastam o seu tempo a congeminar modo de nos tramar?

segunda-feira, maio 25, 2009

O "Polvo". Ou será o "Sistema"?

Jorge Costa, antigo capitão do FCP, treinou o Sporting de Braga, onde Jesualdo Ferreira, actual treinador do mesmo FCP, já tinha exercido funções. Entre os dois clubes está estabelecida uma prática reconhecida de empréstimo, compra, venda e troca de jogadores. Actualmente, Jorge Costa treina o Sporting Olhanense, recém promovido à liga principal e onde actuam cinco jogadores emprestados pelo FCP.

Por sua vez, Daúto Faquirá, que redigia relatórios sobre os jogadores que treinava posteriormente entregues ao FCP, exerceu a sua profissão no V. de Setúbal e Estrela da Amadora, clubes onde nos últimos anos militaram jogadores cedidos pelo FCP e/ou onde este clube efectuou várias contratações, algumas delas a preços de “saldo”.

Domingos Paciência, antigo jogador de referência e treinador das camadas jovens do FCP, treinou a Académica, clube onde têm actuado também alguns jogadores cedidos pelo FCP e onde este efectuou pelo menos uma contratação (Lino) que ninguém terá muito bem entendido. No próximo ano, Domingos Paciência será substituído no cargo de treinador da AAC (OAF) por Carlos Azenha, antigo adjunto de Jesualdo Ferreira no FCP (não sei se também no Sporting de Braga).

Alguém acharia estranho que o próximo destino de Domingos Paciência fosse o Sporting de Braga?

sábado, maio 09, 2009

Jesualdo Ferreira

Tenho respeito profissional por Jesualdo Ferreira: para além de uma licenciatura na área por universidade prestigiada, quando resolve não assumir as dores de Pinto da Costa e não ser mais papista que o Papa, assumir que não precisa ser porta-voz da ideologia do clube e decide falar apenas de futebol, é alguém a quem se ouve com gosto, alguém a quem se reconhece um saber muito para além do que é uso e costume na indústria.

Mas, sejamos claros: com 62 anos de idade, não tinha, antes de assumir o cargo que actualmente ocupa de treinador do FCP, sucessos que justificassem um curriculum brilhante, achievements dignos de qualquer relevância e registo. Parece-me pois excessivo, por se ir sagrar tri-campeão e ter levado aos ¼ de final da Champions League um clube onde até uns tais António Oliveira e Carlos Alberto Silva tiveram sucesso, que se faça dele o “it” de momento. Apenas um treinador indiscutivelmente competente, que finalmente conseguiu estar no lugar correcto à hora certa.

quarta-feira, abril 29, 2009

A humilhação pública de Jesualdo Ferreira

O presidente do FCP tem por política não admitir que alguém no clube possa, de algum modo, pelo seu curriculum e estatuto assumido consequência dos êxitos conquistados, ensombrar, por muito pouco que seja, o seu estatuto de “Papa” e o seu poder absoluto perante os accionistas e sócios, assim tornados súbditos. Está no seu direito, claro está, competindo apenas a esses mesmos accionistas e sócios decidirem da justeza dessa actuação. José Mourinho bem o percebeu e, como tem algum estofo e o estatuto de campeão europeu e o seu valor lhe abriam outros voos, perante as públicas investidas das sturmabteilung de Pinto da Costa bateu a porta com estrondo para que todos percebessem o que estava em causa.

Serve este intróito para realçar a patética actuação de Jesualdo Ferreira, quase pedindo de joelhos ao presidente do FCP para lhe renovar o contrato e, nas suas prestações públicas, assumindo a ideologia e a cultura do “patrão” como se tivesse por lá nascido e medrado. Isto enquanto Pinto da Costa resolve mostrar em público que (e Jesualdo me desculpe a analogia - "honni soit qui mal y pense") "traz o animal toureado".

Vejamos: Jesualdo não é um novato destas coisas; já ultrapassou os sessenta anos e ninguém contesta o seu saber e competência; possuí uma licenciatura por uma universidade prestigiada; ao longo da sua carreira por certo angariou pecúlio que lhe permita desafogada reforma e não lhe faltarão propostas, como treinador ou outras, para a complementar; nunca se lhe conhecera antes simpatia desportiva pelo FCP e pelo seu modus operandi. Pergunto, pois, porque se sujeitará a tal amesquinhamento, a tamanha humilhação?

Sou benfiquista e a saída de Jesualdo enfraquecerá o FCP, sendo esse o meu desiderato? Não será por aí: a questão FCP pouco tem a ver com quem ocasionalmente o treina; um tal Carlos Alberto Silva e um certo António Oliveira por lá foram campeões. Não gosto de ver alguém por cujo profissionalismo tenho (tinha?) alguma consideração se humilhe e rasteje (gostaria de acrescentar: sem necessidade, mas haverá alguma vez necessidade de tal coisa?) perante alguém que considero como exemplo do que de pior existe no Portugal do presente, a ele se sujeitando? Uma renúncia de Jesualdo Ferreira seria uma derrota de Pinto da Costa? Estas duas últimas interrogações afirmativas estarão mais perto da verdade, mas quantos milhões de portugueses comigo as não partilham?