Como tantos outros, assisti esse filme com a minha mãe, e é sempre muito interessante que um vai notando coisas que o outro não nota, e ao meu ver, isso engrandece a experiência do filme.
"O Som ao Redor" tem como personagem principal um bairro de classe média alta no Recife, e vai desenvolvendo a trama com os moradores e funcionários do lugar. Duas família desse bairro recebem mais atenção, a família "rica" do Francisco, que é dono da maioria dos imóveis da rua, e usa isso pra ganhar respeito. A outra família é a família de Bia, que tem 2 filhos e um marido que mal aparece no filme. Todas as casas do bairro tem empregadas, e sempre que elas aparecem tem um papel importante. Como a empregada de João que conta que é empregada da família a mais de 30 anos, como se fosse algo normal, e a empregada de Bia que leva um esculacho porque queimou um aparelho sem querer. No final das contas é uma grande crítica ao capitalismo, mas principalmente à classe média.
O som que mais incomoda Bia é o som do cachorro da vizinha, que late o tempo todo gerando desconforto na família, por isso, ela fica o tempo todo tentando solucionar esse problema. O som que incomoda a família do Francisco é o som daqueles que vem de fora, que não são de família rica e não tem poder, e é notável que sempre que o filme mostra a casa dos mais ricos, não tem nenhum tipo de som, porque a classe social deles não os prejudica.
Além disso tudo, tem os seguranças da rua, que chegam para controlar a criminalidade no bairro, já que é um lugar com muitos prédios e casas, mas pra isso precisam falar com Francisco, já que ele é considerado dono da rua, por conta de seu poder aquisitivo.
No final das contas o Francisco é um rosto muito familiar para os seguranças, mas pra Francisco são apenas funcionários, como quaisquer outros. Como a empregada, o Reginaldo e o Antônio.






