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Shell plc

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Royal Dutch Shell)
Image Nota: Para outros significados de Shell, veja Shell (desambiguação).
Shell plc
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Design do logo por Raymond Loewy
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O Shell Centre em Londres
Empresa de capital aberto
Cotação
AtividadePetrolífera
Fundaçãoabril de 1907 (118 anos) em Londres
SedeShell Centre, Londres, Inglaterra
Área(s) servida(s)Image Mundo
Pessoas-chave
Empregados92 000 (2017)[1]
ProdutosPetróleo, gás natural e outras petroquímicas
Subsidiárias
  • Shell Austrália
  • Shell África do Sul
  • Shell Canadá
  • Shell Chemicals
  • Shell Gas & Power
  • Shell Hong Kong
  • Shell Nova Zelândia
  • Shell Nigéria
  • Shell Oil Company
  • Shell India Markets
  • Shell Paquistão
LucroAumento US$12.97 bilhões (2017)[1]
FaturamentoAumento US$305.1 bilhões (2017)[1]
Antecessora(s)
  • Royal Dutch Petroleum Co. (1890)
  • The Shell Transport and Trading Company Limited of the United Kingdom (1897)
Websitewww.shell.com

Shell (anteriormente Royal Dutch Shell) é uma empresa multinacional petrolífera britânica com sede em Londres, que tem como principais atividades a refinação de petróleo e a extração de gás natural.[2] A Shell é uma sociedade anônima com listagem primária na Bolsa de Valores de Londres (LSE) e listagens secundárias na Euronext Amsterdão e na Bolsa de Valores de Nova York. Uma das chamadas "sete irmãs",[3] a Royal Dutch Shell é a terceira maior companhia petrolífera e líder da indústria petroquímica e de energia solar no mundo, além de ser a maior multinacional do planeta em termos de receita.[4] Pesquisas realizadas em 2019 mostram que a Royal Dutch Shell, com emissões de 31,95 bilhões de toneladas de equivalente CO₂ desde 1965, foi a empresa com a sétima maior emissão do mundo durante esse período.[5]

A Shell tem cinco atividades principais: exploração e produção, gás e energia, produtos petroquímicos, energia renovável e comércio/distribuição e opera em mais de 70 países no mundo.[6] Ela também financia a oposição síria, destacando-se o líder da Al-jayš as-suri al-ħurr, Moaz al-Khatib.[7]

Origem do nome e do logotipo

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A origem da marca Shell (que em inglês é concha)[8] está vinculada as origens da Shell Transport and Trading Company. Em 1833, o pai do fundador, chamado Marcus Samuel, fundou um importante negócio para vender conchas marinhas a colecionadores de Londres. Ao colectar espécimes de conchas marinhas na zona do mar Cáspio em 1892, o jovem Samuel se deu conta de que havia potencial de exportar querosene desta região e pôs em serviço o primeiro navio construído para transportar petróleo do mundo, o Murex, para entrar neste mercado. Em 1907, a companhia já tinha uma frota de navio petroleiros.[carece de fontes?]

O logotipo da Shell é um dos símbolos comerciais mais conhecidos do mundo. É conhecido como "pecten", em alusão à concha Pecten maximus (popularmente conhecida por vieira), na qual foi baseada. A atual versão do logotipo, desenhada por Raymond Loewy, foi apresentada em 1971.[carece de fontes?]

A barra foi removida do nome "Royal Dutch/Shell" em 2005, simultaneamente com os movimentos para fundir as duas empresas legalmente separadas (Royal Dutch e Shell) na única entidade legal que existe hoje.

Em 15 de novembro de 2021, a Royal Dutch Shell plc anunciou planos para mudar seu nome para Shell plc.

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História

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Posto Shell em Mijnsheerenland, nos Países Baixos, final dos anos 1970.
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Posto Shell no Canadá.
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Antiga sede da Shell em Haia, nos Países Baixos.
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Posto Shell em Recarei, Leça do Balio, um dos primeiros a abrir em Portugal pela DISA.

O grupo Royal Dutch Shell foi fundado em 1907, quando a companhia Real Holandesa de Petróleos (em neerlandês: N.V. Koninklijke Nederlandsche Petroleum Maatschappij) e a companhia Shell Transport and Trading Company Ltd fundiram suas operações a fim de competir mundialmente com a gigantesca companhia estadunidense Standard Oil. Antes da fusão, o grupo operava com uma série de acordos accionários e operatórios.[carece de fontes?] A Royal Dutch Petroleum Company era uma companhia Holandesa fundada em 1890 para desenvolver um campo petrolífero em Pangkalan Brandan, North Sumatra e inicialmente liderada por August Kessler, junto a Hugo Loudon e Henri Deterding, quando um estatuto real foi concedido pela rainha Guilhermina dos Países Baixos a uma pequena companhia de exploração petrolífera conhecida como Royal Dutch. A "Shell" Transport and Trading Company (as aspas faziam parte do nome legal) era uma companhia britânica fundada em 1897 por Marcus Samuel, 1º Visconde de Bearsted, e seu irmão Samuel Samuel. Seu pai era dono de uma empresa de antiguidades em Houndsditch, Londres que se expandiu em 1833 para importar e vender conchas, após o que a empresa "Shell" recebeu seu nome.[carece de fontes?]

Em 1919, a Shell tomou controle da Mexican Eagle Petroleum Company e, em 1921, formou Shell-Mex Limited, que comerciava produtos com as marcas Shell e Eagle no Reino Unido. Em 1931, parcialmente em resposta às difíceis condições econômicas daqueles tempos, Shell-Mex fundiu suas operações de mercado no Reino Unido com as da British Petroleum e criou a Shell-Mex and BP Ltd., uma companhia que funcionou até as marcas se separarem em 1975.[carece de fontes?]

Em novembro de 2004, foi anunciado que o grupo Shell se cambiaria a uma estrutura de capital simples, criando uma nova companhia que se chamaria Royal Dutch Shell Plc, com sua principal inscrição na bolsas de valores de Londres e de Amsterdã e sua sede central em Haia, nos Países Baixos. A unificação foi completada em 20 de julho de 2005. As ações foram emitidas em uma parcela de 60/40 para os accionários da Royal Dutch.[carece de fontes?]

No Brasil, em janeiro de 2010, a Shell e a Cosan integraram-se e formaram a Raízen. Dia 8 de abril de 2015, a Shell anunciou a compra da britânica BG Group por 47 bilhões de libras. O grupo resultante tornar-se-ia o principal parceiro da brasileira Petrobrás na exploração de petróleo em águas profundas.[carece de fontes?]

Posto Shell em Cascavel, Paraná, Brasil.
Posto Shell em Cascavel, Paraná, Brasil.

Em Portugal, a Shell entrou pela primeira vez no mercado em 26 de Outubro de 1910, dia em que o senhor Joseph William Henry Bleck registou a sua companhia com o nome "The Lisbon Coal and Oil Fuel Company Limited", mais tarde veio a participação direta da Shell em Portugal concretizada em 13 de Fevereiro de 1930, dia em que a anterior companhia foi substituída pela "Shell Company of Portugal, Limited",[9] crescendo em números de postos nas décadas seguintes. Em 2004, vendeu as suas operações á companhia Espanhola Repsol,[10] argumentando que estava à procura de outros mercados. Em 2017, anunciou que regressaria ao mercado Português em pareceria com a companhia Espanhola DISA,[11] companhia que comprou as operações da Shell em Espanha também em 2004, embora tenha mantido a marca nos postos em Espanha.[11]

Em 2020, abre o primeiro posto Shell, depois de cerca de 15 anos sem estar em Portugal,[12] desde então, tem crescido em número de postos, e atualmente ocupa a quarta posição em quota de mercado, em conjunto com a Prio,[13] marca comprada também pela DISA em 2020.[13]

Em fevereiro de 2021, a Shell anunciou um prejuízo de $21,7 bilhões em 2020 devido à pandemia de COVID-19,[14] apesar de reduzir suas despesas operacionais em 12%, ou $4,5 bilhões, de acordo com uma análise da Morningstar citada pela Barron's.[15][16]

Em novembro de 2021, a Shell anunciou que planejava mudar sua sede para Londres, abandonar sua estrutura dupla de ações e alterar seu nome de Royal Dutch Shell plc para Shell plc.[17] A mudança de nome da empresa foi registrada na Companies House em 21 de janeiro de 2022.[18]

Em dezembro de 2021, a Shell retirou-se do campo de petróleo de Cambo, ao largo das Ilhas Shetland, alegando que "o argumento económico para o investimento neste projeto não é suficientemente forte neste momento, além de apresentar potencial para atrasos". O campo petrolífero proposto tinha sido alvo de uma intensa campanha por parte de ambientalistas no período que antecedeu a cimeira climática da ONU COP26, em Glasgow, em novembro de 2021.[19]

Em 4 de março de 2022, durante a invasão russa da Ucrânia e no meio do crescente boicote à economia russa e desinvestimentos relacionados, a Shell comprou uma carga de petróleo bruto russo com desconto.[20] No dia seguinte, após críticas do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, a Shell defendeu a compra como uma necessidade de curto prazo, mas também anunciou que pretendia reduzir tais compras e que colocaria os lucros de qualquer petróleo russo adquirido num fundo destinado a ajuda humanitária à Ucrânia.[21] Em 8 de março, a Shell anunciou que deixaria de comprar petróleo e gás russo e fecharia os seus postos de abastecimento no país.[22]

Em 2022, as principais empresas de petróleo e gás, incluindo a Shell,[23] reportaram aumentos acentuados nas receitas e lucros intermediários.[24][25] De fato, esse aumento nos lucros da Shell foi tão acentuado que 2022 foi o melhor ano da empresa, com a Shell registrando o dobro dos lucros de 2021 e o maior lucro de toda a sua história.[26]

Em novembro de 2024, a Shell venceu um processo no tribunal de apelação de Haia contra a Friends of the Earth, que teria exigido que a Shell cortasse suas emissões de carbono em 45%, em conformidade com os Acordos Climáticos de Paris.[27]

Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 «Royal Dutch Shell plc Financial Statements 2017» (PDF). Royal Dutch Shell. Consultado em 15 de fevereiro de 2018
  2. «Shell begins trading under simpler, single-line share structure». Reuters. 31 de janeiro de 2022. Consultado em 7 de fevereiro de 2022
  3. Hoyos, Carola (12 de março de 2007). «The new Seven Sisters: oil and gas giants dwarf western rivals». FT.com. Financial Times. Consultado em 3 de junho de 2009
  4. «And the world's biggest companies are...». Fortune. Consultado em 9 de julho de 2009
  5. Taylor, Matthew; Watts, Jonathan (9 de outubro de 2019). «Revealed: the 20 firms behind a third of all carbon emissions». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 9 de março de 2026
  6. Royal Dutch Shell (ed.). «Who we are». Consultado em 15 de setembro de 2017
  7. Voltaire, Thierry Meyssan, Réseau (19 de novembro de 2012). «Les multiples visages de cheikh Ahmad Moaz Al-Khatib, par Thierry Meyssan». Réseau Voltaire (em francês). Consultado em 9 de março de 2026
  8. «Veja a origem dos nomes de empresas - Shell». Portal BOL de Notícias. Consultado em 30 de junho de 2017
  9. «Sobre a Spinerg». Spinerg. Consultado em 31 de maio de 2023
  10. «Repsol compra os 303 postos de abastecimento da Shell em Portugal». IOL. Consultado em 31 de maio de 2023
  11. 1 2 «Shell volta a Portugal». Aquela Máquina. Consultado em 31 de maio de 2023
  12. «Shell regressa ao mercado Português de combustíveis 17 anos depois». Jornal Económico. Consultado em 31 de maio de 2023
  13. 1 2 «Grupo Espanhol DISA compra gasolineira Prio e passa a quarto operador em Portugal». Observador. Consultado em 31 de maio de 2023
  14. «Royal Dutch Shell sees huge loss as pandemic hits oil demand». BBC News (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  15. «Royal Dutch Shell PLC ADR Class A (RDS.A) Quote - XNYS | Morningstar». www.morningstar.com (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2021
  16. Constable, Simon. «Oil Prices Are Rebounding. Why Royal Dutch Shell Stock Is Looking Cheap.» (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  17. «Shell plans to move headquarters to the UK». BBC News (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  18. «SHELL PLC overview - Find and update company information - GOV.UK». find-and-update.company-information.service.gov.uk (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  19. «Shell pulls out of Cambo oilfield project». the Guardian (em inglês). 2 de dezembro de 2021. Consultado em 9 de março de 2026
  20. «Shell buys cargo of Russian crude loading mid-March from Trafigura». Reuters (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  21. «Shell to put profits from Russian oil trade into Ukraine aid fund». Reuters (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  22. «Ukraine war latest: Shell to stop buying Russian oil and gas». www.ft.com (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026. Cópia arquivada em 7 de março de 2022
  23. «Shell makes record profits as Ukraine war shakes energy markets». www.ft.com (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026. Cópia arquivada em 27 de junho de 2022
  24. Kire, Ristevski (2 de fevereiro de 2023). «phtaya» (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  25. «Oil giants reap record profits as war rages in Ukraine, energy prices soar: Here's how much they made». USA TODAY (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  26. «Shell reports highest profits in 115 years». BBC News (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
  27. «Shell wins landmark climate case against green groups in Dutch appeal». BBC News (em inglês). 12 de novembro de 2024. Consultado em 9 de março de 2026

Ligações externas

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