Shell plc
| Shell plc | |
|---|---|
![]() Design do logo por Raymond Loewy | |
O Shell Centre em Londres | |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | |
| Atividade | Petrolífera |
| Fundação | abril de 1907 (118 anos) em Londres |
| Sede | Shell Centre, Londres, Inglaterra |
| Área(s) servida(s) | |
| Pessoas-chave |
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| Empregados | 92 000 (2017)[1] |
| Produtos | Petróleo, gás natural e outras petroquímicas |
| Subsidiárias |
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| Lucro | |
| Faturamento | |
| Antecessora(s) |
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| Website | www |
Shell (anteriormente Royal Dutch Shell) é uma empresa multinacional petrolífera britânica com sede em Londres, que tem como principais atividades a refinação de petróleo e a extração de gás natural.[2] A Shell é uma sociedade anônima com listagem primária na Bolsa de Valores de Londres (LSE) e listagens secundárias na Euronext Amsterdão e na Bolsa de Valores de Nova York. Uma das chamadas "sete irmãs",[3] a Royal Dutch Shell é a terceira maior companhia petrolífera e líder da indústria petroquímica e de energia solar no mundo, além de ser a maior multinacional do planeta em termos de receita.[4] Pesquisas realizadas em 2019 mostram que a Royal Dutch Shell, com emissões de 31,95 bilhões de toneladas de equivalente CO₂ desde 1965, foi a empresa com a sétima maior emissão do mundo durante esse período.[5]
A Shell tem cinco atividades principais: exploração e produção, gás e energia, produtos petroquímicos, energia renovável e comércio/distribuição e opera em mais de 70 países no mundo.[6] Ela também financia a oposição síria, destacando-se o líder da Al-jayš as-suri al-ħurr, Moaz al-Khatib.[7]
Origem do nome e do logotipo
[editar | editar código]A origem da marca Shell (que em inglês é concha)[8] está vinculada as origens da Shell Transport and Trading Company. Em 1833, o pai do fundador, chamado Marcus Samuel, fundou um importante negócio para vender conchas marinhas a colecionadores de Londres. Ao colectar espécimes de conchas marinhas na zona do mar Cáspio em 1892, o jovem Samuel se deu conta de que havia potencial de exportar querosene desta região e pôs em serviço o primeiro navio construído para transportar petróleo do mundo, o Murex, para entrar neste mercado. Em 1907, a companhia já tinha uma frota de navio petroleiros.[carece de fontes]
O logotipo da Shell é um dos símbolos comerciais mais conhecidos do mundo. É conhecido como "pecten", em alusão à concha Pecten maximus (popularmente conhecida por vieira), na qual foi baseada. A atual versão do logotipo, desenhada por Raymond Loewy, foi apresentada em 1971.[carece de fontes]
A barra foi removida do nome "Royal Dutch/Shell" em 2005, simultaneamente com os movimentos para fundir as duas empresas legalmente separadas (Royal Dutch e Shell) na única entidade legal que existe hoje.
Em 15 de novembro de 2021, a Royal Dutch Shell plc anunciou planos para mudar seu nome para Shell plc.
Evolução do logo
[editar | editar código]- 1900–1904
- 1904–1909
- 1909–1930
- 1930–1948
- 1948–55
- 1955–70
- 1971–presente
História
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O grupo Royal Dutch Shell foi fundado em 1907, quando a companhia Real Holandesa de Petróleos (em neerlandês: N.V. Koninklijke Nederlandsche Petroleum Maatschappij) e a companhia Shell Transport and Trading Company Ltd fundiram suas operações a fim de competir mundialmente com a gigantesca companhia estadunidense Standard Oil. Antes da fusão, o grupo operava com uma série de acordos accionários e operatórios.[carece de fontes] A Royal Dutch Petroleum Company era uma companhia Holandesa fundada em 1890 para desenvolver um campo petrolífero em Pangkalan Brandan, North Sumatra e inicialmente liderada por August Kessler, junto a Hugo Loudon e Henri Deterding, quando um estatuto real foi concedido pela rainha Guilhermina dos Países Baixos a uma pequena companhia de exploração petrolífera conhecida como Royal Dutch. A "Shell" Transport and Trading Company (as aspas faziam parte do nome legal) era uma companhia britânica fundada em 1897 por Marcus Samuel, 1º Visconde de Bearsted, e seu irmão Samuel Samuel. Seu pai era dono de uma empresa de antiguidades em Houndsditch, Londres que se expandiu em 1833 para importar e vender conchas, após o que a empresa "Shell" recebeu seu nome.[carece de fontes]
Em 1919, a Shell tomou controle da Mexican Eagle Petroleum Company e, em 1921, formou Shell-Mex Limited, que comerciava produtos com as marcas Shell e Eagle no Reino Unido. Em 1931, parcialmente em resposta às difíceis condições econômicas daqueles tempos, Shell-Mex fundiu suas operações de mercado no Reino Unido com as da British Petroleum e criou a Shell-Mex and BP Ltd., uma companhia que funcionou até as marcas se separarem em 1975.[carece de fontes]
Em novembro de 2004, foi anunciado que o grupo Shell se cambiaria a uma estrutura de capital simples, criando uma nova companhia que se chamaria Royal Dutch Shell Plc, com sua principal inscrição na bolsas de valores de Londres e de Amsterdã e sua sede central em Haia, nos Países Baixos. A unificação foi completada em 20 de julho de 2005. As ações foram emitidas em uma parcela de 60/40 para os accionários da Royal Dutch.[carece de fontes]
No Brasil, em janeiro de 2010, a Shell e a Cosan integraram-se e formaram a Raízen. Dia 8 de abril de 2015, a Shell anunciou a compra da britânica BG Group por 47 bilhões de libras. O grupo resultante tornar-se-ia o principal parceiro da brasileira Petrobrás na exploração de petróleo em águas profundas.[carece de fontes]

Em Portugal, a Shell entrou pela primeira vez no mercado em 26 de Outubro de 1910, dia em que o senhor Joseph William Henry Bleck registou a sua companhia com o nome "The Lisbon Coal and Oil Fuel Company Limited", mais tarde veio a participação direta da Shell em Portugal concretizada em 13 de Fevereiro de 1930, dia em que a anterior companhia foi substituída pela "Shell Company of Portugal, Limited",[9] crescendo em números de postos nas décadas seguintes. Em 2004, vendeu as suas operações á companhia Espanhola Repsol,[10] argumentando que estava à procura de outros mercados. Em 2017, anunciou que regressaria ao mercado Português em pareceria com a companhia Espanhola DISA,[11] companhia que comprou as operações da Shell em Espanha também em 2004, embora tenha mantido a marca nos postos em Espanha.[11]
Em 2020, abre o primeiro posto Shell, depois de cerca de 15 anos sem estar em Portugal,[12] desde então, tem crescido em número de postos, e atualmente ocupa a quarta posição em quota de mercado, em conjunto com a Prio,[13] marca comprada também pela DISA em 2020.[13]
Em fevereiro de 2021, a Shell anunciou um prejuízo de $21,7 bilhões em 2020 devido à pandemia de COVID-19,[14] apesar de reduzir suas despesas operacionais em 12%, ou $4,5 bilhões, de acordo com uma análise da Morningstar citada pela Barron's.[15][16]
Em novembro de 2021, a Shell anunciou que planejava mudar sua sede para Londres, abandonar sua estrutura dupla de ações e alterar seu nome de Royal Dutch Shell plc para Shell plc.[17] A mudança de nome da empresa foi registrada na Companies House em 21 de janeiro de 2022.[18]
Em dezembro de 2021, a Shell retirou-se do campo de petróleo de Cambo, ao largo das Ilhas Shetland, alegando que "o argumento económico para o investimento neste projeto não é suficientemente forte neste momento, além de apresentar potencial para atrasos". O campo petrolífero proposto tinha sido alvo de uma intensa campanha por parte de ambientalistas no período que antecedeu a cimeira climática da ONU COP26, em Glasgow, em novembro de 2021.[19]
Em 4 de março de 2022, durante a invasão russa da Ucrânia e no meio do crescente boicote à economia russa e desinvestimentos relacionados, a Shell comprou uma carga de petróleo bruto russo com desconto.[20] No dia seguinte, após críticas do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, a Shell defendeu a compra como uma necessidade de curto prazo, mas também anunciou que pretendia reduzir tais compras e que colocaria os lucros de qualquer petróleo russo adquirido num fundo destinado a ajuda humanitária à Ucrânia.[21] Em 8 de março, a Shell anunciou que deixaria de comprar petróleo e gás russo e fecharia os seus postos de abastecimento no país.[22]
Em 2022, as principais empresas de petróleo e gás, incluindo a Shell,[23] reportaram aumentos acentuados nas receitas e lucros intermediários.[24][25] De fato, esse aumento nos lucros da Shell foi tão acentuado que 2022 foi o melhor ano da empresa, com a Shell registrando o dobro dos lucros de 2021 e o maior lucro de toda a sua história.[26]
Em novembro de 2024, a Shell venceu um processo no tribunal de apelação de Haia contra a Friends of the Earth, que teria exigido que a Shell cortasse suas emissões de carbono em 45%, em conformidade com os Acordos Climáticos de Paris.[27]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 «Royal Dutch Shell plc Financial Statements 2017» (PDF). Royal Dutch Shell. Consultado em 15 de fevereiro de 2018
- ↑ «Shell begins trading under simpler, single-line share structure». Reuters. 31 de janeiro de 2022. Consultado em 7 de fevereiro de 2022
- ↑ Hoyos, Carola (12 de março de 2007). «The new Seven Sisters: oil and gas giants dwarf western rivals». FT.com. Financial Times. Consultado em 3 de junho de 2009
- ↑ «And the world's biggest companies are...». Fortune. Consultado em 9 de julho de 2009
- ↑ Taylor, Matthew; Watts, Jonathan (9 de outubro de 2019). «Revealed: the 20 firms behind a third of all carbon emissions». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ Royal Dutch Shell (ed.). «Who we are». Consultado em 15 de setembro de 2017
- ↑ Voltaire, Thierry Meyssan, Réseau (19 de novembro de 2012). «Les multiples visages de cheikh Ahmad Moaz Al-Khatib, par Thierry Meyssan». Réseau Voltaire (em francês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Veja a origem dos nomes de empresas - Shell». Portal BOL de Notícias. Consultado em 30 de junho de 2017
- ↑ «Sobre a Spinerg». Spinerg. Consultado em 31 de maio de 2023
- ↑ «Repsol compra os 303 postos de abastecimento da Shell em Portugal». IOL. Consultado em 31 de maio de 2023
- 1 2 «Shell volta a Portugal». Aquela Máquina. Consultado em 31 de maio de 2023
- ↑ «Shell regressa ao mercado Português de combustíveis 17 anos depois». Jornal Económico. Consultado em 31 de maio de 2023
- 1 2 «Grupo Espanhol DISA compra gasolineira Prio e passa a quarto operador em Portugal». Observador. Consultado em 31 de maio de 2023
- ↑ «Royal Dutch Shell sees huge loss as pandemic hits oil demand». BBC News (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Royal Dutch Shell PLC ADR Class A (RDS.A) Quote - XNYS | Morningstar». www.morningstar.com (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2021
- ↑ Constable, Simon. «Oil Prices Are Rebounding. Why Royal Dutch Shell Stock Is Looking Cheap.» (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Shell plans to move headquarters to the UK». BBC News (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «SHELL PLC overview - Find and update company information - GOV.UK». find-and-update.company-information.service.gov.uk (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Shell pulls out of Cambo oilfield project». the Guardian (em inglês). 2 de dezembro de 2021. Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Shell buys cargo of Russian crude loading mid-March from Trafigura». Reuters (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Shell to put profits from Russian oil trade into Ukraine aid fund». Reuters (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Ukraine war latest: Shell to stop buying Russian oil and gas». www.ft.com (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026. Cópia arquivada em 7 de março de 2022
- ↑ «Shell makes record profits as Ukraine war shakes energy markets». www.ft.com (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026. Cópia arquivada em 27 de junho de 2022
- ↑ Kire, Ristevski (2 de fevereiro de 2023). «phtaya» (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Oil giants reap record profits as war rages in Ukraine, energy prices soar: Here's how much they made». USA TODAY (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Shell reports highest profits in 115 years». BBC News (em inglês). Consultado em 9 de março de 2026
- ↑ «Shell wins landmark climate case against green groups in Dutch appeal». BBC News (em inglês). 12 de novembro de 2024. Consultado em 9 de março de 2026

