Latest Entries »

Uma coisa que me chama atenção na monogamia é que, na maioria dos relacionamentos ao meu ver, as pessoas se reduzem para caber no relacionamento.

Como na monogamia o seu parceiro e a sua parceira são tudo para você, eles precisam atender todas as suas demandas e é inevitável, ou quase, que você se reduza para caber.

Isto é que você abra mão de coisas que seriam importantes para você, muitas vezes de seus princípios ou valores, para garantir que você atenda as necessidades da outra pessoa ou do relacionamento.

Enquanto que na não monogamia essa sobrecarga não recai (ou não deveria) sobre ninguém. O que se espera de você em um relacionamento não monogâmico é que você seja você.

As pessoas vão se atrair por você por aquilo que você tem de mais genuíno, por aquilo que é teu, pela aquela forma de ser que é só sua.

“Ah tá, mas se a pessoa não gostar de algo em mim, do meu jeito, de meus gostos?”

Uai, nesses momentos que vc está desfrutando dos teus gostos, se a outra pessoa não gostar, você pode usufruir com outras pessoas que gostem. Deixa para essa pessoa aquilo que vocês tem em comum ou que gostam um no outro.

Simples assim.

Ninguém é obrigado a suprir tudo. E isso não quer dizer que não possam ser bons parceiros para essas coisas em comum por muito tempo, afinal na NM – Não Monogamia, também não é preciso ter descarte. Aliás, bem pelo contrário. Se eu tenho uma ótima parceria para tal atividade, por que eu iria descartar? Né?

Se eu me chamasse Alessandro ou Alessandra e tivesse uma escola de atores para todas a idades, a escola se chamaria:
AleAtoridades!

(sim, depox que aumentei a dose do meu tratamento fitocanabinoides a criatividade está num nível qse incontrolável, eu sei, rs).
5ª série feelings.

É só isso mesmo.

Meu grande amigo Arthur, doutor e professor de águas, diz que água a gente não doma, não domina, no máximo a gente conduz e respeita.

Esta postagem é um relato.

Ontem participei de mais uma etapa de natação no mar, de travessias (grandes para mim) contornando a Ilha de Santa Catarina em várias etapas. Evento chamado Volta Ilha de Natação.

Participei de diversas, cada vez melhorando meu desempenho. Em algumas das primeiras eu nem conseguia acompanhar o grupo principal pelo percurso todo. Umas duas das etapas precisei ser levado de barco para junto do grupo para não ficar muito para trás.

Com o tempo fui aprimorando meu método, me adaptando e conseguindo acompanhar bem. O evento também passou a organizar de forma a reunir mais o grupo em alguns momentos reduzindo essas diferenças, o que ajuda muito.

Por outro lado quase sempre sofri com problemas de câimbras.
Assim aprendi a tomar mais água.

Hoje fui preparado, em teoria, ao menos na minha cabeça, para mais uma etapa de uns 10 quilômetros de natação no mar entre a praia do Gravatá e parte da praia do Moçambique, na costa leste da Ilha.

Dormi cedo ontem, umas 20h30, pra acordar as 4h e estar na Barra da Lagoa as 6h30. Acontece que a gata me acordou lá pelas 23h, pedindo comida. Depois eu acordei sozinho pelas 3h, achando que era 4 (ansiedade? Imagina). Até voltei a cochilar. Mas né. Acordei as 4h15, bem disposto, normal. Tudo previamente planejado, organizado, sucos e bolsa pronta, comi, cuidei dos bichos e parti.

Cheguei na hora prevista. Molhei os pés no mar para sentir a temperatura, tava boa. Decidi nadar sem roupa de neoprene. Começo tudo certo. Embarco. Chegamos no ponto, descemos do barco, corrente a favor, tudo exatamente conforme previsto… no começo.

Não achei o mar o mais difícil que peguei, passamos em outras vezes por alguns piores em condições (achei a etapa do Pântano do Sul até Ponta do Pasto a mais épica até agora em tamanho do mar e dificuldades climáticas).

Desta vez o mar não estava grande, não havia vento, apenas em um “pequeno” trecho pegamos um pouco de corrente contrária, após os 6 km. Nos 6300 m nadados com nadadeiras, tirei pois já estava cansando das câimbras.

Image

MAS desta vez fiz algo muito errado no meu preparo que, pela primeira vez, tive que pedir socorro, e isso foi muito marcante.

Quase nos 7 km, de frente pra praia da Barra da Lagoa, perguntaram quem queria ir para o barco de apoio (scuna) ou gostaria de seguir nadando mais dois quilômetros.
Meu corpo disse: “hora de parar”.
Eu entendi a mensagem, mas não dei ouvidos.
Meu ego falou: “Ah, quem nadou 7 nada 9, bora!”

Um sentimento bem educativo, espero, de aprender um pouco mais dos meus limites e de humildade:
Maior câimbra da vida nas pernas.

Sou super acostumado a elas, e sempre “me saí” de alguma forma. É bem comum ter câimbra.
Dessa vez eu senti algo que já tinha ouvido falar mas achava que “não era tudo aquilo”, afinal sempre me saí “bem”.

Se eu não tivesse apoio perto, certamente iria bater o pânico, pois aos 8200 m nadados, as pernas viraram duas pedras pesadas, imexíveis, me puxando pra baixo.

Eu estava por último. Paralisado tive que acenar e gritar pedindo resgate ao caiaqueiro mais próximo, uns 50-80 m a frente, que era meu professor/treinador Maurício, que chamou o bote de apoio.

O colega no bote, Facundo, viu o meu estado quando conseguiu me puxar pra dentro. Quase não consegui entrar (aliás, não consegui sem ajuda). Me senti uma âncora.
Cara, não achava que era assim. Entendo agora como pode ter gente experiente que às vezes morre afogado.

Nado há anos, e no mar há quase quatro anos. Já fiz várias provas, algumas competitivas, algumas várias contemplativas “mais longas” feito essa. Nunca tinha passado aperto feito esse.
Psicológico, controle de respiração, preparo de várias banheiras de gelo antes para me manter “frio” sem entrar em maior desespero. Foi louco, no mal sentido. Não foi tenso, eu fiquei calmo, mas minha perna ficou.

Puta aprendizado. Gostei, mas não quero mais.

Às vezes as condições estão todas perfeitas, conhecemos o caminho, mas imprevistos acontecem. Por isso o preparo é tão importante. Não subestime o Mar!

Mas após quase 4 horas nadando, deu tudo certo e, fora isso, ainda me diverti bastante em 7/8 do trecho, rs.
Valeu muito, por mais uma e que venham as próximas, com melhor preparo! ❤️🙃
Agradeço a organização impecável, aos treinadores, ao grupo de apoio e aos colegas de mar com quem compartilhei braçadas.
(Depois de chegar em casa fiquei morrido na cama das 15h até 20h30).

#Natação #ÁguasAbertas #TreinoTravessias #Floripa

Gatos!

Hoje, 10 de abril de 2026 completariam exatas duas semanas do desaparecimento de minha gata Khaleesi, uma senhora idosa preta que completa 14 anos neste mês. A gata mais fofa, macia e sedosa do mundo. Quem me conhece de perto acompanhou um pouco desse drama que aqui lhes conto. Vale ler até o fim.

Ela tinha um problema renal de nascença, um rim subdesenvolvido por má formação, o que a fez sobrecarregar o outro muito nova (palavras de veterinários após exames no ano passado).

Estava dependendo de mim para se alimentar, não comia mais ração e estava comendo só carnes frescas (pronto, além das carnes estava com uma gata fresca, só o que me faltava). A veterinária aprovou, bora. Também estava dependente de mim, por esse problema, de tomar soro via subcutânea a praticamente cada dois dias. Enfim.

Dia 27 de março, sexta-feira, eu na correria padrão das sextas, dei remédios e comidas para ela ao meio dia e saí para trabalhar. Volto a noite, destruído como em todas as sextas: procuro a gata em seus esconderijos pois precisava dar remédio para ela 3x por dia, e ter certeza que comesse algo. Mas: cadê a gata?

Procuro nos esconderijos mais típicos. Nada. Nos dos meses anteriores: nada. Procuro pelo jardim e nada.ligo lanterna, calço bota vou explorar sob árvores, sob bananeiras e espinheiros de ora-pro-nobis… Nada. Fazia anos que eu não a via fora do terreno, acho que não estava mais com saúde pra isso. Desencano pois preciso dormir. Deixo comida no prato dela, vai que aparece.

De manhã acordo, sem sem tomar café, vejo o prato dela: intocado. Retomo as buscas. Refaço todos os lugares da noite anterior, expando para terrenos dos vizinhos chamando pelo nome. Nada. Triste e nervoso.

Fim de semana em crise. Eu estava umas semanas com algo entre depressão e burnout, por crises que envolviam (entre outras coisas) a gata idosa e doente, dependente de mim, com outros estresses e minha necessidade urgente de viajar, associada a duas possibilidades de viagens para o exterior que eu queria MUITO.

Por não ser saudável pensar em levá-la, por saber que gatos morrem de depressão por ausência dos donos e muitas outras histórias, eu estava no meu limite também. Gata sumida, me remete automaticamente a todos as centenas de gatos que tivemos a vida toda: Bem normal sumirem para morrer. Instinto natural da espécie de proteção do lar.

Será que foi isso? Resolvo aguardar uma semana. Pelo estado de saúde da gata não sobreviveria mais de uma semana sem comer. Aguardo uma semana deixando comida no prato dela (peixe e frango frescos, que após algumas horas sempre faziam a alegria dos cães antes de estragar e serem substituídos por nova carne, frescas. Uma semana de carnes intocadas no prato da gata. :_(

Sexta-passada, uma semana e nada. Assumo o luto. Paro de deixar comida no prato. Assumo as saudades, publico em rede social (pq se hoje “se não publicamos não aconteceu“).

Mais uns dias e consigo começar a fazer planos de viagens. Vida fica mais leve, percebo nas terapias minhas as crises em que estava. Tava foda. (É, depressão não se percebe. Passou a crise.)

Mais um e outro dia e começo a botar ordem na casa, replanejar o que colocar nas estantes onde ficam o comedouro dela, e outro onde ficavam remédios, e tal. Ontem coloquei para doação bebedouro-fonte, pratos ergonômicos, medicamentos antes que vençam, devolver homeopatia para uma vet, aproveitar óleos de cannabis da gata para a cãzinha tb idosa, vida que segue.

E, a partir de agora a mensagem que enviei pra minha família faz uma hora, a 1h25 da madrugada:

@Silvia minha irmã, vou querer as capas impermeáveis de colchão emprestadas!

Ainda bem que fui dormir cedo, umas 20h e pouco.

Acordei pontualmente a 1h10 da madrugada, há nem 30 minutos, com miados: Acho que o Dalton, o gato do vizinho, ficou pra fora…

Mas o miado ficou mais forte, mais forte, mais forte: “Não é o Dalton!”

Pulei da cama, acendendo todas as luzes do caminho e eis uma gata preta na sala, fofa, ágil, com movimentos mais saudáveis do que antes de sumir, com maior cara de quem foi passar duas semanas de férias em Cancún ou em Bali para renovar energias.

Pego, amasso amasso amasso, ela tá com cheiro de madeira … Apolo chega da rua, onde dorme, com o movimento anormal dentro de casa para o horário, cheira a mana e balança o rabo como eu não o via fazer faz tempo (tb tá velinho). Cachorros sentem saudades!

Então lembro que ela deve estar com fome! Putz.

Obviamente nenhuma comida preparada pra gata, nem carne descongelada, nada. Benditas latas de sardinha que comecei a comprar por ela, e acabaram virando salvação pra todo mundo, pois Atena tb tem suas frescuras irritantes e com cheiro de sardinha vai que vai.

Resgato os pratos dela que já estavam separados para doar, abro a lata, misturo peixe com o óleo e dá-lhe duas garfadas pra moça, que dá meia dúzia de lambidas e deixa ali, e sai, realmente como se tivesse me visto na janta e acordou de madrugada com fome e por isso me acordou.

Pesei ela, perdeu umas 700 g, 20 a 25% do peso. Mas sem sede, sem fome além das lambidas na sardinha em lata.

Dei os óleos de cannabis e amassei a pessoa que eu jurava que tinha morrido, pois estava debilitada antes de sumir.

VSF!

Agora muda todas as rotinas de novo, que eu já estava me acostumando com as novas. A frase que mais falei em voz alta nesses primeiros 20 minutos foi: “- Eu não sei lidar!”

Agora a moça cansou do colo e de ser amassada, e já foi se aninhar nas caixas de roupas para consertar.

Sempre disse que a Khaleesi no verão some e basta esfriar que ela reaparece. Nunca foi tão literal! Sempre que sumia ela voltava e deixava rastros que comeu, que tomou água, que deitou nos lugares.

Mas né! Sumir completamente por exatamente duas semanas, doente, sem rastros… Enfim: GATOS!

Porra Khaleesi! Te amo sua merdinha mala. Espero que fique bem por mais uns anos! Sério, não sei como lidar.

Ver se consigo dormir agora pois preciso nadar daqui a pouco.

Ah, vou precisar de babá sábado a noite na minha casa. Alguém?

É isso.

Ok, a gata “ressucitou”. (meme O Pensador)

(Pausa dramática)

(Sorriso abobado, cara de perdido)

Gatos fazendo gatisse.
Sério, como lidar? (Termino escrevendo isso com a gata que voltou pro meu colo).
Bora tentar dormir, sem largar a gata é claro e aproveitar que deve ter umas 3 das 7 vidas ainda.

Pensando que poderia ser pior: Poderia voltar junto de outra gata igual a ela, e eu descobrir que sempre foram duas e eu achando por 14 anos que era uma. Ok, deixo essa para contos futuros.

Foi educativo ver que ela sobreviveu sem mim por tanto tempo. Isso me tira um peso gigante da cabeça de ficar me culpando por não dar conta de fazer tudo.
Mas aos poucos eu já estava aceitando que prefiro que ela seja e viva como um felino deve viver: livre, que ficar reclusa ou cheia de aparelhos ou “sendo forçada” a comer e enfim “ficar sem viver” para “não morrer”.

Morrer faz parte da vida, do viver. Humano pode conseguir entender que aquela prisão ou tortura, que são muitas internações e tratamentos são para ele ter esperança de viver melhor. Bichinhos não entendem isso, eles não tem compreensão de futuro como nós. Portanto qualquer tratamento que envolva retirar a natureza do bicho, como eu submeti essa gata por conta de uma clínica achar que seria o melhor, é completamente desumano com o bichinho. Jamais farei isso de novo e acho criminoso veterinários que defendem isso.

Agora acho que entendo um pouquinho como se sentem aquelas pessoas que sofrem uma perda na família e após anos reencontram o finado. Felizmente não vou poder me queixar de falta de emoção nesta vida.
Grato pela leitura.

Pessoas, assistam esse vídeo da Preta Letrada e me digam o que entendem dessa questão.

Resumidamente:

As mulheres historicamente foram sendo educadas para serem propriedade dos homens.

A razão disso veio da necessidade dos homens manterem a riqueza próxima de si (capitalismo), através da herança.

Para isso, precisariam “garantir” que os filhos fossem legítimos. Então se inventou o casamento. Espaço esse onde se educa as mulheres toda a vida para esperarem esse momento histórico, e para isso se introduz a elas valores que facilitam a manutenção desse casamento.

Portanto, historicamente mulheres foram educadas para serem puras, serem castas, “virgens”. respeitar e obedecer ao marido, não trabalhar fora e, obviamente, serem “fiéis”.

Isso enquanto eles foram educados para terem muitas amantes, afinal “homem tem essas necessidades”, já. “mulher sabe se conter”.

Esse valores são propagados até hoje. Quantos homens e mulheres (!) conhecemos que defendem e acreditam nesses discursos?

Maioria absoluta dos casos de Feminicídios são causados pelos parceiros, dentro do lar.

Homens de cabeça fraca que se acham donos de suas parceiras.

E na maioria dos casos elas aceitam, pois foram educadas com esses valores. Isso as leva à mort3.

Portanto a monogamia não é para ser vista como uma forma de escolha. Ela é socialmente uma forma de opressão e controle dos corpos famininos.

Escolha de não querer ficar com mais de uma pessoa é toda sua. Mas deve ser toda sua também se quiser. E só sua. Sem intimidação, sem ameaça, sem violência. Apenas respeito.

Quem tem respeito sabe que não vai perder outra pessoa, afinal a outra pessoa é livre. E se eu a trato bem, ela pode querer voltar. E isso independe e não tem nada a ver com a quantidade de pessoas com quem eu tenho laços, sejam de amizades, românticos ou sexuais.

OPINEM e vamos conversar.

Algumas fontes para quem quiser se aprofundar:

GENI NUNEZ. Descolonizando Afetos: experimentações sobre outras formas de amar.

DEL PRIORE, Mary. Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil. São Paulo: Planeta, 2011.

FEDERICI, Silvia Federici. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.

HOOKS, bell hooks. Tudo sobre o amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2021.

Algumas dessas fontes disponíveis aqui.

O tempo todo vejo em fóruns na internet, como por exemplo no Reddit e outros, pessoas com dúvidas sobre sentir atração por determinado perfil de pessoas é fetiche ou não.

Vamos analisar de algumas formas o significado disso:

Em geral eu diria: não é um fetiche, é um gosto pessoal.

A palavra fetiche vem do significado: objeto. Eram objetos sagrados usados em rituais, que depois foram associados às fantasias sexuais, aí talvez por outro significado de onde se originou a palavra fetiche: Fictício, que remete à fantasia, fantasioso, da imaginação, do mito (de “mentirinha”).

Então a fetichização de pessoas não existe (ou deveria não existir), ao menos não baseadas em suas características naturais. Acaba sendo vista como um preconceito devido à objetificação. Porém fetichização com pessoas é algo possível, algo do imaginário, mas normalmente envolvendo objetos ou fantasias (no sentido estrito e amplo também) ou por partes do corpo das pessoas (fetiche em mãos, fetiche em pés, etc) que seria uma forma de objetificação dessas partes, mas não do indivíduo, da pessoa.

Portanto costumamos, no meio BDSM por exemplo, dizer que se tem gosto ou atração por magrelos, gordinhos, altos, baixinhos, pretos, brancos, amarelos, pardos, azuis, PCDs, homens, mulheres, pessoas trans, etc. E não fetiche por.

E fetiches são os prazeres que sentimos em fazer coisas com objetos: eu posso ter fetiche em amarrar ou ser amarrado, em espancar ou apanhar, em transar com várias pessoas ao mesmo tempo (independente do perfil delas, que seria gosto), em usar agulhas ou lâminas, em envolver fezes ou urina ou sangue no sexo, em usar choque, em ser vendado ou amordaçado, em simular uma agressão, inclusive em ser literalmente objetificado como nas fantasias de mobília humana, etc. (Lembrando que em qualquer prática sempre haver consentimento consciente, claro e todas as formas de segurança – física, metal, intelectual e social).

Mas, popularmente as pessoas também chamam de fetiche essa atração por determinados perfis, o que é errado porque não devemos objetificar pessoas, porém é comum fazerem essa confusão. Mas é um conceito deturpado.

Para saber mais:

Existem vários significados que a palavra fetiche pode tomar em contextos distintos. A primeira acepção da palavra aplicada no âmbito antropológico afirma que, na língua portuguesa, o fetiche é um objecto animado ou inanimado, natural ou artificial, a que se presta culto por lhe admitir poder sobrenatural.

A origem etimológica vem da palavra francesa fetiche que, curiosamente, tem origem da palavra portuguesa feitiço (Dant 1996:4) e que, por sua vez, provém do latim – factitious – que significa artificial ou fictício.

Fazia parte integrante da linguagem dos marinheiros do século XV que viajavam de Portugal para a África Ocidental, mais precisamente para a Costa da Guiné, e foi usada para descrever as práticas religiosas dos povos africanos comummente conhecidas por bruxaria (Herreman 1999:13). É aceite que a sua conotação actual teve origem nos escritos de Charles de Brosses que, em 1970, a utilizou para descrever as práticas religiosas do politeísmo grego de adoração de objectos: objectos inanimados que eram adorados como deuses. (Dant 1996:4 cit. Pietz 1993:134; Dant 1996:4 cit. Simpson 1982:127) Serão apresentados diversos autores que, na nossa opinião e após uma aprofundada pesquisa sobre o tema no Museu de Etnologia do Restelo, são os que melhor se enquadram e sintetizam a matéria. Destacamos Frank Herreman em To Cure and Protect: Sickness and Health in African Art (1999). (fonte)

Fetiche – Um fetiche (do francês fétiche, que por sua vez vem do português feitiço e, este, do latin facticius “artificial, fictício”) é um objeto material ao qual se atribuem poderes mágicos ou sobrenaturais, positivos ou negativos. Inicialmente este conceito foi usado pelos portugueses para referir-se às imagens religiosas e aos cultos mágicos dos povos tradicionais. (fonte)

Segundo o dicionário Michaelis (pesquisado na data de hoje): fetiche / fe·ti·che sm /
1 Ocultismo – Objeto ao qual se atribui poder mágico ou sobrenatural e a que se presta culto: “Havia, evidentemente, uma espécie de sacerdotisa principal, que comandava as ações e tinha um comportamento muito curioso, alternando períodos quietos, junto a suas velas e fetiches, com momentos em que andava, corria, pulava, se mexia e discursava […]”(JU)

2 Medicina, Psicologia – Qualquer objeto, geralmente peças do vestuário, ou parte do corpo que se acredita apresentar qualidades mágicas ou eróticas.

ETIMOLOGIA: fr fétiche.


LINKS – VEJA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares.
(Os links a seguir não necessariamente representam a opinião deste autor, alguns inclusive contradizem. Tem, portanto, função de enriquecer a discussão e fazer você desenvolver sua própria opinião.)

  1. Netsaber – Resumos – Fetche. https://resumos.netsaber.com.br/resumo-84575/a-etimologia–historia-e-a-psiclogia-dos-fetiches
  2. Michaelis – Fetiche. https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/fetiche
  3. Library.org – Fetiche. https://1library.org/article/ii-o-fetiche-aferi%C3%A7%C3%A3o-te%C3%B3rica-e-conceptual.y4goe8vy
  4. Etymonline – Fetish. https://www.etymonline.net/pt/word/fetish
  5. Escreva.ai – A etimologia de Fetiche: Como a palavra mudou de significado. https://escreva.ai/blog/a-etimologia-de-fetiche-como-a-palavra-mudou-de-significado/

Direita e esquerda não tem a ver com eleições e sim com formas de se ver o mundo.

Respectivamente: de forma egoísta ou de forma coletiva, e de forma vertical ou horizontal.

Não existe uma direita e uma esquerda. De forma bem simples é como se fosse uma linha horizontal em que cada pessoa pode estar mais para um lado ou para outro conforme mais se identifique com essas referências.

Resumo simplificado:

ESQUERDA:DIREITA:
+ Coletivo+ Egoísmo, individual
Estrutura social + Horizontal, Igualitário, CooperativoEstrutura social + Vertical, Autoritário, Hierarquizado
ProgressistaConservador

Explicando um pouco melhor

Segundo Norberto Bobbio: Direita e Esquerda

Em sua obra fundamental, “Direita e Esquerda: razões e significados de uma distinção política”, Norberto Bobbio defende que a distinção entre os dois polos permanece válida por refletir posturas opostas diante de valores fundamentais.

O resumo dos conceitos centrais da obra inclui:

1. O Critério da Igualdade

Para Bobbio, o divisor de águas entre direita e esquerda é a atitude em relação ao ideal de igualdade:

Esquerda (Igualitária): Considera que as desigualdades entre os homens são majoritariamente sociais e, portanto, elimináveis ou redutíveis através de ações políticas.

Direita (Inigualitária): Vê as desigualdades como naturais, inevitáveis ou até benéficas, acreditando que a tentativa de eliminá-las pode ser prejudicial à sociedade.

Portanto esquerda valoriza a igualdade e a direita as diferenças.

2. A Liberdade como Eixo Complementar

Embora a igualdade seja o critério distintivo, Bobbio cruza esse valor com a liberdade (ou método democrático) para mapear quatro quadrantes políticos (veja mais sobre Espectro Político ou Compasso Político e Diagrama de Nolan). Entendendo Liberdade como oposto de Autoritarismo:

Esquerda Liberal (Centro-Esquerda): Busca a igualdade dentro do regime democrático e da liberdade individual (ex: social-democracia).

Esquerda Libertária (Extrema-Esquerda): Prioriza a igualdade absoluta e a liberdade política consensual ou consentimentada por assembléias (ex: comunismo, anarquismo e cooperativismo).

Esquerda Autoritária (Extrema-Esquerda): Prioriza a igualdade absoluta em detrimento da liberdade política (ex: socialismo ortodoxo).

Direita Liberal (Centro-Direita): Prioriza a liberdade de mercado e individual, aceitando as desigualdades resultantes (ex: conservadorismo liberal).

Direita Autoritária (Extrema-Direita): Sacrifica tanto a igualdade quanto a liberdade em favor de valores como ordem, tradição ou nação (ex: fascismo, nazismo).

3. A Natureza da Distinção

Relatividade: Os conceitos não são absolutos; o que é “esquerda” hoje pode ter sido considerado radical no passado ou moderado em outro contexto cultural.

Dicotomia Excludente: No momento do voto ou da decisão política, os polos tendem a se organizar de forma binária, pois as escolhas fundamentais frequentemente exigem um posicionamento entre “mais igualdade” ou “mais liberdade”.

Resumo geral:

Socialismo^
AUTORIDADE
(estado forte)
Fascismo
Nazismo
Franquismo
< ESQUERDA (igualdade)<^v>(indivíduo) DIREITA >
Social-democracia
—-
Sindicalismo
Cooperativismo
Comunismo
Anarquismo (Libertarismo)
LIBERDADE
V
Corporativismo
Liberalismo

Bobbio conclui que, enquanto houver sociedades marcadas por privilégios e disparidades, a busca pela igualdade continuará gerando movimentos de esquerda, mantendo a distinção viva.

4. Outro Conceito: o controle do Capital

Segundo Jessé Souza, uma outra conceituação de Esquerda está no “controle político do capital”.

Em que diferentemente da direita, estados socialistas detém o controle político do capital, e não as empresas, como acontece em estados capitalistas.

Isto é, necessidades básicas para a população (vide Maslow) são controladas e definidas pelo estado (no caso de socialistas), pelos coletivos (nos casos de anarquistas, comunistas e cooperativistas) ou pelo mercado (no caso de capitalistas e liberais).

O que seriam essas necessidades básicas?

Segundo Jessé Souza seriam: saúde, educação, previdência, cultura.

Eu acrescentaria: água de qualidade , produção de alimentos, saneamento e moradia.

Em todos os casos essas necessidades deveriam servir à população.

E, no caso da direita, apesar dessas necessidades deverem servir às pessoas, eles acabam servindo ao capital. Isto é, servem a uma minoria que consegue ter acesso a eles com qualidade, enquanto uma maioria da população não tem acesso de qualidade ou precisa pagar caro por isso (para a minoria que tem acesso e é proprietária dos recursos que atendem essas necessidades).

Exemplo: a China controla o capital (em 2026, socialista, exemplo de esquerda). Toda população na China tem acesso a todas essas necessidades sem precisar pagar caro por isso.

Enquanto nos Estados Unidos (EUA em 2026, o país mais capitalista do mundo, exemplo de direita) a desigualdade social é o que prevalece, e a massa da população não tem acesso a casa própria, paga caríssimo pela saúde, pela educação, pela previdência, pelo acesso à cultura. Assim como a alimentos de qualidade.

Afinal, nos EUA essas necessidades deixam de servir às pessoas e viram fontes de recursos para o enriquecimento de poucos, os donos das empresas que exploram essas necessidades e lucram com elas.

Mais uma vez podemos usar a forma linear de comparações entre esses extremos para nos referenciarmos se esse estado ou coletivo está mais à esquerda ou mais à direita.

Quanto mais próximo do acesso livre do povo às necessidades básicas, mais à Esquerda estará. Quanto mais privado for esse acesso, mais caro ou inacessível, mais à Direita. Quanto mais precisar se pagar ou mais se fizer poucas pessoas enriquecerem com essas necessidades, mais à direita se estará.

Isto é, sob essa definição de Esquerda e Direita, na direita ocorre uma inversão de valores do que é importante para as pessoas.

Enquanto a esquerda valoriza a base das necessidades de Maslow para o povo, a direita, como valoriza o indivíduo em detrimento do coletivo, acaba priorizando o topo da hierarquia das necessidades sem passar pela base, pois apenas uma minoria, dona dos recursos, tem acesso à base das necessidades.

Por isso, por exemplo, nos EUA hoje é mais fácil ter acesso a um carro privado e a compra de armas de fogo, do que a uma casa própria, alimentos de qualidade, plano de saúde, transporte público coletivo eficiente.

Por isso para o povo desse país a segurança privada está entre as prioridades de necessidades básicas em eleições, mas pouco se fala em moradias e acesso à saúde.

Enquanto isso na China ninguém se preocupa com segurança nas ruas, e todo cidadão tem casa própria, saúde, educação e alimentos de qualidade sem custos. Portanto não é necessário se discutir segurança nas eleições, um país com igualdade é um país seguro.

Depois eu volto aqui para trazer mais conteúdo sobre esse tema. Mas se quiser ver opiniões diferentes, veja os links abaixo.

4. 1 Manutenção ou mudança do Poder

Para snubsdub “a direita é entendida como políticos que defendem a manutenção do status quo, passando medidas que beneficiem aqueles que já se encontram em um lugar de conforto”.

A esquerda é entendida como políticos que defendem uma mudança no andamento de como as coisas são, buscando passar medidas que beneficiem aqueles que não estão em um lugar de conforto na sociedade, ou seja, busca desmontar o status quo“.

“Visto isso é interessante ressaltar que ambos os lados podem flutuar em questões como autoritarismo, liberalismo, conservadores e progressismo”.

“A ideia de existir o centro é uma ideia meio maluca, mas como ela funciona? Alguns políticos de direita não são tão apegados a defesa do status quo, então ficam mais ao centro, alguns de esquerda não são tão revolucionários, então ficam mais ao centro”.

“Outro ponto importante é entender que a esquerda e a direita são réguas, não grupos, e nesse caso é necessário entender que não se trata de uma coalisão de interesses fixos. É uma maneira de distanciar os políticos e cidadãos de acordo com suas inclinações políticas”.

“É mais interessante quando você imagina uma distribuição cartesiana, onde temos espalhados os conceitos de conservadorismo e progressismo como opostos, esquerda e direita como opostos e autoritarismo e liberalismo como opostos. Formando então uma régua ainda mais complexa a cerca das disposição dos candidatos entre si. Visto que todo a disposição dos candidatos nesse plano cartesiano vão depender justamente das suas distâncias e proximidades”.

“Resumindo, direita é quem quer que continue como está (N.d.A.: por ter o poder)!
Esquerda é quem quer revolucionar como as coisas estão …”

5. Provocação

Gostaria muito de propor experimentos científicos sérios, em que se associasse as atitudes rotineiras das pessoas com os candidatos e partidos que apoiam.

Por exemplos:

Se tivéssemos como saber em quem votam pessoas que agem das seguintes maneiras:

  • Quem ultrapassa pelo acostamento, ou passa pela marginal quando a via principal está parada? (São ou não atitudes egoístas?)
  • Quem mais muda o discurso segundo o público que o escuta?
  • Quem acha que mulher existe para servir ao homem?
  • Quem maltrata animais?
  • Quem tenta justificar guerras e invasões de países? Pior, em detrimento do povo desses mesmos países.
  • Quem defende a propriedade privada mesmo em casos de falta de uso?

Quais exemplos mais cabem aqui? (infinitos, eu sei)

Enfim, minha hipótese é que pessoas egoístas tendem a apoiar a direita. Pessoas colaborativas tendem a apoiar a esquerda.


LINKS – VEJA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares.
(Os links a seguir não necessariamente representam a opinião deste autor, alguns inclusive contradizem. Tem, portanto, função de enriquecer a discussão e fazer você desenvolver sua própria opinião.)

  1. Inteligência Artificial (I.A.) sobre Diferenças entre Esquerda e Direita – Faça sua pergunta, crie mapas mentais, gráficos e resumos – https://notebooklm.google.com/notebook/1624c31b-e136-4642-b661-df1f4421ad9d
  2. Testezinhos para saber o quão de Esquerda ou de Direita você seria politicamente – https://www.idrlabs.com/pt/esquerda-direita-politica/teste.php
  3. Teste do Compasso Político – Em qual posição você se encaixa politicamente? – https://www.politicalcompass.org/test/pt-pt?page=1
  4. Teste Diagrama de Nolan – Espectro Político: Esquerda ou Direita? Liberal/Libertário ou Autoritário? – O que é o Diagrama de Nolan – https://www.politize.com.br/espectro-politico/ – Testes: (1ª opção) https://voxhominis.com.br/teste/ – {2ª opção – em inglês) – https://www.idrlabs.com/nolan-chart/test.php – (3ª opção – em inglês) Political Compass – https://www.idrlabs.com/political-coordinates/test.php
  5. Image Politize! – Politize! Explica (Playlist com tudo sobre política) – https://www.youtube.com/playlist?list=PLNoTZ80K4L20OTGUMGvCJliXOn2gtwymt
  6. Image BBC News BrasilGlossário Político (playlist) – (em 2923) O que é ser: Comunista, Fascista, Conservador, Liberal, Bolsonarista, Evangélico, Petista, Progressista, Liberdade de Expressão, Politicamente Corretohttps://www.youtube.com/playlist?list=PLCX5XjxKTpTmXjG1E4GN9VTI9BmTkvjtv
  7. Exemplos de fascismo na história e suas características – https://exemplosite.com/exemplos-de-fascismo-na-historia-e-suas-caracteristicas/?expand_article=1
  8. Como se chama o transtorno mental de alguém bem adaptado ao capitalismo? – https://www.instagram.com/p/DTLx9R1lSZF/
  9. Opera Mundi – Jessé Souza dá declaração incrível sobre a esquerda – https://youtu.be/JUQlqETS9k8?si=fuub2ijfTx2dZd2d
  10. DoAntídoto – A Esquerda nunca governou o Brasil – https://www.instagram.com/reel/DTbAaVskQr6/
  11. Hugo Pontes – O socialismo é mais democrático que o capitalismo (E a história pode provar) – https://www.instagram.com/p/DTa8hKUlOLe/
  12. Engels – Sobre a Autoridade – https://share.google/k2g7ExqOnXybWz7P6
  13. Icles Rodrigues / Leitura ObrigaHistória – Como se definem direita e esquerda? Conceitos históricos – https://youtu.be/PAqZbDPXkXA?si=hOSYekyhcF6d_3vW
  14. Carta Capital – Como funciona o liberalismo e o neoliberalismo? | O Gabinete, com Rita Von Hunty – https://youtu.be/DVxELIxHN7Y?si=o6bVpX1j6Po4fSCP Liberalismo, Estado Máximo, Neocolonialismo.
  15. Image Plano Piloto – O que é ESQUERDA e DIREITA? (Parte 1Parte 2) conforme o Compasso Político.
  16. Sexo de esquerda é melhor que sexo capitalista ou “Os socialistas fodem melhor, os comunistas fazem mais gostoso na cama!” – https://www.instagram.com/p/DT3BQLJkTJD/
  17. Extrema direita sempre foi motivada pelo extermínio de quem pensa diferente dela – Marilena Chauí – https://bsky.app/profile/akaishiri.bsky.social/post/3mdf2khah3k2d
  18. Image PCBR – Partido Comunista Brasileiro Revolucionário – Curso sobre Marxismo Leninismo – https://www.youtube.com/watch?v=_ywLXMsvgns&list=PLXWW3v-lRnh2lerXRBmFziRdfwPsOr8I5
  19. Guia de Estudo do Marxismo – Leninismo – Maoismo – Guia Oficial do Grupo de Estudos Vale dos Pomares – https://valedospomares.wordpress.com/2024/04/01/guia-de-estudo-do-marxismo-leninismo-maoismo-aportes-de-validez-universal-do-presidente-gonzalo-guia-oficial-do-grupo-de-estudos-vale-dos-pomares/

Brasil historicamente nunca se meteu em guerras de verdade, nunca assumiu posturas ativas, sempre foi “apoio” em guerras alheias quando se tratou de outros continentes. Quando foi aqui na América Latina, o Brasil normalmente era o opressor.

Isto é: nosso histórico não nos ajuda na ideia de evitar uma invasão interesseira como essa dos EUA na Venezuela a fim de roubar seu petróleo (como fazem em todos os países onde assumem “uma defesa à democracia”).

Por outro lado: a nossa postura, nesse sentido que sempre foi muito marcante e eficiente (fora durante o desgoverno do bostonaro), sempre foi muito boa diplomaticamente. A Diplomacia brasileira é uma boa referência internacional.

Só que a diplomacia global está novamente pisando em ovos, com o Trump no poder. Pois ele tem esse perfil de provocar todo mundo. E os diplomatas dos EUA, ao contrário do Brasil, não são marcantes, pois sempre foram muito subjugados pelos presidentes de lá. Isto é, o poder do presidente passa por cima constantemente.

Então nossa posição tem que ser muito política, pois o objetivo do Trump é boicotar o BRICS. E isso não podemos deixar ele se aproximar. Pode ter certeza que a Venezuela é uma das portas pra isso, assim como ele também está fazendo nos demais países membros ou simpatizantes ao BRICS. Reparem, nada é a toa.
Soberania e liberdade, para os EUA, só serve se for com eles no comando (e no lucro). Se não, “é tudo ditadura”, “é tudo país com trafico”.

Mas o eixo global está mudando, e essas ações deles são compreensíveis: é a criança dando chilique no mercado porque a coisa não não tá saindo como ela queria.
É a caça se debatendo ao perceber que vai morrer.
Seria a chance deles mudarem sua forma de política e se unirem aos demais países, mas como nunca fizeram isso nos últimos 200 anos, não sabem fazer, não sabem não serem imperialistas, dominadores e colonizadores. O sangue britânico deles não deixa. Vão morrer igual seus colonizadores, só que como tem muito mais poder, vão fazer mais estrago nessa queda. Tudo por pura burrice estratégica de seus governantes. É isso que dá colocar criança com arma de fogo na mão. Dá merda. Isso é os EUA hoje.

Brasil precisa ser o adulto da relação e não fazer como a Argentina. Mas é um adulto com recursos bem limitados, e por isso nossa diplomacia precisa ser muito mais eficiente. Precisa de muita psicologia e política consciente nessas horas. Momento de demonstrar maturidade (e não ser um infantil como foi Bolsonaro e está sendo Milei).

Mas enquanto isso, sem alardes, o Brasil precisa melhorar suas condições com planos claros e objetivos de médio e longo prazo. Só que isso e impossível enquanto tivermos os Poderes (atualmente as Câmaras e Senado, mas vale para os 3) dominados pela direita que só pensa no próprio umbigo e no agora, no pior sentido – afinal em caso de crise eles são ricos e podem fugir do país, ao contrário da maioria absoluta da população.

Um plano como ocorreu na China nos anos 1980 é urgente. Com atual congresso e senado em cima do muro à direita, impossível.

Dá-lhe jogo de cintura.
Para nosso governo e para nós.


LINKS – VEJA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares. (Os links a seguir não necessariamente representam a opinião deste autor, alguns inclusive contradizem. Tem, portanto, função de enriquecer a discussão e fazer você desenvolver sua própria opinião.)

  1. TRATADO INTERAMERICANO DE ASSISTÊNCIA RECÍPROCA. https://www.oas.org/juridico/english/treaties/b-29.html .

A idade serve pra isso: pra mostrar pra gente o que realmente vale a pena.
Livros Restantes, fala da personagem Antônia (Valderleia Will), mãe da protagonista Ana Catarina (Denise Fraga).

Este relato pode conter Spoiler – citação de acontecimentos do filme.
e ainda não assistiu, pare aqui, assista e volte depois.

Ontem, já atrasado, finalmente assisti ao filme Livros Restantes, com Denise Fraga e participação de diversos amigos e conhecidos na atuação, produção, dublê e artes.

Aliás minha maior atração prévia ao filme foi o fato de ter muitos amigos nele. Felizmente fui ver, pois gostei muito e muito me surpreendeu positivamente.

Então aqui começa a crítica. O filme foi gravado em minha cidade e em local que eu conheço muito bem, no bairro da Barra da Lagoa, onde se passa a história. Eu vi pouca divulgação nas mídias sobre o filme. Se não fosse uma história local eu possivelmente não priorizaria assistir agora.

Ao público acostumado com cinema estadunidense pode não conseguir se entreter no filme, afinal é uma história simples, sem grandes apelações ao público viciado em açúcar. Porém com uma riqueza de histórias e detalhes que fazem querer conhecer cada vez mais. Não tem a emoção de uma trama policial, porém tem uma trama de detalhes, como uma colcha de vó. Cada personagem é muito rico de pontos e construídos pela história muito bem.

Acho que o elenco e direção foram bem escolhidos, pois quando um destes falha, percebemos diferenças muito destoantes de atuação, o que não foi o caso.

Outro ponto positivo, e creio que o principal, ao meu ver, é como esses personagens são comuns: parece que conheço cada um deles pessoalmente (não falo por conhecer os atores, que aliás nada ou pouco tem a ver com seus personagens, mas), pelo fato de serem histórias comuns, que com certeza cada pessoa ali vai lembrar alguém(ns) real que conhecemos.

Da protagonista que está se arrumando para tentar uma nova vida, aos seus amores e afetos, o ex-marido conservador e tradicional mas que tem bom coração, a avó matriarca da família que levou todo mundo nas costas, que parece dura mas demonstra amor como uma mãe. O homem casado que era gay e resolve se assumir, a filha adolescente em suas crises geracionais, o ex-namorado mal resolvido que trai a atual esposa e dá em cima de você. Os amigos distantes que você amava, e descobre que o sentimento não era verdadeiramente recíproco. Do amigo de infância, parceiro e confidente que pode virar um grande amor depois de adulto. Das tantas mulheres (e homens) que foram abusados quando crianças e nunca falaram nada sobre isso nem para a família. Daquela pessoa que não sabe dirigir e fica xingando todo mundo no trânsito… (brincadeira, este último não tem no filme mas tem na cidade).

Então, o filme trata de coisas cotidianas, porém tão presentes em nossos dias ao ponto de algumas delas doerem quando expostas. É muito detalhe exposto na vida de uma jovem mulher de aparentemente seus 50 e poucos anos.

Os detalhes de algumas imagens são muito bem pensados pelos roteiristas e diretores de fotografia. Por outro lado algumas cenas parecem as clássicas cenas de inspiração no momento da criação que: “vamos testar isso… Não é que ficou bom, pode deixar”.

Ah, é um filme que indireta mas explicitamente, permeia a natação em águas abertas do começo ao fim, lindamente e maravilhosamente bem dublado.

Também surpreendeu saber que as músicas do filme foram gravadas por artistas locais, algumas com autoria local também, mesmo o fado, é manezinho.

Uma coisa muito legal é que apesar do filme se passar num tempo atual, ter aparelhos celulares espertos presentes, em cenas decisivas “nunca pensamos em usá-los”, o que dá o tom pitoresco de algumas das histórias (como a cena quase final de despedida do ex-marido).

Entretanto, para quem já atuou ou auxiliou em filmes, algumas pequenas gafes saltam aos olhos e chamam atenção para as falhas de produção, como a distopia dos uniformes dos policiais, a ausência do grisalho mal justificada no cabelo da avó. Ambas cenas que pareceram ser gravadas às pressas ou que faltou algo que só foi identificado na hora da gravação e falaram: “vai assim mesmo”. Tipo de detalhe que faz uma diferença enorme entre um filme competitivo e um filme apenas local.

Porém, como falei no começo, quando fui assistir, o que me motivou foi por ser local, mas o filme tem muito mais do que isso.

É também um ótimo registro cultural da localidade onde ele foi gravado. Apesar de ser supostamente uma ficção, a valorização de elenco local garantiu o registro fiel do sotaque, expressões, manias e culturalidades. Fora uma atuação em uma cena que um coadjuvante estava fazendo um “manezês” muito “atuado”, a maioria foi realisticamente espontânea. Inclusive a própria Denise Fraga, que acertou o tom da fala e não destoou em nenhum momento do sotaque dos locais. Jamais diria que ela é carioca, mandou muito bem.

Gostei muito como o filme tocou valores tão presentes em minha vida, certamente de muitos: desde diferenças de valores em relação a presença de plantas de jardim (que aliás me arrancou um “ahhhhhh” de tristeza numa das cenas finais, e me chocou por só eu ter feito esse som no fim do filme). Também pela revolta pela falta de planejamento urbano que assola Florianópolis e muitas cidades atualmente, onde a mobilidade sofre por falta de planos efetivos. Pela religião. Passando por temas sensíveis como, já citado, questões derivadas de machismo e patriarcado, como abusos de menores e estupros. Aliás, questão que teve uma solução bem curiosa que teria sido feita para passar despercebida (?) a olhos desatentos em cena de menos de 30 segundos.

Além destas questões de atuação e história, a arte como um toda estava toda caprichosa. Os tempos, as fontes das escritas, o cenário, as cores de figurino aos letreiros. Os charmosos desenhos à quase imperceptível propaganda, tão presente na maioria dos filmes atuais.

Por exemplo, os detalhes da decoração em Portugal me chamaram atenção, pois ainda sendo em outro continente, ao meu ver ficou claro que tentaram deixar claro que a protagonista tinha um gosto e estilo próprio. Fico curioso para saber se foi coincidência ou proposital. E neste caso, como fizeram para encontrar lá esses detalhes de decoração “em comum”.

Apesar de uma história simples, comum e pouco açucarada (para viciados em doce estadunidense), é um filme que não permite que você perca a atenção. Não por perder conteúdo importante, mas por perder detalhes que tornam o todo muito mais interessante.

Se ainda não viu, pois veja. Não é todo dia que temos um filme assim em cartaz. Mas depois volta aqui e opina você também, se descobriu algo mais ou se discordou desta opinião.


LINKS – VEJA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares. (Os links a seguir não necessariamente representam a opinião deste autor, alguns inclusive contradizem. Tem, portanto, função de enriquecer a discussão e fazer você desenvolver sua própria opinião.)

  1. Plural Filmes e H2O Films – Trailer Oficial do filme Livros Restantes, com Denise Fraga: https://youtu.be/kVj60J6sSUo?si=_GaggPjlfI6s0tii
  2. Image Brasil de Fato – BdF – ‘Livros Restantes’: o filme com Denise Fraga que questiona a idade certa para ‘desistir’
  3. Trailer do filme Livros Restantes: https://youtu.be/iSbKn4Ahfk8?si=DBPZSXBvYddZ7MaW
  4. Livros Restantes | Making of. https://youtu.be/hSlMxK-LRx4?si=PfqDpnBNtPnV2_ga
  5. Cine Ninja – Denise Fraga fala sobre “Livros Restantes”, o filme que revisita memórias através de livros – https://youtu.be/UVZJRIw2ErY?si=2ijZVTmYKciRDY10
  6. Rede TVTLivros Restantes e as lições para o machismo | Denise Fraga no Juca Kfouri Entrevista – https://youtu.be/od5JlbUN31o?si=YyNAoyLTl9veTY0c
  7. TV Cultura, Metrópolis, Adriana Couto – Denise Fraga comenta sobre o filme e machismo – https://www.instagram.com/reel/DSNgSSFDfkW/

“Precisamos não só homens que não sejam machistas. Precisamos de maioria de homens realmente feministas” (Denise Fraga em entrevista na Rede TVT)

Ou coo diz aquele ditado: “Não basta não ser racista, é preciso ser anti-racista!”

Leitura de 4 minutos.

Existe uma teoria, cuja fonte desconheço (e eu gostaria muito de conhecer), mas teoria esta que eu acho que faz muito sentido e por isso a publico aqui.

Acho que é um cálculo genérico, sem base científica, que não é regra nem pra ser generalizado, mas que ajuda a ter uma ideia se a diferença de idade pode ter mais impacto por conta dessas diferenças de idade, que por maturidade e afinidades, mas também favorecem manipulação e abuso.

É uma teoria sobre a diferença de idade ideal entre pessoas que pretendem se relacionar.

Ela não é um número exato, como por exemplo: “Até 10 anos de diferença de idade é fácil de se relacionar”.

Não é assim, é relativo.

Como sempre aparecem estas perguntas de diferenças de idade pelas redes sociais da vida, eu sempre respondo isso:

Existe um cálculo que (não sei a fonte mas) ajuda a orientar as pessoas em relação de qual é uma diferença de idade aceitável para relacionamentos humanos.

Como nós vamos amadurecendo com o passar do tempo, as relações começam a ficar mais fáceis a medida que vamos envelhecendo, pois vamos ficando mais tolerantes em relação a algumas coisas, e intolerantes com outras.

Esse cálculo ajuda a mostrar que diferenças maiores que essa costumam ter diferenças geracionais e intelectuais que possivelmente vão arruinar a relação.

O cálculo é o seguinte:

A idade da pessoa mais velha, dividida por dois e somado de sete deve ser a idade mínima da pessoa mais nova. Ou seja:

(Y Idade da pessoa mais nova) >= [(X idade da pessoa mais velha) / 2 ] + 7.

Portanto, por exemplo, uma diferença de idade de 15 anos passa a ser mais fácil de lidar a partir de X anos da pessoa mais velha. Qual seria essa idade?

Qual número que somado de 15 vai ser igual a metade dele + 7?

Vamos ver quanto:

Penso ser 44 anos a idade da pessoa mais velha e 29 a idade da pessoa mais nova para este exemplo. A partir dessas idades essa diferença tem mais chance de dar certo a medida que essas pessoas fiquem mais velhas.

Pois

Considerando a idade da pessoa mais nova = Y, a idade da pessoa mais velha X = 44, temos:

Y = (44 / 2) + 7
Y = 22 + 7
Y (mais novo) = 29 anos
X (mais velho) = 44

Se acredito nisso ou não, é um direito meu, ainda não tenho conclusões e estou amadurecendo a ideia. Dá pra tentar buscar as fontes dessa lógica. Se achar, publica aqui nos comentários pra gente que eu corrijo e cito na postagem.

Image

Por que esse cálculo pode ser legal?

Porque quando somos novos, uma diferença de 2 ou 3 anos pode ser intolerável.
A medida que vamos envelhecendo, essas diferenças passam a ser menos significativas.
Por exemplo, uma cara de 26 namorar uma menina de 17 é algo que pode gerar estresses sérios pela diferença de maturidade.
Um cara de 18 namorar uma menina de 14 também é tenso. Normal rolar muita manipulação.
Já uma pessoa de 80 anos namorar outra de 60 anos pode dar super certo.

Vamos ver os cálculos:

se X = 26 anos
Y = (26/2) + 7
Y >= 20 anos.

se X = 18 anos
Y = (18/2) + 7
Y >= 16 anos. Menos que isso seria criminoso e não é a toa.

se X = 80 anos
Y = (80/2) + 7
Y >= 47 anos. Afinal, todo mundo é adulto e bem formado, é maduro. Não tem como não ser.

“Ah, mas 47 para 80 é muito grande a diferença! Não tem como ter afinidade!”

Então, eu pessoalmente hoje, aos meus 48 anos, concordo.
Porém creio que a razão desse cálculo (não estou afirmando se é ou não, mas refletindo, preciso entender melhor ele) é validar relacionamentos de pessoas que tem interesse uma na outra, e não o contrário.

Isto é, se você fizer parte de um possível casal que uma pessoa tem 80 e outra 50 anos, em que é recíproco, se isso te fizer sentir a vontade: Tudo bem. Vocês são adultos e podem se entender. Pelo cálculo tá valendo, sigam em frente. Entende?

Claro que se uma pessoa tiver 86 e a outra tiver 75, mas achar que a pessoa de 86 é velha demais pra ela, aí já tá passada a peneira. Não há o que discutir.

É bem diferente de querer defender um namoro entre uma pessoa de 19 com uma de 14 anos. Neste caso, o uso deste cálculo é um argumento a mais.

Usem essa lógica e calculem para as diferenças que quiserem comparar, e assim me digam o que acham nos comentários.

.


LINKS – LEIA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares. (Estes links não necessariamente representam as ideias deste autor, apenas complementam ou até contrariam, para que você desenvolva sua própria forma de pensar)

  1. clarafagundes, mulheres_arretadass e roseeumesma Por que tantos homens preferem as novinhas? https://www.instagram.com/p/DYicS_gCEQl/ e https://www.instagram.com/p/DYri-y_lYgC/
Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora