REFLUXO GASTROESOFÁGICO FISIOLÓGICO E A DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: UMA SÍNTESE DE EVIDÊNCIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.29942Palavras-chave:
Doença do Refluxo Gastroesofágico. Inibidores de Bomba de Prótons. Refluxo Gastroesofágico.Resumo
O refluxo gastroesofágico fisiológico (RGE) é frequente em lactentes devido à imaturidade do esfíncter esofagiano inferior (EEI), e, em sua maioria, benigno, autolimitado e de resolução espontânea até os dois anos de idade. Já a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) consiste em sintomas persistentes, que afetam a qualidade de vida e podem resultar em complicações; geralmente está associada a irritabilidade, choro excessivo, perda ponderal e distúrbios do sono. Habilitar os profissionais da saúde a diferenciar DRGE de RGF, entender métodos diagnósticos e optar pelo tratamento mais adequado é de suma importância para a resolução dos casos. O objetivo deste trabalho é analisar as abordagens terapêuticas no manejo da DRGE em lactentes. A revisão de literatura foi realizada nas bases SciELO, Medline, Lilacs, Google Acadêmico e PubMed, usando artigos publicados a partir de 2020 sobre como definir, diagnosticar e manejar o RGE. O RGE fisiológico é benigno, autolimitado e resolve-se em até 95% dos casos até os dois anos, ao passo que a DRGE cursa com sintomas persistentes (irritabilidade, recusa alimentar, déficit ponderal) e complicações respiratórias/digestivas. O diagnóstico é essencialmente clínico, com auxílio de questionários validados, e exames invasivos restringem-se a casos refratários. Medidas não farmacológicas (posicionamento, dieta, exclusão da proteína do leite de vaca) são a primeira linha. Os inibidores da bomba de prótons são opção para refratários, mas exigem cautela devido a efeitos adversos e baixa adesão às diretrizes, enquanto a fundoplicatura de Nissen reserva-se aos casos graves.Com base nos artigos analisados conclui-se que a anamnese e o exame clínico são imprescindíveis para distinguir o refluxo fisiológico do patológico, além disso, observou-se que é benéfico implementar medidas não farmacológicas como adotar posturas específicas e alterações dietéticas no tratamento inicial, e em casos mais graves, incluir intervenções medicamentosas prescritas pelo gastroenterologista pediátrico.
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