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O Corpo de Cristo, Revelação do Amor

 

 

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Queridos amigos, nesta Noite Santa, celebramos o mistério da Encarnação: o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Na Teologia do Corpo de São João Paulo II, o corpo humano é o "sacramento primordial" da pessoa, linguagem visível do dom de si. Deus, em Cristo, assume um corpo filial, humilde e redentor, para elevar nossa carne ao Pai, gerando o novo corpo da Igreja. Como em Maria, "no teu ventre reacesendeu o amor" (Dante), o Corpo de Jesus revela o amor trinitário inscrito em cada corpo humano.

Neste Natal, vivamos como dom recíproco: na família, no matrimônio ou na virgindade, imitando o Esposo que se doa totalmente. Que o Menino de Belém restaure a dignidade de nossos corpos e nos una em comunhão eterna!

Feliz Natal! Venite, adoremus!

Breve reflexão para o Natal

 

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"A Manjedoura e a Cruz erguem-se nos extremos da vida do Salvador. Aceitou a manjedoura, porque não havia lugar na hospedaria; aceitou a Cruz, porque os homens disseram: 'Não queremos esse Homem para nosso rei'. Repudiado na entrada, rejeitado na saída, foi reclinado num estábulo emprestado, no princípio e num sepulcro emprestado, no fim. Um boi e um jumento rodearam o presépio de Belém; dois ladrões haviam de ladear a Cruz no Calvário. Ao nascer foi envolto em paninhos; na sepultura, repousaria de novo sobre panos, símbolos das limitações impostas à sua Divindade ao tomar a forma humana. Se nos dobrarmos diante d'Ele encontraremos, no entanto, um Menino sentado no regaço de Sua Mãe com o mundo em equilíbrio entre Seus dedos". 

Venerável Fulton Sheen - Vida de Cristo

Uma oração de São João Paulo II ao Menino Jesus

 

Oração de São João Paulo ao Menino Jesus

Na noite de Natal de 24 de dezembro de 2003, o então papa João Paulo II proferiu na Basílica de São Pedro uma de suas mais belas homilias. Os 3 últimos parágrafos desta constituem uma poesia que ele direciona ao Menino Jesus, e que trazemos abaixo transcrita.

Primeira Meditação de Advento: O cristianismo vive o mistério da vinda real de Deus (São João Paulo II)

 

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Em 1978, ano em que foi eleito, o papa são João Paulo II, após retomar e concluir as catequeses que foram iniciadas pelo beato João Paulo I sobre as virtudes teologais e cardeais, fez uma série de quatro audiências sobre o sentido do Advento, enquanto preparação para a celebração da Encarnação do Verbo Divino, Nosso Senhor Jesus Cristo. As audiências são feitas às quartas-feiras, mas cada uma delas serve como reflexão para cada semana em preparação para o Natal.
Trazemos a vocês esses textos preciosos, cheios de conteúdo para nossa reflexão pessoal e para prepararmos nossos corações para esse mistério de Deus que assume nossa condição e nossa natureza humana.



 PAPA JOÃO PAULO II

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 29 de Novembro de 1978

O cristianismo vive o mistério da vinda real de Deus

 

1. Apesar de o tempo litúrgico do Advento começar só no próximo domingo, quero falar desse ciclo a partir de hoje.


Já estamos habituados à palavra "advento". Sabemos o que significa, mas precisamente pelo facto de nos termos familiarizado com ela, talvez não cheguemos a compreender toda a riqueza que esse conceito encerra.


Advento significa "chegada".


Assim, devemos perguntar-nos: quem é que chega? e por quem vem?


Para esta pergunta, encontramos logo a resposta. Até os pequeninos sabem que é Jesus que vem, para eles e para todos os homens. Vem numa noite a Belém, nasce numa gruta que servia de estábulo para os animais.


Isto, que as crianças sabem, sabem-no igualmente os adultos que compartilham a alegria dos pequeninos e que na Noite de Natal parece tornarem-se, também eles, criancinhas. Contudo, muitas são as interrogações que devemos pôr-nos. O homem tem o direito, e mesmo o dever, de perguntar, para saber. Há ainda, porém, quem duvide, e, embora compartilhe a alegria do Natal, pareça estranho à verdade que ele encerra.


É por isso que temos o tempo do Advento, de modo que todos os anos possamos penetrar de novo nesta verdade essencial do cristianismo.

Três Epifanias em Uma - a Natividade, a Visita dos Magos, o Batismo no Jordão

 

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Três Epifanias em Uma - a Natividade, a Visita dos Magos, o Batismo no Jordão

David Clayton

Acabamos de ver três festas que estão todas interconectadas e fazem parte do que podemos considerar a maior temporada da Epifania. São eles o Natal, a Epifania (que tende a se concentrar na chegada dos Reis Magos) e o Batismo do Senhor.

Meu entendimento é que originalmente todos teriam sido celebrados juntos como diferentes aspectos de uma única celebração da Epifania (e que é chamada de Teofania na Igreja Oriental). Com o tempo, o interesse por diferentes aspectos desse mistério se expandiu, os hinos foram escritos e receberam seus próprios dias de celebração, de modo que agora formam um conjunto de festas conectadas.

Há indícios de todos os três no ícone da primeira dessas festas, a Natividade.


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Todos os antigos hinos da liturgia explicam a compreensão alegórica da escritura relevante e sua conexão com a festa. A arte tradicional da Igreja simplesmente reflete isso visualmente conforme apresentado poeticamente na forma escrita desses hinos.

Por exemplo, qualquer pessoa que rezasse a Oração da Manhã no dia de Natal em conjunto com o olhar para o ícone tradicional seria capaz de decifrar a imagem. Primeiro, por tradição, Nosso Senhor nasceu em uma caverna, não em um estábulo de madeira. E que o interior escuro desta caverna era um símbolo do céu. Nossa Senhora é um símbolo do trono de querubins sobre o qual o Cristo Ressuscitado está sentado no céu. Para tornar esta conexão aparente visualmente, o menino Cristo é visto descansando sobre uma figura reclinada de Nossa Senhora de tal forma que sugere este trono. Em vez do Cristo transfigurado em seu coração, vemos o bebê em panos. Esta representação de uma figura envolta em pano, no coração escuro de uma gruta, pretende evocar uma ligação entre o nascimento de Nosso Senhor e a sua morte no sepulcro, quando foi envolto em mortalha e embalsamado com mirra. Por meio dessa representação, a representação do nascimento de Cristo direciona nossa atenção para sua morte futura e sua ressurreição. Esta é apenas uma pequena parte do ícone da Natividade e também um pequeno detalhe a que se refere os hinos litúrgicos cantados no dia de Natal.

Por exemplo, aqui está parte da Nona Ode cantada na Oração da Manhã:

Eis um mistério estranho e maravilhoso: a gruta é o céu, a Virgem um trono querubim, a manjedoura um lugar nobre onde repousa Cristo, o Deus Incontrolável.

Aqui está sua descrição do ícone em que ele escolhe não mostrar a caverna como o céu, mas como a ausência de Deus pronto para receber Cristo:

“A caverna negra aponta para o angustiante Hades, especialmente quando o Senhor está em panos brancos para indicar as gloriosas vestes brancas da ressurreição. A escuridão da caverna apresenta o mundo esperando pelo Sol da Justiça e, como tal, representa a "ausência" subjetiva de Deus (embora, é claro, Deus esteja presente em todos os lugares). Cristo está 'entronizado' na Virgem, e está vestido com Seu pálio real, um Rei nascido da Rainha do céu. A montanha é vermelha porque a Virgem é por vezes referida como a sarça que arde sem se consumir. As montanhas se elevam, refletidas nos versículos de Paulo em Romanos 8:22-24. Os Magos representam os gentios, os ricos e os instruídos, enquanto o pastor representa os judeus, os pobres e os incultos. Eles se reúnem em Cristo, o Rei dos reis,

O sinal visual de Nossa Senhora como a Sarça Ardente cria uma conexão com o Batismo no Jordão. A sarça ardente de onde a voz de Deus falou a Moisés no deserto e que não foi consumida pelo fogo é comparada nos hinos litúrgicos tanto ao seio da Virgem, contendo nosso Senhor sem comprometer sua virgindade. Ambos são comparados aos três homens na fornalha, descritos no Livro de Daniel, que foram protegidos do fogo da fornalha. O 'mecanismo' dessa proteção é comparado a um orvalho refrescante enviado por Deus para protegê-los. Da mesma forma, diz-se, um orvalho refrescante protegeu a Virgem de ser consumida pelo Fogo do Espírito e assim ela permaneceu pura, através da concepção, gravidez e nascimento de Nosso Senhor. Esse orvalho é um tipo também para as águas do batismo que mantêm a perfeição e limpam toda a imperfeição. No Batismo no Jordão, Cristo concede o poder purificador daquele orvalho sagrado às águas do Jordão, para que nós, pelos sacramentos do batismo e da confirmação, possamos ser purificados e protegidos do fogo do Espírito Santo da mesma maneira .

https://www.thewayofbeauty.org/blog/2021/1/three-epiphanies-in-one-the-nativity-the-visit-of-the-magi-the-baptism-in-the-jordan

As lições de Nazaré (Alocução de são Paulo VI)

 

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Das Alocuções do papa Paulo VI
(Alocução pronunciada em Nazaré a 5 de janeiro de 1964)            (Séc. XX)

As lições de Nazaré

Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho.

Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo.

Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido.

Aqui, nesta escola, compreende-se a necessidade de uma disciplina espiritual para quem quer seguir o ensinamento do Evangelho e ser discípulo do Cristo.

Ó como gostaríamos de voltar à infância e seguir essa humilde e sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos, junto a Maria, de recomeçar a adquirir a verdadeira ciência e a elevada sabedoria das verdades divinas.

Mas estamos apenas de passagem. Temos de abandonar este desejo de continuar aqui o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. Não partiremos, porém, antes de colher às pressas e quase furtivamente algumas breves lições de Nazaré.

Primeiro, uma lição de silêncio. Que renasça em nós a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito; em nós, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos em nossa vida moderna barulhenta e hipersensibilizada. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo.

Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social.

Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! É aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. Finalmente, como gostaríamos de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor.



Segunda leitura do Ofício das Leituras da Festa da Sagrada Família

Oração ao Menino Jesus diante do presépio

 

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Menino das palhas, Menino Jesus,
Menino de Maria, aqui estou diante de ti.
Tu vieste de mansinho, na calada da noite,
no silêncio das coisas que não fazem ruído.
Tu é o Menino amável e santíssimo,
deitado nas palhas porque não havia lugar
para ti nas casas dos homens
tão ocupados e tão cheios de si.