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segunda-feira, 9 de março de 2009

Zeitgeist: Addendum

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Hai quase exactamente um ano comentávamos nestas páginas o documental Zeitgeist. Está disponível já a segunda entrega, "Zeitgeist: Addendum", a qual, ao igual que a primeira, oscila entre o mui interessante e o quase delirante. E, também ao igual que a original, consta de várias partes claramente diferenciadas (atençom: se se pode estragar o argumento dum documental... entom o que segue é um SPOILER!). O Addendum começa com uma descriçom crítica do monetarismo, apresentado como um sistema que furta recursos do comum para entregar-lhe-los aos bancos (correcto!). A seguir, e ligado com este roubo de recursos, John Perkins (colaborador do NY Times, escritor, impulsor do projecto Dream Change) fai um repasso da trajectória imperialista dos USA, analisando os casos de desestabilizaçom (tanto total como em grau de tentativa, e sempre com o fim de expoliar estes países) de Panamá, Irão ou Venezuela, entre outros (certo!). Despois a película vira para outro âmbito, nom já de crítica, senom de proposta em positivo: a do Projecto Venus, uma simpática ida de olla sem desperdício. E é que basicamente defendem uma tecno-utopia, possibilitada por uma "economia baseada em recursos" na que estes seriam super-abundantes. Na sua visom, nom nos teremos que preocupar pola escassez de energia: hai de sobra, só que em fontes ainda nom explotadas -tales como a geotérmica ou a hidroeléctrica das correntes submarinhas. Outro exemplo: o do transporte, para o que imaginam um futuro onde os VTOLs e os trens Maglev nos solucionam a vida a baixo custo. A chave de todo isto, o que o faria possível, explica-se na película e também aqui. ..
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.Verdadeiramente é um futuro no que me gostaria acreditar (paga a pena botar uma olhada à sua web, talvez algum dia me construa uma casa como as que proponhem), se nom fosse polo déjà vu a sonho hippie da Era Espacial... e a que, apesar das maravilhas prometidas, nom dam nenguma folha de rota para chegar a elas. O seu projecto é aparentemente um quadro estático, nom um processo; igual de fermoso e perfecto que o anarquismo -sendo em realidade uma forma de realizaçom do ideal anarquista-, apresenta as mesmas (formidáveis) dificuldades para a sua realizaçom. Mas, apesar de todo, recomendo o visionado deste Addendum, por refrescante e "debatível"... e também, que carai, porque imagino que Carl Sagan sorriria vendo-o ;-)

quarta-feira, 12 de março de 2008

ZEITGEIST

Zeitgeist é um documental realizado por um tal Peter Joseph e publicado na internet o ano passado. Mália ter umha factura algo amateur, é umha obra de visionado im-pres-cin-dí-vel, tanto se se acredita no que nela se di, como se se tem umha postura mais escéptica. Afortunadamente, está disponível directamente na página de Google videos, polo que nom fai falta baixa-lo senom que se pode ver via web, com subtítulos em castelhano ou em português. Na página oficial do projecto pode-se atopar um lote de informaçom adicional, entre ela umha transcriçom completa do texto da película com onde se citam as fontes.


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E... de que trata a peli? (tranquilos, que nom a imos destripar). Pois Zeitgeist está estruturada em 3 partes, que conformam um quadro de inspiraçom anarcoide sobre as formas de dominaçom social. A primeira, "A maior história jamais contada", fai umha análise do cristianismo comparando-o com outras religiões anteriores. Partindo de considerações astronómicas que estám na orige dessas religiões, amosa como o culto a Jesucristo nom é em realidade mais que a adaptaçom do culto ao Sol. Defende-se a tese da nom existência histórica de Jesús tal e como o conhecemos, e de que o cristianismo passou de ser professado por uns poucos seguidores de umha secta gnóstica a ser a religiom do império romano devido ao propósito do emperador Justiniano de emprega-lo como ideologia para o control social. Esta primeira parte é, ao meu juízo, quiçais a mais interessante das três.

Na segunda parte juntam-se todas as teorias conspiranoicas que se podem atopar sobre o 11-S, sugerindo por suposto que o atentado era conhecido, quando nom direitamente preparado, polo governo dos USA. Esta parte é se qudra a mais feble, já que "dispara a todo o que se move", polo que a carom de dados verdadeiramente intrigantes oferecem-se outros que semelham moito mais duvidosos. Aínda assi resulta interessante, e a conclusom é dificilmente invalidavel, já que, aínda que se pense que o governo foi sorprendido polos atentados, o que está claro é que a posteriori estes fôrom utilizados para justificar os recortes de liberdades e a ofensiva mundial pola que levavam tempo esperando certos sectores.
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E é precissamente destes sectores dos que fala a terceira parte. Nela apunta-se cara a umha conspiraçom dos poderosos (em concreto, certos banqueiros) para apoderar-se das riquezas dos USA e por extensom de todo o mundo. Resulta curioso revisar declarações de ex-presidentes americanos que vinham a reconhecer este feito. Esta parte parece-me tamém moi interessante, se bem as expectativas que tinha de que nela se retomaria o exposto na I e na II, fazendo umha hábil fusiom, nom fôrom enteiramente satisfeitas.
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Em resumo, ver esta peli é umha das melhores formas possíveis de passar um par de horas. A cantidade de informaçom que nela se ofrece é impressionante, e pode servir de incentivo para profundizar no(s) tema(s). Recomendo-a encarecidamente, e estou seguro de que Alan Moore tamém o faria ;-)
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E para rematar, um parágrafo tirado da web oficial da peli:
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Religion, Race, Class, Patriotism and all other arrogant notions of dominance and separatism is the actual problem. We must understand as human beings that our religions, races, classes, nationalities, and even fear, greed and arrogance itself are learned associations. They are no more a part of you than the clothes you have on, and you are free to take them off at anytime and discover who and what you actually are.