Do dia dois de Novembro
Ao vinte e quatro de Junho
Andaram dois inocentes
A peregrinar pelo mundo.
Um era de dez anos
Outro onze ou pouco mais
Muitos desgostos causaram
Esses tristes a seus pais.
Partiram para Castela
Foram pela estrada acima
Com sentido de chegar
A terras de Andaluzia.
Perderam-se pelo caminho
E a Madrid foram dar
Onde foram recolhidos
No asilo da caridade.
Lá estiveram quarenta meses
Sem ninguém deles saber
Muito bem os ensinaram
A ler e também escrever.
Ao fim desses quarenta meses
Deram-lhe a liberdade
Lembraram-se de seus pais
Puseram-se a marchar.
Quando vinham no caminho
Esses tristes peregrinos,
Roubaram-lhe o que tinham
Ficaram mais pobrezinhos.
Chega a noite e tão cansados
Deitam-se a descansar
Entre palhas e arados
Num cabanal familiar.
Santo António Divino
Vós sois uma luz soberana
Guardastes nossos meninos
No monte de Guarda Rama.
Santo António Divino
Divino e verdadeiro
Trouxestes nossos meninos
À povoação de Moveiros.
Levanta-te meu marido
Com muito gosto e alegria
Apareceram nossos meninos
Ó meu Deus de minha vida.
Nota1: esta cuonta fui recolhida por Aida Fernandes que la oubiu a Tie Marie da Cruç ende por amprecípios de la década de nobenta de l séclo passado. Un de los garoticos que se escapou era l bisabó de Ramiro, inda nino por buolta de 1870 (?).Nota2: falar de Santo Antonho an Cicuiro, ye falar de l die dieç de Janeiro, la fiesta de los antremoços, de l lhume e de l foguete d'alborada que hai muitos anhos tiu Anicetro botou aspuis de l nacer un garoto. Hoije ye l die de Narciso Monteiro / Perrera. Un abraço para el.Buonas tardes
i buina suorte.